domingo, 7 de agosto de 2016

Cartões com flores

Pink and Blue Roses (cupcake tower)  - Rosalind Miller


O "comjeitoearte" comemora hoje cinco anos de publicações! 



A todos os amigos, visitantes e leitores deste blogue, agradeço a vossa atenção, o vosso tempo e a vossa companhia.
    
Com a vossa ajuda, o blogue já  ultrapassou um pouco as 385 000 visitas!

Os comentários que, gentilmente, deixaram neste espaço ao longo dos 5 anos, foram um incentivo e uma motivação para eu continuar.

Com carinho, ofereço-vos flores e cupcakes. 



Convido-vos a observar algumas imagens de cartões de aniversario. As nove décadas abrangidas, testemunham a variedade de estilo gráfico.  




Cartão de aniversário; cartão; impresso na Grã-Bretanha, 1961; Mason's - Victoria and Albert Museum

Birthday Greeting and all Good Wishes; cartão com flores em vaso art nouveau; 1904 Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; cartão com violetas sobre tecido de seda; 1905 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; decoração fuchias; foto de flores naturais; pintado à mão, em Berlim; 1908 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; cartão colorido; printed in Germany, 1910 - NYPL
Verso do cartão

All good wishes for a bright and happy Birthday ; cartão colorido; printed in Germany, 1912 - NYPL
Verso do cartão 


Good Wishes for a happy Birthday; cartão com flores e paisagem; 1922 Tuck BD postcards
Verso do cartão

All good wishes for a bright and happy Birthday ; cartão com decoração floral ovalprinted in Germany1925 - Tuck BD postcards
Verso do cartão


A song of happiness on your Birthdaycartão deco com decoração floral e pássarosprinted in England1931 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

Happy Birthday;; cartão colorido; printed in England; artista: John Macpherson; 1936 - Tuck BD postcards

Verso do cartão
Happy Birthday ; c.1940; ilustração de Molly Brett - Mary Evans 
Birthday Date; decoração com calendário e flores; c. 1950; Gil Stoker Collection - Mary Evans
Birthday Greetings; 1966; ilustração de Margery Stephenson - Mary Evans
Cartão de aniversário; cartão; impresso em Inglaterra, 1972 - Victoria and Albert Museum

Cartão de aniversário; cartão; impresso em Inglaterra, 1972; Gordon Fraser Gallery Lda. - Victoria and Albert Museum  

Cartão de aniversário; papel; impresso na Grã-Bretanha, 1973; Sharpe's Classic - Victoria and Albert Museum

Happy Birthday Tea Table; 1988; ilustração de Cefyn Burgess  - Mary Evans



Obrigada pela vossa companhia!




Fontes:

THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY (NYPL) - http://digitalcollections.nypl.org/collections

http://www.maryevans.com/

http://www.rosalindmillercakes.com/

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"O Fio das Missangas" - Mia Couto I Arte Urbana

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)

A interpretação de um livro (aqui) ou de um excerto literário (aqui), de autores de língua portuguesa, serviu de inspiração a intervenções de arte urbana em vidrões, espalhados pela cidade de Lisboa. 

Esta iniciativa promove a união entre a literatura de expressão portuguesa - grupo editorial Leya - e a arte urbana - Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.


O vidrão localizado na Rua D. Pedro V, apresenta a interpretação do livro "O Fio das Missangas" da autoria do biólogo e escritor moçambicano Mia Couto (Beira -Moçambique, 1955). 



Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)

O peixe e o homem 
 Pois que fez Santo António? Mudou somente o púlpito e o auditório (...). Deixa as praças, vai às praias; deixa a terra, vai ao mar e começa a dizer a altas vozes: já que não me querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes.
Oh, maravilhas do Altíssimo!
Oh, poderes do que criou o mar e a terra!
Começam a ferver as ondas, começam a concorrer os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos, e postos todos na sua ordem com as cabeças de fora da água, António pregava e eles ouviam. 
 (Extrato do Sermão de Santo António, Padre António Vieira) 
Um dia destes, quando saía de casa, deparei com meu vizinho, Jossinaldo. Estava no patamar, como que me esperando. Dos braços cruzados, espreitava uma trela. Me arrepiei. Sempre eu o tinha evitado, por causa dos ditos e desditos. O homem era conhecido pelo que fazia no parque: levava um peixe a passear pela trela. Caminhava na margem do lago, segurando a trela. (...)
  (...) E fui saindo de casa, caminhando ao mesmo passo do afamado vizinho, lado com lado. Na rua me olhavam, surpresos. Então eu autorizava a companhia do proscrito, no pleno da via pública? Debaixo dos olhares, nos dirigimos ao parque e paramos junto ao lago.
 - Veja como ele vem a correr.
E era a maior verdade. O peixão, na vista do vizinho, se aproximou da berma. Jossinaldo debruçou--se e enlaçou a trela à volta da cauda do animal.
- Vá, pegue na trela para ele lhe ganhar familiaridades.
Com o coração de fora, lá segurei na corda. O bicho veio à superfície da água e me olhou com olhos, até me custa escrever, com olhos de gente. E remergulhando me conduziu ele a mim, pela margem. Contornei por inteiro a lagoa para me reencontrar com Jossinaldo. (...) 
         Couto, Mia, "O Fio das Missangas" (conto, O Peixe e o Homem, págs.46-48) 


Texto integral:
http://www.carlaportugues.com.br/site/wp-content/uploads/2013/03/COUTO-Mia-O-Fio-das-missangas.pdf


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Fio_das_Missangas
http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/literatura-pintada-nas-ruas-de-lisboa-1704/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto




quinta-feira, 28 de julho de 2016

"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" - Jorge Amado I Arte Urbana

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


A interpretação de um livro (aqui e aqui) ou de um excerto literário de autores de língua portuguesa, serviram de inspiração a intervenções de arte urbana em vidrões, espalhados pela cidade de Lisboa. 

