Mostrar mensagens com a etiqueta Museus-visita virtual. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Museus-visita virtual. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de janeiro de 2012

Palácio Nacional de Queluz - visita virtual

Fachada de Cerimónia do Palácio Nacional de Queluz, Lago de Nereida/Jardim Pênsil - edifício de traços neoclássicos, com fonte rococó em primeiro plano - Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira (1706-1785). Foto, Celso M. Andrade
  
Visite o Palácio, aqui


O Palácio Nacional de Queluz foi residência real de duas gerações de monarcas. A sua construção em 1747, deve-se à iniciativa de D. Pedro III (1717-1786) a quem a Quinta de Queluz pertencia, enquanto terceiro Senhor da Casa do Infantado, criada em 1654 por Alvará do Rei D. João IV em favor dos filhos segundos dos Reis de Portugal.
D. Pedro III - último dos filhos de D. João V (1689-1750) e de D. Mariana de Áustria (1683-1754) e Grão Prior do Crato - entre 1747 e 1786, realizará um conjunto bem planeado de obras, ampliando o chamado Paço Velho, dando-lhe a pujança de Palácio Real. Para o progresso das obras de ampliação, foi determinante o seu casamento, em 1760, com a sobrinha e herdeira do trono, Princesa D. Maria (D. Maria I de Portugal, 1734-1816), obtendo o título de rei D. Pedro III. De gostos e hábitos elegantes e possuidor de uma fortuna notável, D. Pedro dedica a Queluz um cuidado constante, que apenas terminaria com a sua morte.

Pavilhão Robillion, Escadaria dos Leões -Arquitecto Jean-Baptiste Robillion
Edificado como um Palácio de Verão, aqui decorriam com frequência festejos e serenatas, destinados à Corte. Grande parte dos festejos, tinham lugar nos jardins e incluíam fogo de artifício, jogos equestres e combate de touros, entre outros divertimentos. A música ocupou sempre um papel central em Queluz, no entanto, a época áurea terminou em 1786, com a morte de D. Pedro III. A vida em Queluz e na Corte era ainda animada ao tempo em que a prometida do Infante D. João VI, a infanta espanhola D. Carlota Joaquina de Bourbon, chegara de Espanha e cujo casamento se consumaria em 1790. O Palácio de Queluz foi a residência de veraneio favorita da família real até 1794, altura em que passa a Residência permanente.
Doado ao Estado em 1908, abriu como Museu de Artes Decorativas em 1940, exibindo actualmente em ambientes de época colecções de mobiliário, pintura, cerâmica, ourivesaria, escultura e tapeçaria, provenientes na sua maioria da Casa Real.
Desde 1957, o Palácio de Queluz é também Residência Oficial de Chefes de Estado.

O Palácio e os seus jardins criam um notável conjunto monumental que mostra uma vivência intimista da corte portuguesa de Setecentos, representando ao mesmo tempo momentos de excepcional importância histórica e de afirmação do poder real. A evolução do gosto da corte nos séculos XVIII e XIX, num período que percorre o barroco, o rocaille e o neoclássico, foi marcada principalmente por influências francesas e italianas, visíveis nos espaços interiores e nos jardins. O Palácio forma um conjunto grandioso de incontornável destaque no património arquitectónico e paisagístico português.

Eneias e Anquises, escultura em chumbo, 1756 -  John Cheere (1709-1787).  Este é um dos exemplares mais notáveis da obra escultórica de John Cheere. Representa a fuga de Eneias do incêndio e saque da cidade de Tróia, carregando às costas seu pai Anquises. Acompanham-no seu filho Ascânio e a mulher Creusa. Por desejo de Júpiter, o príncipe troiano, filho de Afrodite/Vénus, irá para Itália fundar uma nova Tróia, arquétipo da futura Roma.

