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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Tronos de Santo António, Lisboa - 2



Rua Norberto de Araújo, Alfama. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2018



Igreja Paroquial de São Miguel, no Largo de São Miguel, Alfama. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2018.


Rua de São Miguel, Alfama. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2018. 

Montras de Santo Antonio - 3



Montra da loja Hisa Modas, na Avenida Guerra Junqueiro, em Lisboa (foto "comjeitoearte", 2018).




Montra da loja "Amarelo 28", na Rua de São Miguel, Alfama, em Lisboa (foto "comjeitoearte", 2018). 



Montra da Fábrica Sant'Anna  (cerâmica portuguesa), R. do Alecrim 95, Lisboa (foto "comjeitoearte", 2018).





Montra da loja Óptica Central do Calhariz, no Largo do Calhariz, em Lisboa (foto "comjeitoearte", 2018).


terça-feira, 13 de junho de 2017

Santo António - Capela na Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora

Capela de Santo António. na Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora (Foto "comjeitoearte", 2016)

O edifício da Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora, localiza-se no bairro de Alfama, no largo de São Vicente, em Lisboa. 

Fundado por D. Afonso Henriques (1109-1185), em 1147, depois da conquista de Lisboa, o mosteiro construído fora das velhas muralhas, foi dedicado ao mártir São Vicente e entregue aos cónegos regrantes de Santo Agostinho.

Em 1210, professou neste local, o cónego regrante de Santo Agostinho, que viria a ser Santo António de Lisboa.

O novo edifício que substituiu a primeira construção, foi mandado edificar por D. Filipe II (1527-1598), em 1582, com projecto de Filippo Terzi (1520-1597). Em 28 de Agosto, de 1629, foi celebrada na igreja a primeira missa.


São Vicente de Fora, em Lisboa - DGPC

A Capela de Santo António, situa-se, segundo a tradição, no antigo espaço ocupado por a cela do santo, nos anos em que foi cónego regrante de Santo Agostinho.
Projectada pelo arquitecto Carlos Mardel (1695-1763) por encomenda do Cardeal Mota, a sua construção rica em mármores polícromos, data de 1740.


Capela de Santo António na Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora (Foto "comjeitoearte", 2016)


No interior da capela existiu uma lápide com inscrição em caracteres góticos, actualmente no interior da igreja, que faz alusão à sepultura naquele local de Teresa Taveira, mãe de Santo António.



Capela de Santo António na Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora (Foto "comjeitoearte", 2016)

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_S%C3%A3o_Vicente_de_Fora

http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71213/

http://digitarq.arquivos.pt/details?id=1461704

http://www.monumentos.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=6529
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Santo António de todo o mundo

Imagens de Santo António; Museu de Santo António, em Lisboa. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

O Museu de Santo António, integra um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, é dedicado à vida e culto do Santo. A devoção que o povo lhe dedica fazem dele um dos santos mais venerados em todo o mundo.  É expressa nos registos, medalhas, orações e imagens. Alguns exemplares fazem parte das colecções do Museu.
Venerado desde o séc. XIII, é considerado padroeiro de Portugal, a par da N. Sra. da Conceição, dos barqueiros, náufragos, marinheiros, propiciador de bons casamentos, invocado para encontrar objectos perdidos, protector dos lares e da família. 

No decorrer da visita ao Museu, somos impressionados pela qualidade e organização dos diversos espaços sobre os temas: Vida e culto de Santo António; Colecções antonianas; O Santo de todo o mundo; "Sant'Antoninho onde te porei..."; Zona multimédia. 

As festas em Lisboa, dedicadas a Santo António, a 13 de Junho, data da sua morte, incluem os Casamentos de Santo António, Marchas Populares, arraias, tronos e procissão.



