segunda-feira, 23 de abril de 2012

MIMA House - projecto português com encomendas de vários países

MIMA House ganhou um prémio do site ArchDaily (DR)

Em poucos meses, o projecto da premiada MIMA House, de dois jovens arquitectos de Viana do Castelo, passou da fase experimental para a de comercialização. Graças a um acordo com uma fábrica da região, a dupla pode começar a dar resposta a centenas de encomendas destas casas prefabricadas de inspiração japonesa. Os pedidos, já com lista de espera, chegam de países como Brasil, Chile, EUA, Canadá, entre outros. 

Após um período de sistematização de processos para definir a "forma mais rápida de produção" e o método "mais eficiente de transporte e montagem" foi encontrada a parceria certa. O conceito de habitação está em condições de começar a ser produzido, em série, em menos de dois meses, numa fábrica do Norte do país. Com o arranque da fase de produção os dois arquitectos admitem a necessidade de contratação de vários especialistas face ao volume de encomendas. 

A MIMA House foi beber inspiração à arquitectura tradicional japonesa e com a arte e engenho de Mário Sousa e Marta Brandão, adequada ao estilo de vida das sociedades modernas. Os interessados em viverem a experiência de uma casa MIMA podem fazê-lo no primeiro showroom do país que os dois arquitectos abriram no fim-de-semana em Viana. "Será um quarto em que vão conseguir ter uma ideia do que será a casa, tocando, percebendo o que são as paredes internas e externas", explicou Marta Brandão. 

O produto tornou-se famoso através da Internet. O sucesso do projecto foi consolidado, em Março, com o prémio Building of the Year, do famoso site de arquitectura ArchDaily. O conceito assenta num modelo com uma área de 18 a 36 metros quadrados, mas toda a concepção pode ser alterada, porque no interior da casa existem calhas metálicas que permitem colocar ou retirar paredes amovíveis, adicionando ou subtraindo divisões à casa ou oferecendo-lhe um carácter de open space.  

A MIMA é composta, sobretudo, por materiais de madeira maciça e por janelas de vidro duplo, assente numa estrutura de pilar e viga com um espaço fixo. Tudo o resto são paredes com painéis e peças modulares personalizadas pelo cliente. Sobre as janelas ou sobre as paredes podem ser colocados (e trocados) painéis coloridos, na mesma lógica de personalização. 

O preço-base ronda os 39 mil euros. No entanto, o que pode fazer variar o custo final é, precisamente, a possibilidade de o cliente personalizar a casa. A dupla quer combater a ideia de que a "arquitectura é um objecto de luxo" a que poucos têm acesso. "Mantendo a qualidade arquitectónica, que para nós é o mais importante, tentámos criar um produto mais económico que mantivesse as qualidades espaciais e construtivas, contornando as questões do tempo e das legalizações, porque já responde aos parâmetros", explicou Marta Brandão. Fonte: Público

MIMA House, prémio do site ArchDaily
Três projectos portugueses ganham 'Edifício do Ano 2011' da ArchDaily

Depois de no ano passado, o site ArchDaily ter premiado três projectos portugueses como edifícios do ano 2010, este ano Portugal volta a conquistar o mesmo número de prémios. Se na edição passada as distinções foram todas para o Porto, este ano o norte volta a estar em destaque. A Capela Árvore da Vida em Braga, a MIMA House em Viana do Castelo e a sede da Associação Fraunhofer no Porto foram as escolhidas pelos leitores do conceituado site. Ler mais: Público, 07/03/2012

As ilustrações de Laura Costa no Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro, foi instituído pela UNESCO em 1996, em honra de Miguel de Cervantes, escritor espanhol (n. 1547) e William Shakespeare, dramaturgo, poeta e actor inglês (n. 1564), que faleceram em 23 de Abril de 1606.

Neste dia, partilho o conto “ Os Três Irmãos”, adaptado de um conto popular por Fernando de Castro Pires de Lima (1908-1973) e ilustrado por Laura Costa (1910-1992). Integra um dos livros de “Contos para Crianças”, que li quando era menina.

