domingo, 10 de junho de 2012

Faleceu a pintora Maria Keil

Maria Keil, 1914 - 2012
Maria Keil nasceu em Silves, Portugal, no dia 9 de Agosto de 1914. Formou-se em Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde foi aluna de Samora Barros e de Veloso Salgado. Casou com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, em 1933. A sua vasta obra inclui: pintura, desenho de móveis, cartões para tapeçaria, cenários e figurinos, painéis de azulejos, selos, cartazes e ilustração. 
Maria Keil, participou na Exposição Internacional de Paris, em 1937, com a sua presença na decoração do Pavilhão de Portugal da autoria de Francisco Keil do Amaral. Dois anos depois, faz a sua primeira exposição individual de pintura e desenho na Galeria Larbom, em Lisboa. Foi uma das artistas da Exposição do Mundo Português, onde participou com uma pintura mural (1940). Realizou vários projectos de decoração mural, cenários e figurinos, cartões para tapeçaria e mobiliário, durante a década de 1940-1950. 

Auto-retrato, óleo, 1941 - Biblioteca Municipal de Silves

No ano de 1941, apresentou na VI Exposição de Arte Moderna do SNP, em Lisboa, o seu "Auto-Retrato" - óleo pintado com espátula - que mereceu o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Maria Keil, doou a obra à cidade de Silves - Biblioteca Municipal de Silves - no ano de 2008.
Dedicou-se especialmente ao azulejo, tendo criado diversos painéis para as estações do Metropolitano de Lisboa, nas décadas de 50 e 60. Ofereceu o seu trabalho ao Metropolitano e à cidade de Lisboa. São seus os trabalhos em azulejaria da Avenida Infante Santo, TAP de Paris e Nova Iorque, União Eléctrica Portuguesa, Casino de Vilamoura e Aeroporto de Luanda. Em 1959, recebeu  o Grande Prémio Aquisição da Academia Nacional de Belas Artes. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, na década de 1980, tendo concretizado o projecto de estudo sobre as tendências da ilustração para crianças.

Natureza morta, óleo sobre tela, 1941 - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
O  Metropolitano de Lisboa voltou a ter a sua colaboração, em conjunto com o arquitecto Tiago Henriques, na extensão da estação de S. Sebastião da Pedreira, em 2009.
No campo da ilustração, destacam-se os livros para crianças dos autores: Sophia de Mello Breyner Andresen; Matilde Rosa Araújo; Maria Cecília Correia; Aquilino Ribeiro; Maria Isabel César Anjo; Teresa Balté e Graça Vilhena. Escreveu e ilustrou os livros: O pau-de-fileira; Os presentes; As três maçãs; Árvores de domingo e Anjos do mal. Fez ilustrações para revistas, nomeadamente Panorama, Seara Nova, Vértice, Ver e Crer e Eva. 
As suas obras são vistas em exposições individuais e colectivas. Faleceu no dia 10 de Junho de 2012.
Estudo para revestimento em azulejo do refeitório da Colónia de Férias da antiga U.E.P. (União Eléctrica Portuguesa), em Palmela (arquitecto Francisco Keil do Amaral) guache sobre papel, 1954 - Museu Nacional do Azulejo
Pastores, painel de azulejos, 1955. Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego - Museu Nacional do Azulejo
Estudo para um padrão de azulejos, guache sobre papel, 1954-1955 - Museu Nacional do Azulejo

Estudo para painel de azulejos, guache sobre papel, 1958-1960 - Museu Nacional do Azulejo
Paredão em azulejos na Avenida Infante Santo, Lisboa. 1956-1958 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora 
Padrão geométrico criando um labirinto em azul e branco, onde estão inseridos motivos de azulejaria do século XVIII e formas geométricas de cores fortes, parecem justapor-se ao padrão - Maria Keil. Estação Restauradores, Metropolitano de Lisboa. Fábrica Viúva Lamego, 1959 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Painel de azulejos, estação do Metropolitano Rossio (réplica), 1963. Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego - Museu Nacional do Azulejo
Padrão formado por azulejos. Estação Intendente, Metropolitano de Lisboa. Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, 1966 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora

 A Raposa e o Espírito da Vinha, projecto para painel de azulejos, guache sobre papel, 1984 - Museu Nacional do Azulejo


A Noite de Natal (Sophia de Mello Breyner Andresen), ilustração de livro, 1959 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
 

O Cantar da Tila (Matilde Rosa Araújo), ilustração, 1967 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Histórias da Minha Rua ( Maria Cecília Correia), ilustração - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Ilustração de livro, 1977 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Publicidade, anos 1940 - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Revista Eva (do Natal), ilustração - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora
Cartaz - Biblioteca Nacional, Maria Keil ilustradora

