quarta-feira, 12 de junho de 2013

As festas populares de Lisboa passeiam de ascensor

A Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) responsável pela organização das Festas de Lisboa (1 a 30 de Junho), lançou um concurso de ideias, no âmbito do programa "Andar em Festa".


A vencedora do concurso de ideias para os ascensores, foi a arquitecta Mariana Cidade, de 26 anos. Motivada pela beleza dos azulejos tradicionais e pela calçada portuguesa, forrou os exteriores dos ascensores com vinil autocolante.

Nos ascensores da Glória (classificado como Monumento Nacional) e do Lavra, o exterior forrado com vinil autocolante, mostra composições de azulejos tradicionais. No ascensor da Bica, "ondula" a calçada portuguesa.
Jornal "Público" (aqui)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Moeda comemorativa dos "250 anos da Torre dos Clérigos"


A Torre dos Clérigos completa 250 anos (21 de Abril de 1763). Ao longo do ano de 2013, a Irmandade dos Clérigos preparou diversos eventos que irão marcar o aniversário da Torre.

O arquitecto italiano Nicolau Nasoni, foi o responsável pelo projecto da Torre dos Clérigos, a obra mais representativa do seu esplendor artístico.
Na cidade do Porto existe um grande número de obra arquitectónica da autoria de  Nasoni: Clérigos, Igrejas da Santa Casa da Misericórdia, da Ordem do Terço, e de Nossa Senhora da Esperança; Palacete de S. João Novo; Quinta do Viso; Palácio de Bonjoia e Palácio do Freixo. É considerado um dos mais significativos arquitectos da cidade do Porto.

A Torre é um monumento nacional desde 1910, e está inserida no Centro Histórico do Porto, Património Mundial da UNESCO. 

Os "250 anos da Torre dos Clérigos" vão ser perpetuados  numa moeda de 2 euros. A autorização da emissão da moeda, consta no Diário da República (DR) 1.ª série-Nº 66-4 de Abril de 2013- Portaria nº 141/2013, publicado pelo Ministério das Finanças.

Moeda "250 aniversário da Torre dos Clérigos " (Datas e Figuras da História de Portugal) - Imprensa Nacional Casa da Moeda
A face nacional da moeda "250 aniversário da Torre dos Clérigos", é da autoria do escultor Hugo Maciel.
Nascido a 16 de Novembro de 1988, Hugo Maciel é doutorado em Belas Artes / Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Os trabalhos de escultura pública do artista, podem ser vistos em Lisboa, Aljustrel e Sesimbra. Foi premiado em 2009, 2010 e 2011.

Conforme o DR, "na face nacional da moeda é representada a Torre dos Clérigos, no centro da composição, em perspectiva de baixo para cima, de modo a conferir-lhe verticalidade e monumentalidade, num segundo plano, define-se a cidade do Porto vista do rio, cidade que é indissociável daquele monumento, que é circundada pelas legendas «250 Anos Torre dos Clérigos - 2013» e o escudo nacional com a legenda «Portugal», envolvendo todo o desenho encontram-se as 12 estrelas, dispostas em forma circular, que representam a União Europeia".

Segundo o já referido DR, "É aprovado o desenho da face nacional da emissão comemorativa da moeda corrente referida no artigo anterior, a qual consta do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante".


sábado, 1 de junho de 2013

Auto-retratos de Pablo Picasso em exposição

Auto-retrato, lápis e cera colorida sobre papel (65,7  x  50,5 cm), 30 de Junho de 1972. Colecção particular, Tóquio - Museu Picasso, Barcelona
“Yo Picasso” é o título da primeira grande exposição individual sobre o auto-retrato, de Picasso. A mostra apresenta as diferentes fases e conceitos centrada especialmente no tradicional auto-retrato, sem esquecer outras abordagens mais ligeiras do género. 

Retrato do artista (Auto-retrato), carvão sobre papel (45,1 x 51,1 cm). Barcelona, 1899. Colecção particular - Museu Picasso, Barcelona
Nas primeiras obras realizadas por Picasso durante a juventude, é evidente a influência académica na representação. Depois experimentou varios tipos de perspectivas, posicionamentos e figurações, dando relevo à sua condição de artista.
A obra “Auto-retrato”, de 1907, óleo sobre tela, enquadrada no precubismo - pertença da Galeria Narodni, Praga –  é testemunho da nova linguagem pictórica e do abandono do tradicional auto-retrato. 

