George Eastman (12 de Julho de 1854 em Waterville - 14 de Março de 1932, em Rochester) era filho de Maria Kilbourn e George Washington Eastman. Vivia com os seus pais e duas irmãs em Waterville, a uns 30 quilómetros ao sul de Utica, no estado de Nova Iorque. Pobre e ainda jovem, assumiu a responsabilidade de cuidar da sua mãe, viúva, e das suas duas irmãs. Depois de trabalhar em diversos locais, mudou-se para a indústria fotográfica, em 1880, dedicando-se ao desenvolvimento de placas fotográficas secas.
Eastman foi o inventor do primeiro filme em forma de rolo, patenteado em 1884, e da primeira câmera fotográfica que usa rolo de filme. Em 1888, George Eastman regista a marca comercial Kodak e recebe a patente pelasuacâmera que usa rolo de filme - em 4 de Setembro de 1888, com o número de patente: 388850. Esta câmera, vocacionada para fotógrafos amadores, era um aparelho fotográfico portátil em forma de caixa, munido de um rolo de filme com capacidade para cem fotografias.
Em 1892
fundou a Eastman Kodak Company e dedicou-se à comercialização de
máquinas fotográficas cada vez mais manuseáveis, como o caso da famosa
Bownie (1900). A empresa também fabricou o filme flexível transparente
criado por Eastman em 1889, que foi fundamental para o desenvolvimento
posterior da indústria cinematográfica.
George Eastman com uma câmera Kodak, a bordo do SS Gália - foto de Frederick Igreja Fargo, 1890
Eastman acreditava na importância da publicidade tanto para a empresa como para o público. Ele próprio redigiu a publicidade dos primeiros produtos da empresa, que eram anunciados nos jornais e periódicos da época. Posteriormente, as agências publicitárias divulgaram as suas ideias em revistas, jornais, cartazes e outdoors exibindo a marca Kodak. Para o lançamento da câmera Kodak nº 1, em 1888, Eastman criou o slogan "Você aperta o botão, nós fazemos o resto", que depressa ficou conhecido. A publicidade era divulgada por todo o mundo. Eastman vendeu um produto e um modo de vida, registado em todos os momentos por uma câmera Kodak. Em 1897, a palavra Kodak aparecia num dos primeiros painéis luminosos na Trafalgar Square em Londres.
Pela primeira vez, e graças
ao génio criativo de Eastman, surgia uma máquina
fotográfica simples e acessível. Qualquer pessoa podia tirar fotos com o
simples pressionar de um botão.
It is Kodak Simplicity.Anúncio Kodak, 190? Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
Take a Kodak with you.Anúncio Kodak, 1901 Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
The Boy with a Brownie.Anúncio Kodak, 1903 Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
Eastman foi um dos filantropos mais importantes do seu tempo. Durante a sua vida, Eastman fez doações monetárias para várias organizações, mas a maior parte do dinheiro foi para a Universidade de Rochester e para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A sua preocupação genuína com a educação dos afro-americanos, concretizou-se no Instituto de Hampton e no Instituto de Tuskegee Em 1918, favoreceu a criação da Escola de Música Eastman na Universidade de Rochester , e em 1921 uma escola de medicina e odontologia no mesmo local.
Vacation Days are Kodak Days.Anúncio Kodak, 1904. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
If it isn't an Eastman, it isn't a Kodak.Anúncio Kodak, 1905. Ilustrador, Alonzo Kimball. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
KodaK.Anúncio Kodak, 1906. Ilustradora, Elizabeth Shippen Green. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
Quando realizava viagens pela Europa, Eastman visitava as galerias de arte, adquirindo progressivamente obras de arte. Como resultado a sua casa transformou-se numa galeria, com um dos mais belos acervos particulares de arte. Na sua antiga casa na 900 East Avenue, em Rochester, Nova Iorque, foi inaugurado o George Eastman House International Museum of Photography e Cinema em 1949, que foi designado como património nacional.
Nos últimos anos de vida, Eastman sofria de dores intensas, causadas por um distúrbio que lhe afectava a coluna vertebral. Passou os dois anos finais de vida numa cadeira de rodas. Suicidou-se em 14 de Março de 1932. O seu funeral foi realizado na Igreja Episcopal de São Paulo em Rochester. Foi enterrado nas terras da empresa que ele fundou no Kodak Parque, em Rochester, Nova Iorque.