Ilustração de Laura Costa

Havia em tempos que já lá vão um homem muito rico que tinha mulher e três filhos. Passados anos, já muito velho, a morte veio buscá-lo. Nesse mesmo dia o filho mais novo declarou que precisava de dinheiro e, como o pai deixara uma grande fortuna, exigiu que fosse repartida imediatamente.
Os irmãos, indignados, disseram: 
- Não tens vergonha de tomares uma atitude tão indigna? Não vês que o pai ainda morreu há poucas horas e já insistes na divisão dos seus bens? 
Como o irmão continuasse a reclamar, o mais velho entregou-lhe as chaves da casa e disse-lhe que fosse ver, aposento por aposento, o que na realidade havia para dividir. 
Na posse das chaves, abriu todas as portas e verificou com os seus próprios olhos tudo quanto o pai deixara, não lhe passando despercebido nem o dinheiro, nem as jóias, nem os móveis. Ao entrar nas águas-furtadas, encontrou um garrafão que tinha uma rolha de ouro maciço. O rapaz, muito admirado, disse para consigo: 
«Estou verdadeiramente espantado com as coisas maravilhosas que meu pai tinha em seu poder.» Sem o menor escrúpulo, escondeu debaixo do soalho a rolha de ouro. Depois voltou para junto dos irmãos e novamente insistiu que precisava da parte que lhe era devida e no mais curto espaço de tempo.

Ilustração de Laura Costa

Os irmãos não tiveram outro remédio senão repartir a herança e, quando foram ao sotão, reparando que o garrafão já não tinha a rolha, declararam intrigados:
- Mas o garrafão tinha uma rolha de ouro! 
O irmão mais novo, com o maior desplante, respondeu ao mais velho: 
- Não serias tu quem a teria levado? 
O irmão, furioso, jurou que não era capaz de roubar fosse o que fosse. 
O mais novo, voltando-se para o outro irmão, retorquiu: 
- Não tendo sido o nosso irmão mais velho o autor da proeza, foste tu com certeza quem roubou a preciosa rolha de ouro! 
Este rejeitou a insinuação com a maior energia e, voltando-se para o irmão mais novo, disse: 
- O ladrão foste tu e pretendes deitar a culpa sobre nós. Tu hás-de ser sempre o mesmo! 
O irmão mais novo jurou por tudo que não tinha roubado a rolha de ouro. Como o caso não tinha solução, resolveram procurar o rei, que era um homem cheio de sabedoria, e ver se ele seria capaz de resolver o assunto. O rei recebeu os três irmãos e ouviu com toda a atenção a descrição do desaparecimento da rolha de ouro. O soberano, calmamente, mandou-os sentar e disse que lhes ia contar uma história, que deviam ouvir com toda a atenção:

Ilustração de Laura Costa

« Havia um mercador muito rico que tinha uma filha de quem gostava. Quando o pai morreu, ela sofreu tanto que deixou de comer e de dormir. Um dia, várias pessoas amigas foram visitá-la, ficaram muito impressionadas com o aspecto da menina e perguntaram à mãe:
« - Que tem a sua filha que está tão triste?  
« A mãe informou: 
« - Ando preocupadíssima com a sua saúde, pois, desde que o pai morreu, nunca mais foi a mesma e definha de dia para dia. 
« As amigas aconselharam a mãe a distraí-la, a sair com ela todas as tardes, para que visse gente e se entretivesse com as montras dos estabelecimentos. A mãe assim fez. Todas as tardes ia com a filha dar longos passeios. 
« Aconteceu que duma vez perdeu a menina. Por mais que a procurasse, não a encontrou e ficou aflitíssima. A menina, como anoitecesse e se visse num caminho muito escuro, ficou cheia de medo. Ao ver ao longe uma luz, dirigiu-se para lá e verificou que era uma loja onde trabalhava um sapateiro. 
« Este, ao vê-la, disse-lhe: 
« - Como é possível uma menina tão rica e tão bonita andar a estas horas por uma rua destas? 
« - Perdi-me e não sei o caminho!

