sábado, 1 de fevereiro de 2014

D. Carlos I de Portugal, "O Rei Pintor", assassinado no atentado de 1908

Principe Real D. Carlos, aguarela sobre papel (30,3 x 21,5 cm), séc. XIX. Autor: Henrique Casanova - Palácio Nacional da Ajuda
D. Carlos I de Portugal, nasceu no dia 28 de Setembro de 1863. Os seus pais D. Luis I (1838-1889) e D. Maria Pia de Sabóia (1847-1911), baptizaram o seu filho primogénito com o nome de Carlos Fernando Luis Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo Gota. 
Ao longo da sua juventude, viajou por várias cortes europeias. Numa dessas viagens, conheceu Maria Amélia de Orleans, princesa de França, filha primogénita do Conde de Paris. Depois de um breve noivado, desposou a princesa em Lisboa, na Igreja de São Domingos, no dia 22 de Maio de 1886. 

Baptismo do príncipe D. Carlos, óleo sobre tela (94 x 137cm), séc. XIX. Autor: Tetar Van Elven (1828-1908) - Palácio Nacional da Ajuda
SS. AA. O Príncipe Real D. Carlos de Bragança e Princesa D. Maria Amélia de Orleans. Gravura de C. Alberto (Segundo uma fotografia de Numa Blanc Fils). "O Ocidente": revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro  (nº 267 de 21 de Maio de 1886) - Hemeroteca Digital
Casamento de S. A. O Principe Real D. Carlos de Bragança - Cerimónia do casamento na Igreja de Santa Justa (vulgo São Domingos), 22 de Maio de 1886. Desenho de J. Christino. " O Ocidente": revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro  (nº 268 de 1 de Junho de 1886) - Hemeroteca Digital
Programma de todos os pomposos festejos que se realisarão em Lisboa para solemnisar o casamento de S. A. R. o príncipe D. Carlos duque de Bragança com a princesa Maria Amelia de Orleans - Lisboa : Typ. Elzeviriana, 1886. - 27 p. ; 16 cm Página 5.( Imagem modificada digitalmente, por mim) - Biblioteca Nacional de Portugal

D. Carlos sobe ao trono, a 19 de Outubro de 1889, após a morte súbita do seu pai. Foi cognominado de O Diplomata, O Mártir e O Oceanógrafo
O reinado de D. Carlos, foi caracterizado por diversas crises políticas. No início do seu governo, o Reino Unido apresentou a Portugal o Ultimato Britânico de 1890, motivado pelo Mapa cor-de-rosa (1886), exigindo a retirada das forças militares do território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola (actuais Zimbabwe e Zâmbia). Portugal viu-se obrigado a abandonar os territórios africanos em questão, o que provocou sentimentos de revolta em diversas facções políticas. Explodiu então, a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, que foi de imediato abafada. 


Retrato do Rei D. Carlos, óleo sobre tela (261 x 171cm), 1890. Autor: Malhoa,  José Vital Branco - Palácio Nacional da Ajuda


Álbum de D. Carlos, Baía de Cascais , aguarela sobre papel, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea

Costa, aguarela sobre papel (12,5 x 21cm), 1885. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Album D. Carlos, aguarela sobre papel, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea

A crise vivida na década de 90, não impediu D. Carlos de colocar Portugal sob a atenção da diplomacia europeia. Visitou Espanha, França e Inglaterra em 1904, e esteve presente no funeral da Rainha Victoria em 1901. As suas visitas, foram retribuídas pelos Reis Afonso XIII de Espanha, Eduardo VII do Reino Unido, do Kaiser Guilherme II da Alemanha, e em 1905, Émile Loubet presidente da República Francesa.
Em Maio de 1906, D. Carlos dá permissão a João Franco para formar Governo. Depois de prometer aprofundar a democracia, João Franco esquece os compromisso, encerra a Assembleia Legislativa e dá inicio a uma ditadura. 


