quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Coreto de Évora

Coreto no Jardim Público de Évora, Alentejo - Foto "comjeitoearte" 

A construção do “Passeio Público” em Évora, iniciada em 1863, deu origem ao Jardim Público. O projecto da Câmara patrocinado pelo lavrador alentejano José Maria Ramalho Dinis Perdigão, foi concretizado sob a direcção de Giuzeppe Cinatti ( Italia, 1808-1879).  

Neste espaço destaca-se um ornamento com estrutura em ferro fundido, o Coreto. Inaugurado em 20 de Maio de 1888, foi proposto pelo vereador das obras públicas, Joaquim Sales da Costa. 

Sobre a base em forma de prisma recto hexagonal regular, com a altura sobre o terreno de 1,60m, seis colunas servem de suporte a uma graciosa cobertura com 4,40m de altura. A aparência monumental do conjunto é certificada pelos 11,80 m de altura total.


Desenho/projecto - A. MMunicípio de Évora
Foto "comjeitoearte" 
Planta - A.M. Município de Évora
Foto "comjeitoearte" 
Giuzeppe Cinatti ( Itália, 1808 - Lisboa,1879)- Biblioteca Nacional de Portugal  

Fontes:

http://www4.cm-evora.pt/pt/conteudos/Arquivo+Municipal/Curiosidades+-+Arquivo+Municipal.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Cinatti

http://purl.pt/104/1/iconografia/025.html



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

La Marseillaise - Mireille Mathieu






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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Coreto no Alvito - Alentejo

Coreto situado na Praça da República, em Alvito, no Distrito de Beja, região do Alentejo. Fotos de Fernanda Pina (amiga do comjeitoearte), 2015
Coreto no Alvito
Coreto no Alvito, pormenor da cobertura 
Coreto no Alvito

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Morcego de Halloween

1- Morcego-vampiro de Halloween

O Halloween é já no dia 31 de Outubro... Para assustar alguns dos amigos sugiro a realização deste morcego-vampiro.


Poderá juntá-lo às aranhas e a decoração ficará bastante assustadora...


O morcego-vampiro (Desmodus rotundus), tem comprimento até 9 cm e envergadura até 18 cm. Este morcego ataca aves e mamíferos de grande e médio porte como, por exemplo, gado. Tem os dentes da frente afiados como lâminas que usa para furar a pele da vítima. Depois aspira o sangue que goteja da ferida. Não tira uma quantidade suficiente de sangue para matar, mas pode transmitir doenças como a raiva, através da saliva. Pode ser encontrado no México e em toda a América do Sul.





Material necessário:

- Feltro nas cores preto, castanho, encarnado e branco;
- Tampa de plástico - 1:
- Caixa de cartão, planificada;
- Tesoura;
- Cola;
- Compasso;
- Régua;
- Lápis nº 2;
- Palitos de madeira - 12;
- Caneta resistente à água, cor preto;
- Giz branco.


2 - Material


Passo a Passo:

3 - Morcego-vampiro

1 - Imprima o modelo do morcego (3). Recorte as asas. 

4 - Molde das asas recortado em cartão


2 - Decalque o molde das asas para o cartão (4). Recorte.


5 - Molde colocado sobre o feltro

6 - Molde desenhado com giz sobre o feltro (parte superior das asas).

3 - Coloque o molde sobre o feltro (5). Desenhe com o giz (6). Recorte. 



7 - Desenho com o giz sobre feltro (parte inferior das asas).

4 - Proceda de igual modo para a parte inferior das asas, onde desenhará a estrutura (7).


8 - Pintura dos palitos de madeira para a estrutura das asas

5 - Pinte os palitos com a caneta à prova de água (8). Cole sobre o feltro, seguindo o desenho (7 e 9).



9 - Colagem dos palitos pintados.
10 - Colocação da cola sobre as duas partes das asas, já cortadas.

6 - Coloque cola sobre as duas faces das asas (inferior e superior). Cole pressionando as duas partes.


11 - Tampa de plástico revestida com feltro na parte lateral.

7 - Meça a altura e o perímetro da tampa de plástico. Recorte uma tira de feltro com as medidas anteriores. Cole sobre a parte lateral da tampa (11).



12 - Parte superior da tampa recortada em feltro.

