terça-feira, 17 de março de 2015

Argola para guardanapo em origami

1 - Argola de guardanapo em origami

Argola de guardanapo com decoração personalizada é a minha sugestão para o presente do Dia do Pai.

Para realizar a decoração poderá utilizar tintas, lápis de cor, colagens de pequenos objectos, EVA ou feltro.


2 - Rectângulo de papel

Material necessário:

- Papel de gramagem leve ou média (30 x 15 cm);
- Cola.


Passo a Passo:

1 - Dobre cada uma das extremidades do rectângulo ao meio e faça um pequeno vinco (imagens 2 e 3).

2 - Dobre as extremidades do rectângulo para o meio usando o vinco feito em 1 (imagens 3 e 4).


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3 - Dobre o rectângulo ao meio de A até C, para fazer o vinco BD (imagens 5 e 6). Desdobre.


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4 - Dobre o rectângulo de A a D e de C a D, faça um vinco. Desdobre (imagens 7 e 8).


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5 - Dobre de A até E para fazer o vinco à direita (G). Repita o processo, dobre C até F para obter o vinco H. Desdobre (imagens 9 e 10).


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6 - Dobre C até G e faça o vinco I. Desdobre. Dobre de A até H e faça o vinco J. Desdobre (imagem 11 e 13). 
Vire o rectângulo. Dobre C até E e faça o vinco KN. Repita o processo, dobre A até F e faça o vinco LM (imagem 12 e 13). 



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7 - Vire para a face anteriorDobre as extremidades para o meio. Vinque. Desdobre (imagens 14 e 15).

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8 - Junte os vincos K e L ao D formando pregas (imagens 16, 17 e 18).

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9 - Levante a extremidade AL e dobre para dentro. Puxe LJ até formar um triângulo e alise. Repita com KI (imagens 19, 20 e 21).

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10 - Dobre as extremidades do lado oposto e puxe o ponto M e N para a frente, formando dois triângulos. Prima e alise (imagens 22, 23 e 24).


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11 - Vire ao contrário e observe a forma de escudo (imagem 25).


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12 - Coloque uma das extremidades do rectângulo dentro da outra e feche a argola. Poderá reforçar com cola (imagem 26).


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13 - Finalize a argola com uma decoração personalizada (imagens 27 e 28).




domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher - Guaches de Maria Keil

Ano Internacional da Mulher, 1975. Original de selo. Guache sobre papel (26,2 x 34,1 cm). Autora Maria Keil do Amaral - Património Museológico das Comunicaçõe


Em 2015, o Dia Internacional da Mulher destaca a Declaração e Plataforma de Acção de Pequim, um programa de acção assinado por 189 governos há 20 anos, para a defesa dos direitos das mulheres. O tema para este ano -"Empoderar as mulheres - Empoderar a humanidade: Imagine!" - concebe um mundo onde as mulheres devem ser capazes de participar na vida política, gerir a sua educação, receber um salário e viver numa sociedade sem violência nem discriminação.




United Nations. 2015


Neste dia relembro a artista plástica Maria Keil do Amaral (1914 - 2012). A sua vasta obra inclui: pintura, desenho de móveis, cartões para tapeçaria, cenários e figurinos, painéis de azulejos, selos, cartazes, ilustração e projectos para pintura mural. Recebeu o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e o Grande Prémio Aquisição da Academia Nacional de Belas Artes. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian na década de 1980.




Ano Internacional da Mulher, 1975. Original de selo. Guache sobre cartolina (26,2 x 34,1 cm). Autora Maria Keil do Amaral - Património Museológico das Comunicações 

Ano Internacional da Mulher, 1975. Original de selo. Guache sobre cartão (26,2 x 34,1 cm). Autora Maria Keil do Amaral - Património Museológico das Comunicaçõe

Ano Internacional da Mulher, 1975. Original de selo. Guache sobre papel (26,2 x 34,1 cm). Autora Maria Keil do Amaral - Património Museológico das Comunicaçõe

sábado, 7 de março de 2015

O voto da mulher portuguesa em 1945 - Sarah Beirão

Decreto-lei nº 35.426, de 31 de Dezembro de 1945 (art. 1º). Recenseamento eleitoral para a eleição do Presidente da República e da Assembleia Nacional - Modas e Bordados, nº 1773 de 30 de Janeiro de 1946


O decreto-lei nº35.426, promulgado em 31 de Dezembro de 1945, em Portugal, - regime político do Estado Novo -, estabelece normas a respeitar no recenseamento eleitoral para a eleição do Presidente da República e da Assembleia Nacional.

