domingo, 27 de julho de 2014

A Calçada Portuguesa é um dos simbolos da cidade de Lisboa

Calçada portuguesa na Avenida da Liberdade (1930-1939). Prova em papel de revelação baritado ou sem barita com viragem ( sépia, selénio). Fotógrafo: Eduardo Portugal (1900-1958) - Arquivo Municipal de Lisboa, AML
No mês de Fevereiro de 2014, a Assembleia Municipal de Lisboa, aprovou o Plano de Acessibilidade Pedonal, com o objectivo de facilitar a mobilidade dos peões na cidade. As 100 medidas que integram o plano serão implementadas até 2017. 

Um dos pontos que tem gerado mais controvérsia, é a substituição da calçada portuguesa em algumas zonas da cidade de Lisboa. 
 
Com a finalidade de preservar o pavimento, o blogue Cidadania LX, publicou uma petição “Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!”.

 
Calçada portuguesa na Rua Barata Salgueiro. Negativo de gelatina e prata e nitrato e celulose.Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

A calçada portuguesa é conhecida como um dos símbolos da cidade de Lisboa. Tal como o nome indica, é originária de Portugal. 

O início do calcetamento das ruas de Lisboa, mais precisamente a Rua Nova dos Mercadores, ficou marcado pela cartas régias assinadas pelo rei D. Manuel I, em 20 de Agosto de 1498 e em 8 de Maio de 1500.


Calçada portuguesa em ziguezague. Castelo de São Jorge, (tropa em formatura) século XX. Negativo de gelatina e prata sobre vidro. Fotógrafo: Paulo Guedes (1886-1947) - AML

A calçada como hoje a conhecemos, com troços de pedra calcária traçando desenhos, nasceu em Lisboa, no ano de 1842.  O trabalho foi executado por reclusos, sob a orientação do Governador Militar do Castelo de São Jorge, o tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado. 

O pavimento então realizado, com desenhos em forma de ziguezague, era bastante original para a época. O sucesso deste facto, levou a que o militar fosse encarregado de pavimentar outras áreas da Baixa Pombalina.
 
Calceteiros britando a pedra na Avenida da Liberdade (1907). Negativo de gelatina e prata em vidro. Fotógrafo: Joshua Benoliel (1873-1932) Ilustração Portuguesa, 22 de Abril de 1907, pág. 501- AML

No início do século XX, o magazine semanal "Ilustração Portuguesa" (22 de Abril de 1907, pág. 500), elogiava o trabalho dos calceteiros, desta forma:

(…)Elle representa para nós mais que a obra material de um artífice vulgar, - a arte de dispor as ruas e os passeios da cidade de modo a não prejudicar os pequeninos pés das lisboetas que os pisam.
Dize-me por onde andas dir-te-hei os pés que tens. Há pezinhos minúsculos que parece terem sido feitos para só poisarem em flôres. Não o disse João de Deus?

Ah! não ser eu o mármore que pisas…
Calçava-te de beijos!

(…) Os nossos pés estão assim á mercê de suas excellencias; e parece que suas excellencias têm tão extremo cuidado no seu trabalho que de longes terras os veem procurar a Lisboa, como ainda não há muito aconteceu com o empreiteiro geral das novas avenidas do  Rio de Janeiro, que levou d'aqui um bando dos mais afamados calceteiros.    A mulher de Lisboa calça, de ordinário, muito bem; e não há em todo o paiz, terra que fabrique melhor calçado feminino.(…) Como seriam curiosas, para o estudo do pé alfacinha, as memórias de um calceteiro amável! (...)


Calceteiros assentando a calçada com grossos maços, na praça Dom João da Câmara (1907). Negativo de gelatina e prata em vidro. Fotógrafo: Joshua Benoliel (1873-1932) Ilustração Portuguesa, 22 de Abril de 1907, pág. 502 - AML

Os calceteiros aprendem as técnicas de partir a pedra e calcetar. Com o auxílio do martelo, fazem pequenos acertos na forma da pedra, e, com o ajuda de moldes em madeira, preenchem os espaços com as pedras de diferentes cores, formando os motivos no pavimento.

