segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aniversário de Auguste Rodin, com homenagem no Google

Auguste Rodin, 1891. Foto de Félix Nadar (1820-1910)

Auguste Rodin é hoje homenageado pelo Google com um logótipo especial, no dia em que assinala o 172º aniversário do escultor francês.



François-Auguste-René Rodin ou simplesmente Auguste Rodin (Paris, 12 de Novembro de 1840 — Meudon, 17 de Novembro de 1917) foi um escultor francês.
As primeiras esculturas de Rodin foram feitas na cozinha da mãe, com a massa que ela usava para fazer o pão. Aos 15 anos já manifestava grande talento. Foi aluno de Jean-Baptiste Carpeaux na Escola de Artes Decorativas e de Antoine-Louis Barye no Museu de História Natural, dois escultores a quem admirava e que acabaram  por o influenciar. Depois de completar os seus estudos na escola de arte conhecida como a "Petite Ecole", Rodin trabalhou para vários mestres, o mais importante dos quais foi Albert-Ernest Carrier-Belleuse. Na peça de cerâmica Pedestal de Titans, Rodin modelou as figuras masculinas que adornam o pedestal projectado pelo seu mestre Albert-Ernest – este suporte para um vaso decorativo foi convertido numa edição limitada. Devido às suas origens modestas, ganhou a vida como ornamentista, modelador e cinzelador, combinando o trabalho profissional com a sua dedicação à escultura.

Retrato de Victor Hugo, vista de três quartos, ponta-seca, gravura, 1884 - Museu Rodin, Paris
Busto de Victor Hugo, conhecido como o busto do ilustre mestre, bronze, 1883 - Museu Rodin, Paris

Pedestal de Titãs, cerâmica vidrada, 1878/1882 - Museu Rodin, Paris

A exemplo do que aconteceu diversas vezes com grandes artistas, a primeira obra de Rodin, O Homem de Nariz Quebrado (1864), não foi aceite no Salão de Paris. As esculturas de Rodin iriam continuar a causar, por algum tempo, a rejeição da opinião pública, como ocorreu com a obra Estátua de Balzac, um monumento excessivamente inovador que causou alguma indignação quando foi inaugurado em 1898. No ano de 1875, Rodin conheceu Meunier e realizou uma viagem a Itália, de importância fundamental para a sua futura estatuária. Interessou-se principalmente pela obra de Miguel Ângelo, mais precisamente pela escultura. No regresso, o escultor visitou e estudou as catedrais góticas. Em resultado do seu contacto com o mestre do Renascimento criou a Idade do Bronze, que apresentou no Salão de Paris (1877), onde causou um escândalo pelo intenso realismo. Finalmente em 1881, quando expôs São João Baptista, o seu talento foi reconhecido pelo público e pela crítica.


A Idade de Bronze, bronze, 1877 - Museu Rodin, Paris

São João Baptista, bronze, 1880 - Museu Rodin, Paris
Estátua de Balzac, bronze, 1898 - Museu Rodin, Paris
Crepúsculo dourado sobre as dunas na floresta de Soignes, óleo sobre papel, montado em cartão, 1871/1877 - Museu Rodin, Paris

Os Portões do Inferno, considerada uma das suas melhores esculturas, ocupou um lugar incomparável na obra de Rodin. Neste projecto - encomendado pelo estado francês - Rodin trabalhou vários anos, criando mais de 200 figuras e grupos, inspirados na Divina Comédia. Destinada ao futuro Museu de Artes Decorativas de Paris, que nunca chegou a acontecer, a obra ficou incompleta. Durante o resto da sua vida profissional, esta obra influenciou muitas das suas criações posteriores. A célebre escultura O Pensador, é um fragmento desse conjunto. Aceitou a tarefa de levantar o monumento Os Burgueses de Calais, uma obra de conteúdo dramático, enquanto trabalhava em Os Portões do Inferno.