Olhando para imagem em cima (interior dos rectângulos), podemos ler sobre quem são os eleitores do Presidente da República e da Assembleia Nacional, e ponderar no que respeita à mulher:

1º- "Os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores ou emancipados, que saibam ler e escrever português;
2º - Os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores ou emancipados, que, embora não saibam ler e escrever, paguem ao Estado e corpos administrativos quantia não inferior a 100$00, por algum ou alguns dos seguintes impostos: contribuição predial, contribuição industrial, imposto profissional e imposto sobre a aplicação de capital; 
3º - Os cidadãos portugueses do sexo feminino, maiores ou emancipados, com as seguintes habilitações mínimas: 
a) Curso geral dos liceus;
b)  Curso do magistério primário;
c) Curso de escolas de belas artes;
d) Cursos do conservatório Nacional ou do conservatório de Música, do Porto;
e) Cursos dos Institutos industriais e comerciais. 
4º - Os cidadãos portugueses do sexo feminino, maiores ou emancipados, que, sendo chefes de família, estejam nas de mais condições fixadas no nº 2".  

A capacidade eleitoral da mulher portuguesa, era na época, bem mais restrita que a do homem. Enquanto exigem que o homem saiba ler e escrever, ou, se não souber, que pague uma quantia não inferior a 100$00, à mulher exigem que possua habilitações muito completas. Nem todas as mulheres com habilitações (nº 3) podiam votar. À mulher casada não lhe era reconhecido o direito ao voto, desde  que não estivesse judicialmente separada do marido e que este tivesse capacidade eleitoral.


Em entrevista ao "Modas e Bordados" de 13 de Fevereiro de 1946, a escritora Sarah Beirão manifesta o seu descontentamento assim:



"O que penso sobre a lei eleitoral (nº 35.426, de 31 de Dezembro de 1945) ? Que teve muita lacuna a preencher. Não há razão para que a mulher casada deixe de votar, especialmente quando possuir faculdades intelectuais para se poder manifestar em todos os sectores sociais.
É então o casamento uma grilheta? Pelo facto de casar a mulher não deixa de ter ideias nem de pensar. (...) 
Uma lei eleitoral deve ser elaborada, como todas, aliás, por indivíduos dos dois sexos. Não sendo assim, o desequilíbrio é fatal. (...)
Porque há tanto receio de incompetência da mulher para manifestar a sua opinião sobre assuntos de capital importância para a Nação, e mesmo para a humanidade, quando tantos homens incompetentes o fazem?
Porque não há-de haver essa igualdade natural e justa que equipara os indivíduos dando à mulher a personalidade que ela tem perdido, esmagada, por essa iniquidade que não tem razão de ser?"

Escritora Sarah Beirão, vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas  - Modas e Bordados, nº 1775 de 13 de Fevereiro de 1946
Sarah de Vasconcelos Carvalho Beirão, nasceu no dia 29 de Julho de 1880, no concelho de Tábua, onde viria a falecer em 21 de Maio de 1974. Foi escritora, jornalista, defensora dos direitos das mulheres e da igualdade entre géneros. Dedicou-se a diversas causas a favor dos mais desfavorecidos. Fundou o Lar Sara Beirão e a Casa da Criança Sara Beirão, no concelho de Oliveira do Hospital.  A Fundação Sarah Beirão / Comendador António Costa Carvalho (marido da escritora), em Tábua, é actualmente uma instituição de solidariedade social. Distinguiu-se no meio cultural e político português entre 1930 e 1940. Escreveu sobretudo ficção, tanto para adultos como para crianças. Foi colaboradora dos jornais Primeiro de JaneiroDiário de Notícias, Diário de Lisboa e da Revista Municipal da CML. Da sua obra publicada em volume são de destacar Serões da Beira (1929), Amores no Campo (1931), Os Fidalgos da Torre (1936), Surpresa Bendita (1941), Alvorada (1943) e Manuel vai correr mundo. Foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, organização de mulheres, dedicada à defesa dos direitos sociais e políticos das mulheres.


Sara Beirão fazendo a sua conferência no salão de O Século, 1933 - Arquivo Nacional Torre do Tombo
Manuel vai correr mundo. Autora, Sarah Beirão. Ilustração, Irene Mariares. Porto: Livraria Simões Lopes (197?) - BLX Bibliotecas de lisboa

Revista Municipal, nº 18 /19 de 1943. Monumentos de Lisboa / O Mosteiro dos Jerónimos (pág. 24 a 26). Texto de Sarah Beirão. Ilustração de J. Espinho - Hemeroteca Digital

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sara_Beir%C3%A3o

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Impressão sobre tecido - Lenço com cornucópias

Lenço em algodão; impressão com esponja - comjeitoearte
Os trajes regionais das mulheres portuguesas incluem o tradicional lenço confeccionado em lã, seda ou algodão estampado. 

Na região do Minho, os bonitos lenços de cabeça e pescoço, caracterizam-se por decoração variada, onde aparecem motivos florais, vegetalistas e geométricos, em cores garridas. O motivo de cornucópia estilizada que entra na composição das barras de alguns lenços tradicionais, tem origem indiana. 