Ilustração de Laura Costa

« Então o sapateiro declarou que a acompanharia a casa, se ela prometesse casar com ele. A pobre menina, transida de medo, disse-lhe que sim e o homem deu-lhe a mão e levou-a a casa. A mãe, que chorava em altos gritos, quando a viu ficou doida de alegria e foi buscar uma bolsa cheia de dinheiro para gratificar o sapateiro. Este recusou e disse:
« - Já estou pago do favor que fiz! 
« Voltaram a aparecer as pessoas amigas e inquiriram como estava a menina.  
« A mãe contou-lhes tudo o que se tinha passado no dia em que perdera a filha e o desgosto que sofrera. 
« As amigas aconselharam-na a que casasse a menina. E, como tinha uma grande fortuna, não lhe faltaram pretendentes. Prometeram ainda encarregar-se de lhe conseguirem um noivo de categoria. 
« A mãe replicou que estava por tudo o que fosse para bem da filha. Imediatamente partiram em busca do futuro marido para a menina. 
« Dias depois trouxeram um belo rapaz, simpático e inteligente, que ao ver a menina, ficou encantado. Em pouco tempo foi anunciado o dia do casamento. Mas, à hora da cerimónia, a menina, sem dizer nada a ninguém e lavando consigo cem mil réis, foi a casa do sapateiro. Este, ao vê-la, ficou admirado e perguntou-lhe:

Ilustração de Laura Costa

« - Que fazes aqui? 
« - Venho cumprir a minha promessa! 
« O sapateiro sorriu-se, felicitou-a pela sua atitude e aconselhou-a a que fosse imediatamente ter com o noivo que já estava na igreja à sua espera. Quanto aos cem mil réis, declarou-lhe que tinha muito gosto em lhos oferecer como prenda de noivado. 
« - E tu bem os mereces, porque és uma menina cheia de dignidade. O que desejo é que sejas muito feliz com o noivo que te coube em sorte! 
« No regresso, a menina foi assaltada por dois ladrões. Só conseguiu escapar depois de lhes ter dado os cem mil réis que trazia e um rico colar de pérolas.» 
Nesta altura, o rei voltou-se para o irmão mais velho e disse-lhe: 
- Se tu encontrasses num sítio deserto uma noiva com um rico colar de pérolas e uma nota de cem mil réis, que é que fazias?  
- O mesmo que o sapateiro. Mandava-a ir ter imediatamente com o noivo.

Ilustração de Laura Costa 
A seguir perguntou ao irmão do meio:
- E tu que atitude tomarias em caso idêntico? 
- Faria o mesmo que o sapateiro! 
Finalmente dirigiu-se ao mais novo e fez-lhe a mesma pergunta. 
Ele respondeu sem a mínima hesitação: 
- Eu tirava-lhe o colar de pérolas e a nota de cem mil réis!O rei concluiu: 
- Foste tu quem roubou a rolha de ouro do garrafão. Vai buscá-la, para que eu divida equitativamente a herança. E tu, para futuro, modifica o teu carácter, porque, caso contrário, acabarás mal. Tenho a certeza de que não voltarás a repetir tão feia acção.

 
Lima, Fernando, Os três irmãos e outros contos para crianças. Porto: Majora.

Fernando de Castro Pires de Lima (Porto, 10 de Junho de 1908 - Porto, 3 de Janeiro de 1973), foi um médico, escritor e etnógrafo português. Escreveu um vasto número de obras.
Laura Costa (Porto, 1910 - Porto, 1992), foi uma das mais produtivas ilustradoras de livros para crianças e de costumes tradicionais portugueses da década de quarenta.

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra - reduzir danos ambientais


Vendedor de corantes para tingimento num mercado da Índia
Neste dia que é dedicado à Terra, lembrei-me das artes têxteis típicas de Gujarate, na Índia. Estes têxteis são feitos a partir de fibras e corantes naturais, contribuindo assim para a redução de danos ambientais.