Auto-retrato, óleo sobre lona (56 x 46 cm), 1907. Galeria Národni, Praga - Museu Picasso, Barcelona
Em períodos subsequentes, ocorrerão também séries de exuberância especial, como no final dos anos 60 ou em 1972, com o “Auto-retrato” feito a lápis e ceras, pertença de uma colecção particular em Tóquio.
O tema auto-retrato é transversal a toda a obra do artista: em alguns representou factos biográficos; noutros pensamentos, preocupações ou diversões e em grande parte o seu rosto foi motivo para experimentações formais diversas. 

Pintor trabalhando, óleo e Ripolin sobre lona (100 x 81 cm). Mougins, 31 de Março de 1965. Foto Gasull - Museu Picasso, Barcelona
Picasso exprimiu-se numa grande variedade de técnicas - pintura, desenho, gravura, cerâmica – revelando-se aos outros através dos seus olhos. 
O período de tempo desta exposição abarca cerca de 78 anos, desde a infância do artista (1894), até pouco antes de sua morte (1972).

Curadoria de Eduard Vallès e Isabel Cendoya.
Auto-retrato, óleo sobre tela (32,9 x 24 cm). Barcelona, 1896. Foto Gasull - Museu Picasso, Barcelona
A exposição está patente ao público de 31 de Maio de 2013 a 31 de Setembro de 2013, no Museu Picasso em Barcelona (aqui).

Fontes:
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Companhia de Bailado Verde Gaio (1940 - 1950)

Programa de espectáculo pelo Grupo de Bailados Portugueses Verde Gaio / Teatro da Trindade. Ilustração de Bernardo Marques - Museu Nacional do Teatro
As festas comemorativas do duplo centenário da Fundação da Nacionalidade (1140) e Restauração da Independência de Portugal (1640), decorreram no ano de 1940 com diversas cerimónias, um grande cortejo histórico organizado por Leitão de Barros e a Exposição do Mundo Português (23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940) erguida em Belém, Lisboa.

António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular, 1948 (em primeiro plano, o segundo a partir da direita) - Museu de Arte Popular
Frederico de Freitas, compositor, maestro e pedagogo
Francis Graça, bailarino, 1946. Foto de Silva Nogueira - Museu Nacional do Teatro
António Ferro (1895-1956), director do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) e secretário-geral das Festas dos Centenários, desejava impulsionar a criação de um "Ballet Português". Recorrendo à verba do SPN o grupo de bailado começou a criar corpo. A companhia de bailado português que veio a denominar-se "Verde Gaio", deveu-se não só a António Ferro, apaixonado pelos "Ballets Russes", mas também ao compositor Frederico de Freitas (1902-1980), ao bailarino e coreógrafo Francis Graça (1902-1980), grande inovador do teatro musicado, e ao pintor Paulo Ferreira (1911-1999), o mais importante colaborador plástico do "Verde Gaio".

Foto de cena do bailado "Muro do Derrete", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1940. Cenário e cortina de Paulo Ferreira - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa:Instituto Português de Museus
Inserido nos acontecimentos festivos do duplo centenário da Fundação da Nacionalidade (1140) e Restauração da Independência de Portugal (1640), o espectáculo de Bailados Portugueses Verde Gaio, estreou na noite de 8 de Novembro de 1940, no Teatro da Trindade, aguardado com expectativa pelo público. O programa ilustrado por Bernardo Marques, mencionava os bailados: "A Lenda das Amendoeiras" com texto de Fernanda de Castro, música de Jorge Croner de Vasconcelos e cenário e figurinos de Maria Keil do Amaral; "Ribatejo" com música de Frederico de Freitas, cenário de Estrela Faria e figurinos de Bernardo Marques; "Inês de Castro" com texto de Adolfo Simões Müller, música de Ruy Coelho e cenário e figurinos de José Barbosa e "Muro do Derrete" com argumento de Carlos Queiroz, música de Frederico de Freitas e cenário, cortina e figurinos de Paulo Ferreira. Os bailados foram coreografados por Francis Graça. A Orquestra Filarmónica de Lisboa foi dirigida pelo maestro Ivo Cruz. Os espectáculos realizaram-se entre 8 e 21 de Novembro de 1940.