Biografia de Luís de Camões

Camões, painel de azulejos, Júlio Pomar, 1926 - Museu Nacional do Azulejo
  
Dia 10 de Junho (aqui)


Luís Vaz de Camões, gravura. Fotografia de Estúdio Mário Novais - Arquivo Municipal de Lisboa











Luís de Camões ou Luís Vaz de Camões, nasceu em Lisboa no segundo semestre de 1527?, era filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Macedo ou Ana de Sá. O seu trisavô, Vasco Pires de Camões, foi obrigado a abandonar Portugal, quando se pôs do lado de D. Leonor Teles, contra o Mestre de Avis. A sua família ficou em Portugal. Consta que o pai do poeta, Simão Vaz de Camões, naufragou perto de Goa, conseguindo salvar-se das ondas, foi morrer à cidade. Com a morte do pai, Camões fica a viver com a sua mãe, na Mouraria, em Lisboa, de uma forma bastante modesta. Mudam-se para Coimbra, onde viviam alguns parentes. Com o auxílio destes, supõe-se que o poeta tenha frequentado a Universidade e um Curso de Artes em Santa Cruz, até 1544, data em que é encerrado o Curso. Aí teria adquirido profundíssimos conhecimentos de línguas e cultura clássica.

Camões Salvando "Os Lusíadas", pintura, óleo sobre tela, de Francisco José de Resende, 1867 - Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea

Camões na Gruta de Macau, pintura, óleo sobre tela, de Francisco Augusto Metrass, 1853 - Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea

Por volta de 1542 a 1545, troca Coimbra por Lisboa, aqui deixou-se seduzir pela figura gentil da sua prima Isabel Tavares e a ela dedica grande número de redondilhas. Apesar da pobreza de Camões, a sua erudição superior e o seu excelente valor como poeta, constituíram razões de sobra para o bom acolhimento pelos nomes da nobreza de Portugal e a nomeação como cavaleiro-fidalgo. Tinha na altura pouco mais de vinte anos. A grande paixão da sua vida foi a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, no entender de J. M. Rodrigues. Estes amores sofreram a oposição violenta, pelo que Camões foi forçado ao desterro no Ribatejo, por volta de 1546 ou 1547. Parte depois para Ceuta (1545 a 1548?), combatendo as terríveis hostes dos mouros. Por desastre ou combatendo o inimigo, Camões ficou cego de um olho. Depois de dois anos no Norte de África regressou a Lisboa, no ano de 1549.

Naufrágio de Camões, serigrafia sobre papel, de José de Guimarães, 1983 - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Camões lendo "Os Lusíadas" aos frades de S. Domingos, óleo sobre tela, de António Teixeira Carneiro Júnior, 1926 - Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea

O seu temperamento irreverente, lança-o numa vida de boémia, desregrada e arruaceira, vale-lhe o alcunha de “Trinca-fortes”. Em resultado dessa vida, recolhe sob prisão ao Tronco da cidade, em 16 de Junho de 1552, dia de "Corpora Christi", onde ficará perto de um ano acusado de agressão contra Gonçalo de Borges, oficial do Paço. Em 7 de Março de 1553, o monarca (D. João III) perdoa a Camões, por meio de uma carta de perdão, dizendo que o poeta iria servir o monarca nesse mesmo ano, à Índia. Parte Camões na nau São Bento, das frotas de Fernão Álvares Cabral, largando do Tejo a 26 de Março de 1553. Aportou a Goa no mês de Setembro de 1553. Parte numa expedição para o Malabar, contra o rei do Chembe (Novembro de 1553). Em Fevereiro de 1554, realiza serviço de policiamento, desde o estreito de Meca até ao outro extremo do Mar Vermelho. Consta que foi nomeado Provedor-mor dos Defuntos e Ausentes, desempenhando este cargo na cidade de Macau em 1556.

Luís de Camões, escultura de Simões de Almeida. Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro - Fotografia de António Duarte, Arquivo Municipal de Lisboa
Numa viagem entre Macau e Goa, em 1560, sofre um naufrágio nos baixos de Pracel, perto da foz do rio Mecom, perdendo todos os seus bens, assim como a escrava chinesa, de nome Dinamene, inspiradora dos seus mais belos sonetos. Ter-se-ia salvo o manuscrito “Os Lusíadas”, que o poeta trouxe consigo da nau que se afundou, a nado, até à costa. Depois de 16 anos na Índia, Camões ruma a Moçambique (1567), atraído pelo capitão Pero Barreto Rolim. Por desavenças, corta relações com o capitão, passa a viver de esmolas e continua a aperfeiçoar “Os Lusíadas” para impressão. De regresso ao reino (1569), encontra alguns amigos vindos de Goa, entre eles, Diogo do Couto, o grande cronista das coisas do Oriente. 

