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sábado, 13 de junho de 2015

As Festas de Lisboa e a Procissão de Santo António

Festas de Santo António, São João e São Pedro, Junho de 1949, Lisboa. Cartaz, 100x70cm. - Biblioteca Nacional de Portugal (BNP)

Em Lisboa, as festas que no mês de Junho se dedicam a Santo António, São João e São Pedro, são de especial regozijo da população, em especial as dedicadas a Santo António. Realizam-se festas em diversos pontos da cidade, principalmente nos bairros tradicionais, onde as pessoas se divertem, comendo e bebendo, cantando e dançando até de madrugada. 

Nos anos 50 do século XX, os mais célebres Arraiais de Santo António, foram organizados na Praça da Figueira. Constituíam um espectáculo colorido e cheio de vida, com manjericos e cravo de papel com quadra, queima de alcachofras, fogo de artifício, lanternas, música e bailes, estendendo-se até ao Rossio. 



Recinto das festas dos Santos Populares na Praça da Figueira, 12/6/1950. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose - AML

A devoção dos alfacinhas por Santo António fez dele o santo mais venerado em Lisboa. É invocado para evitar naufrágios, para conseguir casamento, para encontrar objectos perdidos... A imagem do santo foi também a mais utilizada em peditórios públicos, depois do terramoto de 1755 ter destruído a primitiva igreja. Nos bairros populares, as crianças montavam os tronos de Santo António e por eles pediam uma moeda, para a construção de um na nova igreja. 


Procissão de Santo António, Igreja de Santo António, Lisboa, 13/06/1956. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)

As procissões em Lisboa, constituíram sempre manifestações religiosas organizadas com grande aparato. A Procissão de Santo António, que remonta ao século XVI, integrada nas cerimónias dedicadas ao santo, em Junho, saía do Convento dos Franciscanos, levando à frente a imagem no andor. Antes do Terramoto de 1755, esta procissão terminava, geralmente, com uma corrida de touros, no Rossio, oferecida pelo Município. 


Procissão de Santo António, Santo António da Sé, Lisboa, 13/06/1955. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)

A Procissão de Santo António, depois de vários anos esquecida, foi retomada em 1981, a 13 de Junho, dia das comemorações da cidade. O percurso de então era bastante reduzido, por isso, a população lhe chamava "o passeio do santo". 
A imagem do santo colocada no andor, sai da Igreja de Santo António para o adro. O santo acompanhado pelo presidente da Câmara, banda de música, escuteiros, bombeiros, crianças e devotos, passa pelos lugares que percorreu há setecentos anos. Nas ruas de Alfama, o santo encontra a imagem de São João da Praça, que aguarda na rua do mesmo nome. Em São Miguel, junta-se-lhe o andor da imagem do arcanjo. Ao passar no Largo de Santo Estêvão, encontra a imagem do santo com o mesmo nome. Na Rua das Escolas Gerais, entra a imagem de São Vicente (padroeiro de Lisboa), o último companheiro, São Tiago, junta-se-lhe em Santa Luzia. Entre janelas com colchas de seda, cravos brancos, música, cânticos e aplausos, avançam os cinco santos cada um em seu andor. Regressa finalmente a sua casa, a Igreja de Santo António.

Procissão de Santo António, a descer a Rua da Madalena, Lisboa, 1958. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)
Procissão de Santo António - Câmara Municipal de Lisboa (CML)

Artistas e artesãos portugueses dedicaram algumas das suas criações ao tema "Procissão", entre eles, Amadeo de Souza-Cardoso, Francis Smith e o artesão Domingos Lima. O actor e declamador João Villaret tornou célebre o poema "A Procissão".


Procissão Corpus Christi, 1913. Óleo sobre madeira e óleo. Autor, Amadeo de Souza-Cardoso -  Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (CAM)
Procissão com andor de Nossa Senhora, séc. XX. Figurado de barro. Santa Maria de Galegos, Barcelos. Autor, Domingos Gonçalves Lima - Museu Nacional de Etnologia (MatrizNet).

