domingo, 30 de novembro de 2014

Agenda digital - Museu Nacional de Arte Antiga




A acontecer no Museu Nacional de Arte Antiga - MNAA

Rua da Janelas Verdes
1249-017, Lisboa
Portugal

Tel.: 213 912 800



Exposição "Quando os Deuses visitam Bali"


O Museu da Marioneta mostra ao público objectos do quotidiano da "Ilha dos Deuses", na Indonésia: tecidos e esculturas, máscaras e marionetas usadas em cerimónias e rituais, jóias... 
Na sua maioria, as peças em exposição pertencem á colecção Francisco Capelo.

"Bali, ou a «Ilha dos Deuses», é um mundo de tradições milenares, onde hinduísmo, budismo e antigas crenças dos povos indígenas se misturaram ao longo dos séculos, criando uma forma de vida ímpar, uma cultura única, original e viva."

A exposição estará patente ao público até ao dia 18 de Janeiro de 2015.

Museu da Marioneta

Convento das Bernanrdas
Rua da Esperança, nº 146
1200-660 Lisboa

Tel.: 213 942 810
Sítio Internet: http://museudamarioneta.pt/


Bali


O Alentejo e o seu cante - O Alentejo e a arte


A 9ª Sessão do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas, para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), votou por unanimidade a integração do Cante Alentejano na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, dia 27 de Novembro de 2014. 

Depois da inscrição do Fado (2011) e da "Dieta Mediterrânica" (2013) na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, junta-se agora o Cante Alentejano. 



O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade



UNESCO Arquivo Multimedia


A região do Alentejo (Portugal), integra os distritos de Portalegre, Évora e Beja, a metade sul do distrito de Setúbal e parte do distrito de Santarém, sendo a maior região de Portugal. Compreende 58 municípios e cerca de 400 freguesias.

O Alentejo é uma região de "montes" e vastas planícies, aldeias pintadas de branco, preciosidades arquitectónicas, artes tradicionais sempre renovadas, sabores mediterrânicos e impressionantes coros


Homenagem aos Mestres Cantores do Alentejo, têmpera sobre madeira, (1,30 x 40 cm), 1965. Autor: José Manuel Espiga Pinto - CAM, Fundação Calouste Gulbenkian.

Alentejo, tapeçaria (119 x 200 cm). Autor: Rogério Ribeiro - MTP - Manufactura Tapeçarias de Portalegre

Costumes Alentejanos, aguarela sobre cartão (37 x 26,5cm) séc. XX. Autor: Martins Barata - Museu Grão Vasco.
Mulheres Alentejanas, óleo sobre tela, (63 x 80cm), 1932. Autor: Simão César Dórdio Gomes. - Museu José Malhoa
Ceifeiras, óleo sobre cartão (125x115cm),1943. Autor: António Lino. - Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Contemporânea

Mondadeiras, litografia sobre papel, (46,6 x 33,9cm), 1959. Autor: Cipriano Dourado - CAM, Fundação Calouste Gulbenkian.
Gadanheiro, óleo sobre aglomerado, (122 x 83cm), 1926. Autor: Júlio Pomar.Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Contemporânea
O Rancho da Azeitona, óleo sobre tela. (121 x 51cm), 1916. Autor: Simão César Dórdio Gomes. - Museu de Évora

A olaria pedrada de Nisa, os barros de Estremoz, a olaria decorativa ou a utilitária, estão entre a grande variedade de peças criadas pelos mestres barristas. 

O mobiliário em madeira pintada, os objectos em cortiça, os bordados de Nisa ou os tapetes de Arraiolos, ajuízam a mestria dos artesãos alentejanos.

Em Portalegre, existe desde 1946, a Manufactura das Tapeçarias de Portalegre. Tapeçaria mural decorativa, a tapeçaria de Portalegre, tecida manualmente, é única pela técnica usada, permitindo a reprodução rigorosa de obras de grandes nomes da pintura nacional e estrangeira.