Mexilhoeiro, aguarela sobre papel (22,2x 13,3 cm), 1885. Autor: D. Carlos d Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Boca do Inferno, Cascais, desenho a lápis (11,2 x 13,3 cm), 1885. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Álbum de D. Carlos, chefe de guardas, Silva, Vila Viçosa, desenho a lápis, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Lembrança do Ribatejo, aguarela sobre papel (30 x 17 cm), 1894. Autor: D. Carlos de Bragança- Museu José Malhoa
Em 21 de Janeiro de 1908, dá-se uma tentativa de golpe de Estado que foi dominada pelo Governo. São presos vários suspeitos de conspiração, entre eles Afonso Costa, Dr. Egas Moniz e Visconde da Ribeira Brava. Na sequência destes incidentes, João Franco prepara um decreto, no qual, prevê o exílio para o estrangeiro ou a expulsão para as colónias, sem julgamento, de indivíduos revoltosos.
D. Carlos e a família real, encontravam-se em Vila Viçosa, onde costumavam passar uma temporada. Foi no Palácio Ducal que o rei assinou o decreto (30 de Janeiro de 1908), o qual, seria publicado a 1 de Fevereiro. Conta-se que, ao assiná-lo, declarou: "Assino a minha sentença de morte, mas os senhores assim o quiseram."

Album de D. Carlos. A janela de Lisboa, Vila Viçosa, desenho a lápis, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea

A sala do bilhar, Vila Viçosa, desenho a lápis sobre papel (22cm x 14cm), 1885. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Album de D. Carlos, Terreiro do Paço,Vila Viçosa, desenho a lápis, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea

No dia 1 de Fevereiro de 1908, D. Carlos regressa a Lisboa, acompanhado da família real, vindo de Vila Viçosa. Viajaram de comboio até ao Barreiro, entraram num vapor e desembarcaram no Terreiro do Paço. Nesta praça, a família real subiu para uma carruagem aberta, com destino ao Paço das Necessidades. Inesperadamente, ao atravessar o Terreiro do Paço, a carruagem real é alvejada, os disparos provêm de um atirador que rompe entre a polícia e a população. O rei, atingido com dois tiros na cabeça, teve morte imediata. 
A carruagem segue por entre a confusão instalada, porém, outro disparo atinge mortalmente o príncipe herdeiro D. Luís Filipe. O seu irmão, o infante D. Manuel, fica ferido num braço. Apenas a rainha D. Amélia que a tudo assistiu com destemor, saiu incólume. Os dois regicídas Alfredo Costa e Manuel Buíça – elementos da Carbonária - foram mortos no local, por membros da guarda real.
 

"L'attentat de Lisbonne. Le roi de portugal et le prince héritier périssent assassinés". “Le Petit Journal” (edição de domingo, 16 de Fevereiro de 1908) - Gallica- BNF
"Douleur d'épouse et  de mère. La rein de Portugal au lit de mortde son mari et de son fils". “Le Petit Journal” (edição de domingo, 16 de Fevereiro de 1908) - Gallica- BNF

No primeiro dia do mês Fevereiro de 1908, a palavra Regicídio, titulou uma página negra na História de Portugal.

A morte do rei D. Carlos e do príncipe D. Luís Filipe, foi noticiada em toda a  Europa, com emoção profunda e indignação. O  “Le Petit Journal”, na edição de domingo do dia 16 de Fevereiro de 1908 - aqui - dedica algumas páginas ao atentado de Lisboa, com publicação de duas ilustrações “L’Áttentat de Lisbonne” e “Douleur d’épouse et de mère”.

A chegada dos coches funerários a S. Vicente. "Ilustração Portuguesa" (nº 104, 17 de Fevereiro de 1908). Foto de Benoliel - Hemeroteca
D. Carlos era dotado de uma grande sensibilidade artística, o que o levou a dedicar-se a um conjunto diferenciado de actividades, destacando-se a Arte, a Ornitologia (estudo das aves), e a Oceanografia. O interesse do Homem pelo estudo do mar durante o século XIX, influenciou D. Carlos a explorar cientificamente o nosso mar, no que era acompanhado pelo seu amigo Alberto I, Príncipe do Mónaco. 
Através das suas doze Campanhas Oceanográficas (1896-1903) a bordo do "Yacht Amélia", contribuiu para o desenvolvimento dos estudos oceanográficos da costa portuguesa. O mérito da obra de D. Carlos, foi internacionalmente reconhecido, pelo que foi distinguido com vários diplomas, concedidos pelas instituições científicas de mérito da época. O Aquário Vasco da Gama, edificado por influência do rei D. Carlos e inaugurado em 20 de Maio de 1898, foi um dos primeiros aquários no mundo.