A Procissão, 1939. Óleo sobre tela. Autor, Francis Smith - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (CAM)
Projecto para painel figurativo (procissão), séc. XX. Guache e marcador sobre papel e plástico. Autores, João Machado Costa e Natércia Costa. - Museu Nacional do Azulejo
Procissão, 1945-46. Óleo sobre tela. Autor, Severo Portela Júnior. - Museu José Malhoa (MatrizNet).
Grupo de procissão, 1865. Desenho à pena. Autor, João António Correia - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
Procissão, séc. XIX. Óleo sobre tela. Autor, José de Brito. - Museu Nacional de Soares dos Reis (MatrizPix)
         
          A Procissão
Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
.................................................
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja,
........................................................
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

          Letra: António José Ribeiro
          Interprete: João Villaret 





Fontes:
Ayuntamiento de Lisboa: El Pueblo de Lisboa, Exposicion Iconográfica, 1990. Museo Municipal de Madrid;
Vieira, Alice, 1993. "Esta Lisboa". Editorial Caminho, Lisboa.
http://www.cm-lisboa.pt/viver/cultura-e-lazer/patrimonio-cultural/procissoes
http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=960







sexta-feira, 24 de abril de 2015

"O 25 de Abril de 1974" nos jornais e revistas da época

Primavera? Cartaz de João Abel Manta. Jornal "Diário de Lisboa", nº 18442, dia 28 de Abril de 1974; págs. 16-17 - Hemeroteca Digital
Jornal "A Capital", nº 2213, dia 25 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital


Jornal "Diário de Lisboa", nº 18439, dia 25 de Abril de 1974 - Hemeroteca digital


Jornal "Diário Popular", nº 11317 (3ª tiragem), dia 25 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital

Jornal "República" nº 15421 (3ª edição), dia 25 de Abril de 1974 - Hmeroteca Digital
Jornal"A Capital", nº 2214, do dia 26 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital
Jornal "Diário Popular", nº 11318, dia 26 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital
Jornal "Repúblicanº 15422 (2ª edição), dia 26 de Abril de 1974 - Hmeroteca Digital

Movimento das Forças Armadas, Portugal: Programa (1974). Cartaz (112 x 38cm). Simbolo do MFA  - Biblioteca Nacional de Portugal
Jornal "Notícias da Amadora", nº 658, dia 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital
Jornal "Notícias da Amadora",  suplemento ao nº 658, dia 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital
"Notícia: semanário ilustrado", nº 751. Suplemento: Golpe militar em Lisboa: a nossa posição. Dia 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital

"O Século Ilustrado", nº 1895, págs: 67-73. Dia 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital


 "Vida Mundial: documentário semanal da imprensa", nº 1821, dia 3 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital
"Flama: órgão oficial da Juventude Escolar Católica", nº 1365, dia 3 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital

"Notícia: semanário ilustrado", nº 752, dia 4 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital 
"Seara Nova: revista quinzenal de doutrina política", nº1543, Maio de 1974 - Hemeroteca Digital
Entrevista exclusiva do capitão Salgueiro Maia à revista Fatos e Fotos (1974) - Centro de Documentação 25 de Abril
Jornal "Diário de Lisboa", nº 18446, dia 3 de Maio de 1974. "1 de Maio de 1974. Uma coisa nunca vista", ilustração de João Abel Manta - Fundação Mário Soares

"Sempre Fixe", nº 6/2ª série, dia 11 de Maio de 1974. "Não deixai murchar as flores", ilustração de João Abel Manta - BNP


Fontes:
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/index.htm
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage
http://www.bnportugal.pt/
http://www.fmsoares.pt/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Natal 1896 - Harper's Weekly


Cartaz publicitário para a Harper''s Weekly - Boston  Public Library


Janela 19


Saiba quem foi o autor deste cartaz aqui.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Natal 1899 - Harper's Christmas