Tingimento na Idade Média
Os corantes naturais, em relação aos corantes sintéticos apresentam uma grande vantagem. Tradicionalmente na indústria, a etapa de tingimento é uma das que mais água utiliza. Cerca de 90 % do consumo de água de toda indústria têxtil, dá-se no processo de tingimento. Sendo assim, uma grande quantidade de resíduos líquidos – efluente - é despejada nos rios causando grandes danos ao ambiente. Os corantes sintéticos não são degradados pelos microrganismos, ao contrário dos corantes naturais, que são facilmente tratados por métodos de biodegradação. Em alguns países, foi realizado um trabalho de pesquisa para identificar as plantas ou minerais adequados à extracção de corantes e mordentes. Na Índia, onde existe uma tradição de tingimento natural, corantes naturais e mordentes são largamente utilizados. Saiba mais sobre tingimento natural.

Tecelão de Patola
Em Patan, distrito de Gujarate, realiza-se a seda Patola – utilizada na confecção de saris - um dos melhores e mais belos tecidos produzidos na Índia. Os corantes utilizados nestes tecidos são feitos a partir de extractos vegetais e outras corantes naturais. A tecelagem de Patola remonta ao século XV. Feita em simples teares tradicionais é uma das formas mais difíceis de tecelagem no mundo. Utiliza o estilo ikat duplo, no qual os fios de urdidura e da trama são meticulosamente tingidos antes da tecelagem, de acordo com um padrão pré-definido, uma combinação de traçado geométrico com contornos levemente atenuados. Estes têxteis encerram em si fortes tradições sociais e culturais. Os artesãos guardam cuidadosamente os seus padrões como um segredo comercial. Além de Patan, o ikat duplo é utilizado em Bali, Indonésia.

Têxtil usado em cerimónia/ritual (ikat duplo), seda colorida, fio metálico prateado e ouro; primeira metade do século XX, Indonésia, Bali  -  LACMA
Patola (ikat duplo) com representação de elefantes símbolo de poder, riqueza e fecundidadede; seda colorida, fio metálico; século XIX, Gujarate, Patan - LACMA
Vestuário feminino/ombro/cintura (ikat), seda colorida com trama metálica; cerca de 1900-1925, Indonésia - LACMA
Sari de casamento (patola), seda colorida com trama em fio metálico dourado; século XIX, Gujarate, Patan - LACMA
Sari de casamento (patola), seda colorida com trama em fio metálico dourado; século XIX, Gujarate, Patan - LACMA
Fios de urdidura com áreas parcialmente tingidas, em preparação para o próximo banho de cor - V & A

Dia da Terra

 


A Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro Regional de Informação das Nações Unidas estreiam este domingo, 22 de Abril, Dia da Terra, um ciclo de cinema que pretende debater o tema “Direitos e Desenvolvimento”.(...)

O filme vai ser exibido às 17h00, em Lisboa, no auditório do Diário de Noticias, que apoia a iniciativa. Após a projecção realiza-se um debate. A entrada é gratuita (mediante inscrição para o endereço electrónico conferencias@controlinveste.pt. (...) Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Biografia do pintor e escultor Joan Miró

Joan Miró


Dia 20 de Abril (aqui)


Joan Miró i Ferra  (Barcelona, 20 de Abril de 1893 - Palma de Maiorca, 25 de Dezembro de 1983) foi um pintor, escultor e ceramista, espanhol catalão.

Homem com Bigode, lápis sobre papel, 1917 - MOMA
Natureza Morta - Luva e Jornal, óleo sobre tela, 1921 - MOMA

Joan Miró era filho de um ourives e relojoeiro. Em 1900, iniciou as aulas de desenho na Escola Carrer del  Regomir, uma mansão medieval. Miró realizou os primeiros desenhos por volta de 1901, com a idade de 8 anos. Matriculou-se na Academia de Belas Artes de La Lonja, em 1907 -  permaneceu até ao ano de 1910 - onde foram seus professores Modest Urgell e Josep Pasco.
Depois de vencer um ataque grave de febre tifóide, em 1911, Miró decidiu dedicar a sua vida à pintura e começou a frequentar a Escola de Arte Francesc Gali, até ao ano de 1915. Frequentou também o Círculo Artístico de São Lucas, onde frequentou sessões de modelo. Aí reencontrou Prats John, com quem fez amizade.