Moldes auxiliares na demarcação de desenhos e letras - Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa, AECP

Molde em madeira, caravela (1980) - Arquivo do ComJeitoeArte
Calçada portuguesa, a caravela. Armas da cidade de Lisboa. Praça Marquês de Pombal. Negativo de gelatina e prata e nitrato e celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML
Pedra calcária, partida em forma de hexágono, usada na calçada sextavada (1980) - Arquivo do ComJeitoeArte
Pedra calcária usada na calçada sextavada (1980) - Arquivo do ComJeitoeArte
Molde em madeira (1980) - Arquivo do ComJeitoeArte
Molde em madeira (1980) - Arquivo do ComJeitoeArte

A calçada portuguesa converteu-se numa arte que ultrapassou fronteiras, pelo bom gosto dos padrões e frisos ricos em simetrias, pelos desenhos com caravelas, estrelas, peixes, flores, golfinhos, sereias, pássaros… 
A execução perfeita e a resistência do material, foram outros dos factores para o sucesso desta arte. 

Os mestres calceteiros portugueses, são solicitados para o ensino, realização e difusão da calçada além-fronteiras.


 
Estrelas no empedrado do Largo de São Domingos. Calçada portuguesa (1940). Negativo de gelatina e prata sobre nitrato de celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML


Peixes no empedrado da Praça do Comércio (1940). Calçada Portuguesa. Negativo de gelatina e prata e nitrato e celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

Sereia no empedrado da Praça Luís de Camões (1965). Calçada portuguesa. Fotógrafo: Armando Serôdio (1907-1978) - AML

Calçada Portuguesa, base monumento ao Restauradores (1940). Negativo de gelatina e prata e nitrato e celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

Calçada portuguesa na Avenida da Liberdade (1944). Negativo de gelatina e prata sobre nitrato de celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

Calçada portuguesa na cidade de Lisboa (1980). Arquivo do ComJeitoeArte


Calçada portuguesa, cruzetas. Rua de São Pedro de Alcântara (1944). Negativo de gelatina e prata sobre nitrato de celulose. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

Ao longo dos tempos, a calçada portuguesa motivou os escritores, sendo com frequência mencionada na literatura portuguesa. É descrita por Joaquim Azinhal Abelho (1911-1979),  desta forma:

(…)
A imaginária portuguesa estende-se pelas ruas da cidade em desenhos brancos e pretos, feitos de pedra sim, pedra não.
Quadrados, círculos, silvas, alegorias e esquemas, bordam, recortam e sobressaem das faixas e passeios, onde os habitantes dos aglomerados tomam o nome de cidadãos.
(…)

É a voz do povo a exclamar:

Esta rua tem pedrinhas,
Esta rua pedras tem…
Das pedras não quero nada,
Mas da rua quero alguém.
(…)

Mais ainda:

As Pedras da tua rua,
Não sei que têm comigo;
Já andam desconfiadas
Que eu ando de amores contigo.

(…)

O Rossio era um bordado aos ésses – ondas largas e ondas estreitas.
Este desenho foi levado para o Rio de Janeiro, onde os mesmos ésses – ondas largas e ondas estreitas – constituem um motivo que atesta a sua origem lusíada.
Subimos ao Chiado. Artéria de bom tom e da alta roda. A época romântica esquematiza-se nos gráficos em forma de losangos, que muito se parecem com estampas arrendadas.
Na Avenida da Liberdade, as grandes faixas do Passeio Público deram a sequência dos recortes à francesa. Aqui há de tudo. Legendas com frases, alegorias míticas, ornatos geométricos e cantos enramados.
Por todas essas vias o bordado sobressai. Do Terreiro do Paço a “24 de Julho”, do Camões à Estrela, os calceteiros camarários enfeitaram a cidade, fazendo primores com a sua arte, que nos vem de séculos e se mantém viva. Ainda agora, na construção da Praça do Império, em Belém, lá vemos no basalto os signos do Zodíaco com a Esfera Armilar. E, também no parque Eduardo VII a vista se perde e se encanta, nas paralelas pretas e brancas, com incidentes gregos.
(…)
É possível que tal artesanato nos venha em testamento de gregos e romanos. Mas o artesão português individualizou-a, dando-lhe graça e pitoresco próprios, que se institui em caso nacional.
(…)
Anuncia-se que uma nova era vai surgir na arte dos calceteiros. As pedras serão dentro em pouco coloridas? Lisboa vai parecer irisada.
                                                                                                        Abelho (1968: 17-19)
Abelho, Azinhal, 1968, Lisboa num cravo de papel. Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa 