Janela 15


No décimo quinto dia do Calendário de Advento, saiba quem realizou o projecto de cartaz para a Harper,s de 1899, AQUI





terça-feira, 4 de novembro de 2014

Portugal na Primeira Guerra Mundial - Imagens de 1917

Porta-Bandeira português na Grande GuerraAguarela de Augusto Pina. Portugal na Guerra - revista quinzenal ilustrada, nº 1, de 1 de Junho de 1917 - Hemeroteca Digital


No ano em que se comemora o centésimo aniversário do início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), relembro algumas imagens e factos de 1917.



Janeiro / Fevereiro / Março

  • No dia 3 de Janeiro, é regulamentada a participação de Portugal na frente europeia, através de uma convenção com a Grã-Bretanha. O Corpo Expedicionário Português (CEP), ficará subordinado ao British Expeditionary Force (BEF). 
  • Sob o comando do general Gomes da Costa, sai do Tejo a bordo de três vapores britânicos, a 1ª Brigada do CEP, no dia 30 de Janeiro.
  • A Alemanha anuncia o começo da guerra submarina, em 31 de Janeiro.
  • A 1ª Brigada do CEP desembarca na Bretanha, no dia 2 de Fevereiro. No dia 8 do mesmo mês, chegam à Flandres francesa, região de concentração da divisão do CEP.
  • Os Estados Unidos da América, cortam relações diplomáticas com a Alemanha no dia 3 de Fevereiro, depois de os alemães anunciarem a guerra submarina sem restrições, contra todos os navios que abasteciam a Grã-Bretanha.
  • A proposta do general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva, de reorganizar o CEP elevando a Divisão a Corpo de Exército, é aceite no dia 20 de Fevereiro.
  • No dia 21 de Fevereiro, as tropas germânicas na frente ocidental, começam a recuar em direcção à linha Hindenburg
  • A  Revolução de Fevereiro de 1917, na Rússia, derruba o regime imperial. A 15 de Março do mesmo ano, o czar Nicolau II  foi forçado a abdicar.


João Ninguém: Soldado da Grande Guerra; Impressões Humorísticas do CEP - Capa. Texto e desenhos do capitão Menezes Ferreira. - Hemeroteca Digital

João Ninguém: Soldado da Grande Guerra; Impressões Humorísticas do CEP - pág. 19. Texto e desenhos do capitão Menezes Ferreira. - Hemeroteca Digital - 
O general Fernando Tamagnini, comandante do Corpo Expedicionário Português em França. Pintura de Ferreira da Costa.  Portugal na Guerra - revista quinzenal ilustrada, nº 3, de 15 de Setembro de 1917 - Hemeroteca Digital 

Ataque do submarino alemão ao porto do Funchal (vê-se afundar perto da terra o vapor inglês "Dacia" e afundados no primeiro plano o vapor "Kangoroo" e a canhoeira francesa "Surprise". Ilustração de Hipolito Colombo). Capa, Ilustração Portuguesa, nº 567, de 1 de Janeiro de 1917  - Hemeroteca Digital

A paz - Profecia: Em 1917, ver-se-à que é a pomba que vence a ave de rapina!... O Século Cómico: suplemento humorístico de "O Século" , nº 999, de 1 de Janeiro de 1917 - Hemeroteca Digital

A caminho do dever: um adeus carinhoso. Capa, Ilustração Portuguesa, nº 573, de 12 de Fevereiro de 1917 (Cliché de Benoliel). -  Hemeroteca Digital


