quarta-feira, 18 de julho de 2012

Esculturas com peças de bicicletas

Escultura em forma de lustre, reciclagem de correntes de bicicletas. Série Connect.
Carolina Fontoura Alzaga, é uma artista mexicana, formada na Metropolitan State College de Denver. Carolina tem um gosto especial por peças recicladas, assumindo uma constante responsabilidade ecológica. Na sua série Connect, ela cria esculturas funcionais em forma de lustres, inspirados na época vitoriana. Todo o trabalho é realizado com correntes de bicicletas - que ocupam o lugar dos tradicionais cristais e contas de vidro - que ela recicla de uma forma útil e  bem original. 

Escultura em forma de lustre, reciclagem de correntes de bicicletas. Série Connect.
Escultura em forma de lustre, reciclagem de correntes de bicicletas. Série Connect.
Escultura em forma de lustre, reciclagem de correntes de bicicletas. Série Connect.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Aniversário do "pai" de Mafalda, o criador de banda desenhada Quino

Escultura de Mafalda em São Telmo, Buenos Aires
Joaquín Salvador Lavado Tejón (Guaymallén, Provincia de Mendoza, Argentina -17 de Julho de 1932), conhecido como Quino (sítio oficial), é um  historiador gráfico e criador de banda desenhada. 

O cartonista Quino, autografando um livro em Paris, 2004
Aos 3 anos de idade, aprendeu com o seu tio Joaquín, o gosto pela arte do desenho. Em 1945 faleceu a sua mãe e em 1948 o seu pai. Foi obrigado a abandonar a Faculdade de Belas Artes e procurar trabalho. A sua intenção é tornar-se um autor de banda desenhada e luta pelo seu sonho. Em 1950 esboça o primeiro desenho animado para publicidade. Cumpre o serviço militar obrigatório em 1954 e a seguir fixa residência em Buenos Aires. Realiza fotos de publicidade e começa a publicar as suas colecções. Faz a sua primeira exposição numa biblioteca de Londres, em 1962.

Dez anos Mafalda, edição de 1974
Em 29 de Setembro de 1964, é publicada em Buenos Aires no semanário Primeiro Plano, a criação  mais famosa de Quino, a banda desenhada Mafalda. A primeira compilação de tiras em livro, realiza-se em 1966, com enorme sucesso junto do público. As histórias apresentam uma menina de seis anos,  que se preocupa com o estado do mundo, a humanidade e a paz mundial. Semelhante à maioria das crianças, Mafalda odeia comer sopa. As publicações foram editadas regularmente entre 1964 e 1973, fruindo de uma elevadíssima popularidade na América Latina e Europa. Para comemorar o sucesso da banda desenhada  Mafalda, foi publicada a edição de Dez anos Mafalda, em 1974.

Mafalda, DVD
Quino é distinguido em 1988, na sua cidade natal, Mendoza, com o título de Cidadão Ilustre Mestre da Sensibilidade, Humor e Nacional de Justiça e Projeção Internacional. No 25 º aniversário de Mafalda em 1989, é publicada Mafalda Inédita. Em 1997, recebe o prémio Placa de Prata,  atribuído pela Associação dos Empregadores de Restaurantes e Cafés, de Madrid. Neste ano, recebe também o prémio da Associação dos Ilustradores de Madrid. No ano de 2001, é nomeado Professor Honorário de Humor, pela Universidade de Alcalá de Henares, por ocasião do Humor Gráfico, exposição latino-americana. Em Dezembro do mesmo ano, Quino foi premiado com o prestigiado Humor Gráfico Quevedos, pelos Ministérios da Educação e da Cultura e dos Negócios Estrangeiros de Espanha.

