terça-feira, 16 de agosto de 2016

Reciclar latas de alumínio - porta-objectos

1 - Porta-objectos com espelho (Imagem modificada digitalmente)
As latas de alumínio (atum, sardinha, ervilhas, salsichas...) estão presentes no nosso dia-a-dia. Podemos reciclar algumas e adaptá-las a novas utilizações. 

O porta-objectos que vos proponho tem 3 variantes: o primeiro, com espelho; o segundo, com espaço para lembretes; o terceiro, romântico com corações.

Com materiais variados e alguma imaginação, um porta-objectos poderá ser funcional no quarto (organizar maquilhagem), no WC (guardar as escovas, o dentífrico...), no escritório (lugar para elásticos, borrachas, lápis, canetas...) ou noutro local da casa, montado de outra forma.    


Material:

- Latas de alumínio vazias;
- Tampa de alumínio;
- Madeira ou compensado;
- Tinta acrílica;
- Pincéis;
- Argolas para pendurar o porta-objectos.
- Arame fino;
- Alicate;
- Furador eléctrico;
- Brocas para metal e madeira;

- Espelho;
- Cola resistente;
- Papel auto-adesivo transparente.



2 - Latas de alumínio (foto "comjeitoearte")



Passo-a-passo:

1 - Lave e seque as latas. 

2 - Pinte o interior e o exterior das latas com as cores à sua escolha. Depois de secar pinte as riscas ou os corações.

3 - Pinte a base de madeira com a cor escolhida. Depois de secar. Pinte as riscas, o espaço para os lembretes (imagem 5), ou a zona onde vai colar o espelho (imagem 1).

4 - Faça dois furinhos nas latas, com o furador eléctrico (imagem 3). Nas latas redondas os furos devem ser mais próximos um do outro. 














             





3 - Latas com furos


5 - Coloque as latas sobre a madeira de acordo com o esquema prévio. Marque o local dos furos, passando um lápis através deles. Faça os furos na madeira já marcada.

6 - Coloque as latas nos lugares definitivos, fazendo coincidir os furos com os da madeira. Passe um arame por os furos (imagem 3) e junte as pontas no verso da madeira, com o alicate. 

4 - Latas seguras com arame

7 - No verso da madeira coloque as argolas para pendurar o porta-objectos. 

8 - Depois de trabalho concluído, cole o espelho (imagem 1), ou proteja a zona dos lembretes (imagem 5) com papel auto-adesivo transparente, para facilitar a limpeza deste espaço.



5 - Porta-objectos com espaço para lembretes (Imagem modificada digitalmente)

6 - Porta-objectos romântico com corações (Imagem modificada digitalmente)

 
Imagem original. Fonte: Artesanato. Lisa SA. 1981


Ânfora panatenaica

Século VI a. C.
Está a decorrer a 31ª edição dos Jogos Olimpicos da época moderna. Inspirados pelos jogos em Olimpia, na Grécia Antiga, que se inseriam nas festividades em honra dos deuses do Olímpo, continuam a celebrar-se de quatro em quatro anos, desde a primeira edição do Jogos Olímpicos da Antiguidade (776 a. C.).

Existiam outras festas, as Panateneias, em Atenas, realizadas em homenagem à deusa grega Atena. No decorrer destas festividades eram realizadas competições artísticos e actividades desportivas. Os vitoriosos recebiam ânforas panatenaicas, com azeite feito os frutos de oliveiras sagradas, árvore  associada à deusa.

O único exemplar de ânfora panatenaica existente em Portugal é o vaso ático que vemos nas imagens. Permanece no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.

Século VI a. C.

domingo, 7 de agosto de 2016

Cartões com flores

Pink and Blue Roses (cupcake tower)  - Rosalind Miller


O "comjeitoearte" comemora hoje cinco anos de publicações! 



A todos os amigos, visitantes e leitores deste blogue, agradeço a vossa atenção, o vosso tempo e a vossa companhia.
    
Com a vossa ajuda, o blogue já  ultrapassou um pouco as 385 000 visitas!

Os comentários que, gentilmente, deixaram neste espaço ao longo dos 5 anos, foram um incentivo e uma motivação para eu continuar.

Com carinho, ofereço-vos flores e cupcakes. 



Convido-vos a observar algumas imagens de cartões de aniversario. As nove décadas abrangidas, testemunham a variedade de estilo gráfico.  




Cartão de aniversário; cartão; impresso na Grã-Bretanha, 1961; Mason's - Victoria and Albert Museum

Birthday Greeting and all Good Wishes; cartão com flores em vaso art nouveau; 1904 Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; cartão com violetas sobre tecido de seda; 1905 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; decoração fuchias; foto de flores naturais; pintado à mão, em Berlim; 1908 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

A happy Birthday; cartão colorido; printed in Germany, 1910 - NYPL
Verso do cartão

All good wishes for a bright and happy Birthday ; cartão colorido; printed in Germany, 1912 - NYPL
Verso do cartão 


Good Wishes for a happy Birthday; cartão com flores e paisagem; 1922 Tuck BD postcards
Verso do cartão

All good wishes for a bright and happy Birthday ; cartão com decoração floral ovalprinted in Germany1925 - Tuck BD postcards
Verso do cartão


A song of happiness on your Birthdaycartão deco com decoração floral e pássarosprinted in England1931 - Tuck BD postcards
Verso do cartão

Happy Birthday;; cartão colorido; printed in England; artista: John Macpherson; 1936 - Tuck BD postcards

Verso do cartão
Happy Birthday ; c.1940; ilustração de Molly Brett - Mary Evans 
Birthday Date; decoração com calendário e flores; c. 1950; Gil Stoker Collection - Mary Evans
Birthday Greetings; 1966; ilustração de Margery Stephenson - Mary Evans
Cartão de aniversário; cartão; impresso em Inglaterra, 1972 - Victoria and Albert Museum

Cartão de aniversário; cartão; impresso em Inglaterra, 1972; Gordon Fraser Gallery Lda. - Victoria and Albert Museum  

Cartão de aniversário; papel; impresso na Grã-Bretanha, 1973; Sharpe's Classic - Victoria and Albert Museum

Happy Birthday Tea Table; 1988; ilustração de Cefyn Burgess  - Mary Evans



Obrigada pela vossa companhia!




