sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Anjo de Natal feito com garrafa PET

1 - Anjo de Natal feito com garrafa PET
Na iconografia comum, os Anjos têm vulgarmente asas de pássaro e uma auréola. São detentores de uma beleza delicada e de um forte brilho, e por vezes são representados como uma criança, por terem inocência e virtude.

Para a realização deste anjo, reutilizei algum material de uso diário como as garrafas PET, sacos de plástico e esponja.

2 - Material

Material necessário:

- 2 garrafas PET (25cl e 33 cl aprox.);
- 1 saco de plástico (supermercado);
- 1 bola de ping-pong;
- Régua;
- Tinta acrílica (branco, amarelo ou dourado);
- X-acto;
- Tesoura;
- Compasso;
- Pincéis;
- Cartolina;
- Feltro;
- Pistola de cola a quente;
- Cola;
- Fio de algodão dourado;
- Material para a decoração (bijutaria, botões...);
- Acetona e algodão;
- Marcador impermeável.

3 - Molde das mangas da túnica

 Passo a Passo:

1- Lave as garrafas, retire a cola com um algodão embebido em acetona. Retire as tampas.

2 - Desenhe o molde de cada manga (450mm x 350mm) em cartolina, imagem 3 (uma das mangas deixa ver a mão do anjo). Recorte.

4 - Desenho dos braços/manga do anjo na garrafa PET.

3 - Coloque os moldes sobre a garrafa mais pequena e desenhe com o marcador. O espaço entre os dois moldes, na imagem 4, corresponde ao local onde se colocarão as asas do anjo.

4- Recorte os braços/mangas do anjo com o x-acto, puxe para a frente e vinque, conforme as imagens 5 e 6.

5 - Parte da frente
5 - Pinte a garrafa com a tinta acrílica dourada ou amarela. Pode usar tinta em spray, imagens 5 e 6.

6 - Parte de trás

6 - Desenhe o molde das asas (150mm x 90mm) em cartolina. Recorte. Faça dois cortes perpendiculares, conforme a imagem 7. Estes cortes vão facilitar o encaixe/colocação das asas.

7 - Asas recortadas e pintadas.
7 - Coloque o molde das asas sobre a garrafa maior e desenhe com o marcador, imagem 8. Recorte com o x-acto.

8 - Molde das asas sobre a garrafa PET

8 - Pinte as asas de branco, frente e verso.

9 - Coloque a bola sobre o gargalo da garrafa, contorne com o marcador e recorte. 

10 - Faça tranças com o fio de algodão dourado.  Cole na bola com a cola a quente e vá compondo o cabelo do anjo, imagem 9.

11 - Para fazer a auréola, recorte o fundo da garrafa maior (utilizada para as asas). Pinte de dourado, imagem 9.

9 - Cabeça do anjo
12 - Depois da tinta secar, cole a auréola, os olhos e a boca, imagem 9.

10 - Gola da túnica
13 - Trace duas circunferências concêntricas com 350mm e 750mm de diâmetro, sobre o saco de plástico. Será a gola da túnica. Para a guarnição da túnica, as medidas devem ser de 50mm e 80mm de diâmetro. Recorte motivos alusivos ao Natal, imagem 10.

14 - Cole a gola e a guarnição na túnica. Cole outros elementos de decoração, imagem 1 e 11.

15 - Faça o presente com um pedaço de esponja ou esferovite, embrulhada em papel colorido.

16 - Cole as asas e o presente com cola a quente, imagem 11.

11 - Detalhe das asas e presente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Biografia do pintor Eduardo Viana

Eduardo Viana, 1881-1967. Geneall

Dia 28 de Novembro (aqui)


Eduardo Afonso Viana (Lisboa, 28 de Novembro de 1881 — Lisboa 21 de Fevereiro de 1967), foi um pintor português da primeira geração do modernismo nacional.

Jantar dos artistas na Sociedade Nacional de Belas Artes depois da inauguração da exposição. Ilustração Portuguesa nº 380, 2 de Junho 1913. Na imagem, o pintor Eduardo Viana está ao lado direito (delimitado por um quadrado). A imagem foi modificada por mim digitalmente.
La Petite, cera, colagem e óleo sobre tela, 1916 - CAM, Fundação Calouste Gulbenkian
Eduardo Viana frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Veloso Salgado e Columbano Bordalo Pinheiro, entre 1896 e 1905. Neste mesmo ano partiu para Paris, onde permaneceu até 1915. Nesta cidade frequentou o atelier de Jean-Paul Laurens na Academia Julian. Ao longo de todo esse período participou em várias exposições em Portugal, para as quais enviou trabalhos seus: Salões anuais da Sociedade Nacional Belas Artes, em 1905, 1911, 1913 e 1915, sendo-lhe atribuída uma Menção Honrosa (1911) e uma 2ª Medalha (1915); em 1911 participou na Exposição Livre, no Salão Bobone, considerada a primeira manifestação modernista em Portugal. 