Abril / Maio / Junho

  • No dia 4 de Abril, as primeiras tropas portuguesas entram nas trincheiras. António Gonçalves Curado, é o primeiro soldado português a ser morto em combate.
  • Os Estados Unidos da América declaram a guerra à Alemanha, no dia 6 de Abril.
  • Entre 9 de Abril e 16 de Maio, acontece a Batalha de Arras (França), onde as tropas britânicas, canadianas, neozelandesas, da Terra Nova e australianas atacaram as defesas das tropas alemãs. Os britânicos e os seus aliados foram considerados vitoriosos, embora o resultado final fosse obscurecido pelo número de vítimas.
  • A Batalha de Vimy (França), ocorre durante a Batalha de Arras. O combate teve lugar entre 9 e 12 de Abril, entre as forças  do Corpo Canadiano, de quatro divisões, contra três divisões do 6º Exército  alemão. As tropas canadenses conseguiram o controle da colina de Vimy, derrotando os alemães. 
  • O Corpo Expedicionário Português, em França, é reorganizado enquanto Corpo de Exército, a 20 de Abril.
  • No dia 17 de Maio, é assinada uma Convenção militar para a regulamentação do Corpo de Artilharia Independente (CAPI), comandado por João Clímaco Pereira Homem Teles. Tem como finalidade o emprego das forças portuguesas de artilharia pesada na linha francesa de operações em França.
  • No dia 30 de Maio, a 1ª Brigada de Infantaria, da 1ª divisão do CEP, ocupa um sector na frente de batalha.
  • O sector defendido pela 1ª Brigada Portuguesa, sofre o primeiro ataque alemão, no dia 4 de Junho.
  • A Batalha de Messines, ocorre na Frente Ocidental, perto da vila de Mesen (Bélgica). O combate teve lugar entre 7 e 14 de Junho, entre as forças dos Aliados contra o Império Alemão. O desfecho da batalha foi favorável aos Aliados.
  • A 2ª Brigada de Infantaria Portuguesa, ocupa o seu sector na frente de batalha, a 16 de Junho.
  • No dia 29 de Junho, a Grécia declara a guerra à Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.

O Corpo Expedicionário Português, em França. General Gomes da Costa, comandante da 1ª Divisão do CEP. (Em cima á esquerda). No sector português.  Revista a tropas que partem para a linha de fogo. (Em cima, ao centro). O Tenente-coronel Roberto Baptista. Chefe do Estado Maior Português. (Em cima, à direita). Artilharia de campanha numa estrada de Flandres (e baixo, à esquerda). Morteiros de trincheiras. num campo próximo da frente. (em baixo, à direita). Portugal na Guerra: revista quinzenal ilustrada, nº 3 de 15 de Setembro.
Honra aos que morrem pela Pátria! António Gouveia Curado, o primeiro soldado português morto em França pelos alemães. Capa, Ilustração Portuguesa, nº 589, de 14 de Maio de 1917 - Hemeroteca Digital.

A caminho da França: Comprando fruta antes do embarque (Cliché de Benoliel)Capa, Ilustração Portuguesa, nº 578, de 19 de Março de 1917 (Cliché de Benoliel). -  Hemeroteca Digital

As tropas portuguesas em França - A infantaria portuguesa desfila diante dos generais português e inglês, com os seus estados maiores (em cima). Durante a revista: continência à bandeira portuguesa (em baixo). Portugal na Guerra - revista quinzenal ilustrada, nº 1, de 1 de Junho de 1917, pág. 9.  - Hemeroteca Digital

À volta das trincheiras - Carros de aprovisionamento e cozinhas de campanha (em cima). Soldados portugueses que vão pela primeira vez ocupar as trincheiras. (em baixo). Portugal na Guerra - revista quinzenal ilustrada, nº 1, de 1 de Junho de 1917, pág. 12.  -  Hemeroteca Digital

Soldados portugueses exercitando-se no uso da máscara contra gases asfixiantes. Portugal na Guerra: revista quinzenal ilustrada, nº 2, de 15 de Junho de 1917, pág. 14 - Hemeroteca Digital


