domingo, 25 de novembro de 2012

Calendário de Advento com material reciclado

1 - Calendário de Advento
A partir do dia 1 de Dezembro entramos em contagem decrescente até ao Natal. O Calendário de Advento com surpresas diárias, encanta crianças e adultos; coloque gulodices, bilhetes com mensagens, folhetos com a indicação do autor e título das imagens que seleccionou, poemas... 
Para a recolha das imagens sugiro a visualização do Calendário de Advento (dividido por 24 dias) que publiquei aqui no blog, em 2011.

Na realização deste calendário, incluí embalagens recicladas / reutilizadas de Tetra Pak (200 ml) e criei 3 estrelas de oito pontas. A cada ponta das estrelas, corresponde um dia do calendário e uma imagem relacionada com a quadra natalícia, num total de 24. As estrelas do centro reforçam o efeito da organização das embalagens.
 
2 - Material
Material necessário:

- 3 telas para pintura com a medida 300mm x 300mm;
- 24 embalagens recicladas de Tetrapack (200 ml);
- 2 embalagens recicladas de Tetrapack (1000  ml), planificadas;
- 1 lata de tinta ou spray dourado (pequena);
- 1 lata de tinta ou spray prateado (pequena);
- 1 tesoura;
- 1 régua e esquadro;
- 1 lápis ou lapiseira;
- 1 pincel espatulado nº 13;
- Cola;
- Fita para embrulho ou outra, prateada;
- 9 ganchos roscados fechados;
- 3 estrelas com 100 mm ou 11 mm de diâmetro;
- Folhas de papel para base de trabalho;
- 4 folhas de papel A4 branco.

3 - Traçado das diagonais na tela pintada
Passo a passo:

1 - Corte a parte superior das embalagens (200 ml) em triângulo, imagem 2.

2 - Sobre a folha de trabalho coloque as telas e as embalagens (200 ml). Pinte com a tinta ou spray dourado 2 telas e 16 embalagens; pinte com a cor prateada 1 tela e 8 embalagens.

3 - Enquanto a tinta seca, construa um octógono em papel:

4 - Medianas e diagonais do quadrado.
a) Numa folha de papel A4, faça um quadrado de 210 mm de lado; dobre para obter as medianas e as diagonais, imagem 4.

5 - Quadrado dobrado em 4 partes
 b) Dobre o quadrado em 4 partes iguais, imagem 5.

6 - Quadrado dobrado pela linha diagonal
 c) Dobre o quadrado pela linha diagonal (AB) obtendo a forma de triângulo, imagem 6.

7 - Marcações de 70 mm

d) Marque 70 mm a partir do vértice B, na base e no lado do triângulo, imagem 7.

8 - Segmento de recta
e) Trace um segmento de recta unindo os dois pontos marcados anteriormente.

9 - Corte do papel excedente
f) Com a tesoura corte o papel excedente, imagem 9. Desdobre e obtém um octógono, imagem 10.

10 - Octógono
4 - Com a régua e o lápis, trace as diagonais em cada uma das telas quadradas, imagem 3.

11 - Molde do octógono sobre a tela
5 - Coloque o molde do octógono sobre uma tela, faça coincidir as linhas ou o centro e com a ajuda da régua trace os 8 lados. Repita o processo nas outras 2 telas.

12 - Colocação dos ganchos

6 - Na tela do meio, coloque os ganchos a uma distância de 60 ou 70 mm de cada lado horizontal paralelo. Nas outras telas, coloque-os num dos lados horizontais. A tela superior terá também um gancho para suspender na parede.

13 - Colagem da estrela no centro do octógono
7 - Coloque uma estrela no centro do octógono e cole. Repita o processo nas outras duas telas.

14 - Colagem de um rectângulo na base de uma embalagem
8 - Desenhe 24 rectângulos com a medida da base das embalagens (53 mm x 33 mm), sobre a Tetrapack planificada (1000 ml). Recorte e cole um rectângulo na base de cada caixa, imagem 14.

