quinta-feira, 28 de julho de 2016

"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" - Jorge Amado I Arte Urbana

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


A interpretação de um livro (aqui e aqui) ou de um excerto literário de autores de língua portuguesa, serviram de inspiração a intervenções de arte urbana em vidrões, espalhados pela cidade de Lisboa. 

Esta iniciativa promove a união entre a literatura de expressão portuguesa - grupo editorial Leya - e a arte urbana - Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.

O vidrão localizado na Rua da Escola Politécnica, apresenta a interpretação da frase "Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo", da autoria do escritor  Jorge Amado (Brasil, 1912-2001). 

(...)
Um dia - dia em que a aula de canto se prolongara além do tempo costumeiro - , quando os bigodes do Gato estavam tão murchos que tocavam o solo, ela lhe pediu explicação daquela tristeza. O Gato Malhado respondeu: 
- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo...
A Andorinha ficou calada num silêncio de noite profunda. Surpresa? - não creio, ela já adivinhara o que se passava no coração do Gato. Zanga? - não creio tampouco, aquelas palavras foram gratas ao seu coração. Mas tinha medo. Ele era um gato, e os gatos são inimigos irreconciliáveis das andorinhas.

Voou rente sobre o Gato Malhado, tocou-o de leve com a asa esquerda, ele podia ouvir as batidas do pequeno coração da Andorinha Sinhá. Ela ganhou altura, de longe ainda o olhou, era o último dia de Verão. 
Amado, Jorge, "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" (A estação do Verão, pág. 44).

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


Texto integral:

http://www.colegiosacramentinas.com.br/professor/wp-content/uploads/2012/03/o-gato-malhado-e-a-andorinha-sinha.pdf


Fontes:
http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/literatura-pintada-nas-ruas-de-lisboa-1704/
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Gato_Malhado_e_a_Andorinha_Sinh%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Amado


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Galeria de Arte Urbana, em Lisboa




Através da Calçada da Glória, em Lisboa, o Elevador da Glória faz a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Jardim de São Pedro de Alcântara. 

Neste espaço, foi inaugurada a Galeria de Arte Urbana (GAU), uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. Desde a sua criação (2009), são muitos, os artistas que ali, mostram o seu talento.








Fotos: "comjeitoearte", 2016



Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/mostra-anual-de-arte-urbana-edicao-2014


quarta-feira, 29 de junho de 2016

História da Cidade de Lisboa - banda desenhada

Arco da Rua Norberto de Araújo - Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

A pintura mural intitulada "História de Lisboa", descreve a história desta bonita cidade, desde a sua fundação aos nossos dias. 

Concebida com algum humor, pelo ilustrador e autor de banda desenhada Nuno Saraiva, encontra-se localizada no Arco da Rua Norberto de Araújo, perto do Miradouro das Portas do Sol, em Lisboa.









Nuno Saraiva (ideia e ilustração)

Arco e Rua Norberto de Araújo no século XX

Igreja de São Vicente de Fora vista do Arco da Rua Norberto de Araújo (1964); fotografia (10x12 cm); negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Autor: Armando Serôdio (1907-1978) - Arquivo Municipal de Lisboa 
Rua Norberto de Araújo (07-09-1973); fotografia (6x9 cm); negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Autor: Armando Serôdio (1907-1978) - Arquivo Municipal de Lisboa 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Santo António de todo o mundo

Imagens de Santo António; Museu de Santo António, em Lisboa. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

O Museu de Santo António, integra um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, é dedicado à vida e culto do Santo. A devoção que o povo lhe dedica fazem dele um dos santos mais venerados em todo o mundo.  É expressa nos registos, medalhas, orações e imagens. Alguns exemplares fazem parte das colecções do Museu.
Venerado desde o séc. XIII, é considerado padroeiro de Portugal, a par da N. Sra. da Conceição, dos barqueiros, náufragos, marinheiros, propiciador de bons casamentos, invocado para encontrar objectos perdidos, protector dos lares e da família. 

No decorrer da visita ao Museu, somos impressionados pela qualidade e organização dos diversos espaços sobre os temas: Vida e culto de Santo António; Colecções antonianas; O Santo de todo o mundo; "Sant'Antoninho onde te porei..."; Zona multimédia. 

As festas em Lisboa, dedicadas a Santo António, a 13 de Junho, data da sua morte, incluem os Casamentos de Santo António, Marchas Populares, arraias, tronos e procissão.



Santo António; óleo sobre tela; séc. XVIII; dimensões; 630X495 mm; autor: Joaquim Manuel da Rocha - Museu de Santo António


Andor de Santo António; grupo cerâmico em barro vermelho; 1985; dimensões: 350X250 mm; autor: Armando Dias - Museu de Santo António

Imagem de Santo António com o Menino; madeira policromada, marfim, prata e seda; autor desconhecido; séc. XVIII - Museu de Santo António. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016
Imagem de Santo António; madeira estofada e prata; séc. XVIII; dimensões: 365 X125 mm - Museu de Santo António
Imagem de Santo António do Pão;  barro vermelho policromado; séc. XIX ; dimensões: 200 X120 mm - Museu de Santo António.
Imagem de Santo António; arte Indo-portuguesa; madeira e marfim policromado; séc. XVII (2ª metade); dimensões: 368 X140X82 mm - Museu de Santo António.