Santo António; óleo sobre tela; séc. XVIII; dimensões; 630X495 mm; autor: Joaquim Manuel da Rocha - Museu de Santo António


Andor de Santo António; grupo cerâmico em barro vermelho; 1985; dimensões: 350X250 mm; autor: Armando Dias - Museu de Santo António

Imagem de Santo António com o Menino; madeira policromada, marfim, prata e seda; autor desconhecido; séc. XVIII - Museu de Santo António. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016
Imagem de Santo António; madeira estofada e prata; séc. XVIII; dimensões: 365 X125 mm - Museu de Santo António
Imagem de Santo António do Pão;  barro vermelho policromado; séc. XIX ; dimensões: 200 X120 mm - Museu de Santo António.
Imagem de Santo António; arte Indo-portuguesa; madeira e marfim policromado; séc. XVII (2ª metade); dimensões: 368 X140X82 mm - Museu de Santo António.

Fontes: 
http://www.museudelisboa.pt/colecoes/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tronos de Santo António, Lisboa - 1

Rossio

        



Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Rossio (Praça D. Pedro IV). Fotos "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Bairro do Castelo







Grupo Desportivo do Castelo, na Rua do Recolhimento, nº 51. Fotos "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Costume antigo e profundamente enraizado nas tradições dos bairros da cidade, celebra o período das festas de Lisboa tomando como referência o santo mais querido e venerado das suas gentes, Santo António.

Dando crédito à lenda popular, transmitida de geração em geração, tal costume surge no período da reconstrução da cidade após a grande devastação provocada pelo terramoto de 1755, em que também a pequena ermida erigida ao que se supõe no local do nascimento de Fernando de Bulhões, nome mundano de Santo António, desaparecera.

As gentes da cidade de forma espontânea por toda ela promoveram peditórios, com o contributo dos mais jovens como forma de angariação de fundos  para a construção da actual igreja. Expressão bem sentida de uma devoção profunda pelo seu santo do coração.

Esta é uma das versões para a origem dos tronos dedicados a Santo António e com ela do pregão: “Um tostãozinho para o Santo António”


Bairro de Alfama



Largo de Santo António da Sé. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

Detalhe; trono do Largo de Santo António da Sé. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016


Escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de São Miguel, no Largo de São MiguelFoto "comjeitoearte", em Junho de 2016.
Escadinhas de São MiguelFoto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Centro Paroquial de Alfama, na Rua de São Miguel. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Calçadinha de Santo Estêvão. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.
Loja de artesanato "Ponto Lx", Rua Augusto Rosa, nº 23. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Bairro da Mouraria



Rua Marquês Ponte de Lima, nº 12. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Montras de Santo António - 2

Montra da loja "Amarelo 28", na Rua de São Miguel, em Lisboa (foto "comjeitoearte", no dia 7 de Junho de 2016)
O circulo "Touch here", faz movimentar a imagem do Santo António. Foto "comjeitoearte", no dia 1 de Junho de 2016. 

Foto "comjeitoearte", no dia 7 de Junho de 2016

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Montras de Santo António - I



Montra da confeitaria "Rainha Dona Amélia", no Largo Santo António da Sé, em Lisboa (foto "comjeitoearte", em Junho de 2016).

A fotografia que aqui apresento tem pouca qualidade. Por este motivo peço desculpa aos amigos, visitantes e seguidores deste blogue. No entanto, não podia deixar de partilhar convosco esta montra bem bonita e original.



sábado, 13 de junho de 2015

As Festas de Lisboa e a Procissão de Santo António

Festas de Santo António, São João e São Pedro, Junho de 1949, Lisboa. Cartaz, 100x70cm. - Biblioteca Nacional de Portugal (BNP)

Em Lisboa, as festas que no mês de Junho se dedicam a Santo António, São João e São Pedro, são de especial regozijo da população, em especial as dedicadas a Santo António. Realizam-se festas em diversos pontos da cidade, principalmente nos bairros tradicionais, onde as pessoas se divertem, comendo e bebendo, cantando e dançando até de madrugada. 

Nos anos 50 do século XX, os mais célebres Arraiais de Santo António, foram organizados na Praça da Figueira. Constituíam um espectáculo colorido e cheio de vida, com manjericos e cravo de papel com quadra, queima de alcachofras, fogo de artifício, lanternas, música e bailes, estendendo-se até ao Rossio. 