Ceifeira, barro policromado, séc. XX,.Estremoz - Museu Nacional de Etnologia
Pastor alentejano, barro policromado, séc. XX. Estremoz - Museu de Arte Popular 
Tarro (contenção de alimentos), cortiça e madeira, séc. XX - Museu Nacional de Etnologia
Camponês junto a uma azinheira comendo de um tarro, barro policromado, séc. XX. Estremoz - Museu Nacional de Etnologia
Cantarinha de prenda (testo), modelagem e empedrado, séc. XX. Alentejo - Museu de Arte Popular
Oratório, madeira de casquinha pintada. séc. XX(?). Alentejo - Museu de Arte Popular
Pormenor de cama tradicional, com almofadões, lençóis e colcha bordados - Museu do Bordado e do Barro
Bordado de Nisa (alinhavos de Nisa) - Museu do Bordado e do Barro
Colcha com aplicações de tecido, séc. XIX (?). Nisa - Museu de Arte Popular

O Maior Tapete de Arraiolos feito em Arraiolos - Município de Arraiolos

O centro histórico da cidade de Évora - cerca de 42 000 habitantes - é um dos mais ricos em monumentos, de Portugal. O centro histórico de Elvas foi declarado Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 1986. 

As muralhas seiscentistas da cidade de Elvas - cerca de 15 941 habitantes - em conjunto com o seu centro histórico, foram inscritas na Lista do Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 2012. 

A nível do Turismo, foi considerado como a melhor região de turismo de Portugal, tanto nacional como internacionalmente, nos anos 2011, 2012 e 2013. 


Évora, óleo sobre tela, (85 x 95 cm), 1938. Autor: Dórdio Gomes CAM, Fundação Calouste Gulbenkian.
Rua das Olarias, Viana do Alentejo, aguarela sobre cartão, (28 x 37,5) 1922. Autor: Helena Roque Gameiro - Museu Grão Vasco
A sesta dos ceifeiros (Alentejo), óleo sobre tela, (59 x 74 cm), 1918. Autor: Simão César Dórdio Gomes - Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Contemporânea.
Charneca alentejana, óleo sobre madeira, (37,5 x 56 cm), 1880-1889. Autor: António Carvalho de Silva Porto - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

Charneca dos Almos (Alentejo), pastel sobre papel, (44,5 x 115,5 cm), 1898. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Contemporânea.


Fontes:
http://www.visitalentejo.pt/pt/o-alentejo/experimente/artes-tradicionais/
http://www.mtportalegre.pt/pt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alentejo
http://www.cam.gulbenkian.pt/index.php?langId=1


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Exposição "Barros Basto: o Capitão nas trincheiras"

"Barros Basto: o Capitão nas trincheiras"


Artur Carlos de Barros Basto (nome Hebreu: Abraham Israel Ben-Rosh) nasceu a 18 de Dezembro de 1887, em Amarante. Foi um militar de carreira, escritor e filósofo. Barros Basto, líder judaico respeitado, impulsionou a criação da comunidade Judaica do Porto (Comunidade Israelita do Porto) e a construção da Sinagoga Kadoorie (Porto).

No decorrer da  Primeira Guerra Mundial, comandou um batalhão do Corpo Expedicionário Português na frente da Flandres. Foi condecorado e promovido a Capitão, pelos seus actos de bravura e honra no campo de batalha. 

Barros Basto foi julgado pelo Conselho Superior de Disciplina do Exército e afastado da instituição, em 1937. O motivo alegado foi a realização de cerimónias para a circuncisão dos seus alunos.

Em 1938, Barros Basto viu com emoção a inauguração do seu grande projecto, a Sinagoga Kadoorie, no Porto.

Faleceu no dia 8 de Março de 1961, na cidade do Porto. Conforme o seu desejo, vestiram-lhe a farda com a qual, sempre serviu a sua pátria. Está enterrado no cemitério de Amarante, cidade onde nasceu. 

No dia 29 de Fevereiro de 2012, a 1ª Comissão da Assembleia da República, aprovou por unanimidade, a reabilitação do Capitão Barros Basto, considerando que ele “foi separado do exército devido a um clima genérico de animosidade contra si motivado pelo facto de ser judeu, de não o encobrir, e, pelo contrário, de ostentar um proselitismo enérgico convertendo judeus portugueses marranos e seus descendentes.”


(http://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Carlos_de_Barros_Basto; 
http://digitarq.cpf.dgarq.gov.pt/details?id=1214994).



