quinta-feira, 7 de junho de 2012

Biografia de Charles Mackintosh

Charles Rennie Mackintosh, 1868-1928

Dia 7 de Junho (aqui)


Charles Rennie Mackintosh (Glasgow, 7 de Junho de 1868 — Londres, 10 de Dezembro de 1928) foi um arquitecto e designer escocês, que se baseou na tradição escocesa, juntando elementos de inspiração japonesa e de Art Nouveau.

House for an Art Lover ( “ Haus eines Kunstfreundes”  ou "Casa para um Amante de Arte" ),  projecto a que foi  atribuído  um prémio especial - 1901
Mackintosh foi principiante de arquitectura na John Hutchinson, em Glasgow. Na Escola de Arte de Glasgow, frequentava aulas de desenho e pintura à noite. Com uma bolsa de estudo foi para Itália em 1891, e regressou via Paris, Bruxelas, Antuérpia e Londres. Mackintosh com Herbert MacNair, Francis Macdonald e Margaret Macdonald, formaram “The Four”, mais tarde ”SpooK School”, expuseram conjuntamente pela primeira vez em 1894, depois em 1896 na “Arts & Crafts Exhibition Society" em Londres, e em 1900 na "VIII Exhibits Secession" em Viena, com muito sucesso. 
Nesse ano, Mackintosh casou com Margaret Macdonald - com quem colaborou em muitos dos seus projectos decorativos – e mudou-se para 120 Mains Street, Glasgow. 
 House for an Art Lover, vista frontal do Sudeste, Bellahouston Park, Glasgow, 1989-1996
 Salão de Música, aguarela, 1901 (Art Noveau)
Salão de Música, House for an Art Lover ,Bellahouston Park, Glasgow,1989-1996
Na competição da "House for an Art Lover" ("Casa para um Amante de Arte") organizada por Alexander Koch em 1901, recebeu um prémio especial. Expôs na "International Exhibition of Modern Decorative Art" em Turim (1902), e uma das cadeiras que expôs foi comprada por Koloman Moser. Neste mesmo ano Fritz Wändorfer, encomendou-lhe um desenho para um salão de música. Mackintosh  projectou vários edifícios públicos e residências privadas em Glasgow e nos arredores, no virar do século, incluindo a sua obra-prima, a Escola de Arte de Glasgow (1869-1909).

Escola de Arte de Glasgow: Elevação Norte  (Elevação para Renfrew Street) n.º 9, 1907. Lápis, tinta e aguada sobre linho - Hunterian Art Gallery


Escola de Arte de Glasgow, 1896-1909
Escola de Arte de Glasgow, 1896-1909
Design de estante, para a sala das senhoras, aguarela e lápis sobre papel. Escola de Arte de Glasgow 1910 - Hunterian Art Gallery
Alguns dos seus projectos, como a "Hill House" (1902-1903), incluíam equipamento e mobiliário específico para cada local. Entre os seus interiores mais importantes estão as salas de chá de Glasgow, que ele decorou para Catherine Cranston. As famosas cadeiras Mackintosh, com espaldar alto de forma elíptica, decoraram as salas de chá de Argyle Street (1898) e Willow Street, (1903). 
Os interiores brancos de Mackintosh exerceram uma profunda influência nos designs subsequentes de Josef Maria Olbrich e Josef Hoffmann. Mudou-se para 6 Florentine Terrace em 1906, e nove anos depois, deixou Glasgow para viver em Londres, onde desenhou padrões para têxteis, rítmicos e saturados de cor, para a Foxton e a Sefton, que eram precursores da Art Deco. Foi para Port Vendres, França, em 1923 e dedicou-se inteiramente à pintura e aguarela. Regressa a Londres em 1927. Mackintosh foi o principal designer da Glasgow School e tanto o seu inicial estilo orgânico como o posterior estilo geométrico, exerceram enorme influência na Secessão de Viena e na Wiener Werkstätte. Faleceu em Londres vítima de doença oncológica em 1928.