A Kodak, Anúncio Kodak, 190?. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
The Kodak Christmas Story.Anúncio Kodak, 1907. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
The Kodak,Anúncio Kodak, 1906. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
All out-doors invites your Kodak.Anúncio Kodak, 1911. Surgimento da publicidade na América, 1850-1920 - Duke University Libraries
As tatoos da minha rua (Carlos Paredes). Largo Oliveirinha, Lisboa Portugal (pub. soamim) - Big Art Mob
O site The Big Art Mob, foi lançado a 31 de Agosto e pretende ser um guia público e interactivo da arte urbana em todo o mundo. O The Big Art Mob não só identifica a arte pública como permite mapeá-la. O projecto pretender ser em pouco tempo o maior mapa de arte urbana do mundo.
Esta base de dados tem já cerca de 12 mil registos, a maioria localizados no Reino Unido. Portugal tem poucas obras registadas, pelo que será proveitoso actualizar esta base de dados. Todos podem colaborar no desenvolvimento deste site publicando um stencil, um graffiti ou uma escultura... Os utilizadores podem adicionar uma imagem e/ou um vídeo, uma descrição e a localização neste site, facilitando a descobreta dessa obra. Através de uma colaboração entre o The Big Art Mob e o Google StreetView, a rua em que a obra está pode também ser "visitada".
Alfie Dennen, responsável pelo site, explicou que arte pública pode ser todo o tipo de obras acessíveis ao público - “ uma peça de um museu que está exposta num espaço público, uma escultura, por exemplo. Ou uma parede com um graffiti”. Para Dennen, o The Big Art Mob é como o outro lado do Google Art Project, que permite ver obras de museus e instituições parceiras e circular pelas galerias de algumas delas.
O projecto é vasto e ilimitado, qualquer pessoa de qualquer parte do mundo pode publicar mais do que um trabalho neste mapa. As obras podem ser pesquisadas no site, pelo nome do artista ou pela localização, desde a morada exacta até à cidade ou apenas ao país.Saber mais em Público. pt, por Cláudia Carvalho.
As tatoos da minha rua (Beatriz Costa), Largo Oliveirinha, Lisboa Portugal (pub. soamim) - Big Art Mob
Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de Setembro de 1886 — São Paulo, 17 de Janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira, uma das figuras principais da primeira fase do movimento modernista brasileiro.
Auto-Retrato [Manteau Rouge] , óleo sobre tela, 1923. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
Tarsila nasceu numa propriedade rural no interior de São Paulo. Era filha de José Estanislau do Amaral Filho e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, e neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário”, em virtude da imensa fortuna acumulada em fazendas do interior paulista. Estudou em São Paulo (Colégio Sion) e, a partir de 1902, em Barcelona, Espanha (Colégio del Sagrado Corazón). Ali, aos 16 anos, pintou "Sagrado Coração de Jesus", o seu primeiro quadro conhecido. Casou com o médico André Teixeira Pinto, em 1906, de quem teve uma filha, Dulce. Separou-se depois do nascimento da sua filha, por incompatibilidade de culturas. Fez escultura com William Zadig e Mantovani em 1916, na capital paulista. No ano seguinte, estuda pintura e desenho com Pedro Alexandrino (1856-1942).
Retrato de Oswald de Andrade, óleo sobre tela, 1922. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Colecção Particular
A Caipirnha, óleo sobre tela, 1923. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Colecção Particular
Viaja em 1920
para Paris, estuda na Académie Julien e frequenta a Academia de Emile
Renard. Em 1922, uma das suas telas foi admitida no Salão dos Artistas
Franceses. No mesmo ano, regressou ao Brasil e juntou-se aos intelectuais
modernistas, formando o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de
Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade.
Um ano depois, novamente em Paris, fez amizade com André Lhote, Albert
Gleizes e Fernand Léger. O poeta Blaise Cendrars, apresentou-a a
Constantin Brancusi, Vollard, Jean Cocteau e Erik Satie
entre outros. Expôs em Paris (com grande sucesso) em 1926 e casou
com Oswald de Andrade.
A Cuca, óleo sobre tela, 1924. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Acervo Musée de Grénoble, França
Estrada de Ferro Central do Brasil, óleo sobre tela, 1924. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Colecção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (SP)
De regresso ao Brasil, iniciou a chamada fase Pau-Brasil, que mergulha na temática nacional, onde surge a fauna e a flora, com cores acentuadamente tropicais. Em 1928, pintou Abaporu, tela que inspira o Movimento Antropofágico, desencadeado por Oswald de Andrade. Tarsila expõe as suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em Julho de 1929. Tarsila e Oswald separaram-se em 1930. Após uma viagem à União Soviética (1933), iniciou uma fase voltada para temas sociais com as obras Operários e 2ª Classe, dando início à pintura social no Brasil. No ano seguinte, participou do Primeiro Salão Paulista de Belas-Artes.
