quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Biografia do pintor Jean-Auguste Ingres

Auto-Retrato com a idade de 24 anos, óleo sobre tela, 1804 - Museu Condé, Chantilly


Dia 29 de Agosto (aqui)


Jean-Auguste Dominique Ingres ((29 de Agosto de 1780, Montauban – 14 de Janeiro de 1867, Paris), mais conhecido simplesmente por Ingres, foi um pintor francês, que executou a sua obra na passagem do Neoclassicismo para o Romantismo. Filho do pintor e escultor, Jean-Marie-Joseph Ingres (1755-1814), iniciou a sua formação académica na Academia de Toulouse. Viajou para Paris em 1796 e foi discípulo de Jacques-Louis David, o mais célebre dos neoclássicos de França. Ingres defendia a supremacia da linha sobre a cor, o estudo da escultura antiga e o valor do desenho de modelo vivo, princípios que ele melhorou, usando a linha como elemento expressivo da forma.

Auto-retrato, grafite sobre papel teceu, 1822 - Galeria Nacional de Arte, EUA
Retrato de Madeleine Chapelle ou Madame Ingres, grafite sobre papel teceu, 1814 - Museu Metropolitano de Arte, MMA
Ingres ganhou o Prix de Rome em 1801, com a obra Os Embaixadores de Agamemnon na Tenda de Aquiles, mas devido à economia do estado de França, a sua viagem seria preterida até 1806, quando houve disponibilidade de fundos. No intervalo, Ingres produziu os seus primeiros retratos. Estes dividem-se em duas categorias: auto-retratos e retratos dos seus amigos, concebidos num espírito romântico - Auto-Retrato, 1804 - retratos por encomenda, caracterizados pela pureza da linha e brilho da cor - Mademoiselle Rivière, 1806.

Retrato de Mademoiselle Rivière, óleo sobre tela, 1806 - Museu do Louvre
Baigneuse Valpinçon 1808; H. : 1,46 m. ; L. : 0,97 m.- Museu do Louvre
La Grande Odalisque, 1814; H. : 0,91 m. ; L. : 1,62 m. - Museu do Louvre
Nos primeiros anos em Roma, continuou a executar retratos e começou a pintar banhistas, tema que se tornaria um dos seus favoritos - A Banhista de Valpinçon, 1808. Quando terminou a sua bolsa de estudos de quatro anos, permaneceu em Roma e ganhou a vida realizando retratos em grafite, de membros da colónia francesa. Ingres casou em 1813 com Madeleine Chapelle. Na primavera de 1814, Ingres viajou até Nápoles a fim de pintar Carolina Bonaparte. Pintou outras encomendas de retratos e realizou composições como A Grande Odalisca. A queda de Napoleão deixou-o de súbito sem patrono. Recebeu a sua primeira encomenda oficial de três anos, em 1817, um Cristo dando as chaves a São Pedro, completado em 1820. Em 1820 mudou-se de Roma para Florença, onde permaneceu por quatro anos, trabalhando em O Voto de Luís XIII, encomendado para a Catedral de Montauban.

La Grande Odalisque (detalhe ), 1814, H. : 0,91 m. ; L. : 1,62 m. - Museu do Louvre
Odalisque, litografia, 1825 - Galeria Nacional de Arte, EUA
O trabalho de Ingres era frequentemente criticado em Paris, por causa das suas distorções 'Góticas'. A obra O Voto de Luis XIII, foi exibido no Salão de 1824, e rendeu-lhe finalmente o tão ambicionado sucesso e a aceitação da crítica. Concebida num estilo Rafaelesco e relativamente livre da arcaísmos, pelo que o autor havia sido tão fustigado nos anos anteriores, a composição foi admirada até mesmo pelos mais intransigentes Davidianos, e a sua fama constou em França. Em Janeiro de 1825, antes do enceramento do Salão, recebeu a Cruz da Legião de Honra e em Junho foi eleito para o Instituto de França.