Peixe capturado em Sesimbra, aguarela, 1904. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Mar
"Yacht Amélia II", aguarela sobre papel, 1897, Sesimbra. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Mar
Marinha, aguarela sobre papel (16 x 21 cm), 1883. Autor: D. Caros de Bragança - Casa- Museu Dr. Anastácio Gonçaves
 
Praia de Cascais, aguarela sobre papel (24 x 16,5 cm), 1906. Autor: D. Carlos de Bragança - Casa- Museu Dr. Anastácio Gonçaves

D. Carlos foi um apaixonado por fotografia, sendo autor de uma grande parte do espólio da Família Real. 
Pintor de talento, com grande capacidade expressiva e técnica apurada,  demonstrou uma profunda sensibilidade pela temática marinha. As suas pinturas a aguarela, a óleo ou a pastel, representam o mar tranquilo ou revolto, onde incidem diferentes cambiantes de luz. Os barcos e todo o tio de embarcações, da costa de Cascais ou de outros lugares, são outra das suas paixões, provada pela assiduidade com que o rei pintou e desenhou este tema. D. Carlos assinava por vezes as suas obras com o nome "Carlos Fernando”.



Fotografia grupo da família real, 1887; impressão fotográfica; prova em papel albuminado; autor. D. Carlos I. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, sentados: D. Luis, a rainha D. Amélia, com o príncipe D. Luis Filipe ao colo, D. Maria Pia e o rei D. Carlos - Palácio Nacional da Pena 

Arrentela, aguarela sobre papel (17,1 x 12,2 cm), 1885. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
A porta da Penha Verde, paisagem, desenho a pastel sobre tela (111 x 74,5cm), 1898. Autor: D. Carlos de Bragança - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea
Paisagem com uma junta de bois, moinho e mar, aguarela sobre papel (40,5 x 25,3 cm), 1881. Autor: D. Carlos de Bragança - Palácio Nacional da Ajuda
Album de D. Carlos. Piedade, aguarela sobre papel, 1885. Autor: D. Carlos de Bragança. Foto: Luisa Oliveira - Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea

Panteão da Dinastia de Bragança


D. Carlos I, repousa no Panteão da Dinastia de Bragança, situado no interior do Mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. Os túmulos do rei D. Carlos I (1863-1908), de sua esposa, a rainha D. Amélia de Orleães (1865-1951), e dos filhos de ambos, o príncipe D. Luís Filipe (1887-1908) e D. Manuel II (1889-1932), último rei de Portugal, ocupam o espaço central no Panteão da Dinastia de Bragança. Junto dos túmulos de D. Carlos e do príncipe D. Luis Filipe, a escultura de uma figura feminina simbolizando a Pátria a chorar os seus mártires, foi esculpida por Francisco Franco (1885-1955). O arranjo actual do Panteão da Dinastia de Bragança é da autoria do arquitecto Raul Lino (1879-1974). A inauguração ocorreu no dia 1 de Fevereiro de 1933, data em que perfazia 25 anos o terrível atentado que vitimou o rei e o seu filho (1 de Fevereiro de 1908). 


Aspecto geral do Panteão da Dinastia de Bragança. Em primeiro plano, o túmulo da rainha D. Amélia de Orleães. Em segundo plano, os túmulos de D. Carlos e de D. Luis Filipe, com escultura de uma figura feminina. Ao fundo, o túmulo de D. Manuel II. Junto das paredes laterais, os túmulos de alguns membros da Dinastia de Bragança.(Foto: comjeitoearte)
Túmulos de D. Carlos e de D. Luis Filipe, com escultura de uma figura feminina, simbolizando a Pátria a chorar os seus mártires. A peça é da autoria do escultor Francisco Franco. Ao fundo, o túmulo de D. Manuel II, está ornado com uma coroa na parte superior. (Foto: comjeitoearte)
Túmulos de D. Carlos e de D. Luis Filipe, com escultura de uma figura feminina, simbolizando a Pátria a chorar os seus mártires. (Foto: comjeitoearte)
Entrada do Panteão da Dinastia de Bragança, situado no interior do Mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. (Foto: comjeitoearte)

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o_Real_dos_Bragan%C3%A7as

Regicídio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-02-01].
Disponível na www: URL: http://www.infopedia.pt/$regicidio.
 