Praça Mafalda - Buenos Aires
No ano de 2004, abre em Milão a exposição Viajar com Mafalda, comemorando os 40 anos desde a primeira publicação de Mafalda na Argentina. O trabalho de Quino  tem reconhecimento internacional, como um dos maiores cartonistas do mundo. Quino criou vários personagens, mas a personagem mais famosa é Mafalda, uma menina de 6 anos que odeia sopa. Apesar de ter sido interrompida a publicação em 1973, Mafalda possui uma multidão de fãs.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Biografia do pintor José Rodrigues

Foto de José Rodrigues por Carlos Relvas
José Rodrigues de Carvalho (Lisboa, 16 de Julho de 1828 — Lisboa, 19 de Outubro de 1887) foi um pintor português da época romântica.
José Rodrigues era filho de Apolinário José de Carvalho e de Maria Leonarda. Casou em 1863 com D. Maria José Rodrigues, filha de José Rodrigues da Rocha, da qual teve três filhos.
Entrou para a Academia Real de Belas-Artes em Lisboa, como aluno voluntário em 1841, onde foi discípulo dos pintores António Manuel da Fonseca, André Monteiro da Cruz e Francisco Vasques Martins. Aos catorze anos de idade, no concurso de desenho histórico, ganhou um prémio na cópia de baixo-relevo, passando de aluno voluntário a aluno ordinário. No ano lectivo de 1845/1846 recebeu um prémio, tendo passado para o ensino superior na aula de pintura histórica.

Auto-retrato (com 19 anos de idade) - Colecção particular de João Carvalho
Auto-retrato, óleo, século XIX - Colecção particular de João Carvalho
O Cego Rabequista, óleo sobre tela, 1855 - MNAC, Museu do Chiado
Na conferência de Agosto de 1849, a Academia premiou o quadro Aparição do Anjo S. Gabriel ao profeta Daniel, com a medalha de ouro; foi condecorado neste ano com a medalha de ouro, pela rainha D. Maria II.
Na exposição promovida pela Associação Industrial Portuense, José Rodrigues obteve a medalha de prata com distinção.
Em 1865, a Conferência Geral da Academia nomeou-o "Académico de Mérito".
Na Exposição Universal de Paris, colectiva de 1855, expôs pela primeira vez o quadro intitulado O Cego Rabequista (Museu do Chiado), que foi muito bem recebido pelo público. O êxito da obra justificou uma segunda exibição em Paris, e a sua subsequente compra por D. Fernando de Saxe-Coburgo (D. Fernando II).

Retrato de D. Pedro V, óleo sobre tela, século XIX - Localização desconhecida
Retrato de D. Luis I, óleo sobre tela, 1864 - Museu de Aveiro
Retrato de D. Luis I, óleo sobre tela, 1869 - Palácio Nacional da Ajuda
Pela sua notoriedade na pintura do retrato, recebeu uma série de encomendas particulares, como o da Condessa de Farrobo, D. Maria II, D. Pedro V e D. Luís I. Dedicou-se igualmente a pintura de paisagens, naturezas-mortas, alegorias, temas históricos e religiosos.
Um retrato, pintado por José Rodrigues em 1866, representando o rei D. Luís, foi colocado na Sala do Senado (Assembleia da República). Projectada pelo arquitecto Jean François Colson, para acolher a Câmara dos Pares, a Sala do Senado resulta da reformulação da Sala do Capítulo do convento beneditino, e foi inaugurada em 1867.

Retrato de D. Luís I - Sala do Senado da Assembleia da República
Retrato de D. Luís I, Sala do Senado da Assembleia da República
A Câmara Municipal de Lisboa encomendou a José  Rodrigues a pintura dos tectos do Salão Nobre e Sala das Sessões. O tecto do Salão Nobre, "apresenta ao centro uma grande pintura alegórica da cidade, denominada por Exaltação de Lisboa, constituída por uma figura de mulher que ocupa o plano central da composição, representando Lisboa segurando a Cidade e retratando as actividades mais significativas desta cidade, estando simbolizadas a Navegação, o Comércio e a Indústria, numa relação estreita com o Tejo, a Fama e os Génios, incluindo ainda alusões à inspiração literária, à poesia, à pintura e à escultura".(Paços do Concelho, século XIX).
José Rodrigues, viveu e faleceu na sua morada da Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa.

