sábado, 14 de janeiro de 2012

Fotos de viagem 2011 (sábado.pt )


Anualmente é proposto um desafio a todos os apaixonados por fotografia, tem como objectivo premiar os melhores fotógrafos de viagem. Desde os amadores a pequenos fotógrafos com menos de 14 anos, todos podem participar nas diversas categorias. 
O fotógrafo deve conseguir captar o espírito de uma cultura, de um povo, de tradições, sem limites geográficos.
O vencedor do ano de 2011 foi o norte-americano Louis Montrose com as suas fotografias de uma vila no Burkina Faso, durante o Dia dos Mortos.
Os trabalhos dos vencedores estarão em exposição na `Royal Geographic Society´, em Londres.  

















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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Calvin Nicholls - vida selvagem em papel

Ouriço, escultura em papel (2004) - uma das 75 peças criadas para Biblioteca Follett Recursos em Chicago. 
Calvin Nicholls, artista canadense, cria esculturas em papel desde 1986, no seu estúdio ao norte de Toronto, em Ontário, Canadá. O processo de trabalho começa com a realização de desenhos que incluem todos os detalhes e planos necessários à peça final. Durante semanas, trabalhando com folhas de papel e um bisturi, Calvin recorta detalhadamente todas as peças, até formar a obra de arte, baixo relevo, sob iluminação em estúdio. O acabamento da superfície das peças é feito com textura. As esculturas menores medem 20X25cm e as maiores chegam a ter mais de dois metros. Calvin utiliza um material chamado "archival paper" que tem como fonte de material primário, o algodão. As peças que constrói são animais, por ter crescido observando a natureza e a vida selvagem. O seu trabalho foi distinguido com o Prémio de Mérito - Sociedade dos Artistas de Animais, em 1996. Está representado em diversas colecções e galerias.

Conjunto de ferramentas
Iluminação em estúdio

Beija-flor, escultura em papel (2002) - Uma das 70 peças criadas para Follett Biblioteca Recursos em McHenry Illinois.
Coruja, escultura em papel (2003)
Panda, escultura em papel (2004)


Beaver família - castores na barragem, escultura em papel (2005)
Fontes:


 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amadeo de Souza-Cardoso - retratos II

Título desconhecido. Óleo sobre tela (1913), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG (Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian).

Amadeo no seu atelier, Rue Ernest Cresson, 20, Paris , 1912
Amadeo Ferreira de Souza-Cardoso ocupa um lugar cimeiro entre as figuras portuguesas de maior projecção intelectual, cultural e artística do século XX. Nasce na casa de Manhufe, concelho de Amarante, a 14 de Novembro de 1887. Inicia os estudos no Liceu Nacional de Amarante. Em 1905 irá estudar para a Escola de Belas Artes em Lisboa. A 14 de Novembro de 1906, dia do seu 19º aniversário, parte para Paris com a intenção de vir a ser arquitecto.

Título deconhecido. Desenho, grafite sobre papel (1911), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Título deconhecido. Desenho, grafite sobre papel (1912), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Título desconhecido. Aguarela sobre papel (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Título desconhecido. Aguarela sobre papel (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
O principal apoio para a sua formação, será o seio da casa familiar de Manhufe, lar de fortes tradições morais e religiosas, de intenso convívio social – local por onde passam figuras portuguesas de relevo, nas áreas artística, religiosa, cultural e política. Amadeo contou sempre com o apoio e amizade dos irmãos, primos e tios. Das figuras que desempenharam um papel importante como conselheiros, no que se relaciona com a sua vida artística e a sua ideologia política, para além do seu pai, tem destaque o papel desempenhado pelo seu tio materno Francisco José Ferreira Cardoso.

Título desconhecido. Óleo sobre tela (1913), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Título desconhecido. Aguarela sobre papel (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Tête, aguarela sobre papel ((1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Amadeo foi o grande pioneiro do modernismo em Portugal, no que diz respeito às artes plásticas, pertence à primeira geração do século XX, período onde irão aparecer grandes mudanças nas artes, nas ciências e nas letras.
Entre os anos de 1906 a 1914, na sua estada em Paris, Amadeo esteve sempre atento a todas as novidades, no mundo das letras, das artes e da política. Paris era o centro das experiências artísticas, literárias e intelectuais na Europa. Amadeo mantêm correspondência assídua com o seu tio Francisco Cardoso “conselheiro e confidente tio Chico”, como a ele se referia. 
Retrato paisagem, desenho, grafite sobre papel (1913), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Litoral cabeça, aguarela sobre papel ((1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
Retrato de Eduardo Viana, desenho, grafite sobre papel (1912), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG
Em meados de 1914, Amadeo na companhia da sua futura mulher Lucie Maynard Pecetto, parte de Paris para Barcelona, onde conhecem o arquitecto catalão António Gaudi. Em Julho desse ano encontram-se em Portugal, no Porto, quando tem inicio a 1ª Guerra Mundial (Agosto), impedindo Amadeo e Lucie de regressar a Paris.
Retido em Portugal, integra-se num grupo de artistas “modernistas”, alguns deles regressados de Paris. Em 1916 realiza uma exposição no Palácio do Calhariz da Liga Naval, entre 4 de Dezembro a 18 de Dezembro. Irá fazer parte do célebre “grupo do Tavares”, grupo de artistas monárquicos, com ideias futuristas, organizado pelo seu amigo Vitor Falcão. Deste grupo fazem parte José de Almada Negreiros, Santa Rita Pintor, Francisco Franco, Eduardo Viana, Rui Coelho e João Amaral.
 