Luís de Camões, escultura em granito de Euclides Vaz. Biblioteca Nacional - Fotografia de Neves Águas, Arquivo Municipal de Lisboa
Chega a Lisboa em fins de Maio ou Junho de 1570. Sem recursos, dá os primeiros passos para a impressão do seu poema heróico. O poeta alcança o alvará de privilégio para a publicação do livro, em 24 de Setembro de 1571, devendo o original ser presente à censura do Santo Ofício. O censor d’ "Os Lusíadas”, Fr. Bartolomeu Ferreira, entende ser um livro digno de se imprimir e o autor muito engenhoso e de muita erudição nas ciências humanas. A publicação d’ “Os Lusiadas” no ano de 1572, acalma o poeta das suas dificuldades monetárias,  a pensão concedida pelo monarca (D. Sebastião I), foi de 15.000 réis. Camões passou os últimos tempos da sua vida em grandes dificuldades, extremando pela miséria. Faleceu vítima de peste, na sua casa da Calçada de Santana, no dia 10 de Junho de 1580, em Lisboa.

Prédio onde segundo a tradição morou e faleceu Luís de Camões, na Calçada de Santana, século XIX. - Lucas, João de Almeida (1969), Sonetos de Luís de Camões. Lisboa: Livraria Clássica Editora
Casa de Luís de Camões em 1580, desenho - Fotografia de Armando Serôdio, Arquivo Municipal de Lisboa
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?


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Ah! minha Dinamene! assim deixaste
quem nunca pôde de querer-te!
Que já, Ninfa gentil, não possa ver-te!
Que tão veloz a vida desprezaste!

Como por tempo eterno te apartaste
de quem tão longe andava de perder-te?
Puderam essas águas defender-te
que não visses quem tanto magoaste?

Nem somente falar-te a dura morte
me deixou, que apressada o negro manto
lançar sobre os teus olhos consentiste!

Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte!
Qual vida perderei que valha tanto, 
se inda tenho por pouco o viver triste?


Fonte: Lucas, João de Almeida (1969), Sonetos de Luís de Camões. Lisboa: Livraria Clássica Editora






quinta-feira, 7 de junho de 2012

Biografia de Charles Mackintosh

Charles Rennie Mackintosh, 1868-1928

Dia 7 de Junho (aqui)


Charles Rennie Mackintosh (Glasgow, 7 de Junho de 1868 — Londres, 10 de Dezembro de 1928) foi um arquitecto e designer escocês, que se baseou na tradição escocesa, juntando elementos de inspiração japonesa e de Art Nouveau.

House for an Art Lover ( “ Haus eines Kunstfreundes”  ou "Casa para um Amante de Arte" ),  projecto a que foi  atribuído  um prémio especial - 1901
Mackintosh foi principiante de arquitectura na John Hutchinson, em Glasgow. Na Escola de Arte de Glasgow, frequentava aulas de desenho e pintura à noite. Com uma bolsa de estudo foi para Itália em 1891, e regressou via Paris, Bruxelas, Antuérpia e Londres. Mackintosh com Herbert MacNair, Francis Macdonald e Margaret Macdonald, formaram “The Four”, mais tarde ”SpooK School”, expuseram conjuntamente pela primeira vez em 1894, depois em 1896 na “Arts & Crafts Exhibition Society" em Londres, e em 1900 na "VIII Exhibits Secession" em Viena, com muito sucesso. 
Nesse ano, Mackintosh casou com Margaret Macdonald - com quem colaborou em muitos dos seus projectos decorativos – e mudou-se para 120 Mains Street, Glasgow. 
 House for an Art Lover, vista frontal do Sudeste, Bellahouston Park, Glasgow, 1989-1996
 Salão de Música, aguarela, 1901 (Art Noveau)
Salão de Música, House for an Art Lover ,Bellahouston Park, Glasgow,1989-1996
Na competição da "House for an Art Lover" ("Casa para um Amante de Arte") organizada por Alexander Koch em 1901, recebeu um prémio especial. Expôs na "International Exhibition of Modern Decorative Art" em Turim (1902), e uma das cadeiras que expôs foi comprada por Koloman Moser. Neste mesmo ano Fritz Wändorfer, encomendou-lhe um desenho para um salão de música. Mackintosh  projectou vários edifícios públicos e residências privadas em Glasgow e nos arredores, no virar do século, incluindo a sua obra-prima, a Escola de Arte de Glasgow (1869-1909).