15 - Colagem da imagem
16 - Colagem da imagem
9 - Recorte as imagens que seleccionou e cole uma em cada embalagem. Tenha atenção à posição da caixa na tela, imagens 15, 16 e 17.

17 - Estrela de 8 pontas e caixas Tetrapack formando estrela
10 - Coloque 8 caixas sobre uma das tela, fazendo coincidir o fundo das embalagens com o desenho do octógono (imagem 13). Cole as caixas douradas sobre as telas da mesma cor. Proceda da mesma forma com as caixas e tela prateadas.

18 - Colocação dos laços de fita.
11 - Passe a fita por dentro dos ganchos e suspenda as telas atando-as com laços. As telas devem ficar afastadas para que as caixas não se toquem.

19 - Colocação de "surpresas" dentro das caixas
12 - Para que as "surpresas" não caiam das caixas que estão viradas para o chão, aconselho a embrulhá-las em bastante papel de seda. Quanto às mensagens, poemas ou outros, ficarão mais seguros se fizer um rolinho com o papel, imagem 19.

sábado, 24 de novembro de 2012

Decorações de Natal - Estrelas recortadas


1 - Pirâmide triangular com estrela em relevo.
Com a proximidade do Natal pensamos em decorações originais. Aqui ficam sugestões de decorações em forma de pirâmide, para pendurar na  Árvore de Natal, nos embrulhos, na porta... ou onde a imaginação o (a) levar! Com exactidão e criatividade pode realizar formas verdadeiramente ornamentais.

2 - Pirâmide triangular com estrela recortada.

 Material necessário:


3 - Material

- Papel de 200g ou cartolina (dourado);
- Papel de 200g ou cartolina (prateado);
- Lápis ou lapiseira.
- Tesoura;
- X-acto;
- Régua;
- Esquadro;
- Compasso;
- Dobradeira;
Fio prateado ou dourado.

4 - Segmento de recta e arco de circunferência.

Passo a passo:

Na primeira fase, comece por construir um triângulo equilátero:

1 - Trace um segmento de recta com 16 cm, utilizando a régua, o lápis e o esquadro. Marque os pontos A e B. Com o compasso (abertura 16cm) trace dois arcos de circunferência que se devem cruzar (C), imagens 4 e 5.
5 - Construção do triângulo equilátero.
2 - Trace 2 segmentos de recta para unir os pontos A e B a C. Utilize a régua e o lápis (imagem 5).

6 - Traçado de 4 triângulos equiláteros.

3 - Sobre os 3 lados do triângulo equilátero marque os pontos médios (8cm) e una-os entre si de forma a obter 4 triângulos (imagem 6). 

Na segunda fase, já com a pirâmide planificada, desenhe os motivos decorativos em cada face.

7 - Motivo para a decoração da pirâmide.
8 - Motivo para a decoração da pirâmide
9 - Motivo com estrela de seis pontas, repetido nas 4 faces da pirâmide planificada.

4 - Escolha um dos motivos e desenhe-o com exactidão nas 4 faces triangulares. Utilize o compasso, a régua e o lápis (imagens 7, 8 e 9 ).

10 - Motivo da imagem 7, repetido nos 4 triângulos que formam a pirâmide planificada.

5 - Para realizar os desenhos geométricos de cada face com exactidão, una cada vértice do triângulo ao ponto médio do lado oposto (mediana), imagem 10.

 Na terceira fase, recorte, dobre e construa a pirâmide.

11 - Recorte
6 - Com uma tesoura ou um x-acto, recorte os motivos de cada face. O traço a cheio indica recorte. O tracejado indica dobragem, imagens 10 e 11.

12 - Dobragem e vincagem das 4 faces da pirâmide
7 - Com a régua e a dobradeira, dobre e vinque as 4 faces da pirâmide, imagem 12.

13 - Dobragem e vincagem das estrelas
8 - Com a dobradeira, dobre e vinque para o exterior conforme o tracejado o motivo da estrela, imagem 13.



9 - Através dos três vértices soltos, introduza um fio, dê forma à pirâmide e suspenda-a.

