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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A cidade de Lisboa vista por Henri L'Evêque no século XVIII

Vista da Cidade de Lisboa tomada da Junqueira

Dedicada a Sua Alteza Real O Príncipe Regente* de Portugal etc. etc. etc. Pelo Seu Muito Humilde e Reverente Criado Henrique L’Evêque

Vue de la ville de Lisbonne prise de la Junqueira
London published October 1816 by H. L'Evêque. Câmara Municipal de Lisboa - Arquivo do "comjeitoearte".


Verso da gravura

Descrição da gravura

A estampa representa a Rua Direita da Junqueira vendo-se: em primeiro plano, grupos de populares, entre os quais um “grupo de galegos dançando e tocando” e um barco em processo de descarga; em segundo plano, o palácio dos inícios do séc. XVIII, conhecido por palácio dos Patriarcas, residência dos Cardeais patriarcas de Lisboa, depois do terramoto, mais tarde comprado por Henri Burnay, posteriormente 1º conde do mesmo nome que nele fez obras profundas, transformando-o numa luxuosa residência dos finais do séc. XIX. Hoje é sede do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. No mesmo alinhamento, mas mais recuado o palácio dos condes do séc. XVIII, onde nasceu viveu e morreu D. João Gonçalves Zarco da Câmara, filho do 1º Marquês da Ribeira Grande, grande dramaturgo português. Foi depois comprado pelo Estado que nele instalou ultimamente o liceu da Rainha D. Amélia. No meio da praia, o Forte de S. João da Junqueira, que no tempo do rei D. José foi convertido em prisão de Estado.



Vista do Convento de Stº Jerónimo de Belém e da Barra de Lisboa

Dedicada a Sua Alteza Real O Príncipe Regente* de Portugal etc. etc.etc. Pelo Seu Muito Humilde e Reverente Criado Henrique L’Evêque


Vue de Convent de St. Jerome de Belém, et de l’entrée de la Barre de Lisbonne.
London published October 1816 by H. L'Evêque. Câmara Municipal de Lisboa - Arquivo do "comjeitoearte".


Verso da gravura

Descrição da gravura

No primeiro plano, grupos de populares, no seu dia a dia quotidiano, na praia de Belém ou "Restelo", vendo-se à esquerda, um barco na descarga de lenha; ao centro uma "barraca de comidas e vinho" com vários comensais sentados à mesa, sob os olhares de um mendigo e dum Andador de Almas. À direita, o grandioso convento "manuelino" dos Jerónimos e Igreja de Santa Maria de Belém (inícios do século XVI), ainda com o coroamento, em pirâmide, seiscentista da torre. Em plano mais recuado, várias construções hoje desaparecidas, destacando-se, junto da praia, o palácio que foi dos Marqueses de Marialva e já esbatida no horizonte, a torre de Belém.


Biografia

Henri L'Evêque (1769/1832) foi um pintor e gravador de origem suíça, nascido em Génova, casando em Inglaterra, onde fixou residência. Fez várias viagens a Portugal, tendo aqui estado nos finais do século XVIII e, mais tarde, incorporado no exército anglo-português durante a Guerra Peninsular. Escreveu sobre o nosso país a obra "Costume of Portugal", espécie de álbum ilustrado com 50 águas-tintas sobre tipos portugueses. É também autor de óleos e guaches fixando costumes e aspectos populares, feiras, etc.


* Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal é seguramente João VI ((Lisboa13 de Maio de 1767 — Lisboa, 10 de Março de 1826). 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal

sábado, 4 de junho de 2016

A Torre de Belém vista por Noël no século XVIII


A view of the Castle of Belém at the entrance of the port of Lisbon
The original drawing by Noël, in the possession of Gerard de Visme.


Vista do Castelo de Belém à entrada do Porto de Lisboa
Desenho original da autoria de Noël. Pertence a  Gerard de Visme. Gravado por Wells (1793). Câmara Municipal de Lisboa -  Arquivo do "comjeitoearte".


Descrição da gravura

Paisagem fluvial vendo-se ao fundo o baluarte de S. Vicente, mais conhecido por Torre de Belém, construção do século XVI.