Estudo para o tecto da Câmara Municipal de Lisboa, século XIX - Colecção particular de João Carvalho
Paços do Concelho, tecto do Salão Nobre com a alegoria, Exaltação da Cidade de Lisboa, pintada por José Rodrigues. Pintada em 1886. Foto de Francisco Leite Pinto - Arquivo Municipal de Lisboa

Fotografia + Desenho = Novas realidades



 Artista mistura fotografia e desenho para criar novas realidades

Um papel, um lápis e uma noção de perspectiva brilhante: estas são as armas que o artista belga Ben Heine, de 28 anos, usa para criar novas realidades. Ele consegue imaginar escadotes até às nuvens num descampado, Maria a mostrar uma máquina fotográfica a Jesus, um homem a pescar peixes gigantes e pés sobre arranha-céus.

"Encontro um local, faço os desenhos e depois tiro uma fotografia que combina as duas realidades", explicou Ben Heine ao Mail Online. "Gosto de desenhar a imaginação das pessoas. Um macaco no metro, porque não?"

O artista, que estudou Jornalismo em Bruxelas, já tem mais de 100 imagens surrealistas. Os seus cenários incluem Inglaterra, Espanha, Tunisia e Bélgica.
Veja mais aqui, Sábado (23-05-2012)






sábado, 14 de julho de 2012

Aniversário do pintor Gustav Klimt com homenagem no Google

O Google homenageia Gustav Klimt
Gustav Klimt (14 de Julho, 1862 - 6 de Fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco, um dos mais importantes membros do movimento Secessão de Viena. A sua obra integra-se no movimento pictórico Art Nouveau, sendo considerado uma  das figuras mais representativas. 

Gustav Klimt com gato, 1911. Foto de Moriz Nähr - Museu de Viena
Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Viena entre 1876 e 1883. Fundou, juntamente com o irmão Ernst Klimt e com Franz Matsche, um atelier de pintura, especializando-se na execução de murais, pinturas para tectos ou para cenários. Triunfou como autor de grandes murais num estilo naturalista académico, de entre os quais se destacam o tecto do Burgtheater de Viena (1886-1888) e as pinturas da escadaria do Museu de História de Arte, também em Viena (1890-1892). 


Pintura do tecto na escadaria do Burgtheater de Viena, 1886-1888

Nú masculino, com o pé esquerdo assente em pedestal, grafite realçado a branco sobre papel castanho, 1879 - Instituto de Arte de Chicago
A partir de 1894 executou grandes pinturas alegóricas para o tecto da Sala Magna da Universidade de Viena, enveredando por uma linguagem mais ornamental e linear, próxima dos ideais estéticos do movimento da Arte Nova. Estes trabalhos, "A Filosofia", "A Medicina" e "O Direito", foram fortemente criticados pelas correntes mais tradicionalistas, fazendo com que não fossem colocadas nos locais previstos. Confrontado com esta hostil reacção crítica do público, Klimt retirou-se da vida pública. Como resultado deste episódio, não voltou a receber comissões oficiais, pela primeira vez realiza paisagens com uma concepção muito peculiar de perspectiva e em que predominam os tons de verdes; nesta fase inicia a representação de figuras femininas, que são as mais conhecidas e apreciadas da sua obra.