The Vow of Louis XIII, óleo sobre tela, 1924 - Catedral de Notre-Dame, Montauban
The Dream of Ossian, lápis, giz preto e branco, aguada verde-azul, sobre papel, 1811 - Galerias Nacionais da Escócia
The Martyrdom of Saint Symphorien, óleo sobre tela, 1834 (réplica 1865) - Museu de Arte de Filadélfia
Etudes pour le Martyre de saint Symphorien, óleo sobre tela, 1824-1834 - Museu Ingres
Ingres permaneceu em Paris durante os próximos dez anos e recebeu as honras, que sempre desejou. Durante este período, dedicou grande parte do seu tempo à execução de duas grandes obras, a Apoteose de Homero, 1827, encomendada pelo governo, e o Martírio de São Sinforiano, 1834, realizada para a Catedral de Autun e mostrado no Salão de 1834. Este último quadro foi mal recebido, no entanto, uma oportunidade fê-lo voltar a Roma, tornando-se o novo diretor da extensão da academia de Paris naquela cidade, onde se manteve por sete anos.

Études pour l'Apothéose d'Homère,1826 - 1827; H. : 0,34 m. ; L. : 0,31 m.- Museu do Louvre
Seated Female Figure. Study for the Figure of the Iliad in "Apotheosis of Homer", grafite e giz preto, realçada com giz branco, sobre papel pardo, 1827 - MMA
Study for the Drapery of Molière in the "Apotheosis of Homer", giz preto - MMA
L'Apothéose d'Homère, 1827; H. : 3,86 m. ; L. : 5,12 m. - Museu do Louvre
Em 1841, voltou a França, onde exibiu privadamente Antíoco, 1840. A imprensa foi tão favorável, que todas as honras lhe foram prestadas. Foi recebido por numerosos admiradores, foi homenageado num  banquete e foi convidado pelo rei para uma audiência. O retrato do Duque de Orleães que realizou em seguida foi copiado diversas vezes, por força do impacto que causou a sua morte por atropelamento. Os grandes painéis que foram encomendados para o Castelo de Dampierre, iniciados em 1843 com grande entusiasmo, foram contudo deixados inacabados, uma vez que o falecimento da esposa em 1849, o deixou bastante deprimido. Depois de ultrapassar essa fase, produziu trabalhos em pequena escala e em Outubro de 1851, renunciou ao cargo de professor na Escola de Belas-Artes. O seu segundo casamento em 1852, contribuiu para a sua felicidade e Ingres continuou a trabalhar com grande vontade.

La maladie d'Antiochus, ou Antiochus et Startonice, óleo sobre tela, 1840 - Museu Condé
Retrato de Ferdinand-Philippe-Louis-Charles-Henri de Bourbon-Orléans, duque d'Orléans (1810-1842), 1842; H. : 1,58 m. ; L. : 2,22 m. - Museu do Louvre
Catorze figuras de Santos; H. : 2,10 m. ; L. : 0,92 m - Museu do Louvre
Catorze Figuras de Santos H. : 2,10 m. ; L. : 0,92 m.  - Museu do Louvre - Catorze Figuras de Santos, no qual os membros da família real (incluindo o Duque e a Duquesa de Orléans, Ferdinand-Philippe e Hélène e rainha Marie-Amélie) têm representados os seus santos padroeiros. Cartões pintados em 1842 para os vitrais da capela erigida no local do acidente fatal de Ferdinand Philippe, Duque d'Orleães (1810-1841), filho mais velho do rei Louis-Philippe. Esta capela, construída originalmente em Neuilly, mudou para um lugar próximo, em Paris, em 1970.

 Vitrais da Igreja de Notre-Dame da Compaixão (Capela Real) no lugar do general Koenig - cartão por Jean Auguste Dominique Ingres (por volta de 1843).
Uma das suas obras-primas reconhecidas, o Banho Turco, 1862, foi realizada por Ingres quando tinha oitenta e dois anos. Nesse mesmo ano foi nomeado para o Senado francês. Morreu depois de uma breve doença em Janeiro de 1867, aos oitenta e sete anos, interrompendo assim o seu trabalho. Fez uma doação de obras (várias pinturas e desenhos de mais de 4.000) à sua cidade natal, dando origem ao actual Museu Ingres. Edgar Degas, um grande colecionador de suas pinturas, compartilhou a opinião de Henri Lapauze, quando este interpretou as criações de Ingres, como sendo a fonte da modernidade francesa. As  suas obras exerceram influência sobre o trabalho de Matisse, Picasso e Derain, entre outros mestres modernos. Na sua carreira encontrou grandes sucessos e grandes fracassos, mas é considerado hoje um dos mais importantes nomes da pintura do século XIX.

