Mostrar mensagens com a etiqueta cerâmica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cerâmica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Prato de celebração de Natal | Crianças e árvore

Jultallrik, 1984. Porcelana impressa em azul (3 x 21,8 x 21,8). Museu Nacional de Estocolmo

Prato de celebração de Natal, com motivos de duas crianças, uma mulher, uma árvore de Natal e um cão. Esta peça em porcelana, impressa em azul, foi criada pelo designer sueco Stig Lindberg (1916-1982). A série de edição limitada foi produzida por Gustavsberg AB, em 1983.


Fonte:

http://emp-web-22.zetcom.ch/eMuseumPlus?service=ExternalInterface&module=collection&objectId=105486&viewType=detailView

https://www.europeana.eu/portal/pt/record/2048005/Athena_Plus_ProvidedCHO_Nationalmuseum__Sweden__Inv__Nr__NMGu_6956___.html?q=plate+christmas



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Prato decorativo de Natal | Maria

Christmas art, nº 2, 1982, Maria, mulher com criança (2,5 x 21,8 x 21,8). Museu Nacional de Estocolmo


Prato decorativo de Natal, com motivos de mulher com criança. Esta peça em porcelana impressa multicolorida, foi criada pelo designer sueco Stig Lindberg (1916-1982). A série foi produzida por Gustavsberg AB, em 1982.

Fonte: 

http://emp-web-22.zetcom.ch/eMuseumPlus?service=RedirectService&sp=Scollection&sp=SfieldValue&sp=0&sp=2&sp=3&sp=Slightbox_3x4&sp=0&sp=Sdetail&sp=0&sp=F




sábado, 2 de dezembro de 2017

Prato decorativo de Natal | Fábrica de Loiça de Sacavém

Prato decorativo de «Natal», datado de 1929. Fábrica de Sacavém.


Prato decorativo de «Natal», em faiança, da Fábrica de Sacavém, com marca gravada SACAVÉM 4 CC. Esta peça moldada é do autor Wilhelm Wagner (1887-1968).

Prato de forma circular com aba larga e lisa. Decoração policroma por técnica de pintura manual, sobre fundo branco. Na aba, cercadura preenchida a azul-escuro, constituída por quatro cabeças de figuras exóticas (grotescas), dispostas duas a duas nos níveis superior e inferior da aba, e das quais partem enrolamentos de folhas e flores, interrompidas por cestos cónicos com botões de rosa. Estas composições estão separadas a um nível intermédio, por dois pequenos vasos cónicos contendo folhas. Ao centro, um medalhão circular limitado por uma faixa de folhas sobrepostas com pequenos frutos, contendo uma menina sentada numa cadeira, cuja posição da cabeça sugere estar adormecida, e que tem sobre o regaço um gato preto. 

Fonte: "150 Anos - 150 Peças. Fábrica de Loiça de Sacavém" . Museu de Carâmica de Sacavém




sábado, 10 de setembro de 2016

Cerâmica figurativa do Norte de Portugal

Artesão Delfim Manuel (Vila Nova de Famalicão). Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)


Na 29ª edição da FIA, em Lisboa, artesãos provenientes de Barcelos, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Real e Guimarães, mostraram o seu enorme talento e criatividade na arte de trabalhar o barro.

Nesta edição, a exposição sobre o tema "Rotas da Cerâmica do Norte de Portugal", teve a participação de ceramistas bem conhecidos como Delfim Manuel, Júlia Côta, Francisco Esteves Lima (Mistério) ou os irmãos Baraça, entre outros.