Primavera, escultura em chumbo, 1755 -  John Cheere (1709-1787). A sucessão das Estações marca o ritmo da vida, as etapas de um ciclo de desenvolvimento: nascimento, formação, maturidade e declínio. Este ciclo ajusta-se tanto aos seres humanos, como às sociedades e às suas civilizações.
Os jardins de Queluz foram desde o primeiro instante, alvo de grandes cuidados, tanto os jardins de aparato com um traçado "à francesa" - o Jardim Pênsil e o Jardim de Malta - como o resto do Parque, foram amplamente decorados com lagos, fontes e conjuntos escultóricos. 
Merecem destaque as esculturas em chumbo da autoria de John Cheere (1709-1787), vindas de Inglaterra, que reforçaram a nobreza dos jardins de Queluz, vieram de Itália (Génova) figuras de mármore, estátuas, bustos e vasos, entre 1757 e 1765. Exuberam os deuses e os heróis da Antiguidade Clássica, as Alegorias às estações do ano e às artes e, outrora, também figuras da Comedia de’l arte, pastores e animais, temas tão ao gosto do século XVIII. Na decoração dos lagos e fontes predominam os temas aquáticos, destacando-se Neptuno, Nereida, tritões, sereias e peixes.

Quarto D. Quixote, terceiro quartel do século XVIII, arquitecto Jean Baptiste Robillion. Neste quarto nasceram e faleceram os filhos de D. João VI e D. Carlota Joaquina.
Retrato de D. Maria I, óleo sobre tela (datação 1785-1810), Giuseppe Troni

Retrato de D. Pedro III, óleo sobre tela (datação 1750-1783), Francisco Vieira de Matos
Sala da Música, postal (datação 1950-1960, Colecção Passaporte)

D. João VI, o principe regente, passando revista às tropas na Azambuja, óleo sobre tela (1803), Domingos António de Sequeira.
Retrato de D. Carlota Joaquina, óleo sobre tela (1824), João Baptista Ribeiro
 O Palácio Nacional de Queluz reúne um conjunto variado de colecções de Pintura, Escultura, Desenho, Gravura e Artes Decorativas, integradas em ambientes de época e datadas sobretudo dos séculos XVIII e XIX. O acervo das colecções é originário de diferentes proveniências: um fundo mais antigo, residente no Palácio anteriormente ao incêndio de 1934; um segundo grupo constituído por peças adquiridas ou deslocadas de outros Palácios e da Casa Forte do Palácio das Necessidades, a partir dos anos 30 do século XX, antecedendo a abertura do Palácio de Queluz ao público, em 1940; e ainda um conjunto de peças de outros museus, depositadas recentemente.

Mesa de encostar, madeira de mogno, bronze, mármore e tela (datação 1804-1815), Jean-Antoine Bruns - Paris
Terrina, porcelana, ouro e esmalte (datação 1822-1828),  Marc Schoelcher  - Paris. Presente real, destinado à rainha D. Carlota Joaquina e Infantas.
Serviço Tête-à-Tête de Chocolate, porcelana de Viena, esmalte e ouro (datação 1814), periodo Sorgenthal
Sala das Mangas "Fénix, Pirâmide, Fogo e Luz"  -  painel de azulejos policromado neoclássico, pintor ceramista Francisco Jorge da Costa (1784), -  Foto Rui Lobato, 1980
Escrivaninha, prata  (datação séc XVIII-XIX), J C Klinkosch - Alemanha?

Fontes : 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Real_de_Queluz
http://www.pnqueluz.imc-ip.pt/
O Grande Livro da Decoração  (1974). Lisboa: Selecções do Reader's Digest

Esta mensagem foi reformulada em 31 de Janeiro de 2012



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Palácio Nacional de Sintra - visita virtual