Retrato do Dr. Pallazolli, desenho, grafite sobre papel (1913), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.

Oceano vermelhão azul, cabeça azul (continuidades simbólicas). Rouge bleu vert, aguarela sobre papel (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.


 
Retrato de homem, óleo sobre tela (1913), Amadeo de Souza-Cardoso - MMSC (Museu Municipal Souza-Cardoso).

Em 1918, Portugal é assolado por um surto epidémico de gripe, a pneumónica, vulgarmente conhecida por “gripe espanhola”. Nesse mesmo ano Amadeo é vitimado por esta doença, morre no dia 25 de Outubro apenas com 30 anos, rodeado pela sua família e mulher.

Luto, cabeça, boquilha, óleo sobre tela (1914-1915), Amadeo de Souza-Cardoso - MMSC.
O Rata, óleo sobre cartão (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - MMSC.
Cavaquinho, óleo sobre tela (1915), Amadeo de Souza-Cardoso - MMSC.
Título deconhecido. Pintura, óleo sobre tela, (1917), Amadeo de Souza-Cardoso - CAMFCG.
0 Museu Amadeo de Souza-Cardoso, outrora Biblioteca - Museu Municipal de Amarante, foi fundado, em 1947, pelo Dr. Albano Sardoeira, visando reunir materiais respeitantes à História Local e lembrar artistas e escritores nascidos em Amarante: António Carneiro, Amadeo de Souza-Cardoso, Acácio Lino, Manuel Monterroso, 0 Abade de Jazente, António Cândido, Teixeira de Pascoaes, Augusto Casimiro, Alfredo Brochado, Ilídio Sardoeira, Agustina Bessa Luís, Alexandre Pinheiro Torres...

Amadeo constitui a principal referência do Museu, de que é patrono, e a aproximação à sua obra torna-a em instrumento de uma pedagogia da modernidade, com os percursos visíveis do Cubismo à Abstracção, com as notícias do Futurismo, as marcas do Expressionismo e as premonições do Dadaísmo e seus absurdos.
Redescoberto Amadeo, nos anos 50-60, é em seu nome que no museu se reunirão obras de artistas premiados com o Premio Amadeo de Souza-Cardoso, entre os equívocos de figurativos e abstractos, alimentando a querela até ao questionamento da Escola de Paris, à dita morte das vanguardas americanas e anglo-saxónicas.

Amadeo com Lucie, Alexandre Ferraz de Andrade e Dr. António Mata

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Fontes:


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de Reis

Retábulo Adoração dos Magos (1423), têmpera sobre madeira. Gentile da Fabriano - Galeria Uffizi, Florença
Gentile da Fabriano (1370-1427), foi um pintor italiano. Era considerado um dos mais destacados artistas italianos do seu tempo, porém, grande parte dos trabalhos sobre os quais reside seu nome, foi destruída. A obra mais importante, que sobreviveu até aos nossos dias, é o retábulo Adoração dos Magos (1423), pintado para a Igreja da Santa Trindade em Florença. Este retábulo, foi uma encomenda de Palla Strozzi, o homem mais rico de Florença, para a Igreja da Santa Trindade, hoje na Galeria Uffizi, é considerada como uma das principais peças do gótico internacional. 

Fontes:




O Bolo-Rei

Presépio de trono, barro - Estremoz
 
A simbologia, a lenda e a real história que envolvem o bolo-rei


Por detrás do bolo-rei está toda uma simbologia com 2000 anos de existência. De uma forma muito resumida, pode dizer-se que esta doce iguaria representa os presentes que os três Reis Magos deram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. Assim, a côdea simboliza o ouro; as frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra; e o aroma do bolo assinala o incenso.

Ainda na base do imaginário, também a fava tem a sua "explicação". Reza a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a brindar o Menino. Com vista a acabar com aquela discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no seu interior uma fava. O Rei Mago a quem calhasse a fatia de bolo contendo a fava seria o primeiro a entregar o presente. O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi Gaspar, Baltazar ou Belchior o feliz contemplado.

Historicamente falando, a versão é bem diferente. Os romanos usavam as favas para a prática inserida nos banquetes das Saturnais, durante os quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também designado Rei da Fava. Este costume terá tido origem num jogo de crianças muito frequente durante aquelas celebrações e que consistia em escolher entre si um rei, tirando-o à sorte com as favas.