Cartão Postal , óleo sobre tela, 1929. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Coleção Particular
Operários, óleo sobre tela, 1933. Reprodução fotográfica Fábio Praça - Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. Palácio Boa Vista (Campos do Jordão, SP)
O Casamento, óleo sobre tela, 1940. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Coleção Particular
Entre meados dos anos 1930 e meados dos anos 1950, Tarsila viveu com o escritor Luís Martins. Colaborou como cronista de arte no Diário de São Paulo em 1936. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo, realizou em 1954, o painel Procissão do Santíssimo e, em 1956, entregou O Batizado de Macunaíma, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila, 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. De 1936 a 1952, foi colunista da rede Diários Associados. Em 1951, participou da Primeira Bienal de São Paulo e, em 1963, teve sala especial na Sétima Bienal de São Paulo. No ano seguinte, já perto da oitava década de vida, ainda participou da Bienal de Veneza.
Procissão do Santíssimo, estudo, óleo sobre cartolina sobre aglomerado, 1956. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo (SP)
A Primavera, óleo sobre tela, 1946. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Colecção Particular
O Batizado de Macunaíma, óleo sobre tela, 1956. Reprodução fotográfica Romulo Fialdini - Colecção Particular
De 30 de Agosto a 10 de Novembro de 2012, decorre em Veneza na sede do Istituto Veneto di Scienze Lettere e Arti no Palazzo Loredan, a exposição Dell'a estetica surrealista alla cittá cromatica (Da estética surrealista à cidade cromática), com curadoria de Stefano Cecchetto em colaboração com a Fundação Nadir Afonso. A exposição de Nadir Afonso, que decorre por ocasião da Bienal de Arquitectura de Veneza, insere-se num conjunto de iniciativas da Fundação Nadir Afonso, no intuito de comemorar os 90 anos do Mestre, com várias exposições internacionais. (aqui)
Nadir Afonso Rodrigues (Chaves, 4 de Dezembro de 1920) é um arquitecto e pintor português. Diplomou-se em Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto. Obteve uma bolsa de estudo do governo francês, por intermédio de Portini, que lhe permitiu estudar pintura na École des Beaux-Arts de Paris. Até 1948 e novamente em 1951 foi colaborador do arquitecto Le Corbusier. Simultaneamente trabalhou em pintura, servindo-se por algum tempo do atelier de Fernand Léger. De 1952 a 1954 trabalhou com o arquitecto Óscar Niemeyer, no Brasil. Regressou a Paris, retomou contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos sobre a série Espacillimité. Na vanguarda da arte mundial expõe em 1958 no Salon des Réalités Nouvelles, Espacillimités.
Gôndolas(Período Realismo Geométrico) - Fundação Nadir Afonso
Representou Portugal na Bienal de São Paulo, no Brasil, em 1961 e em 1969. Em 1967 recebeu o Prémio Nacional de Pintura e, passados dois anos, o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. A Fundação Calouste Gulbenkian dedicou-lhe uma exposição retrospectiva que foi apresentada em 1970, no Centre Culturel Portugais, em Paris, e posteriormente em Lisboa. No ano de 1974, na Selected Artist Gallerie, em Nova Yorque realiza a primeira exposição individual. A crítica aplaude-o não o poupando a elogios. É condecorado com os graus de Oficial (1984) e Grande-Oficial (2010) da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada de Lisboa (2010).
Gare de Austerlitz, acrílico sobre tela (Período Fractal) - Fundação Nadir Afonso
No mesmo ano, foi realizada uma grande exposição da sua obra, ,no Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto, e, seguidamente, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa. O Museu da Presidência da República dedicou-lhe uma exposição retrospectiva. Em Janeiro de 2009 foi apresentado em Chaves, o projecto da autoria de Siza Vieira da sede da Fundação Nadir Afonso, prevendo-se a sua abertura para 2011.
Fontainebleau I, óleo sobre tela, c. 1962 (Período Perspéctico) - Fundação Nadir Afonso
Espacillimité, guache sobre papel, 1954 (Período Espacillimité) - Fundação Nadir Afonso
Frise Des Coqs, óleo sobre tela, c. 1954 (Período Egípcio) - Fundação Nadir Afonso
Em Dezembro de 2010, já com 90 anos, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, por mérito artístico. Está representado em colecções do Estado, nos Museus Soares dos Reis, Chiado, Fundação Calouste Gulbenkian (Centro de Arte Moderna), bem como em inúmeras colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.