Em primeiro plano grupos de populares, cantando e dançando embarcam num bote, pronto a seguir viagem para a Outra Margem ou para Lisboa.

No rio, várias embarcações de maior calado* estão ancoradas.

*calado - profundidade do casco submerso.

Verso da gravura


Alexandre Jean Noël (1752-1834) foi um pintor francês. Discípulo de Joseph Vernet, Noël realizou desenhos e aguarelas de cenas marítimas e paisagens. Em Portugal, foi um dos principais pintores de paisagens dos finais do século XVIII, tendo pintado aguarelas com vistas do Tejo, do Aqueduto das Águas Livres e da Quinta de Gerard de Visme. Noël, está representado na colecção de pintura da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva. É avô do pintor Alexis Nicolas Noël (1792-1871).

Gerard de Visme (1726-1797) foi um rico comerciante inglês, de origem francesa, radicado em Lisboa. Nesta cidade, mandou construir uma elegante residência neoclássica na sua Quinta de Benfica. No ano de 1789, arrendou a Quinta de Monserrate por nove anos, estabelecendo para o efeito um contrato com D. Francisca de Mello e Castro. A propriedade foi valorizada com a construção de uma casa de campo, o primeiro palácio de Monserrate, e embelezamento dos jardins. Faleceu em Wimbledon, Inglaterra.

Fontes:
https://fr.wikipedia.org/wiki/Alexis_Nicolas_No%C3%ABl
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Jean_No%C3%ABl
http://www.fress.pt/Default.aspx?PageId=1
http://www.parquesdesintra.pt/pontos-de-atracao/proprietarios-e-construtores-de-monserrate/
http://purl.pt/1146

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Chafariz do Largo do Carmo - século 18

Chafariz do Largo do Carmo. Foto "comjeitoearte", 2015.


O Chafariz localizado no centro do Largo do Carmo, em Lisboa, foi construído a partir de 1769, no âmbito da urbanização pombalina.  O projecto inicial é provavelmente do engenheiro D. Miguel Ângelo de Blasco ( Itália-Génova /1679 - 1772?/Lisboa). As obras foram concluídas sobre a orientação de Reinaldo Manuel dos Santos (1731-1791). 

Este chafariz foi um dos mais procurados pelos aguadeiros, por se encontrar na paróquia do Sacramento, local onde residiam muitos dos mesmos. 

Em 1851, o chafariz tinha o maior caudal de todos os que foram construídos no âmbito do Aqueduto das Águas Livres.

A enorme afluência de pessoas que residiam nas proximidades deste chafariz, levava a conflitos constantes entre aguadeiros e habitantes da zona envolvente. A Câmara de Lisboa, em Outubro de 1875, aprovou uma proposta prevendo a demolição do chafariz, que não se efectivou.

Construído à cerca de 240 anos, o chafariz mantém-se em funcionamento e das suas bicas circulares continua a jorrar água fresca. 

Chafariz do Largo do Carmo, gravura. Negativo de gelatina e prata em vidro. (13x18 cm), 1900-1945. Fotógrafo: José Artur Leitão Bárcia (1873-1945). Arquivo Municipal de Lisboa
Largo do Carmo, gravura. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. (6x9 cm), 1930-195?. Fotógrafo: Eduardo Portugal (1900-1958). Arquivo Municipal de Lisboa

Planta de Lisboa anterior ao terramotoálbum contendo 18 páginas, com estudos parciais e plantas; tinta da china sobre papel vegetal. Autor: José Valentim de Freitas (1791-1870) Publicação entre 1850-1860? - Biblioteca Nacional de Portugal. (A circunferência de cor amarelo, localiza o Largo do Carmo, o Convento do Carmo e a Igreja do Carmo. Foto modificada digitalmente).

Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, nº 43; escala 1:1000; Outubro de 1858; dimensão: 920 x 625 mm. Autor: engenheiro Filipe Folque (1800-1874)- Arquivo Municipal de Lisboa. (A circunferência de cor verde, localiza o Largo do Carmo, com chafariz, a Igreja do Carmo e o quartel do Carmo. Foto modificada digitalmente).