Artesão Delfim Manuel (Vila Nova de Famalicão). Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)
Artesão Delfim Manuel (Vila Nova de Famalicão). Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)
Artesão Delfim Manuel (Vila Nova de Famalicão)- "Custódia". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)
Artesão Delfim Manuel (Vila Nova de Famalicão)- "Custódia", detalhe. Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesão Francisco Esteves Lima - Mistério (Barcelos) - "Procissão". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesão Eduardo Pias (Barcelos) - "Cristo Vindima". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesã Júlia Côta (Barcelos) - "Diabo, Galo, Pombal". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesã Júlia Côta (Barcelos) - "Pombal". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)
Artesã Júlia Côta (Barcelos) - "Boneca". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesãos Irmãos Baraça - Moisés Gonçalves e Vitor Gonçalves (Barcelos) - "Presépio". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Artesãos Judite Dinis e Nuno Pires (Barcelos) - "Isabelinha" (Feira da Isabelinha). Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)
"ISABELINHA é uma imagem de marca oficial da Feira da Isabelinha, uma actividade pagã das mais importantes do Norte de Portugal. Esta Feira, realizada desde 1907, na segunda-feira de Páscoa, em Viatodos, Barcelos, começou como uma feira franca de gado. O seu nome Isabelinha, surge como homenagem a uma simpática e famosa estalajadeira, que no final do século XIX, início do século XX, acolhia no seu estabelecimento de Viatodos caminhantes, feirantes e outros comerciantes, e que aí ficavam rendidos à art de bem receber. Atualmente na Feira da Isabelinha, que se realiza durante todo o fim de semana da Páscoa, ocorrem diversos eventos desportivos, etnográficos, musicais e culturais, que continuam a ser um ponto de referência
para toda a região.

Símbolos na Isabelinha:
Igreja, milho e uvas: simbolizam Viatodos, estando os dois últimos presentes no seu Brazão.
Traje do Minho: simboliza a origem da Feira e o Festival de folclore que aí se realiza.
Alface: símbolo da origem da Feira como feira agrícola.
Galo: símbolo de Barcelos e da origem da Feira como feira agrícola.
Clave de Sol: simboliza os espectáculos musicais que ocorrem na Feira.
Saia com forma de carrossel: simboliza os divertimentos típicos da feira.
Figuras no carrossel: simbolizam as actividades desportivas que ocorrem na Feira: encontro de motas e bicicletas antigas,corrida de cavalos, paraquedismo, BTT e atletismo.
Design e conceito: 
Judite Dinis e Nuno Pires
Texto por Associação Cultural e Recreativa da Feira da Isabelinha

Artesã Lourdes Ferreira (Maia) - "Peixe com 3 Meninas" e "Menina do Brinco Pérola". Foto "comjeitoearte" (Julho de 2016)

Fontes:
http://www.delfimmanuel.com/
http://www.baraca-artesanato.pt/
http://www.feiradebarcelos.com/artesaos/julia-cota
http://www.artesanato-misterio.com/
http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/tag/artesanato
https://www.facebook.com/ceramica.criativa/info?tab=page_info
https://plus.google.com/+EduardoeJesusPiasBarcelos

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ânfora panatenaica

Século VI a. C.
Está a decorrer a 31ª edição dos Jogos Olimpicos da época moderna. Inspirados pelos jogos em Olimpia, na Grécia Antiga, que se inseriam nas festividades em honra dos deuses do Olímpo, continuam a celebrar-se de quatro em quatro anos, desde a primeira edição do Jogos Olímpicos da Antiguidade (776 a. C.).

Existiam outras festas, as Panateneias, em Atenas, realizadas em homenagem à deusa grega Atena. No decorrer destas festividades eram realizadas competições artísticos e actividades desportivas. Os vitoriosos recebiam ânforas panatenaicas, com azeite feito os frutos de oliveiras sagradas, árvore  associada à deusa.

O único exemplar de ânfora panatenaica existente em Portugal é o vaso ático que vemos nas imagens. Permanece no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.

Século VI a. C.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Santo António de todo o mundo

Imagens de Santo António; Museu de Santo António, em Lisboa. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

O Museu de Santo António, integra um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, é dedicado à vida e culto do Santo. A devoção que o povo lhe dedica fazem dele um dos santos mais venerados em todo o mundo.  É expressa nos registos, medalhas, orações e imagens. Alguns exemplares fazem parte das colecções do Museu.
Venerado desde o séc. XIII, é considerado padroeiro de Portugal, a par da N. Sra. da Conceição, dos barqueiros, náufragos, marinheiros, propiciador de bons casamentos, invocado para encontrar objectos perdidos, protector dos lares e da família. 