14 - Decorações suspensas

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Biografia do pintor Columbano Bordalo Pinheiro

Auto-retrato, óleo sobre madeira, 1904 - Museu do Chiado MNAC

Columbano Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21 de Novembro de 1857 — Lisboa, 6 de Novembro de 1929) foi um dos maiores artistas plásticos portugueses. Pintor naturalista e realista.  
Filho do pintor, escultor e gravador Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de sua esposa Augusta Maria de Carvalho Prostes, foi educado num ambiente de preocupações artísticas. A sua primeira e mais marcante escola foi a oficina do pai. 
Ingressou na Academia de Belas-Artes de Lisboa aos 14 anos de idade, onde cursou desenho e pintura histórica. Na Academia, foi discípulo do escultor Simões de Almeida e do mestre Ângelo Lupi, tendo feito o curso em quatro anos em vez dos curriculares sete.

Família do artista (ao centro o pai desenhando, e ao lado a mãe), lápis sobre papel, 1880-1885. Museu do Chiado MNAC
Auto-retrato, óleo sobre madeira, 1884 - Museu Grão Vasco
Auto-retrato e gatos, lápis sobre papel, 1898 - Museu do Chiado MNAC
Rejeitado em dois concursos para bolseiro do Estado em Paris, citado pela crítica que se divide em opiniões contrárias, tendo quem acuse a sua paleta de tons sujos e esverdeados e a falta de acabamento dos seus quadros, organizou em 1880 uma exposição em conjunto com António Ramalho. Ao expor obras duma ténue análise social, como em Convite à Valsa, o pintor mostra já naturalidade na composição e uma paleta frugal que se intensifica para dar vida a um veludo ou um objecto. 
Partiu para Paris, em 1881, acompanhado da sua irmã mais velha Maria Augusta, beneficiando de uma bolsa de estudo, custeada secretamente por D. Fernando de Saxe-Coburgo (viúvo de D. Maria II) e por a sua segunda esposa, a Condessa d'Edla. Em França, recebeu influências de Manet, Degas, Deschamps entre outros.

Columbano no seu atelier, no Pátio Martel, Lisboa. 1900-1945. Foto de José Artur Leitão Bárcia - Arquivo Municipal de Lisboa (AML)
Convite à Valsa, óleo sobre cartão, 1880-1882. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
A Luva cinzenta (retrato da sua irmã mais velha e madrinha Maria Augusta),óleo sobre tela, 1881 - Museu do Chiado MNAC
Frequentou a Academia de Paris com a mesma liberdade que usara Belas-Artes em Portugal. É no sossego da sua privacidade que pinta, sempre nostálgico de Lisboa, cerca de dez quadros. Evidenciam-se entre eles A Luva cinzenta, sua obra-prima e "muito querida". Em 1882, apresentou no Salon de Paris o quadro Soirée chez Lui que foi bem recebido pela crítica, e que está actualmente exposto no Museu do Chiado com o título Concerto de Amadores. Este quadro foi exposto em Lisboa, na Sociedade Promotora de Belas Artes, em 1883, depois do seu regresso a Portugal, não tendo sido muito bem recebido pela crítica.
Impassível no seu cepticismo pela pintura de paisagem praticada pelos seus amigos naturalistas, é como independente que se junta ao Grupo do Leão, eternizando-o numa enorme tela em 1885, um quadro que será um dos seus mais conhecidos. O grupo era formado por jovens artistas empenhados numa reforma estética.

O Grupo do Leão, óleo sobre tela, 1885 - Museu do Chiado MNAC
Estudo para o óleo, Concerto de Amadores, lápis sobre papel, 1882 - Museu do Chiado MNAC
Concerto de amadores, óleo sobre tela, 1882 - Museu do Chiado MNAC
Trecho difícil ( sobrinho de Columbano ao piano), óleo sobre madeira, 1883 - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Foi no domínio da pintura de decoração e nos retratos que se celebrizou, sendo dele as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém, os painéis dos «Passos Perdidos» da Assembleia da República e do tecto da Câmara Municipal de Lisboa. Como retratista cria uma galeria interminável de retratos para os quais posam membros da família, amigos, poetas, escritores, artistas. Os retratos de intelectuais, incluem Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga entre outros, sobressaindo o de Antero de Quental, pintado em 1889, considerado pela generalidade da historiografia como a obra-prima de Columbano. Nos últimos anos da década de noventa, a pintura de naturezas mortas adquire grande importância no seu trabalho.

