sábado, 25 de agosto de 2012

Teatro Nacional de São Carlos/Monumento Nacional - visita virtual

Fachada principal do Teatro Nacional de São Carlos/Monumento Nacional - IGESPAR


Visite o Teatro, aqui



O projecto do Teatro de São Carlos, encomendado ao arquitecto José da Costa e Silva, surge encabeçado por um grupo de capitalistas de Lisboa, que contaram com o apoio do Intendente Diogo Pina Manique. Pretendia-se dotar a capital de um teatro lírico portador dum novo espírito, diferente do antigo teatro de corte, com entrada por convite, na medida em que quem pagava bilhete tinha automaticamente lugar assegurado. Este teatro, homenagem a D. Carlota Joaquina, foi construído em apenas sete meses, sendo solenemente inaugurado a 30 de Junho de 1793, durante a governação de D. João VI, filho de D. Maria I. A nível planimétrico inspira-se no Teatro de S. Carlos de Nápoles, obra de Medrano datada de 1737 - destruído por um incêndio -, embora a fachada se baseie no Scalla de Milão, de Piermanini (discípulo de Vanvitelli), construído entre 1776 e 1778.

Teatro Nacional de São Carlos, no dia da récita de gala das comemorações centenárias, 1940 - O Teatro de São Carlos foi construído entre 1792 e 1793, com projecto de José Costa e Silva, é um dos primeiros edifícios neoclássicos, senão o primeiro que se construiu em Lisboa. A fachada é inspirada na do Teatro Alla Scala de Milão do Arquitecto Piermarini construído em 1776. Trata-se de uma fachada sóbria de três andares, com um pórtico de arcos de volta perfeita - Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa.
O nosso teatro (TNSC), de planta longitudinal, composta, com volumes articulados e cobertura diferenciada, apresenta o frontespício dividido em três corpos, dois pisos sobrepostos sobre mezanino, e um terceiro sobre o corpo central. É precisamente, este corpo que revela, ao nível do piso térreo, uma loggia composta de três arcos frontais e um lateral, em volta perfeita, coroado por um terraço perfeito de balaustrada de cantaria, cujas janelas se encontram emolduradas por parastase, que suporta uma cornija destacada. Possuem, ainda, um coroamento constituído por painéis com inscrição e dois altos relevos.
Ao nível do terceiro piso, este mesmo corpo central apresenta um relógio envolvido por grinaldas e duas janelas, sendo todo ele encimado por dois pináculos e um brasão. 

Relógio da Fachada - TNSC
Brazão da Fachada - TNSC
No interior, é de realçar a sala de espectáculos, de planta elíptica com cinco ordens de camarotes, animados pelo brilho da talha dourada que, a par com as escadarias de largas proporções, os mármores da tribuna ou a decoração do Salão Nobre, concorrem para a criação duma atmosfera mais próxima do barroco. No andar térreo, junto às escadarias, situa-se a bilheteira. Na decoração, participaram diversos artistas plásticos e arquitectos importantes. São de realçar as pinturas atribuídas a Wolkmar Machado - pinturas do tecto da entrada e do pano da boca de cena, Manuel da Costa - tecto do salão, Giovanni Appiani - tribuna real.

Teatro Nacional de São Carlos, escadaria, ant. 1946. Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa.
Teatro Nacional de São Carlos, corredor. Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa
Camarotes - TNSC
Pormenor do Tecto da Sala Principal - TNSC
O largo fronteiro - Largo de São Carlos - foi recuperado como espaço de passeio e lazer, incluindo uma esplanada. Ocasionalmente, têm sido transmitidas récitas, em directo, para o Largo ("Teatro ao Largo") através de uma tela gigante e de um sistema de som especialmente montados para o efeito. 
No TNSC estrearam óperas de compositores como: Rossini, Donizetti, Bellini, Verdi, Wagner, Puccini, Mussorgski, Debussy, Richard Strauss, Rui Coelho, Alban Berg, António Pinho Vargas, Azio Corghi, Alfredo Keil…
O primeiro empresário do Real Teatro de São Carlos foi o italiano Francesco Lodi e na ópera inaugural cantou-se "La Ballerina Amante", de Cimarosa.
Vista geral da sala de espectáculos - IGESPAR
Teatro Nacional de São Carlos, camarote real - Arquivo Municipal de Lisboa
Pormenor de um dos grupos escultóricos do camarote presidencial - IGESPAR
Pormenor decorativo do camarote presidencial - IGESPAR
Datas significativas:

1793
Inauguração do Real Teatro de São Carlos, a 30 de Junho.
1796
Conclusão do Salão das Oratórias, hoje Salão Nobre.
1828/34
Encerramento motivado pela Guerra Civil.