"Barros Basto: o Capitão nas trincheiras"


Exposição "Barros Basto: o Capitão nas trincheiras"


"Conjunto de imagens peculiares de um homem peculiar, longe dos embarques em Alcântara, da visita de Bernardino Machado ou do “Um adeus carinhoso” de Benoliel ou ainda das mais oficiosas fotografias de Garcêz, Barros Bastos mostra-nos o quotidiano do acampamento da sua 4ª Companhia: o bivaque, a definição das trincheiras e das protecções do arame farpado, a pose dos militares frente às ruínas da guerra ou a criação de uma imaginosa e impressionante presença do divino na efémera comunidade militar".       (CPF - Maria do Carmo Serén)
     
A exposição está patente ao público até ao dia 14 de Junho de 2015, no CPF.


CPF - Centro Português de Fotografia

Edifício da Ex-Cadeia e
Tribunal da Relação do Porto

Largo Amor de Perdição
4050-008 Porto, Portugal

Telef.: 220 046 300

Sítio Internet: http://www.cpf.pt/index.htm




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Exposição "Jóias da Carreira da Índia"

Taça de libação, província de Jiangsu, China; as montagens, provavelmente Manila, Filipinas, séc. XVII (segunda metade); chifre de rinoceronte e filigrana de prata dourada - Jornal "O Público"

A Carreira da Índia, trouxe especiarias como a canela do Ceilão, e pimenta de Cochim ou o cravinho das Molucas. Porém, outros tesouros foram cobiçados pelos Portugueses na Ásia. Objectos nunca vistos e outras mercadorias valiosas, eram algumas das preciosidades orientais.

" Apenas quatro anos após o feito de Vasco da Gama, Lisboa via com os seus olhos até que ponto eram verdadeiras as descrições de Marco Polo, com as naus trazendo até à Europa, não só as cobiçadas especiarias, mas todo um mundo de mercadorias e objectos raros, muitos nunca antes vistos", escreve no catálogo Nuno Vassallo e Silva, coordenador científico da exposição e director-geral do Património Cultural."  (As jóias que vinham na carreira  - Jornal "O Público" Francisca Gorjão Henriques- 13/11/2014)

Contador, Karimnagar, Índia, séc. XVII (finais); prata, prata dourada e filigrana dourada - Jornal "O Público"

"Dá-se a conhecer nesta exposição um impressionante conjunto de várias dezenas de peças de ouro e prata, delicadamente trabalhadas e enriquecidas com preciosas gemas e esmaltes de cores vibrantes. (...) Um conjunto de obras que nos surpreende e que, como Mendes Pinto, nos levam a dizer: que em meus dias nunca vi cousa tão maravilhosa."     
( Museu Fundação Oriente)

Espada (Kasthana), Ceilão (Sri Lanka), séc. XVIII; aço, prata, ouro, rubis e cornalina. - Jornal "O Público"

A exposição está patente ao publico entre 13 de Novembro de 2014 e 26 de Abril de 2015

Comissário da exposição: Hugo Miguel Crespo.


Museu Fundação do Oriente

Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 Lisboa, Portugal

Tel.: 213 585 200
Sítio Internet: http://www.museudooriente.pt/

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Portugal na Primeira Guerra Mundial - O fim da Guerra, imagens de 1918.

Soldado. Desenho a lápis sobre papel (40 x 31,6 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes - Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet 


No ano em que se comemora o centésimo aniversário do início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), relembro algumas imagens e factos de 1918 – o último ano da Grande Guerra.



Janeiro / Fevereiro / Março


  • O Presidente Woodrow Wilson, dos Estados Unidos da América, apresenta o tratado dos catorze pontos para a paz mundial, ao Congresso dos EUA, no dia 8 de Janeiro. Wilson, ganhará o Nobel da Paz, em 1919.  
  • No dia 15 de Janeiro, o segundo contingente do CAPI (Corpo de Artilharia Independente) desembarca em França. O comando do corpo é entregue ao tenente-coronel Tristão da Câmara Pestana. O contingente ficará subordinado ao comando francês.
  • A convenção luso-britânica vai redefinir e regulamentar o futuro do Corpo Expedicionário Português (21 de Janeiro). Sidónio Pais ao tomar o poder (1917), aceita "o plano de Derby", que versava a formação de uma só divisão na frente, a ser integrada num Corpo de Exército Britânico.
  • O tenente coronel Ferreira Martins, comandante interino do CEP, pede a exoneração, no dia 2 de Fevereiro.
  • Pelo Tratado de Brest-Litovsk, entre a Alemanha e a Rússia soviética, assinado em 3 de Março, a Rússia cede à Alemanha territórios fronteiriços. A Rússia abandona a guerra.
  • No dia 16 de Março, a 1.ª bateria do 1.º grupo de artilharia do CAPI entra em acção.
  • O manifesto da Junta de Salvação Pública, é publicado em vários jornais de Lisboa, no dia 17 de Março. No texto, a liberdade de imprensa era posta em causa e o Partido Democrático de Afonso Costa era atacado com violência. O manifesto sem assinatura, afirmava que a Junta fora constituída com a conivência do Presidente,  Sidónio Pais.
  • A decisão tomada no dia 19 de Março, para que o CAPI fosse transferido para o CEP (Corpo Expedicionário Português), não se efectuará, devido à grande ofensiva alemã  - Ofensiva da Primavera - lançada a 21 de Março.
  • O decreto nº 3959, de 22 de Março, determina as condições para a rendição dos militares do CEP. 
  • O decreto nº 3960, de 22 de Março, determina a constituição do Corpo de Tropas da Guarnição de Lisboa. 