Retrato de Joséphine-Éléonore-Marie-Pauline de Galard de Brassac de Béarn (1825–1860), Princesa de Broglie, óleo sobre tela, 1851-1853 - MMA
Retrato de Joséphine-Éléonore-Marie-Pauline de Galard de Brassac de Béarn (1825–1860), Princesa de Broglie (detalhe), óleo sobre tela, 1851-1853 - MMA
Étude pour Le Bain Turc, caneta e tinta castanha; H. : 00,159 m. ; L. : 00,106 m. - Museu do Louvre
Le Bain Turc 1862; H. : 1,08 m. ; L. : 1,10 m. - Museu do Louvre
Le Bain Turc (detalhe), 1862 ; H. : 1,08 m. ; L. : 1,10 m. - Museu do Louvre

Fontes:
http://www.wga.hu/frames-e.html?/html/i/ingres/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Auguste_Dominique_Ingres

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Biografia do fotógrafo e pintor Man Ray

Man Ray, fotografia, gelatina e prata, 1931 - MOMA

Dia 27 de Agosto (aqui)


Emmanuel Radnitsky ou Man Ray (Filadélfia, 27 de Agosto de 1890 - Paris, 18 de Novembro de 1976) foi um fotógrafo e  pintor  americano.


George Biddle pintando o retrato de Man Ray, fotografia, gelatina e prata, 1941 - Museu de Arte de Filadélfia
Ray mudou-se para Nova Iorque ainda criança e adoptou o pseudónimo de Man Ray, logo em 1912. Frequentou aulas de desenho ao vivo no Ferrer Center, sob a orientação de George Bellows e Robert Henri em 1912. Viveu por um tempo na colónia de arte de Ridgefield, onde realizou e ilustrou diversos folhetos como o Gazook de Ridgefield, publicado em 1915. Conheceu o pintor francês Marcel Duchamp em 1915 e colaborou com ele ao iniciar o movimento Dadá em Nova Iorque. 

Self-Portrait Assemblage, fotografia, gelatina e prata, 1916 - Museu J. Paul Getty
The Mime, óleo sobre aglomerado, 1916 - MMA
Promenade, guache sobre prata e gelatina, 1915/1945 - MOMA
The Rope Dancer Accompanies Herself with Her Shadows, óleo sobre tela, 1916 - MOMA
La Femme et son Poisson, Pisces, óleo sobre tela, 1938 - TATE
Foi um influente membro da Internacional Dadá e Surrealistas, que incluía Tristan Tzara, Jean Cocteau, Max Ernst, Dali, Picasso, Paul Eluard e André Breton. Muitas das figuras centrais do surrealismo - Breton, Magritte, Dali - seguiram o seu exemplo no uso de fotografia, além de outros meios de comunicação. A sua primeira exposição individual foi na Daniel Gallery, Nova Iorque em 1916. Começou a fazer pinturas abstractas em 1916, com formas simples e cores vivas, experimentando pinturas com aerógrafo e esculturas-objectos. 

Le Violon d'Ingres, fotografia, prata e gelatina, 1924 - Museu J. Paul Getty
Sem título, fotografia, gelatina e prata, 1929 - MOMA
Sem título, fotografia, gelatina e prata, 1931 - MOMA
The Model, fotografia, gelatina e prata, 1933 - MMA
Female Head, impressão de carbono de duas cores, pigmento aplicado, lápis, 1930 - Museu J. Paul Getty
Aprendeu a fotografar sozinho, a fim de reproduzir as suas próprias obras de arte. Chegando a  Paris em 1921, rapidamente iniciou a sua actividade como fotógrafo, trabalhando para revistas como Vanity Fair e Vogue, além de realizar retratos de diversos artistas. Tornou-se famoso como fotógrafo de retratos, na década de 1920 e 1930. Iniciou a realização de fotogramas a que ele chamou de Rayographs (fotogramas) em referência a si mesmo e imagens em movimento.  