A Música, óleo e goldbronze sobre tela, 1895 - Pinacoteca Neue
Hofschauspieler Josef Lewinsky (1835-1907), Carlos em "Clavigo", óleo sobre tela, 1895 - Museu Belvedere
Retrato de Serena Pulitzer Lederer (1867–1943), óleo sobre tela, 1899 - MMA
Em 1897, o seu interesse pela arte de vanguarda levou-o a abandonar a Associação dos Artistas Austríacos e a fundar com alguns amigos o grupo da Secessão Vienense, do qual foi o primeiro presidente até 1905, ano em que abandonou o movimento para formar o Grupo Klimt. A partir de 1898, o seu trabalho tornou-se mais original e inovador, ganhando um carácter simultaneamente mais simbólico e decorativo. Em 1902 executa, para a sede da Secessão, um edifício projectado por Olbrich, o Friso Beethoven, uma grande pintura mural, cuja influência sobre as gerações mais jovens foi considerável. Este friso foi, tal como a 9.ª Sinfonia de Beethoven, realizado em três fases, dividindo-se em "Aspiração à Felicidade", "As Forças Inimigas" e "Hino à Alegria".

A Medicina (um pormenor da pintura mostrando Hygieia), 1900-1907. Pintura para o tecto da Universidade de Viena
Friso Beethoven, mural para a sede da Secessão,1901-1902 - Museu Belvedere
Judith, óleo e ouro sobre tela, 1901 - Museu Belvedere
Ele sabia como combinar o realismo do retrato com um fim decorativo em fundos e vestidos, dominado pelo amarelo e tons dourados e padrões inspiraram por asas de borboleta ou caudas de pavão. Os seus quadros compõem-se de mosaicos, cores quentes, motivos florais e animalescos e, de mulheres sensuais de corpos desnudados. Incluem-se nestas obras entre muitos outros, O Beijo, uma pintura a óleo sobre tela datada de 1907-1908, onde o artista pinta um par romântico ornado por uma composição de mosaicos e elementos vegetalistas; o Abraço, um projeto para a decoração da casa Stoclet, concebido entre 1905 e 1909, Salomé e Judith. Klimt colabora com muitos dos artistas dos ateliers vienenses, fundados em 1902 por Hoffmann, realizando aí inúmeros trabalhos de artes aplicadas.
Retrato de Margaret Stonborough-Wittgenstein (1882-1958), óleo sobre tela, 1905 - Pinacoteca Neue
Beijo, óleo, prata, chapeamento a ouro sobre tela, 1907-1908 - Museu Belvedere
Retrato de Fritza Riedler (1860-1927), óleo sobre tela, 1906 - Museu Belvedere
Pintou essencialmente a mulher feminina e fatal, enfatizando a sexualidade, nomeadamente através da representação das senhoras da sociedade de Viena.
As suas obras pictóricas mais conhecidas são
A pintura de Klimt, um dos mais importantes pintores vienenses de inícios do século, teve significativas repercussões na obra de alguns artistas do movimento expressionista, tais como o alemão Egon Schiele e o austríaco Oskar Kokoschka

Apesar de ser contestado no seu país natal até 1917 (ano em que foi eleito membro de honra da Academia de Viena), em 1910 a sua obra foi alvo de uma recepção entusiástica na Bienal de Veneza. 
 
Retrato de Emilie Floege, óleo sobre tela, 1902 - Museu de Viena
Cobras de Água, técnica mista, ouro sobre pergaminho, 1904-1907 - Museu Belvedere
Esperança II, óleo ouro e platina sobre lona, 1907-1908
Retrato de Adele Bloch-Bauer I, óleo prata e ouro sobre tela, 1907 - Galeria Neue
Em 1911 a sua pintura Morte e Vida recebeu o primeiro prémio na exposição mundial em Roma. Em 1915 a sua mãe Ana morreu. Klimt morreu três anos mais tarde em Viena, tendo sofrido um derrame e pneumonia, devido à epidemia de gripe desse ano. As pinturas de Klimt trouxeram alguns dos preços mais altos verificados para as diversas obras de arte. Retrato de Adele Bloch-Bauer II que foi vendido em leilão em Novembro de 2006,  foi considerado a terceira peça de arte mais cara vendida em leilão na época. Na cidade de Viena, Áustria realizaram-se exposições especiais comemorando o 150º aniversário de Klimt. O Google comemorou o seu 150 º aniversário, com um doodle do Google
Moda Primavera, óleo sobre tela, 1912 - MMA
Dois estudos para uma mulher agachada, grafite, 1914-1915 - MMA
A noiva, óleo sobre tela, 1918 - Museu Belvedere