Escola de Arte de Glasgow: Elevação Norte  (Elevação para Renfrew Street) n.º 9, 1907. Lápis, tinta e aguada sobre linho - Hunterian Art Gallery


Escola de Arte de Glasgow, 1896-1909
Escola de Arte de Glasgow, 1896-1909
Design de estante, para a sala das senhoras, aguarela e lápis sobre papel. Escola de Arte de Glasgow 1910 - Hunterian Art Gallery
Alguns dos seus projectos, como a "Hill House" (1902-1903), incluíam equipamento e mobiliário específico para cada local. Entre os seus interiores mais importantes estão as salas de chá de Glasgow, que ele decorou para Catherine Cranston. As famosas cadeiras Mackintosh, com espaldar alto de forma elíptica, decoraram as salas de chá de Argyle Street (1898) e Willow Street, (1903). 
Os interiores brancos de Mackintosh exerceram uma profunda influência nos designs subsequentes de Josef Maria Olbrich e Josef Hoffmann. Mudou-se para 6 Florentine Terrace em 1906, e nove anos depois, deixou Glasgow para viver em Londres, onde desenhou padrões para têxteis, rítmicos e saturados de cor, para a Foxton e a Sefton, que eram precursores da Art Deco. Foi para Port Vendres, França, em 1923 e dedicou-se inteiramente à pintura e aguarela. Regressa a Londres em 1927. Mackintosh foi o principal designer da Glasgow School e tanto o seu inicial estilo orgânico como o posterior estilo geométrico, exerceram enorme influência na Secessão de Viena e na Wiener Werkstätte. Faleceu em Londres vítima de doença oncológica em 1928.

Cadeira, 'Rose Boudoir'. Exposição Internacional de Arte Decorativa Moderna, Turim, 1902. Madeira de carvalho, pintado branco, com escantilhão de tela em volta e estofamento de assento de seda moderna - Hunterian Art Gallery
Estudo para a parede oeste da escadaria e do vestíbulo dos "Salões de chá Willow", Glasgow. Lápis e aguarela 
Design para mesa e cadeiras da sala de luxo dos "Salões de chá Willow", Glasgow 1903. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery
Cadeira com espaldar alto para sala de luxo dos "Salões de chá Willow", Glasgow 1903. Madeira de carvalho, pintura prateada - Hunterian Art Gallery
Design para cadeira oval de espaldar alto e mesas, para a sala de jantar e salas de chá da senhora Cranston, Argyle Street, Glasgow 1898-9. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery
Cadeira oval de espaldar alto, para a sala de almoço e salas de chá da senhora Cranston, Argyle Street, Glasgow 1898-9. Carvalho manchado de escuro com estofamento de crina - Hunterian Art Gallery
The Hill House, Helensburgh
The Hill House, lápis, caneta e aguada sobre papel. Março de 1902, Helensburgh - Hunterian Art Gallery
Design para um poltrona, tinta, lápis, caneta e aguarela sobre papel. The Hill House, Helensburgh 1905 - Hunterian Art Gallery 

Mesa Quadrada, para a sala de estar. Madeira de carvalho, pintada de branco - 120 Mains Street, Glasgow, 1900 - Hunterian Art Gallery

Mesa de arquivo, para sala de estar. Madeira de carvalho, pintado branco, com painéis de cobre prateados batidos. Os painéis mostram figuras femininas estilizadas que representam antigos e novos estilos de escrita. O móvel tem portas laterais que dão acesso a prateleiras para armazenamento de documentos e desenhos - 120 Mains Street, Glasgow, 1900 - Hunterian Art Gallery
Móvel para escrita. Madeira de mogno e pereira, marfim, metal, vidro e incrustações de madrepérola - 120 Mains Street, Glasgow, ou 6 Florentine Terrace (78 Southpark Avenue),1904-5 - Hunterian Art Gallery
Móvel para escrita, pormenor
Estante para sala de estar. Madeira de carvalho, pintado de branco, com inserções pintadas de verde e portas de vidro com chumbo - 120 Mains Street, Glasgow: 1900 - Hunterian Art Gallery
Espelho Cavalo, para o quarto. Madeira de carvalho, pintado de branco, com vidro inlays prateados  e alças de latão - 120 Mains Street, Glasgow, 1900.  - Hunterian Art Gallery
78 Derngate, Northampton: design para a tela da escada no hall, 1916. Lápis e aguarela sobre papel - Hunterian Art Gallery

Cadeira para quarto de hóspedes. Madeira de carvalho com decoração de pedras azuis e pretas - 78 Derngate, Northampton, 1919 - Hunterian Art Gallery