Untitled Rayograph: From the Portfolio "Les Champs Délicieux", (fotograma) gelatina e prata, 1922 - Museu J. Paul Getty
Rayograph, (fotograma) gelatina e prata, 1922 - MOMA
Rayograph, (fotograma) gelatina e prata, 1923 - MOMA
Fly and Landscape, fotografia, gelatina e prata, 1935/1936 - Museu J. Paul Getty
Optical Exercise I, fotografia, gelatina e prata, 1942 - Museu J. Paul Getty
Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1940, Man Ray voltou aos Estados Unidos e estabeleceu-se em Los Angeles. Nos Estados Unidos, foi reconhecido principalmente como fotógrafo, embora se tenha dedicado ao cinema, pintura, escultura e outros meios de comunicação em que trabalhou.  Em 1951, Man Ray retornou a Paris. A partir de meados de 1930 e até 1976, pintou regularmente, tendo como inspiração a obra de Chirico e Magritte. Morreu em Paris.

Pablo Picasso, fotografia, gelatina e prata, 1932 - Galeria Nacional de Arte
Salvedor Dali, fotografia, gelatina e prata, 1929 - MOMA
Marcel Duchamp as Rrose Sélavy, fotografia, gelatina e prata, 1920/21 - Museu de Arte de Filadélfia
Still Life, impressão de carbono a três cores, 1933 - Museu J. Paul Getty
Emak Bakia, madeira e pelo de cavalo, 1926/1970 - TATE
Cadeau, ferro e pregos, 1921/1972 - TATE
Fontes:
http://www.getty.edu/art/gettyguide/artMakerDetails?maker=2036
http://www.moma.org/collection/browse_results.php?criteria=O%3AAD%3AE%3A3716&page_number=&template_id=6&sort_order=1

sábado, 25 de agosto de 2012

Teatro Nacional de São Carlos/Monumento Nacional - visita virtual

Fachada principal do Teatro Nacional de São Carlos/Monumento Nacional - IGESPAR


Visite o Teatro, aqui



O projecto do Teatro de São Carlos, encomendado ao arquitecto José da Costa e Silva, surge encabeçado por um grupo de capitalistas de Lisboa, que contaram com o apoio do Intendente Diogo Pina Manique. Pretendia-se dotar a capital de um teatro lírico portador dum novo espírito, diferente do antigo teatro de corte, com entrada por convite, na medida em que quem pagava bilhete tinha automaticamente lugar assegurado. Este teatro, homenagem a D. Carlota Joaquina, foi construído em apenas sete meses, sendo solenemente inaugurado a 30 de Junho de 1793, durante a governação de D. João VI, filho de D. Maria I. A nível planimétrico inspira-se no Teatro de S. Carlos de Nápoles, obra de Medrano datada de 1737 - destruído por um incêndio -, embora a fachada se baseie no Scalla de Milão, de Piermanini (discípulo de Vanvitelli), construído entre 1776 e 1778.

Teatro Nacional de São Carlos, no dia da récita de gala das comemorações centenárias, 1940 - O Teatro de São Carlos foi construído entre 1792 e 1793, com projecto de José Costa e Silva, é um dos primeiros edifícios neoclássicos, senão o primeiro que se construiu em Lisboa. A fachada é inspirada na do Teatro Alla Scala de Milão do Arquitecto Piermarini construído em 1776. Trata-se de uma fachada sóbria de três andares, com um pórtico de arcos de volta perfeita - Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa.
O nosso teatro (TNSC), de planta longitudinal, composta, com volumes articulados e cobertura diferenciada, apresenta o frontespício dividido em três corpos, dois pisos sobrepostos sobre mezanino, e um terceiro sobre o corpo central. É precisamente, este corpo que revela, ao nível do piso térreo, uma loggia composta de três arcos frontais e um lateral, em volta perfeita, coroado por um terraço perfeito de balaustrada de cantaria, cujas janelas se encontram emolduradas por parastase, que suporta uma cornija destacada. Possuem, ainda, um coroamento constituído por painéis com inscrição e dois altos relevos.
Ao nível do terceiro piso, este mesmo corpo central apresenta um relógio envolvido por grinaldas e duas janelas, sendo todo ele encimado por dois pináculos e um brasão. 