Julho / Agosto / Setembro



  • No dia 7 de Julho, os comandantes portugueses do Corpo Expedicionário Português encontram-se com o rei Jorge V de Inglaterra, em Fauquembergues. 
  • A 1ª Divisão do CEP, assume a responsabilidade da sua parte no Sector Português na linha da frente, em 10 de Julho. O CEP ficará subordinado ao XI Corpo de Exército britânico, comandado pelo general Haking (Convenção do dia 3 de Janeiro de 1917). Neste dia, a 3ª brigada de infantaria ocupa um sector da frente de batalha.
  • A Terceira Batalha de Ypres, ocorre na Frente Ocidental (Bélgica), entre 31 de Julho e 6 de Novembro. Opôs os britânicos e os seus Aliados, ao Império Alemão. O objectivo de conquistar as zonas a sul e leste da cidade belga de Ypres, na Flandres Ocidental, a norte do sector português da frente, de forma a diminuir a intensidade da guerra submarina alemã, não foi atingido. A batalha terminou quando o Corpo Canadiano tomou a cidade de Passchendaele. 
  • A China declara a guerra à Alemanha, no dia 14 de Agosto. 
  • No dia 14 de Setembro, é realizado o primeiro aprisionamento por tropas portuguesas na frente ocidental. O alferes miliciano Gomes Teixeira, à frente do seu pelotão, faz prisioneiros quatro soldados alemães.
  • A 4ª Brigada de Infantaria (a Brigada do Minho), parte da 2ª divisão, entra em sector na linha da frente, no dia 23 de Setembro.

Antes do embarque para França - Uma refeição volante. (Cliché Benoliel) Capa, Ilustração Portuguesa, nº 601, de 27 de Agosto de 1917. - Hemeroteca Digital
Expedicionários Portugueses: Escrevendo a um camarada uma carta para a família. (Cliché Benoliel). Capa: Ilustração Portuguesa, nº 575, de 26 de Fevereiro de 1917. - Hemeroteca Digital.
Pax -  "Os aliados preparam-se para mais dois ou três anos de guerra". - Cheguei tarde. Estão já todos reconciliados. O Século Cómico: suplemento humorístico de "O Século" , nº 1019, de 21 de Maio de 1917. Ilustração de Hipollit Collomb - Hemeroteca Digital
Pás - Não há duvida de que todos estão de acordo na pásada! O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1033, de 27 de Agosto de 1917 - Hemerotca Digital
Aos Franceses - ( ...) / Não tereis apagados na lembrança / O braço que a segura e aquela espada / Que a par da vossa, pela mesma estrada, Brilhou ao mesmo sol, filhos da França!( ...). O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1004, de 5 de Fevereiro de 1917 - Hemeroteca Digital
Combatendo em África - Não é só em França que estamos combatendo. (...)1 - Infantaria portuguesa atravessando uma ponte sobre o Rovuma. 2 - Metralhadora em posição de fogo numa das margens do Rovuma. 3 - Metralhadoras em posição de combate em Migomba (África Oriental Alemã). (Cliché de André Moura). Ilustração Portuguesa, nº 602, de 3 de Setembro de 1917, pág. 195. - Hemeroteca Digital.


Outubro / Novembro / Dezembro


  • O presidente da Républica Portuguesa, Bernardino Machado, visita o quartel general do CEP, em França, no dia 13 de Outubro. É realizada a primeira cerimónia de condecoração de militares,
  • No dia 17 de Outubro, chega a França o primeiro contingente do Corpo de Artilharia Independente (CAPI). Passará a chamar-se Corps d'Artillerie Lourde Portugais (CALP).
  • Os britânicos retiram o último dos navios ao serviço do CEP, no dia 28 de Outubro. O transporte das tropas tornar-se-à bastante difícil, o que dificultará a sua substituição na frente de combate. 
  • No dia 26 de Outubro, o Brasil declara a guerra á Alemanha e decreta o Estado de Sítio.
  • O Grupo de Esquadrões de Cavalaria do CEP, é extinto em 1 de Novembro. Operará  como Grupo de Companhias Ciclistas.
  • A 2 de Novembro, surge a Declaração de Balfour, do secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur Balfour. A carta defende o estabelecimento de um Lar Nacional para o Povo Judeu, na Palestina.