Fontes: 
http://www.museudelisboa.pt/colecoes/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A cidade de Lisboa vista por Henri L'Evêque no século XVIII

Vista da Cidade de Lisboa tomada da Junqueira

Dedicada a Sua Alteza Real O Príncipe Regente* de Portugal etc. etc. etc. Pelo Seu Muito Humilde e Reverente Criado Henrique L’Evêque

Vue de la ville de Lisbonne prise de la Junqueira
London published October 1816 by H. L'Evêque. Câmara Municipal de Lisboa - Arquivo do "comjeitoearte".


Verso da gravura

Descrição da gravura

A estampa representa a Rua Direita da Junqueira vendo-se: em primeiro plano, grupos de populares, entre os quais um “grupo de galegos dançando e tocando” e um barco em processo de descarga; em segundo plano, o palácio dos inícios do séc. XVIII, conhecido por palácio dos Patriarcas, residência dos Cardeais patriarcas de Lisboa, depois do terramoto, mais tarde comprado por Henri Burnay, posteriormente 1º conde do mesmo nome que nele fez obras profundas, transformando-o numa luxuosa residência dos finais do séc. XIX. Hoje é sede do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. No mesmo alinhamento, mas mais recuado o palácio dos condes do séc. XVIII, onde nasceu viveu e morreu D. João Gonçalves Zarco da Câmara, filho do 1º Marquês da Ribeira Grande, grande dramaturgo português. Foi depois comprado pelo Estado que nele instalou ultimamente o liceu da Rainha D. Amélia. No meio da praia, o Forte de S. João da Junqueira, que no tempo do rei D. José foi convertido em prisão de Estado.



Vista do Convento de Stº Jerónimo de Belém e da Barra de Lisboa

Dedicada a Sua Alteza Real O Príncipe Regente* de Portugal etc. etc.etc. Pelo Seu Muito Humilde e Reverente Criado Henrique L’Evêque


Vue de Convent de St. Jerome de Belém, et de l’entrée de la Barre de Lisbonne.
London published October 1816 by H. L'Evêque. Câmara Municipal de Lisboa - Arquivo do "comjeitoearte".


Verso da gravura

Descrição da gravura

No primeiro plano, grupos de populares, no seu dia a dia quotidiano, na praia de Belém ou "Restelo", vendo-se à esquerda, um barco na descarga de lenha; ao centro uma "barraca de comidas e vinho" com vários comensais sentados à mesa, sob os olhares de um mendigo e dum Andador de Almas. À direita, o grandioso convento "manuelino" dos Jerónimos e Igreja de Santa Maria de Belém (inícios do século XVI), ainda com o coroamento, em pirâmide, seiscentista da torre. Em plano mais recuado, várias construções hoje desaparecidas, destacando-se, junto da praia, o palácio que foi dos Marqueses de Marialva e já esbatida no horizonte, a torre de Belém.


Biografia

Henri L'Evêque (1769/1832) foi um pintor e gravador de origem suíça, nascido em Génova, casando em Inglaterra, onde fixou residência. Fez várias viagens a Portugal, tendo aqui estado nos finais do século XVIII e, mais tarde, incorporado no exército anglo-português durante a Guerra Peninsular. Escreveu sobre o nosso país a obra "Costume of Portugal", espécie de álbum ilustrado com 50 águas-tintas sobre tipos portugueses. É também autor de óleos e guaches fixando costumes e aspectos populares, feiras, etc.


* Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal é seguramente João VI ((Lisboa13 de Maio de 1767 — Lisboa, 10 de Março de 1826). 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tronos de Santo António, Lisboa - 1

Rossio

        



Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Rossio (Praça D. Pedro IV). Fotos "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Bairro do Castelo







Grupo Desportivo do Castelo, na Rua do Recolhimento, nº 51. Fotos "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Costume antigo e profundamente enraizado nas tradições dos bairros da cidade, celebra o período das festas de Lisboa tomando como referência o santo mais querido e venerado das suas gentes, Santo António.

Dando crédito à lenda popular, transmitida de geração em geração, tal costume surge no período da reconstrução da cidade após a grande devastação provocada pelo terramoto de 1755, em que também a pequena ermida erigida ao que se supõe no local do nascimento de Fernando de Bulhões, nome mundano de Santo António, desaparecera.

As gentes da cidade de forma espontânea por toda ela promoveram peditórios, com o contributo dos mais jovens como forma de angariação de fundos  para a construção da actual igreja. Expressão bem sentida de uma devoção profunda pelo seu santo do coração.

Esta é uma das versões para a origem dos tronos dedicados a Santo António e com ela do pregão: “Um tostãozinho para o Santo António”


Bairro de Alfama



Largo de Santo António da Sé. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

Detalhe; trono do Largo de Santo António da Sé. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016


Escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de São Miguel, no Largo de São MiguelFoto "comjeitoearte", em Junho de 2016.
Escadinhas de São MiguelFoto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Centro Paroquial de Alfama, na Rua de São Miguel. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Calçadinha de Santo Estêvão. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.
Loja de artesanato "Ponto Lx", Rua Augusto Rosa, nº 23. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.

Bairro da Mouraria



Rua Marquês Ponte de Lima, nº 12. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016.