Figurino para bailarino do bailado "Muro do Derrete", aguarela sobre papel. Autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade, 1940. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro
Figurino para bailarina do bailado "Muro do Derrete", aguarela sobre papel. Autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade, 1940. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro
 
Trajes de cena femininos do bailado "Muro do Derrete". Autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade, 1940. Foto José Pessoa - Museu Nacional do Teatro
Foto de cena do bailado "Lenda das Amendoeiras", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1940. Cenário de Maria Keil - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus
Figurino para "Dama" do bailado "Lenda das Amendoeiras", guache sobre papel. Autoria de Maria Keil. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade, 1940 - Museu Nacional do Teatro
Figurino para "Principe Mouro" do bailado "Lenda das Amendoeiras", guache sobre papel. Autoria de Maria Keil. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade, 1940. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro
O êxito dos primeiros espectáculos fez com que se criassem outros bailados. No ano de 1941, realizou-se o 2º espectáculo do "Verde Gaio" no Teatro Nacional de S. Carlos, entre 21 e 25 de Junho. No programa surgiram dois novos bailados: "O Homem de Cravo na Boca" com argumento de Francisco Lage, música de Armando José Fernandes, cenário e figurinos de Bernardo Marques e "Dança da Menina Tonta" com música de Frederico de Freitas, argumento, cenário e figurinos de Paulo Ferreira. Os dois bailados foram coreografados por Francis Graça.
O "Verde Gaio" contou com a colaboração de artistas plásticos como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Estrela Faria, José Barbosa, Maria Keil, Mily Possoz, Paulo Ferreira e Thomaz de Mello (Tom).
Maquete de cenário do bailado "O Homem de Cravo na Boca", carvão, aguarela e guache. Autoria de Bernardo Marques. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro

Figurino " Homem do Cravo" do bailado "O Homem de Cravo na Boca", aguarela e sobre papel. Autoria de Bernardo Marques. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro 
Figurinos femininos do bailado "O Homem de Cravo na Boca", guache sobre papel. Autoria de Bernardo Marques. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro
Figurino para bailarina do bailado "O Homem de Cravo na Boca", aguarela e guache sobre papel. Autoria de Bernardo Marques. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro 
Maquete de cenário do bailado "Dança da Menina Tonta", guache sobre papel. Autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro
Foto de cena do bailado "Dança da Menina Tonta", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1941. Cenário de Paulo Ferreira - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus
Trajes "Moça da Aldeia" e "Tímida", do bailado " A Dança da Menina Tonta," da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1941. Foto José Pessoa - Museu Nacional de Teatro
Em 1943, a Companhia Verde Gaio apresentou uma série de espectáculos no âmbito dos Festivais Comemorativos do 150º aniversário do Teatro de S. Carlos. O programa mencionava os bailados: "D. Sebastião" com argumento de António Ferro, música de Ruy Coelho, cenário e cortina de Carlos Botelho e figurinos de Mily Possoz e "Imagens da Terra e do Mar" com argumento de António Ferro, música de Frederico de Freitas, cenário de Carlos Botelho e cortina e figurinos de Paulo Ferreira. As coreografias dos espectáculos foram da responsabilidade de Francis Graça.
A Companhia viajou para Espanha, onde deu espectáculos entre 8 e 10 de Maio de 1943, no Gran Teatro del Liceo, em Barcelona. Decorridos dez dias, o "Verde Gaio" apresentou-se no Coliseum, em Madrid, no dia 21 do mesmo mês.
Foto de cena do bailado "D. Sebastião", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1943. Cenário e cortina de Carlos Botelho - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus
Figurino "Camões" do bailado "D. Sebastião", aguarela e guache sobre papel da autoria de Mily Possoz. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro.
Figurino "Anjos Andorinhas" do bailado "D. Sebastião", aguarela e guache sobre papel, da autoria de Mily Possoz. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro.
Trajes de cena "Mouras" do bailado "D. Sebastião", da autoria de Mily Possoz. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Foto de José Pessoa - Museu Nacional de Teatro.
Foto de cena do bailado "Imagens da Terra e do Mar", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Cenário de Carlos Botelho. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional do Teatro.
Maquete para cortina de cena do bailado "Imagens da Terra e do Mar", aguarela sobre cartão, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio, 1940-1950. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Figurino feminino do bailado "Imagens da Terra e do Mar", aguarela sobre cartão, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Trajes de cena "Alentejo" do bailado "Imagens da Terra e do Mar", da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1943. Foto José Pessoa - Museu Nacional de Teatro
Nas temporadas de ópera de 1946 e 1947, a Companhia Verde Gaio iniciou a sua participação nos bailados das diferentes óperas.
Por ocasião das Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros, num espectáculo de gala realizado no Teatro de S. Carlos, em 26 de Maio de 1947, o "Verde Gaio" apresentou o novo bailado "Festa no Jardim" com argumento de Francisco Lage, coreografia de Guglielmo Morresi, música de W. A. Mozart e cenários e figurinos de Paulo Ferreira.