A Revolta das Bonecas, óleo sobre tela, 1916 - Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Contemporânea
K4 Quadrado Azul, óleo sobre tela, 1916 - CAM, FCG
Regressou de Paris em 1915 e, durante cerca de dois anos, conviveu com Sónia e Robert Delaunay, refugiados em Portugal em consequência da Primeira Guerra Mundial e instalados em Vila do Conde. Para além da amizade com o casal de artistas, contactou com o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, a residir em Manhufe, Amarante. Em 1919, participou na III Exposição dos Modernistas, Porto; em 1920, realizou a sua 1ª exposição individual no Porto, na Galeria da Misericórdia, e outra, em 1921, em Lisboa. Aqui realizará a sua última exposição individual, em 1923. Neste ano é convidado com Amadeo e Almada, a participar na exposição os Cinco Independentes, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa. Organizou o primeiro Salão de Outono na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1925, onde expôs 8 trabalhos, entre os quais as telas para o café A Brasileira; em 1926 participou no segundo Salão de Outono, ao lado de António Soares, José Tagarro e Carlos Botelho, entre outros. 

Pousada de Ciganos, óleo sobre tela, 1923 - Museu do Chiado, MNAC
Nu, óleo sobre tela (pintura decorativa do Bristol Club Dancing), 1925 - Museu do Chiado, MNAC
A ponte de D. Maria, óleo sobre tela, 1925 -  Museu do Chiado, MNAC
Em 1930 regressou a Paris, mudando-se para a Bélgica cinco anos mais tarde. A partir de 1935, participou com alguma regularidade nas Exposições de Arte Moderna (Secretariado de Propaganda Nacional/ Secretariado Nacional de Informação), vencendo em 1941 e 1948, o prémio Columbano. Regressa definitivamente a Portugal em 1940, devido à intensificação da 2ª Guerra Mundial. Os anos de estadia na Bélgica (1930-1940), ocasionam uma interrupção no percurso do pintor, pelo pouco que se conhece deste período da sua vida. A partir de 1940, dedicou-se à pintura de natureza-morta, tema quase exclusivo da sua pintura a partir de então. Os objectos que o rodeavam no atelier e utilizava como modelo, mesas e cadeiras, toalhas, flores e frutos, eram a justificação para consecutivos exercícios de composição com poucas variantes que, de quadro para quadro, progressivamente, foi simplificando.

Guitarra Minhota, óleo sobre tela, 1943 - Museu do Chiado, MNAC
Composição, óleo sobre tela, 1947 - Museu José Malhoa
Esteve presente nas representações nacionais às Bienais realizadas em 1950 e 1955, em Veneza e em São Paulo. Em 1957 venceu o Grande Prémio de Pintura na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Em 1965, foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Arte, do SNI. O Museu de Arte Contemporânea adquiriu nove dos seus trabalhos mais notáveis. No ano seguinte ao da sua morte (1967),  realizou-se a primeira exposição retrospectiva da sua obra, em Abril, organizada pelo Secretariado Nacional de Informação.
Eduardo Viana, nunca consentiu que alguém tomasse a iniciativa de dar a conhecer a sua obra de uma forma ampla. Por este motivo, só em 1868, depois da sua morte, foi oficialmente realizada a exposição retrospectiva.
Eduardo Viana está representado em vários museus: Museu do Chiado (Lisboa), Soares dos Reis (Porto), Grão Vasco (Viseu), José Malhoa (Caldas da Raínha), Fundação Abel de Lacerda (Caramulo), Fundação Gulbenkian (CAM, Lisboa), a maior parte da sua obra encontra-se dispersa em colecções particulares.

Sem Título, carvão sobre papel, n. d. - CAM, FCG
Retrato do Arquitecto Varela, óleo sobre tela, n. d. -  CAM, FCG
Retrato do pintor Waldemar da Costa, óleo sobre tela, 1930-1931. Museu do Chiado, MNAC
Sem título, cera e óleo sobre tela, n. d, - CAM, FCG

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Afonso_Viana

http://www.matriznet.ipmuseus.pt/MatrizNet/Entidade/EntidadesConsultar.aspx?IdReg=68174

Fernando Botero expõe em Lisboa

Jesus e a Multidão - IGESPAR
Fernando Botero nasceu na Colômbia em 1932 e completou 80 anos no dia 19 de Abril de 2012. É considerado um dos artistas contemporâneos mais distintos a nível internacional. O artista plástico apresenta no Palácio da Ajuda, uma grande exposição da sua obra. Esta mostra surge do convite feito a Portugal para país tema da próxima edição da Feira Internacional do Livro de Bogotá, capital da Colômbia.

