sexta-feira, 6 de julho de 2012

Biografia da pintora Frida Kahlo


Frida on White Bench, Nova Iorque, 1939. Foto de Nickolas Muray - Galeria de Arte Albright-Knox

Dia 6 de Julho (aqui)

Frida Kahlo de Rivera (06 de Julho de 1907 - 13 de Julho de 1954; Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón)  foi uma pintora mexicana, nasceu em Coyoacán.  Mais conhecida por criar impressionantes e muitas vezes chocantes auto-retratos que reflectem a sua ideologia política, identidade cultural e a sua turbulenta vida pessoal.

Auto-retrato, óleo sobre tela,1926 - Colecção particular, México
Auto-retrato com macaco, óleo sobre Masonite (aglomerado de madeira), 1938 - Galeria de Arte Albright-Knox
Auto-retrato dedicado a Leon Trotsky, óleo sobre Masonite, 1937 - National Museum of Women in the Arts
Frida Kahlo foi a terceira de quatro filhas de um pai judeu-húngaro alemão e uma mãe de ascendência espanhola, mexicana e indiana. Inicialmente não pretendia tornar-se uma artista, Kahlo era uma sobrevivente da poliomielite e pensava seguir medicina. Frequentou a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México entre 1922 e 1925, onde assiste a aulas de desenho e modelagem. Mais tarde aos 18 anos, Kahlo ficou gravemente ferida num acidente de ônibus. Passou mais de um ano na cama, recuperando de múltiplas fracturas nas costas, clavícula e costelas, lesões pélvicas, ombro e pé quebrado.

Auto-retrato com cabelo cortado, óleo sobre tela, 1940 - MOMA
Auto-retrato, óleo sobre Masonite, 1940 - Colecção particular, Estados Unidos
My Grandparents, My Parents, and I (Family Tree), óleo e tempera sobre zinco, 1936 - MOMA
Durante o seu restabelecimento, Kahlo começou a pintar a óleo, criando propositadamente auto-retratos ingénuos e de cores brilhantes, inspirados na arte popular mexicana, que ela sempre amou. Kahlo passou o resto de sua vida em constante dor. Das suas 143 pinturas, 55 são auto-retratos que muitas vezes incorporam representações simbólicas de feridas físicas e psicológicas. A desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu é expressa em obras como "A coluna", 1944.

Auto-retrato como um Tehuana (Diego na minha mente), óleo sobre Masonite, 1943 - Colecção Gelman, México
La Columna rota, 1944 - Museu Frida Kahlo
Auto-retrato com cabelo solto, óleo sobre Masonite, 1947 - Colecção particular
Em 1929, Kahlo casou-se com o muralista mexicano Diego Rivera, mais velho que ela 20 anos. O seu relacionamento tempestuoso, passou por infidelidades conjugais, pelas pressões da carreira de Rivera, divórcio e novo casamento, e deterioração da sua saúde.
Kahlo e Rivera viajaram para os Estados Unidos e França, onde ela encontrou muitas figuras influentes do mundo da arte e da política.
Auto-retrato com retrato do doutor Farill, óleo sobre Masonite, 1951 - Colecção particular, México
Árvore da Esperança, óleo sobre Masonite, 1946 - Isadore Ducasse Fine Arts
The Love Embrace of the Universe, the Earth (Mexico), Me, and Senor Xolotl, óleo sobre tela, 1949 - Colecção de Jorge Contreras Chacel, México
Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista num ensaio que escreveu para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Kahlo declara mais tarde: Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.  Expõe em Paris na galeria Renón et Colle en 1939. A primeira exposição individual de Frida Kahlo no México, realizou-se em 1953, foi promovida pela Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade.

Frida Kahlo, foto de Nicholas Muray, ca.1930 - George Eastman House
Frida Kahlo, foto de Nicholas Muray, ca.1940 - George Eastman House
Frida Kahlo e Diego Rivera, foto de Nicholas Muray, 1922-1961 - George Eastman House
Em 13 de Julho de 1954, Frida Kahlo faleceu. O atestado de óbito registou como causa de morte uma embolia pulmonar.
Um ano após a sua morte, Rivera deu a casa ao governo mexicano para se tornar num museu. Diego Rivera morreu em 1957.  Em 12 de Julho de 1958, a "Casa Azul" foi oficialmente inaugurado como o "Museu Frida Kahlo".