Esta iniciativa promove a união entre a literatura de expressão portuguesa - grupo editorial Leya - e a arte urbana - Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.

O vidrão localizado na Rua da Escola Politécnica, apresenta a interpretação da frase "Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo", da autoria do escritor  Jorge Amado (Brasil, 1912-2001). 

(...)
Um dia - dia em que a aula de canto se prolongara além do tempo costumeiro - , quando os bigodes do Gato estavam tão murchos que tocavam o solo, ela lhe pediu explicação daquela tristeza. O Gato Malhado respondeu: 
- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo...
A Andorinha ficou calada num silêncio de noite profunda. Surpresa? - não creio, ela já adivinhara o que se passava no coração do Gato. Zanga? - não creio tampouco, aquelas palavras foram gratas ao seu coração. Mas tinha medo. Ele era um gato, e os gatos são inimigos irreconciliáveis das andorinhas.

Voou rente sobre o Gato Malhado, tocou-o de leve com a asa esquerda, ele podia ouvir as batidas do pequeno coração da Andorinha Sinhá. Ela ganhou altura, de longe ainda o olhou, era o último dia de Verão. 
Amado, Jorge, "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" (A estação do Verão, pág. 44).

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


Texto integral:

http://www.colegiosacramentinas.com.br/professor/wp-content/uploads/2012/03/o-gato-malhado-e-a-andorinha-sinha.pdf


Fontes:
http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/literatura-pintada-nas-ruas-de-lisboa-1704/
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Gato_Malhado_e_a_Andorinha_Sinh%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Amado


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Galeria de Arte Urbana, em Lisboa




Através da Calçada da Glória, em Lisboa, o Elevador da Glória faz a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Jardim de São Pedro de Alcântara. 

Neste espaço, foi inaugurada a Galeria de Arte Urbana (GAU), uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. Desde a sua criação (2009), são muitos, os artistas que ali, mostram o seu talento.








Fotos: "comjeitoearte", 2016



Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/mostra-anual-de-arte-urbana-edicao-2014


quarta-feira, 29 de junho de 2016

História da Cidade de Lisboa - banda desenhada

Arco da Rua Norberto de Araújo - Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

A pintura mural intitulada "História de Lisboa", descreve a história desta bonita cidade, desde a sua fundação aos nossos dias. 

Concebida com algum humor, pelo ilustrador e autor de banda desenhada Nuno Saraiva, encontra-se localizada no Arco da Rua Norberto de Araújo, perto do Miradouro das Portas do Sol, em Lisboa.









Nuno Saraiva (ideia e ilustração)

Arco e Rua Norberto de Araújo no século XX

Igreja de São Vicente de Fora vista do Arco da Rua Norberto de Araújo (1964); fotografia (10x12 cm); negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Autor: Armando Serôdio (1907-1978) - Arquivo Municipal de Lisboa 
Rua Norberto de Araújo (07-09-1973); fotografia (6x9 cm); negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. Autor: Armando Serôdio (1907-1978) - Arquivo Municipal de Lisboa 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Santo António de todo o mundo

Imagens de Santo António; Museu de Santo António, em Lisboa. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016

O Museu de Santo António, integra um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, é dedicado à vida e culto do Santo. A devoção que o povo lhe dedica fazem dele um dos santos mais venerados em todo o mundo.  É expressa nos registos, medalhas, orações e imagens. Alguns exemplares fazem parte das colecções do Museu.
Venerado desde o séc. XIII, é considerado padroeiro de Portugal, a par da N. Sra. da Conceição, dos barqueiros, náufragos, marinheiros, propiciador de bons casamentos, invocado para encontrar objectos perdidos, protector dos lares e da família. 

No decorrer da visita ao Museu, somos impressionados pela qualidade e organização dos diversos espaços sobre os temas: Vida e culto de Santo António; Colecções antonianas; O Santo de todo o mundo; "Sant'Antoninho onde te porei..."; Zona multimédia. 

As festas em Lisboa, dedicadas a Santo António, a 13 de Junho, data da sua morte, incluem os Casamentos de Santo António, Marchas Populares, arraias, tronos e procissão.



Santo António; óleo sobre tela; séc. XVIII; dimensões; 630X495 mm; autor: Joaquim Manuel da Rocha - Museu de Santo António


Andor de Santo António; grupo cerâmico em barro vermelho; 1985; dimensões: 350X250 mm; autor: Armando Dias - Museu de Santo António

Imagem de Santo António com o Menino; madeira policromada, marfim, prata e seda; autor desconhecido; séc. XVIII - Museu de Santo António. Foto "comjeitoearte", em Junho de 2016
Imagem de Santo António; madeira estofada e prata; séc. XVIII; dimensões: 365 X125 mm - Museu de Santo António
Imagem de Santo António do Pão;  barro vermelho policromado; séc. XIX ; dimensões: 200 X120 mm - Museu de Santo António.
Imagem de Santo António; arte Indo-portuguesa; madeira e marfim policromado; séc. XVII (2ª metade); dimensões: 368 X140X82 mm - Museu de Santo António.

Fontes: 
http://www.museudelisboa.pt/colecoes/