Cadeira, 'Rose Boudoir'. Exposição Internacional de Arte Decorativa Moderna, Turim, 1902. Madeira de carvalho, pintado branco, com escantilhão de tela em volta e estofamento de assento de seda moderna - Hunterian Art Gallery
Estudo para a parede oeste da escadaria e do vestíbulo dos "Salões de chá Willow", Glasgow. Lápis e aguarela 
Design para mesa e cadeiras da sala de luxo dos "Salões de chá Willow", Glasgow 1903. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery
Cadeira com espaldar alto para sala de luxo dos "Salões de chá Willow", Glasgow 1903. Madeira de carvalho, pintura prateada - Hunterian Art Gallery
Design para cadeira oval de espaldar alto e mesas, para a sala de jantar e salas de chá da senhora Cranston, Argyle Street, Glasgow 1898-9. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery
Cadeira oval de espaldar alto, para a sala de almoço e salas de chá da senhora Cranston, Argyle Street, Glasgow 1898-9. Carvalho manchado de escuro com estofamento de crina - Hunterian Art Gallery
The Hill House, Helensburgh
The Hill House, lápis, caneta e aguada sobre papel. Março de 1902, Helensburgh - Hunterian Art Gallery
Design para um poltrona, tinta, lápis, caneta e aguarela sobre papel. The Hill House, Helensburgh 1905 - Hunterian Art Gallery 

Mesa Quadrada, para a sala de estar. Madeira de carvalho, pintada de branco - 120 Mains Street, Glasgow, 1900 - Hunterian Art Gallery

Mesa de arquivo, para sala de estar. Madeira de carvalho, pintado branco, com painéis de cobre prateados batidos. Os painéis mostram figuras femininas estilizadas que representam antigos e novos estilos de escrita. O móvel tem portas laterais que dão acesso a prateleiras para armazenamento de documentos e desenhos - 120 Mains Street, Glasgow, 1900 - Hunterian Art Gallery
Móvel para escrita. Madeira de mogno e pereira, marfim, metal, vidro e incrustações de madrepérola - 120 Mains Street, Glasgow, ou 6 Florentine Terrace (78 Southpark Avenue),1904-5 - Hunterian Art Gallery
Móvel para escrita, pormenor
Estante para sala de estar. Madeira de carvalho, pintado de branco, com inserções pintadas de verde e portas de vidro com chumbo - 120 Mains Street, Glasgow: 1900 - Hunterian Art Gallery
Espelho Cavalo, para o quarto. Madeira de carvalho, pintado de branco, com vidro inlays prateados  e alças de latão - 120 Mains Street, Glasgow, 1900.  - Hunterian Art Gallery
78 Derngate, Northampton: design para a tela da escada no hall, 1916. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery

Cadeira para quarto de hóspedes. Madeira de carvalho com decoração de pedras azuis e pretas - 78 Derngate, Northampton, 1919 - Hunterian Art Gallery

Edifícios degradados, sem cor, em ruínas, nas fotos de Gastão de Brito

Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Mosteiro de Seiça, na Figueira da Foz. Este foi o primeiro edifício em ruínas fotografado por Gastão de Brito e que deu origem ao projeto. © Gastão de Brito e Silva

A história mal acabada de um edifício em ruínas


São edifícios degradados, sem cor, quase ou totalmente em ruínas que ocupam as fotografias de Gastão de Brito e Silva. O fotógrafo começou a registar este património esquecido em 2008 e desde então tem-no divulgado num blogue e em exposições através do projeto Ruin'arte. 


Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Prédio onde viveu Fernando Pessoa na rua Almirante Barroso, em Lisboa. © Gastão de Brito e Silva
Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Aqueduto dos Pegões, em Tomar. © Gastão de Brito e Silva

Desde há uns meses que Gastão não fotografa edifícios antigos. "O projeto não tem tido apoio nenhum de ninguém, como tal o meu raio de ação tem diminuído cada vez mais", lamenta o fotógrafo ao SAPO.
 
Apesar de não atualizar com frequência o seu blogue nos últimos tempos, o artista organizou uma exposição que tem estado em Lisboa (no Centro Cultural de Cascais e no Casino de Lisboa) e ruma ao Porto na próxima sexta-feira, onde vai estar exposta no Gallery Hostel. Um investimento por conta própria. "Apenas o papel fotográfico foi oferecido por uma empresa bem como as molduras", conta.

O resultado são mais de uma dezena de fotos de edifícios em ruínas por todo o país, com uma cor carregada. "Exploro a arquitetura, os grafismos e os contrastes". 

Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Paço dos Duques de Cadaval, em Tentúgal. © Gastão de Brito e Silva
Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Avenida dos Aliados, no Porto. © Gastão de Brito e Silva
Na verdade, o que é uma degradação social consegue tornar-se, de certa forma, uma fotografia apelativa pelo contraste das cores. "As ruínas são uma degradação social e isto nunca é belo, mas é, ao mesmo tempo, um trabalho extremamente emocional onde se ligam memórias. As pessoas olham e dizem: 'olha o meu pai já trabalhou naquela fábrica', explica.