Museu Frida Kahlo,
Secção adicionada por Diego Rivera, em pedra vulcânica e conchas marchetadas

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Exposições - Julho, Agosto e Setembro

"CLÁSSICOS DO MODERNO" -  Peças da Fundação Calouste Gulbenkian

Na sequência do protocolo assinado entre a Fundação Calouste Gulbenkian e a Câmara Municipal de Lisboa (em 2011), o conjunto de peças que integrou a abertura do CAM (Centro de Arte Moderna) em 1983, foi depositado no MUDE – Museu do Design e da Moda, Colecção Francisco Capelo.
 
Referimo-nos a clássicos do design, ícones do movimento moderno, universalmente reconhecidos por espelharem o seu projecto, ética e pedagogia. Traduzem uma nova concepção de espaço e arquitectura, revelando ainda a estética racionalista que marcou as primeiras décadas do século XX. (...)

Exposição patente até 2 de Setembro de 2012

MUDE - Museu do Design e da Moda, Colecção Francisco Capelo - Piso 1
 
Rua Augusta, 24 
Lisboa
Tel.: 21 888 61 20  

 "Pequeno-almoço sobre cartolina"

Esta é a primeira exposição retrospetiva póstuma da obra de Jorge Varanda (Luanda, 1953 – Lisboa, 2008). 

O título Pequeno-almoço sobre cartolina remete para uma folha de cartolina, onde o artista desenhou o contorno de alguns objetos e escreveu palavras como “local de bandeja”, “pão” e “controlo remoto”, que sugerem uma refeição matinal em frente de uma televisão – elemento de considerável importância na obra de Jorge Varanda. 

A figuração do quotidiano em torno da casa é mostrada em suportes multidimensionais que variam entre relevos articulados, caixas que são interiores de pequenos teatros ou exteriores de prédios de grandes cidades, ora em biombos e outros dispositivos, mas também pintura seriada, filme e vídeo, numa diversidade de trabalhos que está na base do raciocínio plástico com que Varanda desenvolveu um percurso marginal, mas pioneiro na exploração do suporte digital.(...)
Exposição patente até 2 de Setembro de 2012

CAM - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Sala de Exposições Temporárias e Sala Polivalente

Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
1050-078 Lisboa
Tel.: 21 782 3474 - 21 782 3483
 

 "ENTRE/BETWEEN"

A exposição Entre/Between, de Antoni Muntadas (Barcelona, 1942) no CAM-Fundação Calouste Gulbenkian é uma seleção da mostra mais ampla que o Museu Nacional de Arte Reina Sofia, Madrid, expôs recentemente. 
 
Incidindo nos trabalhos da década de 70, o início do percurso artístico de Muntadas, a exposição permite contactar com uma série de obras desconhecidas entre nós e que são portadoras de uma vitalidade conceptual e criativa assinalável. (...)
 
Exposição patente até 2 de Setembro de 2012 

CAM - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Hall, Sala A e B, Nave e Galeria -1

Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
1050-078 Lisboa
Tel.: 21 782 3474 - 21 782 3483


"EMERGÊNCIAS 2012" - Exposição de Arte Contemporânea Experimental

Exposição de arte experimental que utiliza a ciência e a tecnologia para desenvolver novos meios de expressão artística.

Uma mostra de obras nacionais e internacionais que utilizam meios que incorporam processos químicos, fenómenos físicos e biológicos, electrónica e informática; bem como ambientes virtuais e peças de NetArt. (...)
 
Exposição patente até 2 de Setembro de 2012 


FÁBRICA ASA / SECTOR G / PISO 0
 
Estrada Nacional 105
4835-157 Covas
GUIMARÃES

(Capital Europeia da Cultura 2012)

Foto de Alfredo Cunha
  “Portugalidade: Visões Alegóricas?”
  
Perante a influência de um olhar analítico e reinterpretativo de vestígios de uma cultura através da imagem, cuja representação de pensamentos e ideias questiona a demarcação territorial da portugalidade, é pertinente interrogarmo-nos sobre o material e o simbólico, a representação e a produção, o passado e o futuro.