Arquitectura infraestrutural, tardo-barroca. Chafariz em cantaria de calcário lioz, do tipo nicho, cujo bloco fontanário, de quatro frentes e quatro bicas circulares, com torneiras, que jorram água para dois tanques, é encimado por uma pirâmide ornada por quatro golfinhos. 

O fontanário é protegido por um nicho formado por quatro arcos de volta perfeita, com fecho marcado pelo escudo nacional, coroado, assentes em quatro pilares toscanos, rematados por pináculos piramidais, com cobertura em falsa cúpula, composta por quatro nervuras e rematada por urna no exterior. 

O conjunto arquitectónico está implantado sobre plataforma de planta circular com dois degraus.


Chafariz do Largo do Carmo; escudo nacional, coroado; pináculos piramidais; urna exterior. Foto "comjeitoearte", 2015.


Chafariz do Largo do Carmo; pirâmide ornada por golfinhosFoto "comjeitoearte", 2015.
;Chafariz do Largo do Carmo; plataforma circular com dois degraus .Foto "comjeitoearte", 2015.
Chafariz do Largo do Carmo. Ao lado direito é visível a entrada principal da Igreja do Convento do Carmo. Foto "comjeitoearte", 2015.
Igreja do Convento do  Carmo; vista lateral exterior. Foto "comjeitoearte", 2015
Fontes:
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/pt/
http://purl.pt/index/geral/PT/index.html
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-largo-do-carmo
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/Default.aspx

domingo, 11 de outubro de 2015

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro - século 19

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro; construído em calcário branco de lioz; almofada superior com inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824; Rua da Palma. Calçada à portuguesa com representação do símbolo de Lisboa (caravela com 2 corvos) Foto "comjeitoearte", 2015.

As obras de construção do chafariz no Largo do Intendente junto à Fábrica de Azulejos Viúva Lamego (fundada em 1849) iniciaram-se no dia 1 de Março de 1823. Esta localização manteve-se até 1917, ano em foi transferido para a esquina da Rua do Desterro com frente para a Rua da Palma, a fim de facilitar o tráfego automóvel, em particular a passagem de eléctricos. 

Atlas da carta topográfica de Lisboa: n.º 28; data: 1858; dimensão: 920 x 625 mm; escala: 1:1000; autor: Filipe Folque (1800-1874), engenheiro - ARQML, Arquivo Municipal de Lisboa (na imagem, marquei com uma linha curva o local do chafariz e Largo do Intendente. Imagem modificada digitalmente).

Chafariz do Largo do Intendente; gravura - ARQML

Os primeiros esforços para a edificação do chafariz partiram do Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique, ao dirigir uma carta ao Mordomo-mor da Corte e Reino, solicitando a construção de um chafariz para abastecimento de água aos moradores da freguesia dos Anjos, em 1799. Após a apresentação de diversas plantas e alçados referentes à construção, foi aprovado o projecto conjunto dos arquitectos Henrique Guilherme de Oliveira e Honorato José Correia de Macedo e Sá, realizado em 1819. As obras depois de concluídas orçaram em 8 862$668 réis.


Chafariz do Intendente; na foto ao lado direito, a Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; data: 1915; negativo de gelatina e prata em vidro; dimensão: 9x12 cm; autor: José Artur Leitão Bácia - ARQML


Edifício da Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; Largo do Intendente. Foto "comjeitoearte", 2015.

Também conhecido como Chafariz do Desterro, foi classificado como Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983. Construído em calcário branco de lioz, apresenta um volume paralelepipédico, servido por duas bicas que vertem água para 2 tanques semicirculares, que ladeiam um tanque central rectangular. A almofada central superior apresenta a inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824. Com influências neoclássicas é rematado por pináculos pirâmidais e encimado por um frontão curvo, apoiando esfera armilar com brasão nacional e coroa encimada por cruz.  



Chafariz do Intendente; Rua da Palma; data: 1950; autor: Eduardo Portugal (nesta data, a esfera armilar não está encimada por coroa) - ARQML


A Coroa, foi retirada após a implantação da República em 1910. Só nos anos 90 é que volta ao seu lugar, reposta pela Câmara Municipal de Lisboa.

Este chafariz tinha duas Companhias de Aguadeiros, dois capatazes e sessenta e seis aguadeiros. A água era-lhe fornecida pelo Aqueduto das Águas Livres através da Galeria do Campo de Santana. 