Visite o Palácio,  aqui

Palácio Nacional de Sintra
Com fundação árabe, o Palácio Nacional de Sintra torna-se, a partir do séc. XII e por cerca de oito séculos, residência da Família Real Portuguesa. Único sobrevivente dos Paços Reais medievais em Portugal. As principais campanhas de obras sucessivas de D. Dinis, João I e D. Manuel I, conferiram-lhe o aspecto actual. 
 A Sala dos Cisnes a maior sala do Palácio, foi designada por Sala Grande no reinado de Dom João I e Sala dos Infantes a partir do reinado de Dom Manuel I. O seu nome actual de Sala dos Cisnes, deve-se à decoração do tecto, ao gosto da Renascença italiana, datável de finais do século XVI e já referido por Luís Pereira Brandão, cerca de 1570, em versos de louvor às maravilhas do Paço de Sintra. 
Na Sala das Pegas, eram recebidos os notáveis do reino e embaixadores estrangeiros. A designação de Sala das Pegas, que remonta ao século XV e que se manteve ao longo dos séculos, deve-se à pintura do tecto onde as 136 pegas representadas seguram, nos bicos, a tarja com a divisa de Dom João I, por bem, e nas patas, a rosa que poderá ser uma alusão à casa de Lancaster, à qual pertencia a Rainha Dona Filipa de Lencastre.
A Sala dos Brasões, cuja cúpula ostenta as armas de D. Manuel, de seus filhos, e de setenta e duas das mais importantes famílias da Nobreza, e cujo revestimento integral das paredes data do século XVIII, obra do ciclo dos Grandes Mestres da azulejaria lisboeta dessa altura, representa o expoente máximo da intervenção manuelina no Palácio.

Capela Palatina
Fundada por Dom Dinis no inicio do século XIV, a Capela Palatina tem a evocação do Espírito Santo, cujo culto foi introduzido em Portugal pela Rainha Santa Isabel. Este espaço religioso cristão é muito marcado pelo mudejarismo, caracterizado pela permanência de elementos típicos da arquitectura e artes decorativas muçulmanas em pleno período cristão.


Casamento de Dom João I com Dona Filipa de Lencastre - Iluminura do livro Anciennes Croniques d’Engleterre, Jehan de Wavrin - Século XV

A dimensão da cozinha e as duas monumentais chaminés de trinta e três metros de altura, construídas durante a campanha de Dom João I, nos inícios do século XV, estariam relacionadas com os grandes banquetes em que eram servidas peças de caça grossa, à época abundante na serra de Sintra, provenientes das inúmeras montarias e caçadas, a que a Família Real e a corte se dedicava e que representaram um dos atractivos de Sintra ao longo dos séculos. 
Dom João I (1357-1433),filho bastardo de Dom Pedro I e de Dona Teresa Lourenço, foi provido a Mestre de Avis, apenas com seis anos de idade.
Por morte de Dom Fernando I, após ter assassinado o Conde de Andeiro - partidário de Castela, valido de Dona Leonor Teles, viúva do Rei Dom Fernando - e na sequência dos eventos revolucionários e das guerras com Castela (1383-1385), Dom João foi aclamado Rei nas Cortes de Coimbra, dando início à segunda dinastia portuguesa, dita de Avis.
Dona Filipa de Lencastre (1360-1415), filha primogénita de João de Gaunt, filho de Eduardo III de Inglaterra e duque de Lancaster pelo casamento com Branca de Lancaster. No ano de 1387, casa com o Rei Dom João I na Sé do Porto. Encontra-se sepultada no Mosteiro da Batalha, juntamente com Dom João I e os ilustres infantes seus filhos, conhecidos como a “Ínclita Geração”.

Chaminés gémeas do PalácioStilwell, Isabel (2011), Filipa de Lencastre - A Rainha que mudou Portugal, Lisboa: A Esfera dos Livros.
 
Como conta Stilwell, Isabel,
...............................................................................................................
" Quando mostrara ao rei o esquiço que ela e Huguet tinham feito das duas chaminés da cozinha, cónicas, o rei abrira a boca de espanto:
- E onde é que foram buscar uma ideia mais louca? A altura dessas chaminés? Quem as vai construir, e se não se sustentam?
Philippa sorria-lhe, divertida: 
- A ideia? Fomos buscá-la aos chapéus das senhoras da corte - não é quase igual a um hennin? ...  
..............................................................................................................
- Não, a sério, não foi em chapéus! O Huguet diz que há uma abadia em Abbott, em Inglaterra, que tem umas chaminés parecidas, e que são ideais para deixar sair o fumo..." (2011:357) 


Azulejos relevados com motivo de parra e gravinha: Sala de Dom Sebastião
Reunindo vários estilos arquitectónicos – gótico, mudéjar e manuelino, exibe no seu interior um acervo único de azulejariahispano-mourisca. Os azulejos relevados são quinhentistas e não se encontram em Sevilha, apenas os vemos nos Paços de Sintra. A técnica de fabrico é em barro moldado em formas, num espírito decorativo acentuado e até rebuscado naturalismo fitomórfico, que não faziam parte de qualquer tradição portuguesa, nem tiveram consequências futuras. Existem cinco variedades diferentes além dos motivos de remate da Sala dos Árabes.