A sensibilidade da visão dos fotógrafos selecionados da Coleção Nacional de Fotografia, projetada nas captações do sentir os espaços, funções, tradições e vivências congrega uma determinada cultura onde concorrem outros universos disciplinares.(...)
Exposição patente até 9 de Setembro de 2012

cpf - Centro Português de Fotografia

Edifício da Ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto
Campo Mártires da Pátria
4050-368 Porto
Telef.: 220 046 300
Foto de José António Rodrigues
  "Açores|9 Ilhas|9 Fotógrafos”

Numa iniciativa da Estação Imagem e com o apoio do Governo Regional dos Açores, o CPF acolhe a partir de 16 de Junho e até 23 de Setembro, a Exposição “Açores | 9 Ilhas | 9 Fotógrafos”.
Espaço onde o homem e a natureza aprenderam a viver juntos, o arquipélago dos Açores espalha-se por nove diferentes ilhas. Lugares de forte identidade e de diversa personalidade, perscrutados através da objetiva de nove diferentes fotógrafos, cada um abordando uma das ilhas.(...)
 
Exposição patente até 23 de Setembro de 2012 

cpf - Centro Português de Fotografia

Edifício da Ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto
Campo Mártires da Pátria
4050-368 Porto
Telef.: 220 046 300



"O Virtuoso Criador". Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

Uma exposição que importava fazer: a evocação da obra de Joaquim Machado de Castro (Coimbra, 1731 - Lisboa, 1822), considerado o maior escultor português de todos os tempos.

Quase 60 anos após a última mostra dedicada ao artista (comissariada por Maria José Mendonça, no MNAA, em 1954), “O Virtuoso Criador. Joaquim Machado de Castro (1731-1822)” reúne mais de 100 peças – esculturas, modelos, desenhos e importantes documentos, do acervo do Museu e provenientes de diversas instituições públicas e privadas – possibilitando um balanço crítico e a definição de novos critérios de classificação. (...)
Exposição patente até 30 de Setembro de 2012 

MNAA - Museu Nacional de Arte Antiga - Galerias de Exposições Temporárias

Rua das Janelas Verdes
1249-017 Lisboa
Telefone.: 21 391 2800



"Desenhar o Novo Mundo". Cartografia e Naturalia da Casa da Ínsua

Na segunda metade do século XVIII, diversas cortes europeias organizaram missões aos territórios do Novo Mundo, com o propósito de cartografar e registar de forma sistemática o seu relevo, principais cursos de água, povoamento, usos e costumes das populações, fauna e flora… Conhecidas por Viagens Filosóficas, estas expedições eram lideradas por naturalistas, verdadeiros cientistas itinerantes, que se faziam acompanhar de desenhadores especializados. (...)
Exposição patente até 30 de Setembro de 2012 

MNAA - Museu Nacional de Arte Antiga - Sala do Mezanino

Rua das Janelas Verdes
1249-017 Lisboa
Telefone.: 21 391 2800


José de Almada Negreiros (1893–1970), Nu (Pintura para o Bristol Club)1926. Óleo sobre tela, 94,5 x 191 cm - Col. FCG-CAMJAP. Inv. 83P59

"O MODERNISMO FELIZ - ART DÉCO EM PORTUGAL" - PINTURA, DESENHO, ESCULTURA - 1912-1960

O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial. (…)

A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas 'maiores', como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade. (Rui Afonso Santos, Comissário)

Exposição patente até 28 de Outubro de 2012 

MNAC - MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA - MUSEU DO CHIADO 
Piso 0, 1, 2 e 2A

Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 Lisboa
Tel.:213 432 148
 


"A Dama Pé de Cabra" - Paula Rego e Adriana Molder

Inspirando-se na narrativa histórica de Alexandre Herculano, A Dama Pé de Cabra, as duas artistas criaram, em simultâneo, um conjunto de trabalhos individuais e inéditos de grandes formatos, para serem expostos na Sala de Exposições Temporárias . (...)

Exposição patente até 28 de Outubro de 2012

Casa das Histórias Paula Rego
Avenida da República, 300
270-475 Cascais
Tel.: 21 482 69 70

"O CHÁ. DE ORIENTE PARA OCIDENTE"

(...) A exposição O Chá. Do Oriente para o Ocidente divulga os aspectos materiais associados ao consumo do chá (porcelanas, mobiliário, espaços, pinturas e prataria entre outros objectos), e também os aspectos habitualmente menos conhecidos da divulgação da planta e da sua transformação em chá fora do mundo sínico. (...)