Relógio da Fachada - TNSC
Brazão da Fachada - TNSC
No interior, é de realçar a sala de espectáculos, de planta elíptica com cinco ordens de camarotes, animados pelo brilho da talha dourada que, a par com as escadarias de largas proporções, os mármores da tribuna ou a decoração do Salão Nobre, concorrem para a criação duma atmosfera mais próxima do barroco. No andar térreo, junto às escadarias, situa-se a bilheteira. Na decoração, participaram diversos artistas plásticos e arquitectos importantes. São de realçar as pinturas atribuídas a Wolkmar Machado - pinturas do tecto da entrada e do pano da boca de cena, Manuel da Costa - tecto do salão, Giovanni Appiani - tribuna real.

Teatro Nacional de São Carlos, escadaria, ant. 1946. Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa.
Teatro Nacional de São Carlos, corredor. Foto de Domingos Alvão - Arquivo Municipal de Lisboa
Camarotes - TNSC
Pormenor do Tecto da Sala Principal - TNSC
O largo fronteiro - Largo de São Carlos - foi recuperado como espaço de passeio e lazer, incluindo uma esplanada. Ocasionalmente, têm sido transmitidas récitas, em directo, para o Largo ("Teatro ao Largo") através de uma tela gigante e de um sistema de som especialmente montados para o efeito. 
No TNSC estrearam óperas de compositores como: Rossini, Donizetti, Bellini, Verdi, Wagner, Puccini, Mussorgski, Debussy, Richard Strauss, Rui Coelho, Alban Berg, António Pinho Vargas, Azio Corghi, Alfredo Keil…
O primeiro empresário do Real Teatro de São Carlos foi o italiano Francesco Lodi e na ópera inaugural cantou-se "La Ballerina Amante", de Cimarosa.
Vista geral da sala de espectáculos - IGESPAR
Teatro Nacional de São Carlos, camarote real - Arquivo Municipal de Lisboa
Pormenor de um dos grupos escultóricos do camarote presidencial - IGESPAR
Pormenor decorativo do camarote presidencial - IGESPAR
Datas significativas:

1793
Inauguração do Real Teatro de São Carlos, a 30 de Junho.
1796
Conclusão do Salão das Oratórias, hoje Salão Nobre.
1828/34
Encerramento motivado pela Guerra Civil.

1836
Gustav von Heeringen na noite de gala por ocasião das núpcias da rainha D. Maria II com Fernando de Saxe-Coburgo, em 1836, terá dito "É verdadeiramente um palco exemplar"
1850
Instalação da iluminação a gás.
1887
Instalação definitiva da iluminação eléctrica.
1888
Integração de um edifício contíguo (hoje o n.º 9 da Rua Serpa Pinto) para camarins, salas de ensaio, costura e guarda-roupa, etc.
1890
Colocação de uma cortina de ferro entre o palco e a sala.
1912/20 - O Teatro permanece quase sempre encerrado, não se realizando espectáculos de ópera.
1935
Encerramento de Teatro.
1938/40
Obras de restauro dirigidas por Guilherme Rebelo de Andrade.
1943
Festivais Comemorativos do 150.º Aniversário do Teatro Nacional de São Carlos com um programa totalmente nacional.
1977
Criação da Companhia Nacional de Bailado.
1982/83
Criação da Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional de S. Carlos. 
1993
Comemorações do bicentenário do Teatro Nacional de S. Carlos.
2010/11
No âmbito das comemorações do centenário da República Portuguesa, é apresentada, em versão de concerto, a ópera Dona Branca do compositor português Alfredo Keil.
Salão Nobre - TNSC
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Nacional_de_S%C3%A3o_Carlos
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/71093/
http://www.infopedia.pt/$teatro-de-s.-carlos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

150º aniversário do compositor francês Claude Debussy

Claude Debussy pintado por Marcel Baschet, 1884
Claude-Achille Debussy (22 de Agosto de 1862 - 25 de Março de 1918) foi um compositor francês.  Juntamente com Maurice Ravel, foi uma das figuras mais proeminentes  no campo da música impressionista, embora ele mesmo não gostasse do termo quando aplicado às suas composições. O impressionismo de Debussy residiria no carácter fluido e vago, dos seus joguinhos harmónicos subtis, em que a melodia parecia dissolver-se. Essa fluidez era apenas aparência, como depois se viu. A melodia não se dissolveu propriamente, mas libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Debussy não seguiu também as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, às pausas, ao contraste entre os registos. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua última fase. Por isso foi incompreendido. O que não lhe desagradaria, pois ele mesmo propôs, certa vez, a criação de uma 'sociedade de esoterismo musical'.
Em França,  foi feito Cavaleiro da Legião de Honra em 1903. Uma figura crucial na transição para a era moderna na música ocidental, continua sendo um dos mais famosos e influentes de todos os compositores
.