  • A Revolução de Outubro (25 de Outubro, pelo calendário juliano), na Rússia, começou no dia 7 de Novembro (calendário gregoriano), com um golpe de estado. Deu o poder aos Bolcheviques.
  • A Batalha de Cambrai, ocorre entre 20 de Novembro e 7 de Dezembro, quando o 3º exército britânico ataca em direcção a Cambrai, a sul do sector português da frente, contra as forças do Império Alemão. Os tanques britânicos foram utilizados em grupos compactos, como unidade de ataque, cerca de 480 blindados.
  • A Rússia assina um armistício com a Alemanha, a 5 de Dezembro, e retira-se da guerra.
  • Nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro, em Lisboa, o major Sidónio Pais, chefia uma revolução que o levará ao poder três dias depois. A situação política que criou ficará conhecida por Dezembrismo.
  • No dia 7 de Dezembro, os Estados Unidos declaram a guerra á Áustria-Hungria.
  • A Batalha de Jerusalém teve lugar entre 17 de Novembro e 30 de Dezembro. Ocorreu na Costa do Mar Mediterrâneo, a norte de Jaffa e à volta de Jerusalém. As forças do Império Britânico defrontaram as forças do Império Otomano, com vitória para as forças britânicas, depois de tomarem Jerusalém.
  • No dia 12 de Dezembro, o presidente da República Portuguesa, Bernardino Machado, é destituído após o Dezembrismo.

A vida nas trincheiras: Um almoço frio (em cima); Fazendo a barba (à esquerda); Pão e queijo (à direita). Portugal na Guerra: revista semanal ilustrada, nº 5, Outubro de 1917, pág. 13.  - Hemeroteca Digital
Ronda da Manhã (...) Na esplêndida eclosão da sua mocidade, / Pergunta:- Quem vem lá? a senha? - Portugal! / E o nosso olhar sorri, brilhando de saudade. - Joaquim da Silva Matos, alferes de infantaria 23, no "front" desde Maio. Ilustração de Stuart Carvalhais. Ilustração Portuguesa, nº 608 de 15 de Outubro de 1917, pág. 314. - Hemeroteca Digital

No Sector Português. Todas as pessoas que visitam o nosso sector são unânimes em elogiar  as suas instalações e a forma por que tudo ali funciona, debaixo do ponto de vista da ordem, da disciplina e da actividade. (...) 1- Um prisioneiro alemão trabalhando num acampamento português (em cima); 2 - Um aspecto dum acampamento português (ao meio); 3 - A hora do rancho num hospital (em baixo). Ilustração Portuguesa, nº 610 de 29 de Outubro de 1917, pág. 341. - Hemeroteca Digital


A revolução em Lisboa. No entrincheiramento de Campolide. - O senhor Sidónio Pais, comandante das forças revolucionárias, acompanhado do seu ajudante, alferes de engenharia sr. Forbes Bessa, para a posição da artilharia no dia 6 (em cima). No acampamento dos revolucionários - Conduzindo uma peça para nova posição. (Clichés de Benoliel) Ilustração Portuguesa, nº 617, de 17 de Dezembro de 1917, pág. 481. - Hemeroteca Digital
O Espantalho. Quando será que a pomba da paz poderá ir apanhar o seu ramo de oliveira? O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1040, de 15 d Outubro de 1917. - Hemeroteca Digital

A Festa da Família. - Amigos para sempre! - Valeu! O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1051, de 31 de Dezembro de 1917. - Hemeroteca Digital


Saiba mais : 



Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_da_Primeira_Guerra_Mundial#1917
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_Expedicion%C3%A1rio_Portugu%C3%AAs
http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/pesquisa?pesquisa=I Guerra Mundial