Recinto das festas dos Santos Populares na Praça da Figueira, 12/6/1950. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose - AML

A devoção dos alfacinhas por Santo António fez dele o santo mais venerado em Lisboa. É invocado para evitar naufrágios, para conseguir casamento, para encontrar objectos perdidos... A imagem do santo foi também a mais utilizada em peditórios públicos, depois do terramoto de 1755 ter destruído a primitiva igreja. Nos bairros populares, as crianças montavam os tronos de Santo António e por eles pediam uma moeda, para a construção de um na nova igreja. 


Procissão de Santo António, Igreja de Santo António, Lisboa, 13/06/1956. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)

As procissões em Lisboa, constituíram sempre manifestações religiosas organizadas com grande aparato. A Procissão de Santo António, que remonta ao século XVI, integrada nas cerimónias dedicadas ao santo, em Junho, saía do Convento dos Franciscanos, levando à frente a imagem no andor. Antes do Terramoto de 1755, esta procissão terminava, geralmente, com uma corrida de touros, no Rossio, oferecida pelo Município. 


Procissão de Santo António, Santo António da Sé, Lisboa, 13/06/1955. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)

A Procissão de Santo António, depois de vários anos esquecida, foi retomada em 1981, a 13 de Junho, dia das comemorações da cidade. O percurso de então era bastante reduzido, por isso, a população lhe chamava "o passeio do santo". 
A imagem do santo colocada no andor, sai da Igreja de Santo António para o adro. O santo acompanhado pelo presidente da Câmara, banda de música, escuteiros, bombeiros, crianças e devotos, passa pelos lugares que percorreu há setecentos anos. Nas ruas de Alfama, o santo encontra a imagem de São João da Praça, que aguarda na rua do mesmo nome. Em São Miguel, junta-se-lhe o andor da imagem do arcanjo. Ao passar no Largo de Santo Estêvão, encontra a imagem do santo com o mesmo nome. Na Rua das Escolas Gerais, entra a imagem de São Vicente (padroeiro de Lisboa), o último companheiro, São Tiago, junta-se-lhe em Santa Luzia. Entre janelas com colchas de seda, cravos brancos, música, cânticos e aplausos, avançam os cinco santos cada um em seu andor. Regressa finalmente a sua casa, a Igreja de Santo António.

Procissão de Santo António, a descer a Rua da Madalena, Lisboa, 1958. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo, Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)
Procissão de Santo António - Câmara Municipal de Lisboa (CML)

Artistas e artesãos portugueses dedicaram algumas das suas criações ao tema "Procissão", entre eles, Amadeo de Souza-Cardoso, Francis Smith e o artesão Domingos Lima. O actor e declamador João Villaret tornou célebre o poema "A Procissão".


Procissão Corpus Christi, 1913. Óleo sobre madeira e óleo. Autor, Amadeo de Souza-Cardoso -  Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (CAM)
Procissão com andor de Nossa Senhora, séc. XX. Figurado de barro. Santa Maria de Galegos, Barcelos. Autor, Domingos Gonçalves Lima - Museu Nacional de Etnologia (MatrizNet).

A Procissão, 1939. Óleo sobre tela. Autor, Francis Smith - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (CAM)
Projecto para painel figurativo (procissão), séc. XX. Guache e marcador sobre papel e plástico. Autores, João Machado Costa e Natércia Costa. - Museu Nacional do Azulejo
Procissão, 1945-46. Óleo sobre tela. Autor, Severo Portela Júnior. - Museu José Malhoa (MatrizNet).
Grupo de procissão, 1865. Desenho à pena. Autor, João António Correia - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
Procissão, séc. XIX. Óleo sobre tela. Autor, José de Brito. - Museu Nacional de Soares dos Reis (MatrizPix)
         
          A Procissão
Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
.................................................
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja,
........................................................
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

          Letra: António José Ribeiro
          Interprete: João Villaret 





Fontes:
Ayuntamiento de Lisboa: El Pueblo de Lisboa, Exposicion Iconográfica, 1990. Museo Municipal de Madrid;
Vieira, Alice, 1993. "Esta Lisboa". Editorial Caminho, Lisboa.
http://www.cm-lisboa.pt/viver/cultura-e-lazer/patrimonio-cultural/procissoes
http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=960