Maria e Jesus morto - IGESPAR
A exposição intitulada “VIACRUCIS – A paixão de Cristo”, apresenta 27 obras a óleo e 34 desenhos dedicados ao drama da paixão e morte de Jesus Cristo. Está patente na Galeria do Rei D. Luís I, Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, de 14 de Novembro de 2012 a 27 de Janeiro de 2013. 
Notícia completa no Público, 14/11/2012

Palácio Nacional da Ajuda
Largo da Ajuda
Lisboa 


Tel:. 213637095/ 3620264

O Beijo de Judas - IGESPAR

Fontes:

http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-paixao-de-cristo-segundo-botero-no-palacio-da-ajuda-1572457#/0

http://www.igespar.pt/pt/agenda/9/2592/

domingo, 25 de novembro de 2012

Tetra Pak reciclado para o Calendário de Advento

1 - Calendário de Advento
A partir do dia 1 de Dezembro entramos em contagem decrescente até ao Natal. O Calendário de Advento com surpresas diárias, encanta crianças e adultos; coloque gulodices, bilhetes com mensagens, folhetos com a indicação do autor e título das imagens que seleccionou, poemas... 
Para a recolha das imagens sugiro a visualização do Calendário de Advento (dividido por 24 dias) que publiquei aqui no blog, em 2011.

Na realização deste calendário, incluí embalagens recicladas / reutilizadas de Tetra Pak (200 ml) e criei 3 estrelas de oito pontas. A cada ponta das estrelas, corresponde um dia do calendário e uma imagem relacionada com a quadra natalícia, num total de 24. As estrelas do centro reforçam o efeito da organização das embalagens.
 
2 - Material
Material necessário:

- 3 telas para pintura com a medida 300mm x 300mm;
- 24 embalagens recicladas de Tetrapack (200 ml);
- 2 embalagens recicladas de Tetrapack (1000  ml), planificadas;
- 1 lata de tinta ou spray dourado (pequena);
- 1 lata de tinta ou spray prateado (pequena);
- 1 tesoura;
- 1 régua e esquadro;
- 1 lápis ou lapiseira;
- 1 pincel espatulado nº 13;
- Cola;
- Fita para embrulho ou outra, prateada;
- 9 ganchos roscados fechados;
- 3 estrelas com 100 mm ou 11 mm de diâmetro;
- Folhas de papel para base de trabalho;
- 4 folhas de papel A4 branco.

3 - Traçado das diagonais na tela pintada
Passo a passo:

1 - Corte a parte superior das embalagens (200 ml) em triângulo, imagem 2.

2 - Sobre a folha de trabalho coloque as telas e as embalagens (200 ml). Pinte com a tinta ou spray dourado 2 telas e 16 embalagens; pinte com a cor prateada 1 tela e 8 embalagens.

3 - Enquanto a tinta seca, construa um octógono em papel:

4 - Medianas e diagonais do quadrado.
a) Numa folha de papel A4, faça um quadrado de 210 mm de lado; dobre para obter as medianas e as diagonais, imagem 4.

5 - Quadrado dobrado em 4 partes
 b) Dobre o quadrado em 4 partes iguais, imagem 5.

6 - Quadrado dobrado pela linha diagonal
 c) Dobre o quadrado pela linha diagonal (AB) obtendo a forma de triângulo, imagem 6.

7 - Marcações de 70 mm

d) Marque 70 mm a partir do vértice B, na base e no lado do triângulo, imagem 7.

8 - Segmento de recta
e) Trace um segmento de recta unindo os dois pontos marcados anteriormente.

9 - Corte do papel excedente
f) Com a tesoura corte o papel excedente, imagem 9. Desdobre e obtém um octógono, imagem 10.

10 - Octógono
4 - Com a régua e o lápis, trace as diagonais em cada uma das telas quadradas, imagem 3.

11 - Molde do octógono sobre a tela
5 - Coloque o molde do octógono sobre uma tela, faça coincidir as linhas ou o centro e com a ajuda da régua trace os 8 lados. Repita o processo nas outras 2 telas.

12 - Colocação dos ganchos

6 - Na tela do meio, coloque os ganchos a uma distância de 60 ou 70 mm de cada lado horizontal paralelo. Nas outras telas, coloque-os num dos lados horizontais. A tela superior terá também um gancho para suspender na parede.