D. Carlos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-02-01].
Disponível na www: URL: http://www.infopedia.pt/$d.-carlos.




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Restauro do Salão Nobre do Palácio da Pena foi concluido

Salão Nobre do Palácio da Pena, visão geral com lustre - Foto Maria João Sousa. Parques de Sintra Monte da Lua, PSML

O restauro do Salão Nobre do Palácio da Pena, implicou um trabalho de três anos e um investimento de 262,500 euros. O objectivo da intervenção foi o de reapresentar o Salão no seu estado original, numa tentativa de reproduzir a época de D. Fernando II (1816-1885). O processo de reabilitação passou pela remodelação geral das infraestruturas, restauro do pavimento, dos revestimentos em madeira e estuque, dos lustres, dos vitrais e do mobiliário especialmente encomendado por D. Fernando.


Salão Nobre do Palácio da Pena (antes e depois) - Foto Sábado
 
 
Salão Nobre do Palácio da Pena - Foto Parques de Sintra Monte da Lua, PSML


Salão Nobre do Palácio da Pena, mobiliário restaurado. Reprodução fidedigna dos estofos originais, de acordo com análises efectuadas a pedaços do original pelo Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (antes e depois) - Foto Sábado

O espaço que se encontrava em mau estado e com insuficiente manutenção, ganhou em apresentação e inovação com o apoio de consultores e informação histórica. O projecto contou com o apoio do Laboratório José de Figueiredo (DGPC) na investigação histórica.
 
Alguns dos elementos originais deste projecto são, entre outros, os quatro dias necessários para a recolocação do lustre após restauro e montagem das estátuas dos “turcos”; 
o tempo para se encontrar a cor original das paredes através de análise cromática em laboratório, que equivaleu a um mês; a colocação de tiras de LED no exterior das janelas para que os vitrais possam ser observados durante o período nocturno; a adopção de um sistema inovador de deteção de incêndios com aspiração contínua do ar (com uma análise constante dos parâmetros de CO2) e sem recurso a caixas no tecto.


Salão Nobre do Palácio da Pena, tocheiros empunhados por “Turcos” (antes e depois) - Foto Sábado


Salão Nobre do Palácio da Pena, tocheiro empunhado por "Turco" - Foto Maria João Sousa. Parques de Sintra Monte da Lua, PSML

Salão Nobre do Palácio da Pena, lustre - Foto Maria João Sousa. Parques de Sintra Monte da Lua, PSML

O restauro do lustre e dos quatro tocheiros empunhados por “Turcos”, foi particularmente importante neste projecto, foram completamente desmontados, limpos e retirada a oxidação, estabilizada a superfície, protegidos e iluminados com lâmpadas especiais. 

O mobiliário foi todo restaurado de forma a reproduzir com precisão os estofos originais, de acordo com análises efectuadas a pedaços do original pelo Centro Tecnológico das Indústrias do Couro.

Salão Nobre do Palácio da Pena, estuque com relevo - Foto WOA Parques de Sintra Monte da Lua, PSML

Salão Nobre do Palácio da Pena, estuque com relevo - Foto WOA Parques de Sintra Monte da Lua, PSML
Salão Nobre do Palácio da Pena, estuque com relevo. Foram respeitadas as técnicas e materiais originais (antes  depois) - Foto Sábado

Os revestimentos de paredes e tectos (com estuques lisos e com relevo) foram tratados respeitando as técnicas e materiais originais. O pavimento sofreu uma intervenção profunda, com desinfestação, reforço dos apoios das vigas nas paredes e substituição de áreas deterioradas.
 
A reparação dos vitrais das janelas, bastante completa, estendeu-se às caixilharias e calhas de chumbo.

A inaugurado do Salão Nobre ocorreu no dia 23 de Janeiro de 2014.
O Palácio da Pena, expoente máximo do Romantismo do séc. XIX, em Portugal, é o segundo monumento mais visitado, com cerca de 720.000 visitantes em 2012, e o mais popular entre os pólos sob gestão da empresa Parques de Sintra
.