Porcelana  de Limoges, França, 1889-1905.
A peça em cima,  faz parte de um serviço de jantar, pequeno almoço, chá e café, Haviland & Cª-Limoges, para 50 pessoas (incompleto), adquirido pela Rainha D. Maria Pia em Paris, em 21 de Dezembro de 1896.
A princesa Dona Maria Pia de Sabóia (1847-1911), filha da arquiduquesa Maria Adelaide de Áustria e de Vítor Emanuel II do Piemonte - rei da Sicília e de Itália, depois da unificação em 1869 - nasceu em Turim, no seio de uma família numerosa, tendo tido sete irmãos, entre os quais o rei Humberto I de Itália e Amadeu I de Espanha. Casou em 1862, aos 15 anos, com Dom Luís I, um dia depois de chegar a Portugal, e foi mãe de Dom Carlos (1863) e de Dom Afonso Henriques (1865).
Foi no Palácio de Sintra que a Rainha Viúva passou os seus últimos dias em Portugal, antes de partir para o exílio com os outros elementos da Família Real. Morreu no exílio, no Castelo de Stupinigi, no Piemonte.

 O Palácio, possui colecções de arte decorativa, do século XVI ao século XVIII. Integra desde 1995 a classificação da Unesco, de Sintra Paisagem Cultural da Humanidade.

Fontes: Stilwell, Isabel (2011), Filipa de Lencastre - A Rainha que mudou Portugal, Lisboa: A Esfera dos Livros.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Museu Nacional de Arte Antiga - Visita virtual



Visite o museu, aqui


museu está situado na rua das Janelas Verdes, por este motivo é vulgarmente conhecido por Museu das Janelas Verdes. O primeiro director, foi o Dr. José de Figueiredo. 
Encontra-se instalado num palácio mandado construir no século XVII por D. Francisco de Távora (1646-1710), 1º conde de Alvor (título concedido por D. Pedro II, em 1683), não se conhecendo o arquitecto que o projectou. A construção no entanto, pode situar-se em torno de 1690, data posterior ao seu regresso da Índia, em 1686, onde fora vice-rei. Entre 1747 e 1769, o edifício teve vários proprietários. Cerca de 1775, Daniel Gildemeester, cônsul holandês, patrocina a requalificação dos interiores da habitação, contratando os artistas mais reputados da época.

Em 1882, nas salas do palácio Alvor-Pombal, é organizada a Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola,  o sucesso obtido levou à compra do edifício pelo Estado. 
A criação do museu data de 1884, no intuito de dar destino às obras de arte que estavam na posse do Estado. O palácio, então chamado de Museu Nacional de Belas Artes e Arqueologia, foi sujeito a diversos arranjos, destacando-se a primeira estruturação feita pelo pintor António Tomás da Fonseca. A partir de 1911, o museu passa a adoptar a designação de  Museu Nacional de Arte Antiga, tendo como primeiro director, José de Figueiredo.
 
O palácio é sujeito a obras de aumento e remodelação. O antigo convento feminino designado das Albertas, situado junto ao museu, deu lugar à ala edificada no final dos anos 30. A primeira campanha de obras (1930-1940), teve a colaboração do arquitecto Guilherme Rebelo de Andrade. A remodelação do palácio realizou-se entre 1942 e 1947. No início dos anos 80, fez-se uma intervenção estrutural do edifício anexo, com a colaboração do arquitecto João de Almeida. O último período de obras ocorreu entre 1992-1994, segundo o projecto Arqui III/ João de Almeida.