13 - Colagem da estrela no centro do octógono
7 - Coloque uma estrela no centro do octógono e cole. Repita o processo nas outras duas telas.

14 - Colagem de um rectângulo na base de uma embalagem
8 - Desenhe 24 rectângulos com a medida da base das embalagens (53 mm x 33 mm), sobre a Tetrapack planificada (1000 ml). Recorte e cole um rectângulo na base de cada caixa, imagem 14.

15 - Colagem da imagem
16 - Colagem da imagem
9 - Recorte as imagens que seleccionou e cole uma em cada embalagem. Tenha atenção à posição da caixa na tela, imagens 15, 16 e 17.

17 - Estrela de 8 pontas e caixas Tetrapack formando estrela
10 - Coloque 8 caixas sobre uma das tela, fazendo coincidir o fundo das embalagens com o desenho do octógono (imagem 13). Cole as caixas douradas sobre as telas da mesma cor. Proceda da mesma forma com as caixas e tela prateadas.

18 - Colocação dos laços de fita.
11 - Passe a fita por dentro dos ganchos e suspenda as telas atando-as com laços. As telas devem ficar afastadas para que as caixas não se toquem.

19 - Colocação de "surpresas" dentro das caixas
12 - Para que as "surpresas" não caiam das caixas que estão viradas para o chão, aconselho a embrulhá-las em bastante papel de seda. Quanto às mensagens, poemas ou outros, ficarão mais seguros se fizer um rolinho com o papel, imagem 19.

sábado, 24 de novembro de 2012

Decorações de Natal - Estrelas recortadas


1 - Pirâmide triangular com estrela em relevo.
Com a proximidade do Natal pensamos em decorações originais. Aqui ficam sugestões de decorações em forma de pirâmide, para pendurar na  Árvore de Natal, nos embrulhos, na porta... ou onde a imaginação o (a) levar! Com exactidão e criatividade pode realizar formas verdadeiramente ornamentais.

2 - Pirâmide triangular com estrela recortada.

 Material necessário:


3 - Material

- Papel de 200g ou cartolina (dourado);
- Papel de 200g ou cartolina (prateado);
- Lápis ou lapiseira.
- Tesoura;
- X-acto;
- Régua;
- Esquadro;
- Compasso;
- Dobradeira;
Fio prateado ou dourado.

4 - Segmento de recta e arco de circunferência.

Passo a passo:

Na primeira fase, comece por construir um triângulo equilátero:

1 - Trace um segmento de recta com 16 cm, utilizando a régua, o lápis e o esquadro. Marque os pontos A e B. Com o compasso (abertura 16cm) trace dois arcos de circunferência que se devem cruzar (C), imagens 4 e 5.
5 - Construção do triângulo equilátero.
2 - Trace 2 segmentos de recta para unir os pontos A e B a C. Utilize a régua e o lápis (imagem 5).

6 - Traçado de 4 triângulos equiláteros.

3 - Sobre os 3 lados do triângulo equilátero marque os pontos médios (8cm) e una-os entre si de forma a obter 4 triângulos (imagem 6). 

Na segunda fase, já com a pirâmide planificada, desenhe os motivos decorativos em cada face.

7 - Motivo para a decoração da pirâmide.
8 - Motivo para a decoração da pirâmide
9 - Motivo com estrela de seis pontas, repetido nas 4 faces da pirâmide planificada.

4 - Escolha um dos motivos e desenhe-o com exactidão nas 4 faces triangulares. Utilize o compasso, a régua e o lápis (imagens 7, 8 e 9 ).

10 - Motivo da imagem 7, repetido nos 4 triângulos que formam a pirâmide planificada.

5 - Para realizar os desenhos geométricos de cada face com exactidão, una cada vértice do triângulo ao ponto médio do lado oposto (mediana), imagem 10.

 Na terceira fase, recorte, dobre e construa a pirâmide.

11 - Recorte
6 - Com uma tesoura ou um x-acto, recorte os motivos de cada face. O traço a cheio indica recorte. O tracejado indica dobragem, imagens 10 e 11.

12 - Dobragem e vincagem das 4 faces da pirâmide
7 - Com a régua e a dobradeira, dobre e vinque as 4 faces da pirâmide, imagem 12.

13 - Dobragem e vincagem das estrelas
8 - Com a dobradeira, dobre e vinque para o exterior conforme o tracejado o motivo da estrela, imagem 13.



9 - Através dos três vértices soltos, introduza um fio, dê forma à pirâmide e suspenda-a.

14 - Decorações suspensas