Este sentimento é, no entanto, passageiro quando se percebe que em muitas cidades os edifícios abandonados já parecem fazer parte da paisagem (...)

Catarina Osório - 6 de Junho -  Notícias.sapo (aqui, artigo completo e imagens)




 
Projeto Ruin'arte: património incompreendido - Antiga fábrica de lanifícios da Arrentela, no Seixal. © Gastão de Brito e Silva

 Exposição de fotografia de Gastão de Brito - Gallery Hostel, Porto

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Biografia do artista plástico Malangatana

 Malangatana Ngwenya, 2009 - Grândola, Portugal

Dia 6 de Junho (aqui) 


Malangatana Valente Ngwenya (6 de Junho de 1936 – 5 de Janeiro de 2011), foi um artista plástico moçambicano. Nascido em 1936 na vila Matalana, no sul de Moçambique, Malangatana desde cedo ajudava a mãe na fazenda, depois de regressar da Escola da Missão. Aos 12 anos de idade foi para Lourenço Marques (actual Maputo) para procurar trabalho e em 1953 começou a trabalhar como apanha-bolas no Clube de Ténis. Isto permitiu-lhe continuar os estudos assistindo às aulas da noite, e foi nessa época que os seus talentos artísticos foram reconhecidos. 

Busto de Preta, pintura, óleo sobre tela, 1962 - Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea
Um membro do Clube de Ténis, Augusto Cabral, deu-lhe materiais e ajudou-o a vender o seu trabalho. Em 1958, Malangatana frequentou as actividades da organização dos artistas do "Núcleo de Arte" e recebeu apoio do pintor Zé Júlio. Malangatana mostrou a sua obra pela primeira vez (1959) como parte de uma exposição de grupo, dois anos mais tarde realizou a sua primeira exposição individual no Banco Nacional Ultramarino, aos 25 anos de idade. Como poeta, viu a sua poesia publicada em 1963, no diário de "Orfeu Negro" e na "Antologia de Poesia Moderna de África". Por esta altura é apontado como membro da FRELIMO e fica detido na cadeia de Machava, onde passou dezoito meses. Em 1971, recebeu uma bolsa da Fundação Gulbenkian, estudou gravura e cerâmica.

Juízo Final, 1961 - Galeria Bell
A partir de 1981, Malangatana trabalhou exclusivamente como um artista plástico, a sua obra inclui  desenhos, murais, cerâmica e escultura. Foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo em 1998 e reeleito em 2003. Malangatana impulsionou a criação de instituições culturais, incluindo o Museu Nacional de Arte, Centro de Estudos Culturais, Centro para as Artes, foi também um dos fundadores do "Movimento Moçambicano para a Paz" e fez parte dos "Artistas do Mundo contra o Apartheid". O seu trabalho integra colecções em Moçambique, Angola, Cabo Verde, Portugal, Estados Unidos, Bulgária, Nigéria, Suíça, Uruguai e Zimbabué. Malangatana recebeu encomendas para várias obras de arte pública, incluindo murais para a FRELIMO e para a UNESCO.
 
Sem Título, pintura, óleo sobre tela, 1962 - Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea
Malangatana foi galardoado com a "Medalha Nachingwea" pela contribuição para a cultura moçambicana e investido Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a 16 de Fevereiro de 1995. A UNESCO nomeou-o "Artista pela Paz" e foi-lhe entregue o prémio "Príncipe Claus", em 1997. Em 2010, recebeu o título de "Honoris Causa" pela Universidade de Évora e a condecoração atribuída pelo governo francês, de "Comendador das Artes e Letras". Faleceu a 5 de Janeiro de 2011 no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, Portugal, vítima de doença prolongada.

Sem Título, desenho, tinta-da-china sobre papel, 1964 - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Última Ceia, pintura, óleo sobre platex,1964 -  Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
As obras de Malangatana são com frequência,  interpretações dos acontecimentos históricos e políticos da sua pátria. A sua obra explora amplos temas universais, como a violência e a resistência à violência, agarrando as dificuldades da vida humana e os seus aspectos mais notáveis. O reconhecimento do artista Malangatana, está implícito na declaração feita pelo director-geral da UNESCO Federico Mayor quando apresentou o prémio UNESCO, notou que Malangatana é "muito mais do que um criador, muito mais do que um artista - alguém que demonstra que existe uma linguagem universal, a linguagem da arte, que nos permite comunicar uma mensagem de paz, de recusa da guerra."