Os Portões do Inferno, bronze,1880/1890 - Museu Rodin, Filadélfia
In the S... lápis, caneta e tinta, aguada tinta e guache sobre papel montagem em papel pautado de um livro, 1880. Esta obra é um dos desenhos de aguada de guache ou tinta que Rodin realizou enquanto leu a Divina Comédia de Dante, em 1880/83 - Museu Rodin, Paris

O Pensador, bronze, 1902/1904 - Museu Rodin, Filadélfia
Para O Beijo (1886), outra escultura famosa de Rodin, teve como modelo a escultora Camille Claudel, sua apaixonada e colaboradora. Depois de participar na Exposição Universal de Paris, em 1900, Rodin desfrutou de um crescente reconhecimento do público. Posteriormente, continuou a criar diferentes obras com destaque para os retratos e monumentos públicos como Victor Hugo e Balzac.
Rodin percorreu na escultura, um caminho semelhante aos impressionistas. As superfícies eram quebradas para dar novos efeitos de luz e sombra. Deixando partes inacabadas, imprimia na escultura a ideia de que a estátua brotava da pedra. Em conjunto com os métodos de expressão inovadores, continuou a utilizar um estilo de representação da figura que evocava as imagens heróicas tradicionais. As suas obras alcançaram grande relevo nos mercados de arte europeu e americano. Hoje em dia a obra de Rodin pode ser admirada nos museus mais importantes do mundo. Tem um museu em Paris dedicado à sua obra e vida o Musée Rodin, e  em Filadélfia  o Rodin Museum. Encontra-se sepultado no Museu Rodin, Meudon, Paris em França.

Menina com flores na cabeça, terracota, 1870 - Museu Rodin, Paris
O Beijo, mármore, 1882 - Museu Rodin, Paris


Busto de Madame Vicunha, mármore, 1888 - Museu d'Orsay
Eterno Ídolo, gesso, 1890/1893 - Museu Rodin, Paris 
A Mão de Deus, mármore, 1907 - Museu Metropolitano de Arte
Nu com Drapeados, aguarela e grafite sobre papel de teceu marfim, n. d. - Instituto de Arte de Chicago
Hanako, grafite, caneta e tinta castanha, guache e traços de giz vermelho, c. 1908 - Museu Metropolitano de Arte
Busto de Hanako, gesso, 1907/1911 - Museu Rodin, Paris
Rodin - Eva, 1907. Autochrome de Edward Steichen - Museu Metropolitano de Arte


Fontes:
http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1927-biografia-9,00.jhtm
http://www.biografiasyvidas.com/biografia/r/rodin.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Rodin
http://www.musee-rodin.fr/

domingo, 11 de novembro de 2012

Castanhas e São Martinho

Ouriços com castanhas - Multiply

No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

O dia de São Martinho está associado a castanhas. Falar em castanhas faz-nos recordar o vendedor de castanha assada e o bom cheirinho que emana pelo ar. 
As imagens, documentam a venda de castanha, através dos tempos. Bom São Martinho!!
Vendedora de castanha assada, gravura original in Henry L'Evêque, Costume of Portugal, 1814. Editora, Messrs. Colnaghi and Company, 1814 - Biblioteca de Arte FCG
Vendedor de castanha assada, 1907. Rua da Santa Catarina, Lisboa. Foto de Benoliel, Joshua - Arquivo Municipal de Lisboa
Vendedor de castanha assada, 1966. Lisboa. Foto de Armando Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Castiçal de Natal, reciclado

1- Castiçal decorado com pérolas.


Esta é uma sugestão de castiçal para velas de grande formato. É realizado com material reciclado: embalagens de iogurte e CD/DVD.

Material necessário: 

- 5 embalagens de iogurte (sólido);
- 2 CD's ou DVD's;
- Pistola de cola a quente;
- 1 lata de spray dourado;
- X-acto;
- Caneta para acetato;
- Material para a decoração (pérolas, pinhas, botões, bijutaria...);
- Jornal ou plástico para protecção do local de trabalho. 

2 - Material
Passo a Passo:

1 - Lave, retire os rótulos e enxugue as embalagens. 

2 - Coloque uma embalagem invertida sobre cada um dos CD's e faça o contorno com a caneta ( foto 3).

3 - Contorno da embalagem  sobre o CD.
3 - A cola a quente adere melhor em superfícies com textura. Para que o castiçal fique resistente, faça pequenos sulcos com o x-acto, sobre as superfícies a colar (fundo, rebordo das embalagens e contorno desenhado nos CD's).

4 -  Aplique a cola a quente ( fundos, rebordo das embalagens e CD's) sobre a peça a colar, unindo imediatamente.

4 - Aplicação de cola.
5 - A ordem da sobreposição das peças é a da foto 5.
5 - Sobreposição das peças que formam o castiçal.
6 - Coloque o jornal ou plástico sobre o local de trabalho e pinte o castiçal com duas camadas de tinta. Entre cada camada o tempo de secagem é o aconselhado pelo fabricante.