O Caçador (paisagem catalã), óleo sobre tela, 1923-24 - MOMA
Nu, Cadavre Exquis, composição, lápis de cor, lápis, tinta sobre papel, 1927, Joan Miró (1893-1983), Yves Tanguy (1900-1955),  Max Morise ( 1900-1973) e Man Ray ( 1890-1976) - MOMA
Interior Holandês I, óleo sobre tela, 1928 - MOMA
A sua primeira exposição individual (1918) foi realizada nas Galerias Dalmau, em Barcelona. Viajou para Paris em 1920, onde visitou Picasso e realizou uma exposição individual na Galeria La Licome, organizada por Josep Dalmau. A influência de diferentes tendências, como as cores puras e brilhantes usadas no Fauvismo, formas tiradas do Cubismo e influências folclóricas de arte catalã, marcam a sua obra. 
A sua obra adquire uma mudança a partir de 1923, quando pinta Paisagem Catalã (O Caçador) e Pastoral, duas das primeiras obras de Miró classificadas como surrealista, onde emprega a linguagem simbólica que iria conquistar a arte da próxima década. Com os Interiores Holandeses - influência de uma viagem à HolandaMiró recupera uma forma mais representativa da pintura. Executa as primeiras colagens entre 1928-1933 e neste período inicia a série Retratos Imaginários, que abriram caminho para a confirmação do seu vocabulário plástico. Experimentou muitas outras formas artísticas, tais como gravura, litografia, aguarelas, pastel e pintura sobre cobre.

Retrato de Mills em 1750, óleo sobre tela, 1929 - MOMA

 O Banhista, óleo, lápis sobre madeira, 1932 - MOMA
Colagem, papelão, feltro, guache e lápis sobre lixa, 1934 - MOMA
Miró casa com Pilar Juncosa em Palma de Maiorca, em 1929. A sua filha Maria Dolores nasce em Barcelona, em 1930. Neste ano, executa os primeiros trabalhos tridimensionais. Expõe pela primeira vez a título individual nos Estados Unidos, na Galeria dos Namorados .
Com o eclodir da Guerra Civil de Espanha, Miró decide ficar em Paris. A sua mulher e a filha juntam-se a ele, vivem em França até 1939. Aluga uma casa em Varengeville-sur-Mer, na Normandia, onde permanece até 1940. Com a invasão alemã da Normandia, Miró decide voltar para Espanha com a sua família. Neste período, inicia uma série de 23 guaches, mais tarde conhecido por a série Constelação.
Em 1947 faz a primeira viagem à América, onde realiza  uma pintura mural para o Plaza Hotel Terrace em Cincinnati. Durante a sua permanência na América, frequenta o Atelier Hayter, onde explora as técnicas de gravura. Participa na Exposição Internacional do Surrealismo na Galerie Maeght, em Paris, organizada por André Breton e Marcel Duchamp.

Retrato de Miró, gravura, ponta-seca, 1938 - MOMA
A bela ave revelando o desconhecido para um par de amantes (da série constelação), guache, óleo, carvão, sobre papel, 1941 - MOMA

Pintura mural, óleo sobre tela, 1950-51. Universidade de Havard - MOMA

No início dos anos 50, trabalha no mural da sala de jantar da Universidade de Harvard,  encomendado pelo arquitecto Walter Gropius (1950), que termina no ano seguinte. No final da década dos anos 50 (1958), são inaugurados os dois murais de cerâmica  para o edifício da UNESCO em Paris (The Wall of the Moon e Wall of the Sun - Mural da Lua e Mural do Sol, 1957-59). O projecto recebe o Prémio Guggenheim.  
As suas primeiras esculturas monumentais em bronze, Pássaro Sol e Pássaro Lua, são realizadas em 1966. Neste ano realiza a Exposição Retrospectiva no Museu Nacional de Arte de Tóquio no  Japão, pela primeira vez. Conhece o poeta Shuzo Takiguchi, autor da primeira monografia sobre Miró. No ano seguinte, consuma-se a instalação de um mural em cerâmica, feito em colaboração com Josep Llorens Artigas, no Museu Guggenheim em Nova York. É distinguido com o Grande Prémio Internacional de Carnegie para a pintura. Durante os anos 60, aplicou-se em obras monumentais para espaços públicos. 