Fontes:  http://www.biografiasyvidas.com/
http://www.infopedia.pt/$gustav-klimt

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Biografia do artista plástico Amedeo Modiglian

Amedeo Modiglian 1884-1920

Dia 12 de Julho (aqui)


Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 12 de Julho de 1884 — Paris, 24 de Janeiro de 1920) foi um artista plástico italiano, que viveu em Paris.

Auto-retrato, óleo sobre tela, 1919 - Museu de Arte Contemporânea, São Paulo
Modiglian estudou em Florença e em Veneza, viajou para Paris, em 1906, onde se instalou e contactou com as modernas correntes da época.
É considerado um dos artistas plásticos mais importantes do século XX. Artista principalmente figurativo, afirmou-se por um especial modo de representação da figura humana, em particular nos seus retratos caracterizados por rostos e pescoços alongados, à maneira das máscaras africanas, tanto na pintura como na escultura.
O Violoncelista, óleo sobre tela, 1909 - Colecção particular
Cabeça de Mulher, pedra calcária, 1910-1911 - Galeria Nacional de Arte
Cabeça de Mulher, talhe directo sobre pedra de d'Euville, em alto relevo, 1912 - Centro Pompidou
Cabeça de Mulher, pedra calcária, 1912 - Museu Metropolitano de Arte
Devaneio (estudo para o retrato de Frank Burty Haviland), óleo e grafite sobre cartão, 1914 - LACMA
Modiglian nasceu numa próspera família judaica em Itália. Na infância, sofreu de diversas doenças graves - pleurisia, tifo e tuberculose -, que comprometeram a sua saúde para o resto da vida e cujo tratamento  o forçava a constantes viagens. A sua mãe a quem era muito ligado, viajou com ele até Florença e permitiu que ele trabalhasse no estúdio de Guglielmo Micheli. Estudou em Veneza e Florença  antes de se fixar em Paris, em 1906. Instalou-se inicialmente em Montmartre, mudando-se depois para Montparnasse, onde retrataria algumas de suas figuras mais conhecidas. 
Picasso (álbum de 31 folhas, folha 21), lápis sobre papel, 1915 - Centro Pompidou
A Cabeça Encarnada, óleo sobre cartão, 1915 - Centro Pompidou
Madame Pompadour, óleo sobre tela, 1915 - Instituto de Arte de Chicago
Paul Guillaume, Novo Piloto, óleo sobre cartão, 1915 - Museu de L'Orangerie
Juan Gris, óleo sobre tela, 1915 - Museu Metropolitano de Arte
Em Paris, ao fim de três anos de vida boémia, executa uma das suas obras mais importantes, O Violoncelista - onde a influência de Cézanne é claramente notória - , que expôs com sucesso no Salão dos Independentes, em 1909. Nos anos seguintes, Modigliani dedica-se à escultura. Muda-se para Montparnasse, onde se torna amigo do escultor Constantin Brancusi, através de Paul Guillaume, negociante de arte interessado na obra de Modigliani. Impressionado pelo cubismo, influenciado pela pintura de Paul Cézanne, Picasso e Henri de  Toulouse-Lautrec, realiza trabalhos de escultura, onde a hegemonia da arte africana e a escola de Siena se misturam.