Na exposição podem ver-se cerca de 250 peças de tipologias tão distintas como a porcelana, prataria, pintura, escultura, mobiliário, bibliografia ou espécimes em herbário. As peças em exposição pertencem ao acervo do Museu do Oriente, a coleccionadores particulares, e a diversos museus como o Museu Nacional de Arte Antiga, Museu de Marinha, Palácio Nacional da Ajuda, Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha, Museu do Chiado, Biblioteca Nacional de Portugal, etc. (...)

Mais do que simples mostra de peças, esta mostra contextualiza-as e insere-as no mundo em que foram feitas e, ao fazê-lo, torna patente um diálogo civilizacional informal que continua nos dias de hoje.
Exposição patente até 13 de Janeiro de 2013 

Fundação Oriente
Museu - Piso 2

Avenida de Brasília
Doca de Alcântara (Norte)
1350-362 Lisboa
Tel.: 213 585 244





Ver outras exposições, aqui no comjeitoearte.

Recuperação de cadeiras de carro eléctrico



Este projecto foi desenvolvido por um grupo de jovens, um grupo de designers de móveis. Eles reutilizaram diversas cadeiras de antigos eléctricos de Lviv. Com os assentos pintados em cores fortes e estrutura de metal, as cadeiras ganharam nova vida (aqui).











terça-feira, 3 de julho de 2012

Biografia do pintor e compositor Alfredo Keil

Alfredo Cristiano Keil

Dia 3 de Julho (aqui)


Alfredo Cristiano Keil (Lisboa, 3 de Julho de 1850 — Hamburgo, 4 de Outubro de 1907) foi um compositor de música, pintor e poeta português.
Alfredo nasceu em Lisboa no dia 3 de Julho de 1850. O pai, João Cristiano Keil, era alemão e tinha-se instalado em Portugal ainda solteiro, em 1838. Tornou-se um dos alfaiates mais famosos daquele tempo e casou com uma rapariga de origem alemã, Maria Josefina Stellflug.

Leitura de uma Carta, óleo sobre tela, 1874 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Quinta Maggiotti, Colares, óleo sobre tela, 1876 - Museu Grão Vasco
O Aterro em 1881, óleo sobre madeira, 1881 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Alfredo estudou no Colégio Britânico e desde pequeno mostrou ter muito talento para o desenho e para a música. Fez a primeira composição musical aos 12 anos: Pensée Musicalé. Quando terminou o liceu foi estudar Artes para a cidade de Nuremberga na Alemanha. Estudou desenho na Academia dirigida pelo pintor Kremling e música com o célebre Kaulbach. Em 1870 regressou a Portugal e voltou às aulas de desenho com Prieto e Miguel Lupi.

Toilette da Rainha, Palácio de Queluz, óleo sobre tela, 1882 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Sala das Merendas, Palácio de Queluz, óleo sobre tela, 1882 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Primavera, óleo sobre tela, 1882 - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Alfredo Keil teve grande sucesso a nível nacional e internacional. Em 1874 recebeu duas medalhas da Sociedade Promotora de Belas Artes e em 1876 os seus quadros Sesta e Meditação foram premiados com medalhas de prata. No ano seguinte o seu quadro Melancolia recebeu uma menção honrosa numa mostra em Paris e em 1879 recebeu a medalha de ouro numa exposição no Rio de Janeiro. Em Madrid foi condecorado com a Ordem de Carlos III e em Portugal o rei D. Luís condecorou-o com a Ordem de Cristo.

Castelo de São Jorge, óleo sobre tela colada em cartão, 1980-1990 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Praça dos Restauradores, óleo sobre tela colada em cartão, 1889 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Vareiras no Cais do Tejo, óleo sobre madeira, século XIX - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
A par da actividade como pintor também se dedicou à música. Em 1883, estreou-se no Teatro Trindade com a ópera cómica Susana, no ano seguinte a sua cantata Patrie foi executada por um grupo de amadores no Coliseu. A Real Academia de Amadores de Música executou no Salão Trindade, em 1885, o seu poema sinfónico Uma Caçada na Corte. Também nesta área Alfredo Keil teve sucesso, as suas músicas, sobretudo as óperas, foram apresentadas nos teatros mais importantes, do Brasil, de Itália e de Portugal, tendo mesmo feito apresentações para o rei D. Luís.