Chafariz do Intendente; original de bilhete postal ilustrado; desenho à pena (tinta da china) sobre papel, (32 x 23cm); autor: Américo Taborda. Património Museológico das Comunicações (MatrizWeb)

O Aguadeiro; figura de aguadeiro com chapéu e barril ao ombro; bilhete postal ilustrado (14 x 9cm); autor: F. A. Martins (1900) - BNP, Biblioteca Nacional de Portugal

Fontes:

http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1357

http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-intendente-ou-do-desterro

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71829/

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4055




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Harpers de Natal" - Penfield

Harper's Semanal de Natal (1894). Litografia (40,6 x 28,6). Autor: Edward Penfield - The Metropolitan Museum of Art

Janela 3


No terceiro dia do Calendário de Advento, sugiro uma visita à colecção de litografias do pintor Edward Penfield, no MMA.

Edward Penfield (1866-1925), foi um pintor e ilustrador americano. Frequentou os estudos de arte em Inglaterra e Holanda, regressando depois aos Estados Unidos. O seu trabalho como ilustrador, contribuiu para a evolução do design gráfico. Realizou projectos para capas de revistas, cartazes, calendários e ilustrações para muitas histórias e artigos. A partir de 1891, foi editor de arte da revista Harper.

Descubra a colecção de litografias de Penfield aqui.


Fonte: 
http://en.wikisource.org/wiki/Collier's_New_Encyclopedia_(1921)/Penfield,_Edward
http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Penfield

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A merry Christmas - Cartão com Pai Natal


Um Feliz Natal. Litografia colorida com relevos. Início do século XX. Autor: Ellen Hattie Clapsaddle (America, 1865-1934). Publicação: The International Art Publishing Co., New York. Colecção Jefferson R. Burdick, Gift of Jefferson R. Burdick - The Metropolitan Museum of Art.

Janela 1


No primeiro dia do Calendário de Advento de 2014, escolhi um cartão com a representação do Pai Natal. 



Quem foi Ellen Clapsaddle?


Descubra aqui.






segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Portugal na Primeira Guerra Mundial - O fim da Guerra, imagens de 1918.

Soldado. Desenho a lápis sobre papel (40 x 31,6 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes - Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet 


No ano em que se comemora o centésimo aniversário do início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), relembro algumas imagens e factos de 1918 – o último ano da Grande Guerra.



Janeiro / Fevereiro / Março


  • O Presidente Woodrow Wilson, dos Estados Unidos da América, apresenta o tratado dos catorze pontos para a paz mundial, ao Congresso dos EUA, no dia 8 de Janeiro. Wilson, ganhará o Nobel da Paz, em 1919.  
  • No dia 15 de Janeiro, o segundo contingente do CAPI (Corpo de Artilharia Independente) desembarca em França. O comando do corpo é entregue ao tenente-coronel Tristão da Câmara Pestana. O contingente ficará subordinado ao comando francês.
  • A convenção luso-britânica vai redefinir e regulamentar o futuro do Corpo Expedicionário Português (21 de Janeiro). Sidónio Pais ao tomar o poder (1917), aceita "o plano de Derby", que versava a formação de uma só divisão na frente, a ser integrada num Corpo de Exército Britânico.
  • O tenente coronel Ferreira Martins, comandante interino do CEP, pede a exoneração, no dia 2 de Fevereiro.
  • Pelo Tratado de Brest-Litovsk, entre a Alemanha e a Rússia soviética, assinado em 3 de Março, a Rússia cede à Alemanha territórios fronteiriços. A Rússia abandona a guerra.
  • No dia 16 de Março, a 1.ª bateria do 1.º grupo de artilharia do CAPI entra em acção.
  • O manifesto da Junta de Salvação Pública, é publicado em vários jornais de Lisboa, no dia 17 de Março. No texto, a liberdade de imprensa era posta em causa e o Partido Democrático de Afonso Costa era atacado com violência. O manifesto sem assinatura, afirmava que a Junta fora constituída com a conivência do Presidente,  Sidónio Pais.
  • A decisão tomada no dia 19 de Março, para que o CAPI fosse transferido para o CEP (Corpo Expedicionário Português), não se efectuará, devido à grande ofensiva alemã  - Ofensiva da Primavera - lançada a 21 de Março.
  • O decreto nº 3959, de 22 de Março, determina as condições para a rendição dos militares do CEP. 
  • O decreto nº 3960, de 22 de Março, determina a constituição do Corpo de Tropas da Guarnição de Lisboa. 