O Peru. Os convivas europeus: - Deve ser duríssimo de roer! O conviva americano: - Verão como eu o trincho depressa e fica de fácil mastigação! O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1052, 7 de Janeiro de 1918. - Hemeroteca Digital
Submarinos portugueses. Os novos submarinos "Foca", "Golfinho" e "Hidra", recém chegados ao Tejo, no porto de Spezzia (Itália), onde foram construídos, depois da sua entrega às guarnições portuguesas.   "A nossa marinha de guerra acaba de ser aumentada com mais três unidades que muito contribuirão para que as nossas costas sejam mais eficazmente defendidas dos ataques dos piratas alemães." (...). Ilustração Portuguesa, nº 627, de 25 de Fevereiro e 1918; pág. 145. - Hemeroteca Digital

Na frente portuguesa. Um aspecto das trincheiras portuguesas. "Avizinha-se a ofensiva alemã, há muito anunciada na frente ocidental". (...) Ilustração Portuguesa, nº 631, de 25 de Março de 1918; pág. 223 - Hemeroteca Digital

Acampamento militar. Desenho a carvão sobre papel (19,7 x 28,4 cm), 1918. Autor: Adriano Sousa Lopes -  Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet

Soldados numa enfermaria. Desenho a carvão sobre papel (29 x 45,8 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes -  Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet 


Abril / Maio / Junho


  • No dia 6 de Abril, é aprovada a reorganização do CEP. O CEP deixaria de existir. A 1.ª divisão deveria ser enviada para reserva. A 2.ª divisão, reforçada, tomaria conta do sector português, e ficaria subordinada ao 11.º corpo de Exército britânico, sob as ordens do general britânico Hacking. Este, após a visita às tropas portuguesas, decidiu retirar a 2ª divisão da linha da frente. A 9 de Abril, esta ordem deveria ser posta em prática.
  • A Batalha de La Lys, deu-se entre 9 e 29 de Abril, no sector de Ypres, na região da Flandres, Bélgica. Nesta batalha, a vigorosa ofensiva dos exércitos alemães, provocou a destruição da 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), comandada pelo General Gomes da Costa. As baixas foram estimadas em mais de 7.000 homens. O ataque alemão aconteceu no dia em que as tropas portuguesas deveriam ser deslocadas para posições mais à rectaguarda. Os oficiais responsáveis dentro do CEP, já tinham comunicado ao governo português, o estado calamitoso em que as tropas portuguesas se encontravam, antevendo uma derrota militar.  
  • No dia 28 de Abril, Sidónio Pais foi eleito por sufrágio directo, sendo proclamado presidente da República, a 9 de Maio.
  • A 6.ª divisão americana contra ataca o exército alemão, no dia 6 de Junho. É a primeira intervenção de uma unidade americana na frente ocidental.

João Ninguém : soldado da Grande Guerra: impressões humorísticas do CEP. Ilustração e texto do capitão Menezes Ferreira. (...)"Longe, muito longe do céu de Portugal, dos montes verdejantes ou das fartas campinas das suas provincias, descansam pois, nos ásperos climas da Flandres, os nossos Mortos da Grande Guerra." (...) - Hemeroteca Digital