No decorrer da visita ao Museu, somos impressionados pela qualidade e organização dos diversos espaços sobre os temas: Vida e culto de Santo António; Colecções antonianas; O Santo de todo o mundo; "Sant'Antoninho onde te porei..."; Zona multimédia. 

As festas em Lisboa, dedicadas a Santo António, a 13 de Junho, data da sua morte, incluem os Casamentos de Santo António, Marchas Populares, arraias, tronos e procissão.



Santo António; óleo sobre tela; séc. XVIII; dimensões; 630X495 mm; autor: Joaquim Manuel da Rocha - Museu de Santo António


Andor de Santo António; grupo cerâmico em barro vermelho; 1985; dimensões: 350X250 mm; autor: Armando Dias - Museu de Santo António

Imagem de Santo António com o Menino; madeira policromada, marfim, prata e seda; autor desconhecido; séc. XVIII - Museu de Santo António. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016
Imagem de Santo António; madeira estofada e prata; séc. XVIII; dimensões: 365 X125 mm - Museu de Santo António
Imagem de Santo António do Pão;  barro vermelho policromado; séc. XIX ; dimensões: 200 X120 mm - Museu de Santo António.
Imagem de Santo António; arte Indo-portuguesa; madeira e marfim policromado; séc. XVII (2ª metade); dimensões: 368 X140X82 mm - Museu de Santo António.

Fontes: 
http://www.museudelisboa.pt/colecoes/

sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Olhá varina de Lisboa!" - Costumes portugueses, séculos 19 e 20

Varinas na venda ambulanteLisboa, 1909. Negativo de gelatina e prata em vidro.Fotógrafo, Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa

A colónia varineira do distrito de Aveiro, foi de grande importância para a cidade de Lisboa, após a inauguração da Linha do Norte (ferroviária), em Novembro de 1877. Os varinos e varinas provinham de Murtosa e de Ovar, terra de onde lhes vem o nome. Toda a família, marido, mulher, filhos e irmãos, chegavam de comboio com destino ao bairro da Madragoa, onde alugavam casa. Os homens ocupavam-se na pesca, as mulheres dedicavam-se à venda ambulante, apregoando o peixe fresco, descalças, com a canastra à cabeça, por vezes acompanhadas dos filhos muito pequenos. 


Varina (mulher de Ovar) vendendo peixe em Lisboa ca. 1850. Litografia aguarelada. PALHARES, JOÃO. Costumes portugyeses /Palhares lith. - Lisboa: J. Palhares. ca. 1850. - BNP

Peixeira ovarina, 1908 - 1924. Cerâmica, barro vermelho moldado. Autor, Rafael Bordalo Pinheiro - Museu da Cerâmica
As Varinas. Guache sobre cartão, 1930. Autor, Jorge Barradas - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
As Escadinhas, 1934. Óleo sobre tela. Autor, Francisco Smith - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
Painel de azulejo decorativo, Varina da cidade de Lisboa. Pó-de-pedra, estampilha com Aerografo e pintura manual. Marca Sacavém. Terceiro quartel do século XX. 150 Anos- 150 Peças. Fábrica de Loiça de Sacavem. Museu de Cerâmica de Sacavém, 2006.
Varina, 1946. Desenho a lápis sobre papel. Autor, José de Almada Negreiros - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)

Varinas (Estudo), 1924. Óleo sobre tela. Autor , Mário Eloy - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian
Menino e Varina. Óleo sobre tela, 1928. Autor, Mário Eloy - .Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)

No Tejo. Aguarela sobre papel. Autor, Alfredo de Morais - Museu José Malhoa (MatrizNet)


No caminho da Ribeira Nova, onde rematavam o peixe na lota, as varinas enfrentavam os Invernos rigorosos, de pernas nuas, pés descalços, saia arregaçada, faixa apertada sobre os quadris e na cabeça o chapéu de feltro preto sobre o lenço de cor berrante. As varinas de canastra à cabeça pousada sobre a “sogra” ( espécie de rodilha enrolada), subiam e desciam as escadarias dos bairros de Lisboa, vendendo sardinhas e outro pescado, seguidas por numerosos gatos. Repetiam os pregões em voz estridente e bem gritada: Pescada fresca!... Oh! Viva da costa!... Olha o rico safio gordo!... Posta de pescado!... Carapau do alto!... Pescada linda! As varinas mais ricas que vendiam no Mercado da Ribeira Nova, enfeitadas com grossos cordões de ouro, gritavam os mesmos pregões.