O Peru. Os convivas europeus: - Deve ser duríssimo de roer! O conviva americano: - Verão como eu o trincho depressa e fica de fácil mastigação! O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1052, 7 de Janeiro de 1918. - Hemeroteca Digital
Submarinos portugueses. Os novos submarinos "Foca", "Golfinho" e "Hidra", recém chegados ao Tejo, no porto de Spezzia (Itália), onde foram construídos, depois da sua entrega às guarnições portuguesas.   "A nossa marinha de guerra acaba de ser aumentada com mais três unidades que muito contribuirão para que as nossas costas sejam mais eficazmente defendidas dos ataques dos piratas alemães." (...). Ilustração Portuguesa, nº 627, de 25 de Fevereiro e 1918; pág. 145. - Hemeroteca Digital

Na frente portuguesa. Um aspecto das trincheiras portuguesas. "Avizinha-se a ofensiva alemã, há muito anunciada na frente ocidental". (...) Ilustração Portuguesa, nº 631, de 25 de Março de 1918; pág. 223 - Hemeroteca Digital

Acampamento militar. Desenho a carvão sobre papel (19,7 x 28,4 cm), 1918. Autor: Adriano Sousa Lopes -  Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet

Soldados numa enfermaria. Desenho a carvão sobre papel (29 x 45,8 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes -  Palácio Nacional da Ajuda - MatrizNet 


Abril / Maio / Junho


  • No dia 6 de Abril, é aprovada a reorganização do CEP. O CEP deixaria de existir. A 1.ª divisão deveria ser enviada para reserva. A 2.ª divisão, reforçada, tomaria conta do sector português, e ficaria subordinada ao 11.º corpo de Exército britânico, sob as ordens do general britânico Hacking. Este, após a visita às tropas portuguesas, decidiu retirar a 2ª divisão da linha da frente. A 9 de Abril, esta ordem deveria ser posta em prática.
  • A Batalha de La Lys, deu-se entre 9 e 29 de Abril, no sector de Ypres, na região da Flandres, Bélgica. Nesta batalha, a vigorosa ofensiva dos exércitos alemães, provocou a destruição da 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), comandada pelo General Gomes da Costa. As baixas foram estimadas em mais de 7.000 homens. O ataque alemão aconteceu no dia em que as tropas portuguesas deveriam ser deslocadas para posições mais à rectaguarda. Os oficiais responsáveis dentro do CEP, já tinham comunicado ao governo português, o estado calamitoso em que as tropas portuguesas se encontravam, antevendo uma derrota militar.  
  • No dia 28 de Abril, Sidónio Pais foi eleito por sufrágio directo, sendo proclamado presidente da República, a 9 de Maio.
  • A 6.ª divisão americana contra ataca o exército alemão, no dia 6 de Junho. É a primeira intervenção de uma unidade americana na frente ocidental.

João Ninguém : soldado da Grande Guerra: impressões humorísticas do CEP. Ilustração e texto do capitão Menezes Ferreira. (...)"Longe, muito longe do céu de Portugal, dos montes verdejantes ou das fartas campinas das suas provincias, descansam pois, nos ásperos climas da Flandres, os nossos Mortos da Grande Guerra." (...) - Hemeroteca Digital

Portugal na Grande Guerra; Lacouture sob o bombardeamento de 9 de Abril de 1918 (Batalha de La Lys). Gravura; água -forte. Autor: Adriano Sousa Lopes (À direita - uma companhia de soldados portugueses, encurralados numa trincheira da 1ª linha). Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea - MatrizNet
Pela Pátria. (...) "Salvar a honra é ainda uma grande, senão a maior das vitorias. Foi o que fizeram os portugueses. Pouco mais já seriam de trinta mil os que defendiam o nosso sector, instalado num terreno ingrato onde se multilicavam as dificuldades de defesa, como em outros pontos, aliás, da frente ocidental. (...)" Ilustração Portuguesa, nº 635, de 22 de Abril de 1918; pág. 301 - Hemeroteca Digital

Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). 1 - O comandante interino do CEP, passando em revista a brigada do Minho que tão valentemente se bateu contra o inimigo. (em cima). 2 - O general sr. Gomes da Costa, abraçando um soldado que acaba de condecorar com a Cruz de Guerra (em baixo). Ilustração Portuguesa, nº 648, de 22 de Julho de 1918; pág. 61 - Hemeroteca Digital
Na frente portuguesa: o ilustre general sr. Gomes da costa, condecorando praças com a Cruz de Guerra. (Cliché da secção fotográfica do CEP). Capa: Ilustração Portuguesa, nº 648, de 22 de Julho de 1918 - Hemeroteca Digital



Julho / Agosto / Setembro



  • No dia 1 de Julho, dá-se o combate de Nhamacurra, em Moçambique. Travam-se combates as forças anglo-portuguesas e as tropas alemãs, quando estes chegam a 40 km de Quelimane e atacam o depósito de uma companhia açucareira.
  • A Segunda Batalha do Marne (Paris), acontece entre 15 de Julho e 5 de Agosto. O exército alemão recua em frente de Paris, após o contra-ataque maciço dos Aliados. Esta, foi a primeira de uma série de vitórias decisivas para os Aliados, que levariam ao Armistício, cerca de 100 dias depois.
  • Os exércitos aliados retomam a ofensiva no dia 8 de Agosto. O 4.º exército britânico ataca o sector alemão em frente de Amiens. Segundo o general Ludendorff é «o dia mais negro do exército alemão».
  • No dia 25 de Agosto, o general Garcia Rosado, nomeado em Julho de 1918, assume o comando do CEP, em França, substituindo o general Tamagnini.
  • Os alemães retiram dos territórios onde se encontrava estabelecida a companhia do Niassa, entre o Lúri e o Rovuma, em Moçambique, atravessando este rio, no dia 28 de Agosto.
  • As forças militares alemãs retiram, finalmente, do território de Moçambique, atravessando o Rovuma, no dia 28 de Setembro.
  • No dia 29 de Setembro, a Bulgária assina um armistício e abandona a Guerra.
Portugal na Grande Guerra; Ferme du Bois, distribuição do rancho. Água-forte (35 x 47 cm), séc. XX. Autor: Adriano Sousa Lopes - Museu do Chiado - Museu de Arte Contemporânea - MatrizNet
Os nossos em França. Grupo de praças do CEP, retidos em Paris, em 12 de Junho último, alojados na cantina-dormitório do Triângulo Vermelho Português - Ilustração Portuguesa, nº 650, de 5 de Agosto de 1918; pág. 104, (foto em baixo). - Hemerotca Digital
Portugal e a França. Desfile do contingente português, constituído por 400 homens de infantaria, por ocasião da revista militar de 14 de Julho, em Paris. Ilustração Portuguesa nº 650, de 5 de Agosto de 1918; pág. 113. - Hemeroteca Digital
A contra-ofensiva dos aliados. 1 - Canhão inglês de grosso calibre que contribuiu eficazmente para o recuo dos alemães. 2 - Um pequeno embaraço com um grande canhão. 3 - No transporte de munições para artilharia. (Clichés da secção fotográfica do exército britânico). Ilustração Portuguesa nº 655, de 9 de Setembro de 1918; pág. 212 - Hemeroteca Digital 

As nossas tropas em África. 1- Comemorando o 2º aniversário da passagem do rio Rovuma, em 27 de Maio de 1916.Missa campal por alma dos oficiais e soldados  mortos na passagem. (Cliché de Manuel António Alves Teixeira, radiotelegrafista da expedição ao Niassa) - Ilustração Portuguesa, nº 658, de 30 de Setembro de 1918; pág. 264 - Hemeroteca Digital