Portugal na Grande Guerra; Lacouture sob o bombardeamento de 9 de Abril de 1918 (Batalha de La Lys). Gravura; água -forte. Autor: Adriano Sousa Lopes (À direita - uma companhia de soldados portugueses, encurralados numa trincheira da 1ª linha). Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea - MatrizNet
Pela Pátria. (...) "Salvar a honra é ainda uma grande, senão a maior das vitorias. Foi o que fizeram os portugueses. Pouco mais já seriam de trinta mil os que defendiam o nosso sector, instalado num terreno ingrato onde se multilicavam as dificuldades de defesa, como em outros pontos, aliás, da frente ocidental. (...)" Ilustração Portuguesa, nº 635, de 22 de Abril de 1918; pág. 301 - Hemeroteca Digital

Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). 1 - O comandante interino do CEP, passando em revista a brigada do Minho que tão valentemente se bateu contra o inimigo. (em cima). 2 - O general sr. Gomes da Costa, abraçando um soldado que acaba de condecorar com a Cruz de Guerra (em baixo). Ilustração Portuguesa, nº 648, de 22 de Julho de 1918; pág. 61 - Hemeroteca Digital
Na frente portuguesa: o ilustre general sr. Gomes da costa, condecorando praças com a Cruz de Guerra. (Cliché da secção fotográfica do CEP). Capa: Ilustração Portuguesa, nº 648, de 22 de Julho de 1918 - Hemeroteca Digital



Julho / Agosto / Setembro



  • No dia 1 de Julho, dá-se o combate de Nhamacurra, em Moçambique. Travam-se combates as forças anglo-portuguesas e as tropas alemãs, quando estes chegam a 40 km de Quelimane e atacam o depósito de uma companhia açucareira.
  • A Segunda Batalha do Marne (Paris), acontece entre 15 de Julho e 5 de Agosto. O exército alemão recua em frente de Paris, após o contra-ataque maciço dos Aliados. Esta, foi a primeira de uma série de vitórias decisivas para os Aliados, que levariam ao Armistício, cerca de 100 dias depois.
  • Os exércitos aliados retomam a ofensiva no dia 8 de Agosto. O 4.º exército britânico ataca o sector alemão em frente de Amiens. Segundo o general Ludendorff é «o dia mais negro do exército alemão».
  • No dia 25 de Agosto, o general Garcia Rosado, nomeado em Julho de 1918, assume o comando do CEP, em França, substituindo o general Tamagnini.
  • Os alemães retiram dos territórios onde se encontrava estabelecida a companhia do Niassa, entre o Lúri e o Rovuma, em Moçambique, atravessando este rio, no dia 28 de Agosto.
  • As forças militares alemãs retiram, finalmente, do território de Moçambique, atravessando o Rovuma, no dia 28 de Setembro.
  • No dia 29 de Setembro, a Bulgária assina um armistício e abandona a Guerra.
Portugal na Grande Guerra; Ferme du Bois, distribuição do rancho. Água-forte (35 x 47 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes - Museu do Chiado - Museu de Arte Contemporânea - MatrizNet
Os nossos em França. Grupo de praças do CEP, retidos em Paris, em 12 de Junho último, alojados na cantina-dormitório do Triângulo Vermelho Português - Ilustração Portuguesa, nº 650, de 5 de Agosto de 1918; pág. 104, (foto em baixo). - Hemerotca Digital
Portugal e a França. Desfile do contingente português, constituído por 400 homens de infantaria, por ocasião da revista militar de 14 de Julho, em Paris. Ilustração Portuguesa nº 650, de 5 de Agosto de 1918; pág. 113. - Hemeroteca Digital
A contra-ofensiva dos aliados. 1 - Canhão inglês de grosso calibre que contribuiu eficazmente para o recuo dos alemães. 2 - Um pequeno embaraço com um grande canhão. 3 - No transporte de munições para artilharia. (Clichés da secção fotográfica do exército britânico). Ilustração Portuguesa nº 655, de 9 de Setembro de 1918; pág. 212 - Hemeroteca Digital 

As nossas tropas em África. 1- Comemorando o 2º aniversário da passagem do rio Rovuma, em 27 de Maio de 1916.Missa campal por alma dos oficiais e soldados  mortos na passagem. (Cliché de Manuel António Alves Teixeira, radiotelegrafista da expedição ao Niassa) - Ilustração Portuguesa, nº 658, de 30 de Setembro de 1918; pág. 264 - Hemeroteca Digital