Cachorro Latindo à Lua, composição litográfica, 1951 - MOMA

Mural da Lua, cerâmica, 1958 - Unesco
Galeria Maeght, litografia, 1965 - MOMA
Joan Miró foi um dos primeiros artistas a desenvolver o “desenho automático” que caracterizou o surrealismo como um movimento de arte. Apesar disso, tomou a opção de não se tornar um membro efectivo dos surrealistas, a fim de poder experimentar outros estilos artísticos, sem constranger a sua posição dentro do grupo. Avançou com os seus próprios interesses no mundo da arte, que vão desde o “desenho automático” e surrealismo, para o expressionismo e abstracção lírica.  
Em 10 de Junho 1975, a Fundação Joan Miró, em Barcelona, foi oficialmente inaugurada. Quatro anos antes de sua morte (1979), foi nomeado Doutor Honoris Causa pela Universidade de Barcelona. O rei Juan Carlos atribuiu-lhe a Medalha de Ouro de Belas Artes de Espanha em 1980. 
No dia 25 de Dezembro de 1983, Joan Miró morreu em Palma de Maiorca. Está enterrado no Montjuic, em Barcelona.


Pássaro Lunar, escultura, 1966 - Museu Rainha Sofia, Madrid
A Carícia de um Pássaro, escultura em bronze, 1967 - Fundação Joan Miró
Mural, 1980 -  Palácio dos Congressos e exposições

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Biografia do pintor e escultor Fernando Botero

Fernando Botero

Dia 19 de Abril (aqui)


Fernando Botero nasceu em Medellín, no dia 19 de Abril de 1932, é um pintor e escultor colombiano. Começou a trabalhar como ilustrador no seu país. Nos anos 50 realizou viagens a Madrid, onde se inscreve na Academia de Belas Artes de São Fernando, adicionando ao seu interesse por arte pré-colombiana, os mestres espanhóis. Na cidade de Paris, visita o Museu do Louvre e realiza cópias de obras de mestres da pintura. Viveu em Florença, onde estudou técnicas de afresco e conheceu algumas obras  de mestres da arte renascentista.
 
A sua primeira exposição foi em 1951, em Bogotá. Durante o período de residência no México, o contacto com os Muralistas mexicanos foi decisivo para a sua obra. As figuras corpulentas e roliças, desferem uma crítica social, especialmente no que diz respeito à ambição do ser humano.
Botero, em convénio com a famosa obra de Jan van Eyck, O Casal Arnolfini, criou a sua releitura do quadro, com formas redondas, assim como fez com a famosa Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Botero é um pintor reconhecido perante a sociedade, e ídolo de muitos artistas. Realizou mais de 50 exposições em todo o mundo. Fernando Botero doou 208 obras ao Museu Botero em Bogotá, sendo 123 obras da sua autoria.

Monalisa, óleo sobre tela, 1977 - Museu Botero, Bogotá
A Orquestra, óleo sobre tela, 1991 - Colecção do artista
Picador na Praça, lápis sobre papel, 1986 - Colecção do artista
Picnic, óleo sobre tela, 1989 - Colecção do artista
O Banho, óleo sobre tela, 1989 - Colecção do artista

A Sesta, tinta sobre papel, 1989 - Colecção do artista
Homem e Mulher sentados num banco, lápis sobre papel, 1995 - Colecção do artista
O Páteo, óleo sobre tela, 1999 - Colecção do artista
Família Colombiana, óleo sobre tela, 1999 - Colecção do artista
O gato da rua Raval, escultura, Barcelona
Escultura em Goslar, Alemanha