Este inocente jogo acabou por ser adaptado pelos adultos, que passaram a fazer uso das favas para votar nas assembleias. Dado aquele jogo infantil ser característico do mês de Dezembro, a Igreja Católica decidiu relacioná-lo com a Natividade e, depois, também com a Epifania (os dias entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro). Esta última data acabou por ser designada pela Igreja como Dia de Reis, altura em que algumas famílias, nomeadamente em Espanha, procuram manter a tradição, não só comendo o bolo-rei como aproveitando a ocasião para distribuir os presentes pelas crianças.

Para além desta, havia uma outra tradição, da qual poucos terão conhecimento, que afirmava que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e os Reis, festa que muito cedo começou a ser celebrada na corte dos reis de França. O bolo-rei terá, aliás, surgido neste país, no tempo de Luís XIV, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Com a Revolução Francesa, em 1789, a iguaria foi proibida, mas, como bom negócio que era, os pasteleiros continuaram a confeccioná-lo sob o nome de gâteau des san-cullottes.

Por cá, depois da proclamação da República, a proibição do bolo-rei esteve também prestes a acontecer. No entanto, passado esse período negro, a história deste bolo tem sido um sucesso e todas as confeitarias e pastelarias se enchem de clientes para adquirir o rei das iguarias nesta quadra festiva.

Jornal “Diário de Notícias”



Fonte:

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Fotos 2011

O arquitecto Eduardo Souto de Moura é o vencedor do Prémio Pritzker 2011, galardão de prestígio, por muitos considerado como o Nobel da Arquitectura. O presidente norte-americano, Barack Obama, com a primeira dama, Michelle Obama, participou na "coroação" de Eduardo Souto de Moura com o Prémio Pritzker de Arquitectura 2011, em Washington, nos Estados Unidos (Portugal).
Saiba mais:
O Fado é considerado Património Imaterial da Humanidade. Numa cerimónia realizada em Bali, na Indonésia, o género musical tão tipicamente português passou a ser partilhado com o mundo (Portugal).
Saiba mais:

A erupção do vulcão Puyehue mistura-se com uma tempestade criando um cenário dantesco, Entrelagos (Chile).

 
Uma mulher observa a obra de arte do dissidente chinês Ai Weiwei intitulada “Para Sempre Bicicletas”, numa galeria de arte em Taipé (Taiwan).


Participante da tradicional corrida na cidade de Omsk, Rússia, durante a celebração do Natal ortodoxo -  Alexey Malgavko/AFP.


Pescador e sua família no rio Periyar, Índia - Sivaram V/Reuters.


Roberto Carlos no desfile da escola de samba Beija-Flor, Rio de Janeiro - Ricardo Moraes/Reuters.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

Aurora boreal que iluminou o céu de Finnmark, Noruega - Tore Meek/Reuters.

Devoto da Irmandade dos Estudantes da Universidade de Sevilha, Espanha, durante celebração da Semana Santa - José Manuel Vidal/EFE.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

A rainha Elizabeth II durante visita em Dublin, Irlanda. Esta é a primeira visita da realeza inglesa no país desde 1911 - Chris Jackson/Getty Images.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Em Kiev, Ucrânia, cartazes fazem alusão à censura sobre obras de arte, durante leilão organizado pelo Centro de Direitos Humanos, que pediram a derrubada de uma lei sobre a protecção da moral pública - Sergei Supinsky/AFP.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Esculturas de ovelhas em frente ao Parlamento na cidade de Kiel, Alemanha. Os artistas Rainer Bonk e Berta-Maria Reetz instalaram as esculturas como parte de uma intervenção pela consciencialização ambiental - Carsten Rehder/EFE.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Em Ancara, exposição mostra os rostos das pessoas que morreram, desapareceram ou foram torturadas durante o golpe militar de 1980 na Turquia - Adem Altan/AFP.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Travessia de linha férrea arrastada pelo rio Gai, na cidade de Dhemaji, devido às enchentes na Índia - EFE.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Mulher vende galochas em rua alagada em Rangsid, na Tailândia - Damir Sagoli/Reuters.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Em Sydney, o surfista australiano David Winchester participa do campeonato Shark Island Challenge - Cameron Spencer/Getty Images.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Na Michigan Avenue, em Chicago, pessoas reúnem-se em torno da escultura de 26 metros de altura da Marilyn Monroe, feita por Seward Johnson - Charles Rex Arbogast/AP.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
Convidados ouvem discurso do presidente Barack Obama no Parlamento Australiano em Canberra, na Austrália - Saul Loeb/Reuters.
O fabricante Hammed dentro de um sapato de 1,83m. feito para atrair clientes, em loja no centro de Lahore, Paquistão - Arif Ali/AFP.
Em Atenas, policias durante manifestação em frente ao Parlamento Grego. O governo aprovou o pacote de austeridade económica exigido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional - Filippo Monteforte/AFP.