O Rato da Cidade, com maneiras educadas, convidou o Rato do Campo para o visitar.
O Rato do Campo disse:
- Brilhante!
Na verdade teve um tratamento real, com tudo de bom para comer.
Azar! Quando tinham apenas começado a devorar o seu jantar, foi ouvida uma batida que os fez esconder.
O Rato da Cidade que era mais fino, saiu em disparada, só depois reparou que o Rato do Campo ficara pálido.
O Rato da Cidade disse:
- Deixou de bater! Falso alarme!
- Come back! Gritou em seguida.
- Não, não! Na fazenda como do que posso e do que há, serve-me. Respondeu o Rato do Campo. - Fica bem na tua casa da cidade.
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| Retrato de Jean de La Fontaine, pintado por Hyacinthe Rigaud |
Jean de La Fontaine (Château-Thierry, 8 de Julho de 1621 — Paris, 13 de Abril de 1695) foi um poeta e fabulista francês. Era filho de um inspector de águas e florestas. Estudou teologia e direito em Paris, mas o seu maior interesse sempre foi a literatura.
Por desejo do pai, casou-se em 1647 com Marie Héricart, na época com apenas 14 anos. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles. Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo de seu pai como inspector de águas, mas alguns anos depois colocou-se a serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma colectânea de poemas.
Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans.
Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado "Fábulas Escolhidas" - La Fontaine, seguiu o estilo do autor grego Esopo, o qual falava da vaidade, idiotice e agressividade humanas através de animais -, o livro era uma colectânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores. A última edição das suas fábulas foi publicada 1693.
Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa "Querela dos antigos e dos modernos", tomou partido dos poetas antigos.
La Fontaine é considerado o pai da fábula moderna. Sobre a natureza da fábula declarou: “É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”.
Morreu em 13 de abril de 1695. Está sepultado no cemitério Père-Lachaise, em Paris, ao lado do dramaturgo Molière.
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| O Macaco e o Gato, ilustração de Jean-Baptiste Oudry, 1729-1734 (Fábulas de La Fontaine) |
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| O Lobo e o Cão, ilustração de J. J. Grandville, século XIX (Fábulas de La Fontaine) |
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| O Homem e a sua Imagem, ilustração de Percy J. Billinghurst, 1900?("Uma centena de fábulas de La Fontaine", pág 52) - Projecto Gutenberg |
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| A Pomba e a Formiga, ilustração de Percy J. Billinghurst, 1900? ("Uma centena de fábulas de La Fontaine", pág 74) - Projecto Gutenberg |
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| A Garça, ilustração de Benjamim Rabier, 1904 ("Fábulas de La Fontaine") |
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| O Lobo e a Raposa no Poço, ilustração de Frederick Colin Tilney, 1913 ("Fábulas Originais de La Fontaine", pág 98) - Projecto Gutenberg | |
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| A Raposa e as Uvas, ilustração de John Rae, 1918 ("Fábulas em rima para gente pequena", adaptado do francês La Fontaine por W. T.
Larned) - Projecto Gutenberg |
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| O Corvo e a Raposa, ilustração de John Rae, 1918 (Fábulas em rima para gente pequena, adaptado do francês La Fontaine por W. T.
Larned) - Projecto Gutenberg | |
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| A Raposa e a Cegonha, ilustração de John Rae, 1918 (Fábulas em rima para gente pequena, adaptado do francês La Fontaine por W. T.
Larned) - Projecto Gutenberg |
A Raposa e a Cegonha, ilustração de John Rae, 1918 (Fábulas em rima para gente pequena, adaptado do francês La Fontaine por W. T.
Larned) - Projecto Gutenberg
(…)
Os seis primeiros volumes das fábulas - publicados em 1668, quando
tinha 47 anos, em Paris - foram um sucesso imediato e brilhante, quando o
génio francês estava em plena floração. (…)
No
entanto, as fábulas trouxeram-lhe muito em fama e amizade. Todo mundo
amou La Fontaine. Foi favorito dos grandes senhores e senhoras na corte
de Luís XIV. Era pobre e imprevidente, mas a pobreza não lhe causava
nenhuma angústia. Nenhuma tristeza o deixou uma hora sem dormir. Viveu
até ao último minuto com o apelido - Bon homme. E é o homem bom e
gentil, que está sempre olhando de fora para nós vendo em nós as
fábulas que escreveu, para todos os tempos. (William Trowbridge
Larned, Nova Iorque, Julho de 1918)
Fábulas Originais de La Fontaine, aqui.
Lista de Fábulas de La Fontaine, aqui.