Salão Nobre do Palácio da Pena, porcelana e vitral - Foto Maria João Sousa. Parques de Sintra Monte da Lua, PSML

Salão Nobre do Palácio da Pena, pavimento (antes e depois) - Foto Sábado



Fontes:
http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/Artes/Salao-Nobre-do-Palacio-da-Pena-completamente-resta.aspx


http://www.parquesdesintra.pt/noticias/salao-nobre-do-palacio-da-pena-completamente-restaurado/




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sebastião Salgado expõe instantâneos da série "Génesis".




O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, realizou 32 viagens visitando locais intactos onde a natureza conserva toda a sua beleza e grandeza. Áreas intactas das zonas polares, florestas e savanas, montanhas e desertos, animais e pessoas, estão perpetuados nas 245 fotografias em preto e branco que compõem a "Génesis", uma busca da origem do mundo e do planeta que habitamos.
A CaixaForum Madrid acolhe a grande exposição "Génesis", até ao dia 4 de Maio de 2014.

CaixaForum Madrid
Paseo del Prado, 36 
28014, Madrid

Teléfono:913 30 73 00 

Homepage: http://obrasocial.lacaixa.es/nuestroscentros/caixaforummadrid/elcentro_es.html


Fonte:
http://www.hoyesarte.com/evento/2014/01/genesis-sebastiao-salgado-en-caixaforum-madrid/


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

OBRAS DO PINTOR PORTUGUÊS DOMINGOS SEQUEIRA EM MADRID





EN EL UMBRAL DE LA MODERNIDAD. DOMINGOS SEQUEIRA, UN PINTOR PORTUGUÉS (1768 – 1837)”
A obra do pintor português Domingos Sequeira é apresentada pela primeira vez em Espanha, no Museo Nacional del Romanticismo em Madrid.
A exposição mostra uma selecção de vinte e nove pinturas e desenhos provenientes do Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa),  que destaca os momentos mais significativos da vida e carreira do pintor. Domingos Sequeira  (1768-1837) foi uma importante figura da pintura portuguesa do inicio do romantismo,  na transição do século XVIII-XIX.
A  exposição estará patente ao público até ao dia 2 de Fevereiro de 2014. A entrada é gratuita.

Museo Nacional del Romanticismo
San Mateo, 13. 28004
Madrid
Telef.: (0034) 914 481 045 / 914 480 163

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Artes Visuais - Exposições, Janeiro/Março 2014

Lisboa e Vale do Tejo
 

"O brilho das cidades. A rota do azulejo"


Painel de revestimento mural |  Entre 1876 e 1877 Paris, musée d’Orsay, don de la Société des Amis du musée d’Orsay, 1989 © 2013. White Images/Scala, Florence
William Morris (1834-1896) e William Frend De Morgan (1839-1917)


A exposição inédita intitulada "O brilho das cidades. A rota do azulejo", é totalmente dedicada ao azulejo e reúne mais de uma centena de peças realizadas por povos do Império Otomano, Pérsia, Índia, Inglaterra, Espanha, Itália e a Flandres, Holanda e Portugal. 

Nos temas abordados surgem assuntos como as conquistas da geometria, o valor da mitologia cristã, a estilização da Natureza, a representação da utopia e do quotidiano...

Comissariado científico: Alfonso Pleguezuelo e João Castel-Branco Pereira

A exposição estará patente ao público até ao dia 26 de Janeiro de 2014, entre 10:00 - 18:00h. Encerra à Segunda-feira.


Fundação Calouste Gulbenkian

Galeria de Exposições da Sede
Av. de Berna, 45A
1067-001 Lisboa 
Portugal

Telf.: 217823000

Homepage: http://www.gulbenkian.pt/Institucional/pt/Homepage


“RUBENS, BRUEGHEL, LORRAIN. 
A Paisagem Nórdica do Museu do Prado”


JAN BRUEGHEL, O VELHO. Boda Campestre, c. 1621-1623. Óleo sobre tela, 84 x 126 cm.
© Madrid, Museu Nacional do Prado

A primeira exposição formada exclusivamente por obras do Museu do Prado em Portugal, está patente no Museu Nacional de Arte Antiga. 