O museu, possui uma vasta colecção de arte europeia, envolvendo a mais completa colecção de arte portuguesa, da pintura à escultura, da ourivesaria ao mobiliário, cerâmica, têxteis e outras artes decorativas que nos transportam da Idade Média ao início do século XIX. Apresenta um admirável conjunto de objectos de arte ornamental da África, Índia, China e Japão, expressivos do relacionamento de Portugal com essas culturas, num caminho de vários séculos.Actualizado em: 26 de Março de 2010


Obras de referência do MNAA
Painéis de São Vicente
Atribuído a Nuno Gonçalves (activo 1450-antes de 1491) 1470-80
Óleo (?) e têmpera sobre madeira de carvalho
Painel dos Frades – A 207,2 x L 64,2 cm
Painel dos Pescadores – A 207,2 x L 64,2 cm
Painel do Infante – A 206,4 x L 128 cm
Painel do Arcebispo – A 206 x L 128,3 cm
Painel dos Cavaleiros – A 206,6 x L 64,2 cm
Painel da Relíquia – A 206,5 x L 63,1 cm
Paço Patriarcal de São Vicente de Fora, Lisboa, 1916
MNAA inv. 1363, 1366, 1361, 1364, 1365, 1362 Pint
Piso 3

Tentações de Santo Antão
Tentações de Santo Antão 
Jheronymus Bosch (Hertogenbosch, 1450/60-1516)
Assinado (canto inferior esquerdo do painel central)
c. 1500
Óleo sobre madeira de carvalho
A 131,5 x L 119 (painel central) e L 53 (paineis laterais) cm
Palácio das Necessidades, Lisboa, 1913
MNAA inv. 1498 Pint
Piso 1, sala 61

São Jerónimo
São Jerónimo 
Albrecht Dürer (Nuremberga, 1471-1528)
Monogramado e datado 1521 (canto inferior esquerdo)
Óleo sobre madeira de carvalho
A 59,5 x L 48,5 cm
Compra, 1880
MNAA inv. 828 Pint
Piso 1, sala 61

Fonte bicéfala
Fonte bicéfala 
Portugal, Oficina de Lisboa
Século XVI (1501-1515)
Pedra (calcário)
A 107 x L 71 cm x P 50 cm
Compra, 1939
MNAA inv. 644 Esc
Piso 3

São Leonardo
São Leonardo
Andrea della Robbia (1435-1525)
Itália, século XVI (1501-1513)
Barro moldado e modelado, cozido, vidrado e policromado
A 170 x L67 x P 43 cm
Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos), Lisboa, 1916
MNAA inv. 505 Esc
Piso 1, sala 55

Cruz de D. Sancho I

Cruz de D. Sancho I 

Cruz processional
Portugal, 1214
Ouro, safiras, granadas e pérolas
A 65 x L 34,5 cm
D(OM)N(V)S SANCIVS REX IVSSIT FIERI HA(N)C T (CRUCEM) AN(N)O I(N)CARNATIO(N)IS.; M.CC.XII[II]
Proveniência: Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, 1916
MNAA inv. 540 Our
Piso 2, sala 29

Custódia de Belém
Custódia de Belém 
Gil Vicente (ourives com actividade conhecida entre 1503 e 1517)
Portugal, 1506
Ouro, esmaltes polícromos, vidro
Dimensões: A 73 x L 32 x P 26 cm
Proveniência: Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos), Lisboa
MNAA inv. 740 Our
Piso 2, sala 29

Centro de mesa
Centro de mesa 
Paris, 1729-31, TG, Thomas Germain
Paris, 1757, FTG, François-Thomas Germain
Prata fundida, repuxada, gravada e cinzelada
A 72,8 x L 80,7 x P 56,8 cm; Base: C 109,1 x 80,8 cm
Palácio das Necessidades, Lisboa, 1987
MNAA, inv 1827 Our
Piso 1, Sala 69


Biombos Namban
Biombo Namban 
Arte Namban
Atribuído a Kano Domi
Japão, 1593-1602, Período Momoyama
Têmpera sobre papel, folha de ouro, seda, laca e metal
Compra, 1954
Inv. 1638-1639 Mov
Piso 2, sala 14