1836
Gustav von Heeringen na noite de gala por ocasião das núpcias da rainha D. Maria II com Fernando de Saxe-Coburgo, em 1836, terá dito "É verdadeiramente um palco exemplar"
1850
Instalação da iluminação a gás.
1887
Instalação definitiva da iluminação eléctrica.
1888
Integração de um edifício contíguo (hoje o n.º 9 da Rua Serpa Pinto) para camarins, salas de ensaio, costura e guarda-roupa, etc.
1890
Colocação de uma cortina de ferro entre o palco e a sala.
1912/20 - O Teatro permanece quase sempre encerrado, não se realizando espectáculos de ópera.
1935
Encerramento de Teatro.
1938/40
Obras de restauro dirigidas por Guilherme Rebelo de Andrade.
1943
Festivais Comemorativos do 150.º Aniversário do Teatro Nacional de São Carlos com um programa totalmente nacional.
1977
Criação da Companhia Nacional de Bailado.
1982/83
Criação da Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional de S. Carlos. 
1993
Comemorações do bicentenário do Teatro Nacional de S. Carlos.
2010/11
No âmbito das comemorações do centenário da República Portuguesa, é apresentada, em versão de concerto, a ópera Dona Branca do compositor português Alfredo Keil.
Salão Nobre - TNSC
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Nacional_de_S%C3%A3o_Carlos
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/71093/
http://www.infopedia.pt/$teatro-de-s.-carlos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

150º aniversário do compositor francês Claude Debussy

Claude Debussy pintado por Marcel Baschet, 1884
Claude-Achille Debussy (22 de Agosto de 1862 - 25 de Março de 1918) foi um compositor francês.  Juntamente com Maurice Ravel, foi uma das figuras mais proeminentes  no campo da música impressionista, embora ele mesmo não gostasse do termo quando aplicado às suas composições. O impressionismo de Debussy residiria no carácter fluido e vago, dos seus joguinhos harmónicos subtis, em que a melodia parecia dissolver-se. Essa fluidez era apenas aparência, como depois se viu. A melodia não se dissolveu propriamente, mas libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Debussy não seguiu também as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, às pausas, ao contraste entre os registos. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua última fase. Por isso foi incompreendido. O que não lhe desagradaria, pois ele mesmo propôs, certa vez, a criação de uma 'sociedade de esoterismo musical'.
Em França,  foi feito Cavaleiro da Legião de Honra em 1903. Uma figura crucial na transição para a era moderna na música ocidental, continua sendo um dos mais famosos e influentes de todos os compositores
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Clair De Lune - Claude Debussy (Fantasia - Disney)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Representação portuguesa na 13ª Mostra Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia


A exposição que irá representar Portugal na 13ª Mostra Internacional de Arquitectura, La Biennale di Venezia, intitula-se Lisbon Ground – um projecto criado e desenvolvido pela comissária designada, a arquitecta Inês Lobo, que responde assim ao tema base lançado pelo comissário da Bienal de Veneza – Common Ground.

Segundo Inês Lobo,  “o conceito desta exposição tem Lisboa como foco principal, sob uma perspectiva da cidade como território comum numa das possíveis traduções do tema base Common Ground, “território de saberes, território comum a um grupo de pensadores onde se incluem pessoas da Arquitectura, do Cinema, da Fotografia, da Literatura…”.

Assim, em Lisbon Ground a Cidade apresenta-se declinada em três temas – Lisbon Downtown, Lisbon River, Lisbon Connections.

Os três temas nascem de discussões e reflexões sobre um conjunto de projectos e obras concretas que partilham um território e tema comuns – Lisboa – os quais tiveram a participação de um grupo de arquitectos de referência como Álvaro Siza Vieira, Bárbara Rangel, Eduardo Souto Moura, Francisco Mateus, Gonçalo Byrne, Joana Vilhena, João Carrilho da Graça, João Favila Menezes, João Gomes da Silva, João Nunes, João Pedro Falcão de Campos, João Simões, José Adrião, Manuel Graça Dias, Manuel Mateus, Manuel Salgado, Paulo Mendes da Rocha, Pedro Domingos, Ricardo Bak Gordon, Ricardo Carvalho, Rui Furtado e Rui Mendes.
 
As obras em análise reflectem vinte e quatro anos de intervenção na cidade, pelo que esse é o tempo sobre o qual se debruçaram estas reflexões (1988-2012), que são a matéria-prima das diferentes peças que constituem a exposição:
 
  • Vídeo de Catarina Mourão, projeção do registo das conversas de três mesas redondas onde se discute a cidade a partir dos temas propostos, bem como dos desenhos produzidos pelos oradores durante esses debates;
  • Mapa de Lisboa sobre “os espaços entre” registo síntese da cidade em 2012;
  • Fotografias de Duarte Belo, que representam e sintetizam a complexidade envolvida do desenho da cidade e, simultaneamente, afirmam Lisboa como uma metrópole plurissignificante no contexto de uma cultura urbana europeia;
  • Testemunho sobre a cidade através de uma seleção de textos de Antonio Tabucchi ditos pelo ator italiano Marco Baliani.