A mostra, apresenta 57 pinturas de grandes mestres do século XVII e encontra-se dividida em nove núcleos, correspondentes às diversas tipologias da paisagem, surgidas na Flandres e na Holanda.

A exposição estará aberta ao público até ao dia 30 de Março de 2014. Encerra à Segunda-feira.



Museu Nacional de Arte Antiga

Galeria de Exposições Temporárias 
Rua das Janelas Verdes
1249-017 Lisboa
Portugal
Telf.: 21 391 2800


"Almada Negreiros. 
Festas da Cidade de Lisboa - 80 anos"




Exposição de desenhos da autoria de Almada Negreiros, destinados à ilustração do Programa das Festas de Lisboa de 1934, sob a direcção gráfica de Luís de Montalvôr. 

O Museu da Cidade mostra a quase totalidade dos originais que ilustraram o programa, com excepção para os desenhos da capa e contracapa e do "Auto de Santo António".

A exposição estará patente ao público a partir do dia 7 de Janeiro de 2014.


Museu da Cidade

Sala do Destaque do Museu da Cidade
Campo Grande, 245 
1700-091 Lisboa
Portugal

Tel.: 217 513 200


AGUARELAS DE ENRIQUE CASANOVA 
(1850 -1913)



Enrique Casanova foi professor de pintura dos príncipes D. Carlos e D. Afonso e pintor da Real Câmara. Pintou um álbum de aguarelas – por encomenda da rainha D. Maria Pia – que retrata os interiores dos Paços Reais da Ajuda, Cascais e Sintra. 

O álbum contém nove aguarelas de salas do Palácio da Ajuda, que retratam com fidelidade os espaços à época. 

As aguarelas estarão expostas ao público até ao dia 31 de Março de 2014. 


Palácio Nacional da Ajuda

Atelier de Pintura
Largo da Ajuda
1349-021 Lisboa 
Portugal

Telef.: 213 637 095 



"Zé Dalmeida – Poetas como nós"





A recente obra cerâmica de Zé Dalmeida, propõe-nos o retrato humorístico dos poetas portugueses do século XX.

Destacado e premiado no cartoon, Zé Dalmeida dedica-se igualmente à cerâmica, onde reflecte um constante sentido de humor.

A exposição estará patente ao público até ao dia 1 de Março de 2014. Encerra ao Domingo, Segunda-feira e Feriados.

Museu Bordalo Pinheiro

Galeria do Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382
1700-097 Lisboa
Portugal

 "O Consumo Feliz".  
Publicidade e sociedade no século XX
 


Edwin Byatt, Palmolive, 1939. Colecção Berardo de Arte Publicitária / Berardo Collection of Advertising

A exposição mostra uma selecção de mais de 350 obras da Coleção Berardo de Arte Publicitária, que conta com um total de cerca de 1500 peças. Este acervo possui um interesse incomparável - único no mundo inteiro - reunindo originais exclusivos de publicidade pintados à mão.

Os temas transversais desta esta colecção são as duas Guerras Mundiais e a Guerra Civil de Espanha, os meios de transporte, o turismo, o lazer, a alimentação, a moda, os electrodomésticos, a higiene, a beleza ou o automobilismo. 

Comissariado: Rui Afonso Santos.

A exposição estará patente ao público até ao dia 30 de Março de 2014.



Museu Colecção Berardo

Piso -1
Praça do Império
1449-003 Lisboa
Portugal

Telef.: 213 612 878



Felipe Oliveira Baptista



A exposição concebida como uma instalação, tem curadoria de Bárbara Coutinho/Felipe Oliveira Baptista e design expositivo de Bureau Betak.

O trabalho desenvolvido por Felipe Baptista durante mais de dez anos, é apresentado em doze instalações que destacam cinco temáticas permanentes no seu percurso: protecção; novos uniformes e roupa de trabalho; revisitando os clássicos; geometrias variáveis; tecnologia vs natureza. 

A exposição estará patente ao público até ao dia 16 de Fevereiro de 2014. Encerra à Segunda-feira.