Porque a alma vive eternamente, pintura, óleo sobre tela, 1970 - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
A última obra de Malangatana, a pintura de um FIAT 500 com detalhes tribais, ficou conhecida como A Italiana. A venda desta obra em leilão, entre 6 de Maio e 6 de Julho de 2011, cujo valor reverteria para a Fundação Malangatana - com a finalidade de desenvolver a cultura e a arte e o auxílio na formação de jovens carentes – não foi executada, conforme informação aqui.
A Câmara Municipal do Barreiro, promoveu uma simbólica homenagem ao Mestre Malangatana, no dia do seu 76º aniversário.

A Italiana, pintura tribal num FIAT 500
A Italiana, pintura tribal num FIAT 500



A empresa Vista Alegre, editou uma reprodução da peça intitulada Encruzilhada de Culturas, datada de 1987, numa Edição Especial Limitada a 700 exemplares, lançada em 2011. O original da peça encontra-se em Maputo, e pertence à colecção particular da Galeria Museu Hloyasi.


Encruzilhada de Culturas, (A: 150mm; D: 300mm). Edição Especial Limitada, 2011. Vista Alegre

terça-feira, 5 de junho de 2012

Biografia do designer Thomas Chippendale

Thomas Chippendale  1719-1779


Dia 5 de Junho (aqui)


Thomas Chippendale (conhecido como o Velho) nasceu em 1718 em Otley, Yorkshire, foi um marceneiro e designer inglês. Casou com Catherine Redshaw, com quem teve onze filhos, o mais velho também chamado Thomas Chippendale (conhecido como o Jovem) assumiu a oficina depois da morte do seu pai. 

Móvel em madeira de pinho, pintado em estilo Chinoiserie, realizado por Chippendale para o actor David Garrick, 1768-1778 - Museu Victória e Alberto

Chippendale viajou para Londres em 1749 onde fixou residência. Foi um dos primeiros na sua profissão a publicar um livro com os seus projectos, intitulado "The Gentleman and cabinet-marker's Director", em 1754. Mais tarde esse livro foi ilustrado com exemplos de peças produzidas para clientes e seria usado como catálogo. Reeditado diversas vezes, o livro tornou-se uma referência. 


Cadeiras Chinesas, desenho, desenho, tinta preta e cinza, aguada de tinta cinza (Livro de desenhos de Chippendale, volume I), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte


Cadeiras Francesas, desenho, tinta preta e cinza, aguada de tinta cinza (Livro de desenhos de Chippendale, volume I), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte

Cadeiras Góticas, desenho, tinta preta e cinza, aguada de tinta cinza (Livro de desenhos de Chippendale, volume I), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte

Chippendale foi muito mais que um marceneiro, foi um designer de interiores. Além de produzir mobiliário, ele entendia o interior como um todo, desde a organização do espaço até à selecção de cores. Na  sua oficina laboravam mais de vinte trabalhadores, e na sua grande loja vendia para além de mobília, tapetes, cortinas, papéis, acessórios, o necessário para a decoração de uma casa. O seu trabalho que foi influenciado pelos estilos de mobiliário gótico, rococó, e chinês, permanece como um exemplo incrível de grande beleza - devido à suavidade de linhas - e de qualidade.  Trabalhou inicialmente em parceria com James Rannie e mais tarde com o assistente, Thomas Haig, mantendo sempre o controle sobre a produção final.

Mesa de pequeno-almoço, em mogno (duas abas com bodradiças e uma gaveta), 1754-1770 - Museu Victória e Alberto

Poltrona, em mogno esculpido e tecido bordado, 1740-1760 - Museu Victória e Alberto
Sociedade Chippendale

Sociedade Chippendale
Para a realização dos seus móveis, Chippendale preferia a madeira de mogno ou outras madeiras maciças e não folheados, por causa das profundas esculturas e detalhes que os ornamentavam.
O estilo Chippendale foi amplamente copiado, por vezes é difícil determinar a autenticidade de uma peça que é chamada de Chippendale.  Uma das melhores maneiras de verificar a autenticidade é estudar os ornamentos, se são uniformes e simétricos, certamente não será um original. 