Para a Comissária Inês Lobo “se pensarmos nas cidades como sistemas complexos e hoje disfuncionais, mas que continuam sem dúvida a ser uma das maiores invenções do homem, urge devolvê-las a quem as inventou. Repor esses sistemas em funcionamento obriga a refletir sobre: espaço público, espaço privado, acessibilidade/mobilidade, programas, proximidade conforto. Este exercício implica o reconhecimento/entendimento da cidade, a invenção de um modo de a habitar que seja o deste tempo”.

Precisamente para promover uma perspectiva de futuro, a exposição Lisbon Ground inclui ainda a realização de um concurso público internacional de conceção relativo à elaboração do projeto para o Campo das Cebolas/Doca da Marinha, na Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina, através de uma parceria com a Câmara Municipal de Lisboa.

A 13ª Mostra Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia, realiza-se de 29 de Agosto a 25 de Novembro de 2012. A exposição de representação portuguesa estará situada no edifício da Fondaco Marcello, localizado junto do Grande Canal,  entre a ponte de Rialto e a ponte da Academia, um espaço com entrada directa pelo Grande Canal, para quem pretende chegar de barco, e com outro acesso pela via pedonal.

domingo, 19 de agosto de 2012

Dia Internacional da Fotografia

Les Sables d'Olonne, Vendée, 1959 - Robert Doisneau
Calafuria - Massimo Vitali
Deer Hirsch, 1995 - Wolfgang Tillmans

No Dia Internacional da Fotografia, três imagens para três fotógrafos de referência: Robert Doisneau (1912-1994), Massimo Vitali (1944), Wolfgang Tillmans (1968).

sábado, 18 de agosto de 2012

Exposição "Noites em São Carlos"

Vista nocturna do Teatro de São Carlos - IGESPAR
 "Noites em São Carlos"

A exposição Noites em São Carlos, revela a história do Teatro de São Carlos através de originais dos espectáculos de ópera, desde o século XVIII até aos nossos dias.
Dividida em nove núcleos e distribuída por nove espaços diferentes, a mostra inclui trajes de cena, cenários, figurinos, maquetas, documentação escrita e fotográfica, ao longo do foyer, sala principal, palco, camarotes, bastidores, camarins, técnica, corredores e Salão Nobre.
Na sala de espectáculos uma enorme instalação de artes plásticas e vídeo, criada por alunos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, reproduz uma noite de ópera com sala cheia.
Uma exposição a não perder!

Exposição patente até 4 de Setembro.

TNSC - Teatro Nacional de São Carlos 
Rua Serpa Pinto, 9
Lisboa

Tel:. 21 325 3000 


Núcleo III, palco; Entre a Virtude e o Costume; Madame Butterfly, 1976/77; figurinista Hugo Manoel; fotografia de Alfredo Rocha - TNSC
Die Zauberflöte, Zarastro, 1980; usado por Carlos Fonseca; fotografia de Alfredo Rocha -  TNSC
Núcleo IX, cenógrafos e figurinistas portugueses; fotografia de Alfredo Rocha - Salão Nobre, TNSC.

Instalação e vídeo-instalação, quinhentas figuras, 2012; iluminação Leonardo Simões; fotografia de Alfredo Rocha; Colaboração CIEBA-FBAUL / TNSCL

Aqui no comjeitoearte, outras exposições.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Concurso de fotografia da National Geographic Traveler

"Butterfly", a foto vencedora DR/NGT/Cedric Houin
Momento íntimo de nómadas no Afeganistão vence concurso de fotografia da National Geographic Traveler

O concurso mundial de fotografia da revista de viagens da National Geographic acaba de anunciar os vencedores. O primeiro grande prémio vai para Cedric Houin com uma imagem captada na intimidade, "ancestral com toques de modernidade", de uma família nómada no Afeganistão. 
 
A foto intitula-se "Butterfly" e o momento é "íntimo" e vivido a três: uma mulher e uma criança numa cena quotidiana da sua vida em terras de Kyrgyz, uma das mais remotas regiões do Afeganistão, apenas tornada menos quotidiana pela presença do fotógrafo, Cedric Houin, vencedor do 24.º Concurso de Fotografia da National Geographic Traveler.(...)
Público - Luís J. Santos 
14.08.2012

"My Balloon", 2.º lugar DR/NGT/Kiet Vo
"Devotees", 3.º lugar DR/NGT/Andrea Guarneri
Escolha dos leitores: "Huset" DR/NGT/Michelle Schantz
Menção honrosa: "Bagan Bliss" de Peter DeMarco
Menção honrosa: "Looking into Another World" de Fred An
"Lava Kiss" de Dallas Nagata White: Não conquistou prémio mas tornou-se viral na net