Praça D. Pedro IV - Rossio, panorâmica (2002). Calçada portuguesa com padrão Mar Largo. Diapositivo cromogéneo em acetato de celulose. Autor: Lejona, Andres - AML

Calçada portuguesa na Praça Duque da Terceira - Estação do Cais do Sodré (194-). Prova em papel de revelação baritado ou sem barita. Fotógrafo Amadeu Ferrari (1909-1984) - AML

Calçada portuguesa no início da Avenida da Liberdade (1940-1959). Negativo de gelatina e prata em vidro. Fotógrafo: António Passaporte (1901-1983) - AML

Calçada portuguesa no Largo do Chiado (1953). Ao centro, a estátua do poeta António Ribeiro "O Chiado" (1520?-1591). Escultor: António Augusto da Costa (1862-1930).Negativo de gelatina e prata sobre nitrato de celulose. Fotógrafo: Benoliel, Judah (1890-1968) - AML


 Rosa dos Ventos com o Mapa do Mundo.Calçada portuguesa. Padrão dos Descobrimentos -  Autor: www.GlynLowe.com  - Wikimedia Commons

Jardim Praça do Império. Calçada portuguesa (signos do Zodíaco e a Esfera Armilar) - Fotógrafo: João Dias - Wikimedia Commons

No intuito de possibilitar a preservação de uma arte tradicionalmente lisboeta, a Câmara Municipal de Lisboa pôs em funcionamento a primeira Escola de Calceteiros, no ano de 1986, com instalações na Casa Pia – Secção da Madre de Deus.

A actual Escola de Calceteiros, situada na Quinta Conde dos Arcos, continua a ensinar a arte de calcetar, e a divulgar a calçada portuguesa.

Pavimentação de um passeio na Avenida da Liberdade (1959). Calçada portuguesa. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo: Benoliel, Judah (1890-1968) - AML
Desenho do empedrado da Praça Marquês e Pombal (1960). Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo: Armando Serôdio (1907-1978) - AML
Desenho do empedrado da Praça Marquês e Pombal (1960). Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo: Armando Serôdio (1907-1978) - AML
Desenho do empedrado da Praça Marquês e Pombal (1960). Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo: Armando Serôdio (1907-1978) - AML
Desenho do empedrado da Praça Marquês e Pombal (1960). Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Fotógrafo: Armando Serôdio (1907-1978) - AML

Em Cristalizações, poema de José Joaquim Cesário Verde (1855-1886), o trabalho dos calceteiros também é referido:

Cristalizações

Faz Frio. Mas, depois de uns dias de aguaceiros,
Vibra uma imensa claridade crua.
De cócoras, em linha os calceteiros,
Com lentidão, terrosos e grosseiros,
Calçam de lado a lado a longa rua
(…)
Bom tempo. E os rapagões, morosos, duros, baços,
Cuja coluna nunca se endireita,
Partem penedos; cruzam-se estilhaços,
Pesam enormemente os grossos maços,
Com que outros batem a calçada feita.
(…)                                                     Verde (1968: 84-88)

Verde,José Joaquim Cesário Verde, 1968. Obra Completa, 4ª edição. Universidade de Brasília. 
Dominio publico.

Grupo de calceteiros na Praça Dom João da Câmara (1907). Negativo de gelatina e prata em vidro. Fotógrafo: Joshua Benoliel (1873-1932) Ilustração Portuguesa, 22 de Abril de 1907, pág. 501- AML
Praça dos Restauradores (2005). Autor: Tiseb (Calçada portuguesa com desenho de padrão da autoria de João Abel Manta). Wikimedia Commons
Calçada à portuguesa, com desenho de padrão da autoria do pintor João Abel Manta, na Praça dos Restauradores. (2009) Foto: Gabriele Luvara -  Wikimedia Commons
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cal%C3%A7ada_portuguesa
http://www.aecp.org.pt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Azinhal_Abelho
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3694236
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jardim_Pra%C3%A7a_do_Imp%C3%A9rio_012_(7258597808).jpg
http://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AViews_From_The_Sea_Discoveries_Monument_-_Wind_Rose_World_Map_(7537904330).jpg
http://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ARestauradores-CCBYSA.jpg
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Passeio_da_Pra%C3%A7a_dos_Restauradores.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Ribeiro_Chiado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ces%C3%A1rio_Verde
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp 


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Monogramas. Revista "Modas e Bordados", década de 1940 - I

"Modas e Bordados" nº 1667, de 19 de Janeiro 1944. Letras C - G (imagem tratada digitalmente).