Saleiro de Benim
Saleiro de Benim 
Benim, c.1525
Marfim
A 19,2 e L 9,8 cm
Compra, 1951
MNAA inv. 750 Esc
Piso 2, sala 18

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cavernas de Lascaux - visita virtual


Vale do rio Vézère, sudoeste de França
Lascaux é um complexo de cavernas, famoso pela suas pinturas rupestres. A caverna fica na comuna de Montignac (Dordogne), a Sudoeste de Périgueux, França. Abre-se sobre a margem esquerda do rio Vézère.
Foi descoberta no dia 14 de Setembro de 1940, por quatro adolescentes: Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas, que avisaram o seu antigo professor, Léon Laval. O pré-historiador Henri Breuil, refugiado na zona durante a ocupação nazi, foi o primeiro especialista que visitou Lascaux, no dia 21 de Setembro de 1940, em companhia de Jean Bouyssonnie e André Cheynier. H. Breuil foi também o primeiro a autenticá-la, descrevê-la e estudá-la. A disposição da caverna, cujas paredes estão pintadas com 300 documentos de bovídeos, cavalos, cervos, cabras selvagens e felinos, permite pensar tratar-se de um santuário, criado há aproximadamente 17 mil anos atrás.

Vaca vermelha com cabeça preta
Bovideos e cavalos
Pintura

A caverna foi classificada entre os Monumentos históricos de França desde o mesmo ano da sua descoberta, 1940.
Desde 1963, o complexo de Lascaux está fechado. Na época, notou-se que a presença dos 1.700 visitantes diários ameaçava as pinturas por aumentar a temperatura nas cavernas e expô-las ao dióxido de carbono resultante de sua respiração. Desde então os visitantes admiram as reproduções expostas num museu próximo das grutas.
Em Outubro de 1979 foi incluída no Património Mundial da Unesco, com outros sítios e grutas ornamentadas do vale do Vézère.

Plano das cavernas de Lascaux

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palácio Nacional de Mafra - visita virtual


Visite o palácio, aqui

Mandado construir por D. João V para cumprir um voto de sucessão, o Palácio - Convento de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal. Em pedra lióz da região, ocupa 38.000 m, com 1.200 divisões, 4.700 portas e janelas e 156 escadas. A imponência da obra foi possível graças ao afluxo de ouro do Brasil. 

Sala do trono - Sala de audiência
Para a Real Obra, encomendou o Rei esculturas e pinturas a Mestres Italianos e Portugueses e, na Flandres, dois carrilhões com 92 sinos – os maiores do tempo. Integra ainda um conjunto de seis órgãos históricos na Basílica, uma extraordinária biblioteca do séc. XVIII, com c. de 38000 volumes e um Núcleo Conventual, com um hospital da época.  

Litografia, 1853
O palácio era popular para os membros da família real, que gostavam de caçar na tapada. As melhores mobílias e obras de arte foram levadas em 1807 para o Brasil, para onde partiu a família real, quando das invasões francesas. Em 1834 o mosteiro foi abandonado, depois da dissolução das ordens religiosas

 
Quarto do rei
Nos últimos reinados da Dinastia de Bragança, o Palácio foi utilizado como residência de caça. Dele saiu em 5 de Outubro de 1910 o rei D. Manuel ll (34º e último rei de Portugal), acompanhado por sua mãe, a rainha D. Amélia de Orleães e sua avó, a rainha D. Maria Pia de Sabóia, em direcção à praia da Ericeira, para o iate real "Amélia", com destino ao exílio em Inglaterra.
 
Biblioteca do Convento 
O maior tesouro do Convento de Mafra é a sua biblioteca, com uma colecção de mais de 40.000 livros com encadernações gravadas a ouro, incluindo uma segunda edição de Os Lusiadas de Luis de Camões. Construída por Manuel Caetano de Sousa, tem 88m de comprimento, 9,5m de largura e 13m de altura. O pavimento é em mármore rosa, cinzento e branco. As estantes de madeira são em estilo rococó.