Foto de cena do bailado "Festa no Jardim", Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1947. Cenário de Paulo Ferreira - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus
Maquete para cenário do bailado "Festa no Jardim", guache sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. 1947. Teatro Nacional de S. Carlos. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Figurino "Dona de Casa" para o bailado "Festa no Jardim", guache sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1947. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Figurino "Convidada" para o bailado "Festa no Jardim", guache sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1947. Foto de José Pessoa - Museu Nacional de Teatro
Figurino "Mouro" do bailado "Festa no Jardim", guache sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
O bailado estreado pelo "Verde Gaio", no Teatro Nacional de S. Carlos, em Dezembro de 1948, teve grande sucesso. "Nazaré" com argumento e coreografia de Francis Graça, música de Frederico de Freitas, figurinos de José Barbosa, cenário de José Barbosa (na estreia em Portugal) e depois de Eduardo Anahory (na apresentação em Paris), marcou o regresso de Francis como coreografo do grupo.
O ponto mais alto da vida da Companhia Verde Gaio, ficou marcado pela apresentação em Paris, no Théâtre des Champs-Elysées, entre 9 e 19 de Junho de 1949. António Ferro em entrevistas à imprensa francesa elogiava o "Verde Gaio", dando a conhecer ao público parisiense o grupo que resultara da sua paixão pela dança. As criticas dos jornais de Paris foram muitas e bastante entusiastas, sendo largamente difundidas pela imprensa portuguesa.
No final de 1949, António Ferro o grande entusiasta e pilar da companhia, é nomeado ministro de Portugal em Berna, Suiça, afastando-se do cargo de director do SNI.

Fotografia de Francis Graça e Madeleine Rosay, no bailado "Nazaré", 1948 - Museu Nacional do Teatro
Figurino "Mulher da Nazaré" do bailado "Nazaré", guache sobre cartão, da autoria de José Barbosa. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1948. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Maquete para cenário do bailado "Nazaré", guache sobre cartão, da autoria de Eduardo Anahory. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio, 1949. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
Cartaz de apresentação da Companhia de Bailados Portugueses Verde Gaio no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris. Foto de Luisa Oliveira - Museu Nacional de Teatro
António Ferro não voltou a intervir na política cultural portuguesa. O "Verde Gaio" apesar de continuar com Francis Graça como director, perdeu o seu ponto de apoio e a sua orientação. O grupo de dança ainda foi convidado para um Festival Internacional de Dança, em Lausanne, onde despertou grande interesse. Em 1950, o "Verde Gaio" foi elogiado por um famoso crítico e historiador de bailado, o inglês Arnold Haskell, director da escola do Sadler's Wells Ballet.
A partir de 1951, o "Verde Gaio" colaborou apenas nas danças das óperas levadas à cena em  S. Carlos, exibindo ocasionalmente algum bailado em cerimónias e festas oficiais, em Portugal e por vezes no estrangeiro.

Figurino "D. Inês" do bailado "Inês de Castro", (2ª versão) aguarela sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1948 - Museu Nacional de Teatro
Figurino "D. Pedro" do bailado "Inês de Castro", (2ª versão) aguarela sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1948 - Museu Nacional de Teatro
Figurino "Primeira-Aia" do bailado "Inês de Castro", (2ª versão) aguarela sobre papel, da autoria de Paulo Ferreira. Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro Nacional de S. Carlos, 1948 - Museu Nacional de Teatro

Francis Graça foi afastado do "Verde Gaio" em 1960, sendo a direcção entregue a Margarida de Abreu, professora do Conservatório e directora do Círculo de Iniciação Coreográfica. 
Em 1963, Francis aceitou dirigir a Academia Parnaso, no Porto. Quando já nada o fazia acreditar em voltar ao bailado, recebeu um convite para criar um uma coreografia para o Grupo Gulbenkian de Bailado. O bailado intitulado "Encruzilhada" estreou em 1 de Abril de 1968, no Teatro Politeama, com Isabel Santa Rosa e Carlos Trincheiras, nos protagonistas. Foi o último bailado que Francis coreografou. Faleceu em Julho de 1980, com 78 anos, incapacitado por uma artereosclerose.

Cartaz da Escola de Ballet Clássico Parnaso, 1963 - Museu Nacional deTeatro
Retrato do bailarino Francis, óleo sobre tela, 1930. Autoria do pintor Mário Eloy - Museu do Chiado
Retrato de António Ferro, 1925. Autoria do pintor Mário Eloy - Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus.

Fontes:

Museu Nacional do Teatro, 1999-2000. Verde Gaio Uma Companhia Portuguesa de Bailado (1940-1950). Lisboa: Instituto Português de Museus. ISBN- 972-776-016-3

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