6 - Castiçal pintado.
7 - A partir deste passo, a imaginação não tem limites... Deixo aqui algumas sugestões de decoração, com materiais bem acessíveis.

7 - Castiçal decorado com botões, pintados de prateado.
8 - Castiçal decorado com "contas" e "bolas de Natal".
Detalhe do castiçal da foto 8
9 - Castiçal decorado com pérolas, contas e prendinhas.
Detalhe do castiçal de foto 9
10 - Castiçal decorado com "contas", pinhas e "bolas de Natal"
Detalhe do castiçal da foto 10


Veja outras sugestões, aqui e aqui.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Biografia do artista plástico Caran D'Ache

Retrato de Caran d'Ache, c. 1900. Foto de Paul Nadar - Museu d'Orsay
Emmanuel Poiré  (Moscovo, 6 de Novembro de 1858 - Paris, 26 de Fevereiro de 1909), ilustrador, desenhador e caricaturista, nasceu e foi educado na Rússia.  Adoptou o pseudónimo "Caran d'Ache" que provém do russo karandash (карандаш), que significa lápis. Sendo neto de um dos oficiais de Napoleão Bonaparte que foi ferido na Batalha de Borodino, permaneceu na Rússia até à morte do seu avô. 
Em 1877, Caran d'Ache viajou para França, obteve a nacionalidade desse país e alistou-se no exército durante cinco anos. O principal trabalho que lhe atribuíram no exército, foi o desenho de uniformes. Colaborou  no jornal, A vida militar, com uma série de ilustrações, entre elas, algumas caricaturas engraçadas sobre o exército alemão,  demonstrando a sua familiaridade com alguns detalhes militares.

Desenho satírico de Bismarck e Kaiser, grafite sobre papel (Kaiser Wilhelm está de pé no centro, com as vestes imperiais, segurando na mão direita uma coroa de louros no ar, Bismarck está à esquerda em pé, segurando um bastão) - Museu Britânico
Um risco perigoso. Caricatura de Le Figaro publicada numa revista italiana, 1878 - Biblioteca Britânica
Fantasia, cartaz. Litografia, 1888 - Biblioteca Municipal de Lyon
Ao apresentar em 1886, dentro do cabaré Chat Noir, em Montmartre, o teatro de sombras chinesas L'épopée (épico) - uma série de mais de dois mil retratos das campanhas napoleónicas - adquire uma reputação considerável. Caran d’Ache desenhou cada personagem, cada cena e os desenhos das silhuetas nas placas de zinco.
Trabalhou em periódicos como: La Vie Parisienne, Le Figaro Illustre, La Caricatura, Lundi du Figaro, Le Rire... Realizou as ilustrações do escândalo político Caso Dreyfus (1894),  álbuns de croquis militares e ilustrações de diversos livros.

Imagem anti-semita. O agricultores oprimidos antes da Revolução francesa pela nobreza e depois por judeus e maçons,1898.
Teatro de L'Épopée, litografia, 1885-1900 - Biblioteca Municipal de Lyon
Dentro do cabaré Chat Noir, com a projecção do teatro de sombras L'épopée (épico), impressão, 1886. Montmartre, Paris - Biblioteca Britânica
Caran d'Ache foi um dos mais importantes ilustradores franceses do século XIX, sendo considerado dos primeiros na utilização de tiras de ilustrações narrativas em jornais. 
Faleceu em Paris no dia 26 de Fevereiro de 1909 com a idade de 50 anos.
O fabricante de materiais de escrita e artes da Suíça, adoptou o nome do ilustrador Caran d'Ache para e empresa.
Exposição Russa, litografia, 1895 - Biblioteca Municipal de Lyon
Capa de uma edição especial do "Le Rire" viagem do Presidente Loubet à Rússia
 Artigo sobre o artista plástico Caran d'Ache, na revista mensal ilustrada "Serões", nº 29 de Novembro de 1907. Ler artigo completo aqui  - Hemeroteca Digital das Bibliotecas Municipais de Lisboa

Cinco modelos para as estações do ano, caneta com aguada - Museu Victoria e Alberto
Fontes:
http://www.1911encyclopedia.org/Caran_d'Ache
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Seroes/SeroesSII-vol5.htm