Cabeça de peixeira, 1938. Cerâmica, barro cozido pintado. Autor, Jorge Barradas - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian

Varinas na lota, Lisboa 1912. Negativo de gelatina e prata sobre vidro. Fotógrafo, Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa


Mulheres na Lota, 1952. Linogravura sobre papel. Autor, Júlio Pomar - Museu Dr. Joaquim Manso (MatrizNet)
Peixeira. Costume of Portugal, de Henri L'Evêque. 
Vendedeiras de Lisboa. Xilogravura sobre papel. Autora, Alice Jorge - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian
Peixeira, 1960. Água-Forte sobre papel. Autora Maria Keil - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian
Pescadores portugueses, 1941. Óleo sobre tela. Autor, Francis Smith - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian
Peixeira. Litografia sobre papel. Autor, Júlio Pomar -  Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian
Peixeira em Lisboa vendendo peixe em Lisboa ca. 1850. Litografia aguarelada. PALHARES, JOÃO. Costumes portugueses /Palhares lith. - Lisboa: J. Palhares. ca. 1850. - BNP

Algumas varinas vendiam sardinhas fritas, improvisando um posto de venda em frente de uma taberna. Permaneciam no local sentadas durante várias horas, fritando as sardinhas em azeite, as quais, vendiam aos marinheiros e galegos.
A varina laboriosa, combativa, voluptuosa e de gestos desenvoltos, inspirou muitos poetas e artistas, fascinados pela cidade de Lisboa.

Vendedeira de sardinhas. Costume of Portugal, de Henri L'Evêque.   

Pote, 1926. Faiança com decoração por técnica de pintura manual, com quatro reservas com cenas alusivas á vida piscatória- pescador, varina, barcos e mar. Fábrica de Sacavém. Autor, Hermengarda Gilman de Carvalho. 150 Anos- 150 Peças. Fábrica de Loiça de Sacavem. Museu de Cerâmica de Sacavém, 2006.
VarinaMadeira torneada e pintada. Autor, Tomáz de Mello (TOM) - Museu de Arte Popular (MatrizNet)

Lisboa. Desenho, tinta estilográfica preta sobre papel. Autor, Bernardo Marques - Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian

Varinas, 1951. Aguarela sobre papel. Autora, Madalena Cabral - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
Peixeiras, 1983. Tinta da china sobre papel. Autor, Heitor Chichorro - Museu Francisco Tavares Proença Júnior (MatrizNet)


Varina (Lisboa), Portugal. Postal ilustrado. Autor Emílio Freixas Aranguren - Arquivo "comjeitoearte"
Evocação de Lisboa, 1949. Óleo sobre tela, Autor, Francisco Smith - Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MatrizNet)
Varinas. Escultura em bronze. Autor, Mestre Lagoa Henriques - Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa 


          ...............................................................................................
Vasam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, herculeas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.
          
          ........................................................................................................
          in "O Sentimento de um Ocidental" - "Avé Marias"
VERDE, Cesário, 1855-1886
O Livro de Cesario Verde : 1873-1886 / publicado por Silva Pinto. - Lisboa : Typographia Elzeveriana, 1887. ( BNP)


Fontes: 
Ayuntamiento de Lisboa: El Pueblo de Lisboa, Exposicion Iconográfica, 1990. Museo Municipal de Madrid
CARVALHO, Pinto de, 1858-1936 Lisboa de outrora / Joäo Pinto de Carvalho ; ed. lit., coord. e not. Gustavo de Matos Sequeira, Luís de Macedo. - Lisboa : Grupo de Amigos de Lisboa, 1939 (BNP)
Abelho, Azinhal, Lisboa num cravo de papel. Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1968.