Casal Estremenho, óleo sobre tela, 1898 - Museu José Malhoa
Rebanho em Sintra, óleo sobre tela, 1898 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Marinha, óleo sobre madeira, século XX - Museu José Malhoa
Em 1890, o ultimato inglês inspirou Alfredo Keil que deu voz à indignação geral compondo "A Portuguesa". Henrique Lopes de Mendonça escreveu para esta música o poema Heróis do Mar, que se tornou popular em todo o país e veio a ser adoptada pela Assembleia Constituinte como hino nacional da República Portuguesa em 1911.
Mas Alfredo Keil não chegou a saber porque morreu em Hamburgo a 4 de Outubro de 1907 onde tinha ido submeter-se a uma operação cirúrgica.

Charola do Convento de Cristo, Tomar, óleo sobre madeira, 1903 - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Busto de Alfredo Keil, escultura em bronze, século XX. Teixeira Lopes - Museu José Malhoa
Partitura de "A Portuguesa", hino nacional português
Fonte:
http://centenariorepublica.pt/escolas/personalidade-republica/alfredo-keil

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Castiçais em PET

1 - Castiçais em PET
A reutilização de garrafas de refrigerante, de água, embalagens de iogurte e materiais diversos, está na origem destes 3 castiçais para 3 ambientes diferentes. 

2 - Castiçais (garrafas de refrigerante)

Material necessário:

  • Garrafas de refrigerante;
  • Pistola de cola e stick;
  • Tesoura; 
  • Régua graduada;
  • Furador;
  • Caneta para acetato; 
  • Material diverso (botões, papel autocolante, lantejoulas, vidrilhos...);

  • Álcool e algodão;
  • Folha de lixa fina.



Passo a passo:

Passo 1 - Lave e enxugue as garrafas.

Passo 2 - Recorte com a tesoura e destaque o fundo e a parte superior da garrafa (4).

4 - Fundo e parte superior de garrafa
Passo 3 - Passe com a lixa (ao de leve) em volta das partes recortadas (5).

5 - Parte da garrafa recortada e lixada
Passo 4 - Trace linhas à distância de 10mm umas das outras, com o auxílio da caneta e da régua. Faça orifícios com o furador, a distâncias regulares uns dos outros, conforme o desenho que imaginou (6, 7 e 8). 
Remova os linhas traçadas, com um algodão embebido em álcool.

6 - Traçado das linhas
7 - Execução dos orifícios na parte inferior da garrafa
8 - Execução dos orifícios na parte superior da garrafa
Passo 5 - Finalize a decoração do castiçal. Cole fitas de papel autocolante, botões...

9 - Fita de papel autocolante
Passo 6 - Aplique a cola a quente no gargalo e no fundo da garrafa (10). 
Passo 7 - Sobreponha as duas partes e faça pressão até colar (11).

10 - Aplicação de cola
11 - Castiçal com colagem de papel
12 - Castiçal com colagem de lantejoulas e vidrilhos
13 - Castiçal com colagem de botões
14 - Material para o castiçal da imagem 13 (garrafa de água, embalagem de iogurte e botões)

domingo, 1 de julho de 2012

Quadro de Dali roubado é recuperado

Foto DR

Quadro de Dalí roubado foi devolvido por correio

Um quadro de Salvador Dali, roubado de uma galeria de arte em Junho, foi recuperado depois de enviado por correio da Grécia para os Estados Unidos da América, informou, este sábado, a polícia norte-americana.

Um homem não identificado, aparentando ser um normal comprador, agarrou na aguarela de 1949 intitulada "Cartel des Don Juan Tenório" e roubou-a da galeria Venus Over Manhattan, em Nova Iorque, no dia 19 de Junho, tendo saído calmamente com o quadro debaixo do braço.

Um porta-voz da polícia disse à agência de notícias France Presse que o quadro, avaliado em 150 mil dólares (cerca de 118.450 euros), foi enviado por correio da Grécia e recuperado na quinta-feira.    Leia mais aqui  (Jornal de Notícias - 30/07/2012)