Ao folhear revistas do século passado, encontrei monogramas desenhados manualmente, com sobreposição, combinação e agrupamento de duas e três letras.  

Refiro-me à publicação periódica "Modas e Bordados - Vida Feminina", suplemento do jornal "O Século", que inclui moda, artes e assuntos femininos. A pedido das assinantes, publicava uma grande variedade de moldes, desenhos, esquemas, monogramas...  


A escritora e jornalista Maria Lamas (1893-1985), foi directora de "Modas e Bordados" entre 1928 e 1947.

Partilho convosco alguns monogramas, e as capas das publicações onde estão incluídos. 
Em breve, voltarei a este tema... 

 
"Modas e Bordados" nº 1667, de 19 de Janeiro 1944 . Na capa: Pastorinha - um dos quadros mais admirados na notável exposição (na rua de D. Pedro V) de desenhos e aguarelas de Raquel Roque Gameiro.


"Modas e Bordados" nº 1598, de 23 de Setembro 1942. Letras A - P (imagem tratada digitalmente)


"Modas e Bordados" nº 1598, de 23 de Setembro 1942. Na capa: Chapéu de feltro preto, com enfeite dourado, prendendo uma fita de veludo, também preta, que atravessa a copa e cai junto do rosto. (Modelo de Horn - Berlim)

"Modas e Bordados" nº 1613, de 6 de Janeiro 1943. Letras A - D (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1613, de 6 de Janeiro 1943. Na capa: Vestido de linha desportiva em lã cor de alfazema e cinto castanho "clouté" dourado. Turbante de veludo e penas. Modelo da Casa Bobone de Lisboa. Cliché Silva Nogueira.


"Modas e Bordados" nº 1614, de 13 de Janeiro 1943. Letras A - E (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1614, de 13 de Janeiro 1943. Na capa:  Eunice Colbert, figura gentil do nosso teatro, apresenta um delicioso chapéu de inverno. (Foto Silva Nogueira).

"Modas e Bordados" nº 1636, de 16 de Junho 1943. Letras A - M - F (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1636, de 16 de Junho 1943. Letras A - M - F (imagem tratada digitalmente).
 
"Modas e Bordados" nº 1636, de 16 de Junho 1943. Na capa: Graciosa atitude duma discípula da professora de dança, D. Margarida de Abreu. (Cliché Silva Nogueira)

"Modas e Bordados" nº 1725, de 28 Fevereiro 1945. Letras R - V (imagem tratada digitalmente).

 "Modas e Bordados" nº 1778, de 6 de Março 1946. Letras A - R (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1778, de 6 de Março 1946. Letras M - O (imagem tratada digitalmente) .



 "Modas e Bordados" nº 1778, de 6 de Março 1946. Letras F - A (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1778, de 6 de Março 1946. Na capa: Vestido de jantar ou baile, de uma grande distinção. (Exclusivo da INP para Modas e Bordados)



"Modas e Bordados" nº 1792, de 12 de Junho 1946. Letras J - B (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1792, de 12 de Junho 1946. Na capa: Maria Luísa Valente, dos Grandes Armazéns do Chiado, grande prémio (1000$00) da V Festa das Costureiras. (Foto Silva Nogueira).

"Modas e Bordados" nº 1811, de 23 de Outubro 1946. Letras M - P (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1811, de 23 de Outubro 1946. Na capa: Dois modelos da casa Hardy Amies, de Londres: um "tailleur" à esquerda, de linhas simples, e um vestido-casaco, à direita, guarnecido com fita da veludo num tom mais escuro. (Exclusivo da Reuterphoto, para "Modas e Bordados").


"Modas e Bordados" nº 1835, de 9 de Abril 1947. Letras R - M (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1840, de 14 de Maio 1947. Letras M - C (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1840, de 14 de Maio 1947. Letras L - O (imagem tratada digitalmente).

"Modas e Bordados" nº 1835, de 9 de Abril 1947. Na capa: A Léninha e o seu jardim - imagem encantadora da história desta Primavera. (Cliché de Carlos José Peres).


Monogramas em forma de circulo, aqui.
Monogramas em forma de polígono, aqui.