Clair De Lune - Claude Debussy (Fantasia - Disney)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Representação portuguesa na 13ª Mostra Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia


A exposição que irá representar Portugal na 13ª Mostra Internacional de Arquitectura, La Biennale di Venezia, intitula-se Lisbon Ground – um projecto criado e desenvolvido pela comissária designada, a arquitecta Inês Lobo, que responde assim ao tema base lançado pelo comissário da Bienal de Veneza – Common Ground.

Segundo Inês Lobo,  “o conceito desta exposição tem Lisboa como foco principal, sob uma perspectiva da cidade como território comum numa das possíveis traduções do tema base Common Ground, “território de saberes, território comum a um grupo de pensadores onde se incluem pessoas da Arquitectura, do Cinema, da Fotografia, da Literatura…”.

Assim, em Lisbon Ground a Cidade apresenta-se declinada em três temas – Lisbon Downtown, Lisbon River, Lisbon Connections.

Os três temas nascem de discussões e reflexões sobre um conjunto de projectos e obras concretas que partilham um território e tema comuns – Lisboa – os quais tiveram a participação de um grupo de arquitectos de referência como Álvaro Siza Vieira, Bárbara Rangel, Eduardo Souto Moura, Francisco Mateus, Gonçalo Byrne, Joana Vilhena, João Carrilho da Graça, João Favila Menezes, João Gomes da Silva, João Nunes, João Pedro Falcão de Campos, João Simões, José Adrião, Manuel Graça Dias, Manuel Mateus, Manuel Salgado, Paulo Mendes da Rocha, Pedro Domingos, Ricardo Bak Gordon, Ricardo Carvalho, Rui Furtado e Rui Mendes.
 
As obras em análise reflectem vinte e quatro anos de intervenção na cidade, pelo que esse é o tempo sobre o qual se debruçaram estas reflexões (1988-2012), que são a matéria-prima das diferentes peças que constituem a exposição:
 
  • Vídeo de Catarina Mourão, projeção do registo das conversas de três mesas redondas onde se discute a cidade a partir dos temas propostos, bem como dos desenhos produzidos pelos oradores durante esses debates;
  • Mapa de Lisboa sobre “os espaços entre” registo síntese da cidade em 2012;
  • Fotografias de Duarte Belo, que representam e sintetizam a complexidade envolvida do desenho da cidade e, simultaneamente, afirmam Lisboa como uma metrópole plurissignificante no contexto de uma cultura urbana europeia;
  • Testemunho sobre a cidade através de uma seleção de textos de Antonio Tabucchi ditos pelo ator italiano Marco Baliani.

Para a Comissária Inês Lobo “se pensarmos nas cidades como sistemas complexos e hoje disfuncionais, mas que continuam sem dúvida a ser uma das maiores invenções do homem, urge devolvê-las a quem as inventou. Repor esses sistemas em funcionamento obriga a refletir sobre: espaço público, espaço privado, acessibilidade/mobilidade, programas, proximidade conforto. Este exercício implica o reconhecimento/entendimento da cidade, a invenção de um modo de a habitar que seja o deste tempo”.

Precisamente para promover uma perspectiva de futuro, a exposição Lisbon Ground inclui ainda a realização de um concurso público internacional de conceção relativo à elaboração do projeto para o Campo das Cebolas/Doca da Marinha, na Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina, através de uma parceria com a Câmara Municipal de Lisboa.

A 13ª Mostra Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia, realiza-se de 29 de Agosto a 25 de Novembro de 2012. A exposição de representação portuguesa estará situada no edifício da Fondaco Marcello, localizado junto do Grande Canal,  entre a ponte de Rialto e a ponte da Academia, um espaço com entrada directa pelo Grande Canal, para quem pretende chegar de barco, e com outro acesso pela via pedonal.