A cama de Garrick, pinho e faia pintada, realizado por Chippendale para o actor David Garrick, 1775 - Museu Victória e Alberto

Estante para Livros, pintado em estilo Chinoiserie, realizado por Chippendale para o actor David Garrick, 1775 - Sociedade Chippendale


Móvel de Canto, em madeira de pinho, pintado em estilo Chinoiserie, realizado por Chippendale para o actor David Garrick, 1768-1778 - Museu Victória e Alberto


Móvel Bed Stead (móvel realizado para esconder uma cama, foi depois convertido em roupeiro) pinho esculpido, pintado, com espelhos, realizado por Chippendale para o actor David Garrick, 1768-1770 - Museu Victória e Alberto

Os móveis Chippendale dominaram o mercado de móveis ingleses entre 1745-1770, a sua influência manteve-se forte até o final do século XVIII.
O nome Chippendale é provavelmente um dos mais reconhecidos em design de móveis e muitas pessoas ainda procuram mobiliário de estilo Chippendale para adicionar às suas colecções de antiguidades.
Thomas Chippendale foi o primeiro não-monarca a ter um estilo de mobiliário em sua homenagem. Faleceu a 16 de Novembro de 1779 em Londres.


 Imagem realizada por Chippendale para Harewood House, 1770 - Sociedade Chippendale


Cómoda Francesa, desenho, aguada de tinta preta e cinza ( Livro de desenhos de Chippendale, volume II), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte

Cómoda, madeira de mogno com folheados em madeira de árvores de frutos, 1778 (atribuído a Chippendale) - Museu de Arte Carnegie

Parte do mobiliário Chippendale ainda é preservado  nas casas aristocráticas para onde foi produzido:

Blair Castle, em Perthshire Scotland, para o Duque de Atholl (1758); 
 
Wilton House, para o Duque de Pembroke (c. 1759-1773);
 
Nostell Priory, Yorkshire, para Sir Roland Winn (1766-1785); 
 
Mersham Le Hatch, Kent , de Sir Edward Knatchbull (1767-1779);
 
Harewood House , Yorkshire, para Edwin Lascelles (1767-1778); 
 
Mobiliário para a família real
 
Mobiliário  para o actor David Garrick , tanto na cidade como na sua casa em Hampton, Middlesex;
 
Normanton Park, Rutland e outras casas de Sir Gilbert Heathcote (1768-1778);
 
Burton Constable Hall, Yorkshire para William Constable (1768-1779);
 
Newby Hall, Yorkshire, para William Weddell (c. 1772-1776); 
 
Templo Newsam, Yorkshire, para o senhor Irwin (1774); 
 
 Paxton House, Berwickshire , Escócia , para Ninian Home (1774-1791);
 
Petworth, Sussex e outras casas de George Wyndham, terceiro conde de Egremont (1777-1779). 


Estante Escrivaninha para Senhora, desenho, tinta preta e aguada cinza ( Livro de desenhos de Chippendale, volume II), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte

Escritorio Inglês Chippendale, madeira pintada e dourada com motivos chineses. Pertenceu ao Marquês da Casa Real, século XVIII - Museu Carmen de Maipú
Estante de Biblioteca, desenho, tinta preta e aguada cinza ( Livro de desenhos de Chippendale, volume II), 1753-1754 - Museu Metropolitano de Arte

Chippendale, Thomas (1718-1779) / The gentleman and cabinet-maker's director: being a large collection of the most elegant and useful designs of household furniture in the Gothic, Chinese and modern taste.(1754) - Diagrams,   pp. I-No. XI - Perspectiva de Estante Biblioteca - University of Wisconsin Digital Collections

Retratos da India


O artista Anant Nanvare, da Índia, realizou uma série de retratos das várias etnias daquele país, para celebrar uma década do papel Conqueror. Este trabalho foi premiado no Clio Awards 2010. Os retratos de Nanvare são realizados com minúsculos rolos de papel colorido.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Homenagem às mulheres


Tributo às mulheres nos locais mais improváveis

Ele é fotógrafo, mas é também um artista - chamam-lhe apenas JR. O francês, que já percorreu o mundo e exibiu as suas obras nas mais variadas galerias, lança agora um livro que homenageia as mulheres – ‘As Mulheres são Heroínas’.

Esta série de obras, criada em 2008, destaca as faces de várias mulheres que foram vítimas dos conflitos em diversos países: Serra Leoa, Libéria, Quénia, Sudão, Brasil, Índia e Cambodja.

JR eleva estas outrora desconhecidas ao estatuto de estrelas, pintando as suas expressões ao longo das margens do rio Sena ou em escadarias nas favelas do Rio de Janeiro. Veja mais: Sábado  5/12/2012