Lenço de cabeça (inteiro), de algodão, de forma quadrangular, de fundo azul estampado com motivos geométricos, florais e vegetalistas de cor castanho, branco e amarelo. Traje de Domingar.  Museu do Traje de Viana do Castelo; 2007. CM Viana do Castelo

Os algodões estampados indianos decorados com flores, pássaros, animais, cornucópias e cores vivas, entusiasmaram os europeus. Em Portugal, Marquês de Pombal (1699-1782) incentivou uma política de protecção à industria têxtil nacional. No entanto, o excesso de importação de produtos estrangeiros conteve a venda de produtos nacionais. 

Lenço de cabeça (inteiro), de algodão, de forma quadrangular, de fundo azul escuro, estampado com motivos geométricos, florais e vegetalistas de cor branco. Traje de Domingar.  Museu do Traje de Viana do Castelo; 2007. CM Viana do Castelo
O desejo de imitar os tecidos indianos, levou ao inicio da indústria do algodão estampado na Europa. A partir do século XVIII, a utilização de cunhos torna-se vulgar na indústria de algodão estampado. Os métodos de estampagem aperfeiçoam-se. Em meados do século XIX, para além dos cunhos aparecem os processos mecânicos.

Cunho de metal com alfinetagem - Lenços e Colchas de Chita de Alcobaça. Museu de Alcobaça, 1988. IPPC.

Cunhos de metal - Usados no século XIX. É feito um sulco na madeira com o esboço do desenho. Tiras finas de latão ou cobre são inseridas nesse sulco. O desenho pode também ter alfinetagem. São bons para padrões com desenhos delicados.

Alfinetagem - Bocados de latão cortado, com o diâmetro de um alfinete, inseridos na superfície do cunho, para dar o efeito "picotado".


Lenço em tecido de algodão. 
Impressão com esponja

Material: 

- Tecido de algodão lavado e passado a ferro (100 x 100 cm);
- Tintas para impressão em tecido;
- Canetas para tecido;
- Pincel;
- Papel vegetal;
- Cinco acetatos ou cartolinas (10 x 10 cm);
- X-acto;
- Tesoura;
- Lápis;
- Régua;
- Fita cola;
- Giz;
- Luvas de borracha;
- Pedaços de esponja;
- Papel forte.

Passo a passo:

1 - Desenho A
2 - Desenho B

1 - Coloque o tecido sobre uma mesa revestida com papel forte. Prenda o tecido com fita cola à mesa. 

2 - Trace no tecido com giz, as linhas de orientação da composição.

3 - Imprima os desenhos A e B. 

4 - Decalque os desenhos para o papel vegetal.


3 - Molde; Desenho C
4 - Molde; Desenho D

5 - Molde; Desenho E
6 - Molde; Desenho F

7 - Molde; Desenho G

4 - Coloque o papel vegetal sobre as cartolinas ou acetatos. Trace  os desenhos que correspondem às figuras 3, 4, 5, 6 e 7. Utilize uma cartolina para cada cor a imprimir.


5 - Recorte com o x-acto todas as partes que vão ser impressas (sombreadas a cinzento). 

6 - Na figura D recorte com a tesoura a cornucópia. Na figura G recorte com a tesoura a flor. 

7 - Prepare as tintas de acordo com as instruções do fabricante.


8 - Aplicação da tinta com a esponja sobre o tecido.

8 - Coloque o molde recortado com a cornucópia (desenho C) sobre o tecido. Impregne a esponja de tinta e passe-a sobre o tecido através do molde (imagem 8).


9 - Aspecto do molde após a aplicação da tinta

9 - Proceda de igual modo com todos os motivos. Deixe secar a tinta entre cada aplicação de cor (imagem 10).



10 - Motivos impressos; cornucópias.
10 - Coloque a cornucópia recortada (desenho D) sobre o tecido, cobrindo toda a forma. 



11 - Contorno da flor com caneta para tecido.



11 - Aplique a segunda cor sobre o tecido através do molde (flor minúsculas). Depois da tinta seca, contorne com a caneta (imagem 11).




12 - Motivo impresso; flor.


12 - Coloque o molde com as pétalas recortadas  (desenho E) sobre o tecido. Impregne a esponja de tinta e passe-a sobre o tecido através do molde. Proceda de igual modo com todos os motivos. Deixe secar a tinta entre cada aplicação de cor. 


13 - Motivo impresso; centro da flor

13 - Coloque a flor recortada (desenho G) sobre o tecido, cobrindo toda a forma. Aplique a segunda cor sobre o tecido através do molde (centro da flor). Proceda de igual modo com todos os motivos. Deixe secar a tinta entre cada aplicação de cor.  



14 - Motivo impresso; folhas e caule

14 -  Coloque o molde com as folhas e o caule recortados (desenho F) sobre o tecido. Aplique a terceira cor sobre o tecido através do molde. 
Proceda de igual modo com todos os motivos. Deixe secar a tinta.  Faça um sombreado com a caneta de tecido, sobre as pétalas da flor (imagem 15).



15 - Flor com sombreado.

 15 - Depois da tinta secar faça um sombreado com a caneta para tecido.





Fonte: Lenços e Colchas de Chita de Alcobaça. Museu de Alcobaça, 1988. IPPC.