Outubro / Novembro



  • No dia 12 de Outubro, a tentativa revolucionária em diversas localidades do país, junta militares e civis. É declarado o estado de emergência pelo Decreto nº 4891. O Presidente da República, Sidónio Pais, assume o comando de todas as forças de terra e do mar conseguindo controlar a situação.
  • O caça-minas "Augusto de Castilho", é torpedeado por um submarino alemão. O seu comandante Carvalho de Araújo, morre no afundamento, dia 14 de Outubro.
  • No dia 16 de Outubro, o transporte de um grupo de presos, implicados na revolta de 12 de Outubro, em Lisboa, provoca um tiroteio que leva à morte de 6 pessoas, entre as quais o Visconde da Ribeira Brava.  O incidente fica conhecido por "A Leva da Morte".
  • Guilherme II, Imperador alemão, abdica no dia 9 de Novembro.
  • No dia 11 de Novembro, é assinado o tratado entre os Aliados e a Alemanha - Armistício de Compiègne - que termina a Primeira Guerra Mundial. 
  • É organizado um cortejo de júbilo pela vitória dos aliados e pelo fim da guerra, entre o Terreiro do Paço e Belém, no dia 12 de Novembro.
  • No dia 14 de Dezembro, Sidónio Pais é assassinado em Lisboa, na Estação do Rossio, baleado por um sargento do exército.

Os crimes dos bárbaros. 1 -  O vapor S. Miguel, da empresa Insulana São Miguel que foi atacado por dois submarinos alemães a 170 milhas da Madeira, em viagem para Ponta Delgada, salvando-se graças á oportuna intervenção do caça-minas "Augusto Castilho". 2 - O 1º tenente sr. Carvalho Araújo, comandante do caça-minas "Augusto de Castilho", que sucumbiu no combate. 4 - O caça-minas "Augusto de Castilho" que em auxílio do vapor S. Miguel, foi afundado por dois submarinos alemães. Ilustração Portuguesa, nº 662, de 28 de Outubro de 1918; pág. 347 - Hemeroteca Digital
Os Acontecimentos. 1  - Em Lisboa: Rua Serpa Pinto onde se deu o lamentável incidente entre a força da polícia e os presos políticos que iam para a fortaleza de S. Julião da Barra, tendo havido seis mortos, entre eles o sr. Visconde da Ribeira Brava. (em cima). 2 - O sr. Visconde da Ribeira Brava (em cima à direita).  Ilustração Portuguesa, nº 662, de 28 de Outubro de 1918; pág. 345 - Hemeroteca Digital




A derrota da Alemanha - Chegou finalmente a hora do triunfo - Paris - O Armistício foi assinado hoje ás 5 horas e começa a vigorar ás 11 - A Capital : diário republicano da noite. 11 de Novembro de 1918, nº 2955.
A Paz - "O cortejo que se organizou no dia 12 de Novembro para manifestar ao chefe de Estado e aos representantes  dos países aliados, a congratulação nacional pela vitória da justiça e do direito, foi um dos mais imponentes que Lisboa tem visto pelas suas ruas". (...) - .Ilustração Portuguesa, nº 665, de 18 de Novembro de 1918; pág. 345 - Hemeroteca Digital
Napoleão, o petizissimo. Rendendo-se: - Estou pronto a ir para Santa Helena. - Perdão: para Santa Helena vão os grandes. Vossa magestade vai mas é pentear macacos. Ilustração de Rocha VieiraO Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1093, 21 de Outubro de 1918 - Hemeroteca Digital

O julgamento. As vítimas para o réu: - Agora, nós! Ilustração de Rocha Vieira. O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1097, 18 de Novembro de 1918 - Hemeroteca Digital
Peru Velho! Preparando para o Natal. - Isto não serve nem para canja! Ilustração de Rocha Vieira.. O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1102, 23 de Dezembro de 1918 - Hemeroteca Digital
Cena de Guerra. Guache sobre cartão. (23 x 24 cm), 1916-1918. Autor: Cristiano Cruz. (Explosão violenta de uma granada à direita, que catapulta um soldado para a frente, vestindo uma farda azul-cinza com uma mochila nas costas, saltando de braços abertos para o primeiro plano.Rara imagem portuguesa do primeiro conflito mundial ) - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea - MatrizNet 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_La_Lys
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Batalha_do_Marne
http://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sid%C3%B3nio_Pais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_Primeira_Guerra_Mundial#1918
http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/pesquisa?pesquisa=CAPI
http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgm1910.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_Expedicion%C3%A1rio_Portugu%C3%AAs