MUDE - Museu do Design e da Moda

Piso 3
R. Augusta, 24
1100-053 Lisboa
Portugal

Telef.: 21 888 61 17 / 23


"Máscaras Portuguesas. 
Máscaras do Ciclo de Inverno"



Uma exposição que apresenta a colecção de máscaras do actor André Gago. Trata-se de máscaras do ciclo de Inverno, usadas no Nordeste de Portugal nas festas dos Caretos ou dos Rapazes, de Santo Estevão, do Chocalheiro ou o Carnaval de Podence de Lazarim, festividades de cunho pagão, originalmente associadas a ritos agrícolas e de passagem. A mostra é enriquecida com fotografias e vídeo.

A exposição estará patente ao público até Abril.

Museu da Marioneta
 
Convento das Bernardas
Rua da Esperança, n° 146
1200-660 Lisboa
Portugal


Telef.: 213 942 810

Homepage: www.museudamarioneta.pt

   

"Álvaro Cunhal e a Criação Artística - Numa Encruzilhada dos Homens"




A exposição revela o percurso do dirigente comunista histórico, a luta pelos seus ideais e a capacidade de organização e sacrifício. Álvaro Cunhal criador e artista - ensaísta, publicista, artista plástico e escritor - um exemplo de vida cheia.

A exposição estará patente até ao dia 23 de Março de 2014.

Curadoria: João Madeira

Museu do Neo-Realismo

Rua Alves Redol, nº 45
2600-099 Vila Franca de Xira
Portugal

Tel.: 263 285 626


Norte
 
 Cildo Meireles




A exposição de Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 1948), é formada por um conjunto de instalações de grandes dimensões criadas e produzidas entre 1969 e 2013. Considerado um dos artistas mais significativos da sua geração, mostra pela primeira vez nesta exposição, duas obras caracterizadas por escalas extremas.
 
Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, e HangarBicocca, Milão

A exposição estará patente ao público até ao dia 26 de Janeiro de 2014.

Museu de Serralves

Rua Dom João de Castro, 210
4150-417 Porto
Portugal

Telef.: 226156500

 "Arrábida 50"

50º aniversário da construção da Ponte da Arrábida



Num ano em que se assinala meio século decorrido desde a inauguração da Ponte, é da mais elementar justiça divulgar o extraordinário trabalho de António Cerqueira que captou como ninguém uma perspectiva única sobre uma maravilha da construção que atraiu jornalistas e impressionou técnicos do mundo inteiro, rendidos ao arrojo e vanguarda do maior arco de betão armado do mundo à época.

A exposição estará patente ao público até ao dia 16 de Março.

Centro Português de Fotografia, Porto

Edifício da Ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto
Campo Mártires da Pátria
4050-368 Porto 
Portugal
 
Telef.:  222 076 310

Homepage: http://www.cpf.pt/index.htm



Graça Morais
Cadernos da Montanha


A natureza, projectada entre o vigoroso colorido e a gradação de matizes sépia ou da grafite, é denominador comum na nova série de trabalhos de períodos muito diversos que é agora apresentada no CAC Graça Morais. 

Comissariado: Jorge da Fonseca

A exposição estará patente ao público até ao dia 30 de Março de 2014.

  
Zulmiro de Carvalho 
Escultura e Desenho




A sobriedade das formas e volumes, profundamente marcados pelo rigor ascético do conceptualismo minimalista, constituem, desde meados dos anos sessenta, estrutura basilar da prática artística de Zulmiro de Carvalho.
 
Comissariado: Jorge da Costa

A exposição estará patente ao público até ao dia 23 de Fevereiro de 2014.
 

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
 
Espaço Graça Morais
Rua Abílio Beça, 105
5300 – 011 Bragança
Portugal

Telef.: 273.30 24 10


"BORDADO DE CASTELO BRANCO. ENTRE COLCHAS E VESTIDOS"



Embora se desconheça a sua verdadeira origem, o Bordado de Castelo Branco é um dos produtos mais reconhecidos desta região. 

É a riqueza deste património que se pretende divulgar e tornar conhecido através desta exposição, que se enquadra no ciclo temático Memória + Criatividade celebrado este ano no Museu da Chapelaria.
A exposição estará patente ao público até ao dia 30 de Janeiro de 2014. Encerra à Segunda-feira.


Museu da Chapelaria

Rua Oliveira Júnior, nº 501
3700-204 S. João da Madeira

Portugal
 

Telef.:  256 201 680 
 Homepage: http://museudachapelaria.blogspot.pt/