Consolatrix afflictorum (estudo para a pintura do tecto da Câmara Municipal de Lisboa, figura feminina distribuindo sopa), lápis sobre papel, 1888 - Museu do Chiado MNAC
Medalhão do tecto da Sala Rosa Araújo, 1889. Câmara Municipal de Lisboa . Foto Francisco Leite Pinto - AML
Retrato de Antero de Quental, óleo sobre tela, 1889 - Museu do Chiado MNAC
Visitou e concorreu à Exposição Universal de Paris (1900), sendo premiado com a medalha de ouro e o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. No ano seguinte foi eleito Académico de Mérito, recebeu o grau de Oficial da Ordem de Santiago e foi nomeado professor da Academia de Belas Artes de Lisboa, para uma cadeira de Pintura, especialmente criada para ele. Em 1901 tornou-se professor de pintura histórica da Academia de Belas-Artes de Lisboa, depois de ter sido preterido no concurso de 1897.
Em 1903 ocupou o cargo de Presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes. Casou em 1911 com Emília Bordalo Pinheiro, com ela visitou Paris em 1912 e em seguida a Bélgica, percorrendo as galerias de Malines, Antuérpia, Gand e Bruges. Foi nomeado pelo novo regime republicano para director do Museu Nacional de Arte Contemporânea a partir de 1914 - onde se manteve até à reforma -, reparte o seu tempo entre o ensino, o museu e o atelier .

Natureza morta, óleo sobre tela, séc. XIX-XX - Museu do Chiado MNAC
A chávena de chá, óleo sobre madeira, 1898 - Museu do Chiado MNAC
Estudo - Figuras históricas para a Sala dos Passos Perdidos (Almeida Garrett ao centro, sentado, Alexandre Herculano, José Estevão Coelho de Magalhães e Passos Manuel), óleo sobre tela, 1900- 1916. Museu Grão Vasco
Alegoria da arquitectura (peça encomendada para a decoração de uma sala do Palácio de Belém, transferida para a Ajuda em 1929), óleo sobre tela, séc. XIX - Palácio Nacional da Ajuda
Expôs incansavelmente a sua obra durante meio século em Portugal e no estrangeiro (América, Barcelona, Berlim, Califórnia, Londres, Madrid, Paris e Rio de Janeiro). Faleceu a 6 de Novembro de 1929, tendo legado o acervo das suas obras ao Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea.
Era, segundo Diogo de Macedo: "misantropo, fechado em si, dado a análises exaustivas, a dissecações cruéis, teve apenas um grande amor - a pintura".
Últimos momentos de Camões, óleo sobre tela, 1876 - Museu do Chiado MNAC
Os Portugueses e as Ninfas na Ilha dos Amores (ilustração do episódio do Canto IX de "Os Lusiadas" de Camóes), gravura em madeira, séc. XIX-XX. Museu do Chiado MNAC
Camões e as Tágides (estudo), óleo sobre tela, 1893-1894. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
"Nos ombros de um Tritão ...vai Dione", Composição alusiva ao Canto II (est. XXI) de "Os Lusíadas" de Camões, figurando Dione e um grupo de ninfas num mar revolto, perto do casco de uma caravela), óleo sobre madeira, séc. XX - Museu do Chiado MNAC
A minha casa de jantar, aguarela, 1922 - Museu do Chiado MNAC
Auto-retrato (inacabado), óleo sobre tela, 1929 - Museu do Chiado MNAC





Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Columbano_Bordalo_Pinheiro

http://www.arqnet.pt/portal/biografias/columbano.html

http://www.matriznet.ipmuseus.pt/MatrizNet/Home.aspx