8 - Desenhe um circulo sobre o feltro, com a medida do diâmetro da tampa de plástico. Recorte. Dê-lhe a forma côncava (12). Cole sobre a tampa.



13 - Cabeça do morcego.

9 - Realize a cabeça do morcego-vampiro. Siga o desenho da imagem 3. Utilize feltro nas cores castanho, encarnado e branco (13). 



14 - Colagem da cabeça com as orelhas e semi-circulo encarnado. 

10 - Realize as orelhas. Cole a cabeça com as orelhas sobre o feltro. Cole um semi-circulo de feltro encarnado por debaixo da cabeça. 





Fontes:
Taylor, Barbara e Lilli Kenneth (1992), Atlas dos animais. Milão: CL
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmodus_rotundus




domingo, 11 de outubro de 2015

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro - século 19

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro; construído em calcário branco de lioz; almofada superior com inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824; Rua da Palma. Calçada à portuguesa com representação do símbolo de Lisboa (caravela com 2 corvos) Foto "comjeitoearte", 2015.

As obras de construção do chafariz no Largo do Intendente junto à Fábrica de Azulejos Viúva Lamego (fundada em 1849) iniciaram-se no dia 1 de Março de 1823. Esta localização manteve-se até 1917, ano em foi transferido para a esquina da Rua do Desterro com frente para a Rua da Palma, a fim de facilitar o tráfego automóvel, em particular a passagem de eléctricos. 

Atlas da carta topográfica de Lisboa: n.º 28; data: 1858; dimensão: 920 x 625 mm; escala: 1:1000; autor: Filipe Folque (1800-1874), engenheiro - ARQML, Arquivo Municipal de Lisboa (na imagem, marquei com uma linha curva o local do chafariz e Largo do Intendente. Imagem modificada digitalmente).

Chafariz do Largo do Intendente; gravura - ARQML

Os primeiros esforços para a edificação do chafariz partiram do Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique, ao dirigir uma carta ao Mordomo-mor da Corte e Reino, solicitando a construção de um chafariz para abastecimento de água aos moradores da freguesia dos Anjos, em 1799. Após a apresentação de diversas plantas e alçados referentes à construção, foi aprovado o projecto conjunto dos arquitectos Henrique Guilherme de Oliveira e Honorato José Correia de Macedo e Sá, realizado em 1819. As obras depois de concluídas orçaram em 8 862$668 réis.


Chafariz do Intendente; na foto ao lado direito, a Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; data: 1915; negativo de gelatina e prata em vidro; dimensão: 9x12 cm; autor: José Artur Leitão Bácia - ARQML


Edifício da Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; Largo do Intendente. Foto "comjeitoearte", 2015.

Também conhecido como Chafariz do Desterro, foi classificado como Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983. Construído em calcário branco de lioz, apresenta um volume paralelepipédico, servido por duas bicas que vertem água para 2 tanques semicirculares, que ladeiam um tanque central rectangular. A almofada central superior apresenta a inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824. Com influências neoclássicas é rematado por pináculos pirâmidais e encimado por um frontão curvo, apoiando esfera armilar com brasão nacional e coroa encimada por cruz.  



Chafariz do Intendente; Rua da Palma; data: 1950; autor: Eduardo Portugal (nesta data, a esfera armilar não está encimada por coroa) - ARQML


A Coroa, foi retirada após a implantação da República em 1910. Só nos anos 90 é que volta ao seu lugar, reposta pela Câmara Municipal de Lisboa.

Este chafariz tinha duas Companhias de Aguadeiros, dois capatazes e sessenta e seis aguadeiros. A água era-lhe fornecida pelo Aqueduto das Águas Livres através da Galeria do Campo de Santana. 


Chafariz do Intendente; original de bilhete postal ilustrado; desenho à pena (tinta da china) sobre papel, (32 x 23cm); autor: Américo Taborda. Património Museológico das Comunicações (MatrizWeb)

O Aguadeiro; figura de aguadeiro com chapéu e barril ao ombro; bilhete postal ilustrado (14 x 9cm); autor: F. A. Martins (1900) - BNP, Biblioteca Nacional de Portugal

Fontes:

http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1357

http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-intendente-ou-do-desterro

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71829/

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4055