Fotos : Ippar; Gespar; Wikipédia

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Museu Nacional Soares dos Reis - Visita Virtual

              
Museu Nacional de Soares dos Reis - DGPC
     
Visite o museu, aqui


O Museu Nacional Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, no Porto, em Portugal.
O chamado Museu Portuense de Pinturas e Estampas, foi criado em 1833, por D.Pedro IV e instalado no edifício do Convento de Santo António da Cidade (actual edifício da Biblioteca Pública Municipal do Porto, em Santo Ildefonso), sob a direcção do pintor João Baptista Ribeiro.

Senhora Vestida de Preto, óleo sobre madeira, 28,3 x 18,4 cm. Henrique Pousão (1859-1884)
Em 1911 o Museu ganha nome de Soares dos Reis, em homenagem ao  escultor do Porto, António Manuel Soares dos Reis (1847-1889). Grande parte do espólio do escultor faz parte da colecção do Museu, sendo talvez a obra mais emblemática a bela escultura em mármore O Desterrado.
Durante a década de 1940 o Museu é enriquecido com as colecções do Museu Municipal. De Museu clássico de Belas Artes passa a museu misto, incorporando as chamadas artes decorativas.

O Desterrado, mármore de Carrara, Roma (1872), 178 x 68 x 73 cm. António Soares dos Reis (1847 - 1889)

Sob a direcção do escultor Salvador Barata Feyo, na década de 50, o Museu adquire obras de Pintura e Escultura a jovens artistas.
Em 1992, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, o Museu Nacional de Soares dos Reis inicia um projecto de remodelação e expansão da autoria do arquitecto Fernando Távora concluído em 2001. Esta remodelação visou melhorar e alargar os espaços de reserva, a criação de áreas de exposições temporárias, auditório, zonas de lazer e serviços. A divulgação cultural e a actividade do serviço de educação, com apoio de uma sala multimédia, contribuem para a salvaguarda do património e acção educativa do Museu.

Garrafa Antropomórfica, faiança, séc. XIX. Fábrica da Afurada - Gaia
 
A primazia que é dada a António Soares dos Reis (1847-1889) na Galeria de Escultura deve-se ao avanço técnico conferido à disciplina e ao seu talento de artista. A sua obra-mestra é o Desterrado, esculpido em Roma em 1872, como prova final de pensionista. No Porto foi com a estátua do Conde de Ferreira para o Cemitério de Agramonte que realizou um dos seus retratos mais importantes, de que também é imperioso destacar o Busto da Inglesa, Mrs. Leech.

Escrivaninha, tartaruga escura, ouro e madrepérola, séc. XVIII, Itália, Nápoles


Autores representados

António Carneiro (Amarante, 1872 - Porto, 1930);  João António Correia (Porto 1822 - 1896); António José da Costa (Porto 1840 - 1929); Simão César Dordio Gomes (Arraiolos, 1890 - Porto, 1976); Artur José de Sousa Loureiro (Porto, 1853 – Gêres, 1932);  Luis de Miranda Pereira Henriques Meneses (Porto 1817- Lisboa 1878); João Marques da Silva Oliveira (Porto, 1853 - 1927); António Carvalho da Silva Porto (1850 - 1893); Henrique César de Araújo Pousão (1859 - 1884); António Soares dos Reis (Vila Nova de Gaia, 1847 - 1889);Júlio Martins da Silva Dias Resende (Porto 1917); João Baptista Ribeiro (Vila Real, 1790 - Porto, 1868); Augusto Roquemont (Genebra 1804 - Porto 1852); Maria Aurélia Martins de Sousa (Chile, 1866 - Porto, 1922); José Tagarro (Cartaxo, 1902 - Lisboa, 1931); Francisco José de Rezende Vasconcelos (Porto, 1825 – 1893). 

 
Biombo, pintura a têmpera sobre papel de amoreira revestido a folha de ouro; grade de madeira lacada; 170 x 370 x 2 cm; Autor Desconhecido / Escola de Kano - Japão, Arte Namban, Período Momoyama / c. 1600 - 1610