Retrato de Diego Rivera, óleo sobre papel, 1916 - Museu de Arte de São Paulo
Béatrice (Retrato de Béatrice Hastings), óleo sobre tela, 1916 - Fundação Barnes
O Rapaz dos Olhos Azuis, óleo sobre tela, 1916 - Museu de Arte de São Diego
Madame G. van Muyden, óleo sobre tela, 1916-1917 - Museu de Arte de São Paulo
Renée, óleo sobre tela, 1917 - Museu de Arte de São Paulo
Em 1914, por razões financeiras, retorna determinadamente à pintura. Entre as personalidades retratadas por Modigliani, estão o pintor Soutine Chaim, seu amigo, Beatrice Hastings, escritora e jornalista - com quem teve um romance durante dois anos e de quem faz numerosos retratos -, Pablo Picasso, Diego Rivera, Juan Gris, Max Jacob, e os jovens escritores Blaise Cendrars, e Jean Cocteau. Outro seu grande amigo foi o pintor Maurice Utrillo, que viveu os mesmos problemas de alcoolismo que caracterizaram a vida de Amedeo. A parte final da sua curta carreira, pode ser considerada a mais importante desde o início dos seus trabalhos, nesta fase ele demonstra um estilo inconfundível: figuras alongadas, de pescoço comprido, rosto oval ligeiramente inclinado e olhos marcados por dois pequenos pontos, com a leve alusão de um sorriso.

Chaim Soutine, óleo sobre tela, 1917 - Galeria Nacional de Arte
Anna Zborowski, óleo sobre tela, 1917 - MOMA
Lolotte, óleo sobre tela, Junho de 1917 - Centro Pompidou
A Rapariga da Blusa Verde, óleo sobre tela, 1917 - Galeria Nacional de Arte

Nu Deitado, óleo sobre tela, 1917 - Fundação Barnes
Em Dezembro 1917 realizou uma exposição na Galerie Berthe Weill, a primeira individual de Modigliani, onde mostra alguns dos seus nus. No dia da inauguração, o chefe da polícia encerrou a exposição por ofensas à decência e não vendeu qualquer quadro; este é um ano de intensa produção. Neste mesmo ano, conheceu Jeanne Hébuterne, que será a sua companheira até à morte. Viaja para Provença e em 29 de Novembro de 1918, Jeanne deu à luz uma criança que foi baptizada. Enquanto esteve em Nice, conheceu um novo benfeitor, o poeta,  artista e negociante de arte polaco Leopoldo Zborowski, que fez de tudo para o ajudar, tentando vender as suas obras aos turistas. Neste período produziu a maioria das pinturas que se tornariam mais populares e valiosas.


Jovem Ruiva com Vestido de Noite, óleo sobre tela, 1918 - Fundação Barnes
Jeanne Hébuterne (mulher de Amedeo) com camisola amarela, óleo sobre tela, 1918-1919 - Fundação Guggenheim
A Mulher do Artista, Jeanne Hébuterne, óleo sobre tela, 1918 - Museu Norton Simon
Jeanne Hébuterne, óleo sobre tela, 1919 - Museu Metropolitano de Arte
Rapaz com sweater listrada, óleo sobre tela, 1918 - Museu Metropolitano de Arte
Pelo despojamento, pela transformação das figuras, Modigliani atinge, nas suas melhores obras, uma monumentalidade invulgar. Os retratos das crianças, em particular, são de emocionante simplicidade. Modigliani pode ser considerado um autodidacta, apesar dos estudos feitos na mocidade.
Modigliani morreu de tuberculose e complicações, provavelmente causadas por abuso de substância e de uma vida difícil. Jeanne Hébuterne, grávida de seu segundo filho, cometeu suicídio no dia seguinte ao da morte do artista. Em 1930 os restos mortais de Jeanne foram colocados ao lado de Modigliani.

O Jovem Aprendiz, óleo sobre tela, 1918-1919 - Museu de L'Orangerie
Charles Guérin, lápis sobre papel, 1919 - MOMA
Cigana com Bébé, óleo sobre tela, 1919 - Galeria Nacional de Arte
Menina com uma Blusa de Bolinhas, óleo sobre tela, 1919 - Fundação Barnes
Mário o Músico, lápis sobre papel, 1920 - MOMA


Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/
http://www.biografiasyvidas.com/biografia/m/modigliani.htm