Outubro / Novembro



  • No dia 12 de Outubro, a tentativa revolucionária em diversas localidades do país, junta militares e civis. É declarado o estado de emergência pelo Decreto nº 4891. O Presidente da República, Sidónio Pais, assume o comando de todas as forças de terra e do mar conseguindo controlar a situação.
  • O caça-minas "Augusto de Castilho", é torpedeado por um submarino alemão. O seu comandante Carvalho de Araújo, morre no afundamento, dia 14 de Outubro.
  • No dia 16 de Outubro, o transporte de um grupo de presos, implicados na revolta de 12 de Outubro, em Lisboa, provoca um tiroteio que leva à morte de 6 pessoas, entre as quais o Visconde da Ribeira Brava.  O incidente fica conhecido por "A Leva da Morte".
  • Guilherme II, Imperador alemão, abdica no dia 9 de Novembro.
  • É organizado um cortejo de júbilo pela vitória dos aliados e pelo fim da guerra, entre o Terreiro do Paço e Belém, no dia 12 de Novembro.
  • No dia 14 de Dezembro, Sidónio Pais é assassinado em Lisboa, na Estação do Rossio, baleado por um sargento do exército.

Os crimes dos bárbaros. 1 -  O vapor S. Miguel, da empresa Insulana São Miguel que foi atacado por dois submarinos alemães a 170 milhas da Madeira, em viagem para Ponta Delgada, salvando-se graças á oportuna intervenção do caça-minas "Augusto Castilho". 2 - O 1º tenente sr. Carvalho Araújo, comandante do caça-minas "Augusto de Castilho", que sucumbiu no combate. 4 - O caça-minas "Augusto de Castilho" que em auxílio do vapor S. Miguel, foi afundado por dois submarinos alemães. Ilustração Portuguesa, nº 662, de 28 de Outubro de 1918; pág. 347 - Hemeroteca Digital
Os Acontecimentos. 1  - Em Lisboa: Rua Serpa Pinto onde se deu o lamentável incidente entre a força da polícia e os presos políticos que iam para a fortaleza de S. Julião da Barra, tendo havido seis mortos, entre eles o sr. Visconde da Ribeira Brava. (em cima). 2 - O sr. Visconde da Ribeira Brava (em cima à direita).  Ilustração Portuguesa, nº 662, de 28 de Outubro de 1918; pág. 345 - Hemeroteca Digital




A derrota da Alemanha - Chegou finalmente a hora do triunfo - Paris - O Armistício foi assinado hoje ás 5 horas e começa a vigorar ás 11 - A Capital : diário republicano da noite. 11 de Novembro de 1918, nº 2955.
A Paz - "O cortejo que se organizou no dia 12 de Novembro para manifestar ao chefe de Estado e aos representantes  dos países aliados, a congratulação nacional pela vitória da justiça e do direito, foi um dos mais imponentes que Lisboa tem visto pelas suas ruas". (...) - .Ilustração Portuguesa, nº 665, de 18 de Novembro de 1918; pág. 345 - Hemeroteca Digital
Napoleão, o petizissimo. Rendendo-se: - Estou pronto a ir para Santa Helena. - Perdão: para Santa Helena vão os grandes. Vossa magestade vai mas é pentear macacos. Ilustração de Rocha VieiraO Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1093, 21 de Outubro de 1918 - Hemeroteca Digital

O julgamento. As vítimas para o réu: - Agora, nós! Ilustração de Rocha Vieira. O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1097, 18 de Novembro de 1918 - Hemeroteca Digital
Peru Velho! Preparando para o Natal. - Isto não serve nem para canja! Ilustração de Rocha Vieira.. O Século Cómico: suplemento humorístico de O Século, nº 1102, 23 de Dezembro de 1918 - Hemeroteca Digital
Cena de Guerra. Guache sobre cartão. (23 x 24 cm), 1916-1918. Autor: Cristiano Cruz. (Explosão violenta de uma granada à direita, que catapulta um soldado para a frente, vestindo uma farda azul-cinza com uma mochila nas costas, saltando de braços abertos para o primeiro plano.Rara imagem portuguesa do primeiro conflito mundial ) - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea - MatrizNet 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_La_Lys
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Batalha_do_Marne
http://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sid%C3%B3nio_Pais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_Primeira_Guerra_Mundial#1918
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_Expedicion%C3%A1rio_Portugu%C3%AAs