Fontes:

THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY (NYPL) - http://digitalcollections.nypl.org/collections

http://www.maryevans.com/

http://www.rosalindmillercakes.com/

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"O Fio das Missangas" - Mia Couto I Arte Urbana

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)

A interpretação de um livro (aqui) ou de um excerto literário (aqui), de autores de língua portuguesa, serviu de inspiração a intervenções de arte urbana em vidrões, espalhados pela cidade de Lisboa. 

Esta iniciativa promove a união entre a literatura de expressão portuguesa - grupo editorial Leya - e a arte urbana - Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.


O vidrão localizado na Rua D. Pedro V, apresenta a interpretação do livro "O Fio das Missangas" da autoria do biólogo e escritor moçambicano Mia Couto (Beira -Moçambique, 1955). 



Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)

O peixe e o homem 
 Pois que fez Santo António? Mudou somente o púlpito e o auditório (...). Deixa as praças, vai às praias; deixa a terra, vai ao mar e começa a dizer a altas vozes: já que não me querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes.
Oh, maravilhas do Altíssimo!
Oh, poderes do que criou o mar e a terra!
Começam a ferver as ondas, começam a concorrer os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos, e postos todos na sua ordem com as cabeças de fora da água, António pregava e eles ouviam. 
 (Extrato do Sermão de Santo António, Padre António Vieira) 
Um dia destes, quando saía de casa, deparei com meu vizinho, Jossinaldo. Estava no patamar, como que me esperando. Dos braços cruzados, espreitava uma trela. Me arrepiei. Sempre eu o tinha evitado, por causa dos ditos e desditos. O homem era conhecido pelo que fazia no parque: levava um peixe a passear pela trela. Caminhava na margem do lago, segurando a trela. (...)
  (...) E fui saindo de casa, caminhando ao mesmo passo do afamado vizinho, lado com lado. Na rua me olhavam, surpresos. Então eu autorizava a companhia do proscrito, no pleno da via pública? Debaixo dos olhares, nos dirigimos ao parque e paramos junto ao lago.
 - Veja como ele vem a correr.
E era a maior verdade. O peixão, na vista do vizinho, se aproximou da berma. Jossinaldo debruçou--se e enlaçou a trela à volta da cauda do animal.
- Vá, pegue na trela para ele lhe ganhar familiaridades.
Com o coração de fora, lá segurei na corda. O bicho veio à superfície da água e me olhou com olhos, até me custa escrever, com olhos de gente. E remergulhando me conduziu ele a mim, pela margem. Contornei por inteiro a lagoa para me reencontrar com Jossinaldo. (...) 
         Couto, Mia, "O Fio das Missangas" (conto, O Peixe e o Homem, págs.46-48) 


Texto integral:
http://www.carlaportugues.com.br/site/wp-content/uploads/2013/03/COUTO-Mia-O-Fio-das-missangas.pdf


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Fio_das_Missangas
http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/literatura-pintada-nas-ruas-de-lisboa-1704/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto




quinta-feira, 28 de julho de 2016

"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" - Jorge Amado I Arte Urbana

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


A interpretação de um livro (aqui e aqui) ou de um excerto literário de autores de língua portuguesa, serviram de inspiração a intervenções de arte urbana em vidrões, espalhados pela cidade de Lisboa. 

Esta iniciativa promove a união entre a literatura de expressão portuguesa - grupo editorial Leya - e a arte urbana - Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.

O vidrão localizado na Rua da Escola Politécnica, apresenta a interpretação da frase "Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo", da autoria do escritor  Jorge Amado (Brasil, 1912-2001). 

(...)
Um dia - dia em que a aula de canto se prolongara além do tempo costumeiro - , quando os bigodes do Gato estavam tão murchos que tocavam o solo, ela lhe pediu explicação daquela tristeza. O Gato Malhado respondeu: 
- Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo...
A Andorinha ficou calada num silêncio de noite profunda. Surpresa? - não creio, ela já adivinhara o que se passava no coração do Gato. Zanga? - não creio tampouco, aquelas palavras foram gratas ao seu coração. Mas tinha medo. Ele era um gato, e os gatos são inimigos irreconciliáveis das andorinhas.

Voou rente sobre o Gato Malhado, tocou-o de leve com a asa esquerda, ele podia ouvir as batidas do pequeno coração da Andorinha Sinhá. Ela ganhou altura, de longe ainda o olhou, era o último dia de Verão. 
Amado, Jorge, "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" (A estação do Verão, pág. 44).

Foto "comjeitoearte" (Janeiro de 2016)


Texto integral:

http://www.colegiosacramentinas.com.br/professor/wp-content/uploads/2012/03/o-gato-malhado-e-a-andorinha-sinha.pdf


Fontes:
http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/literatura-pintada-nas-ruas-de-lisboa-1704/
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Gato_Malhado_e_a_Andorinha_Sinh%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Amado


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Galeria de Arte Urbana, em Lisboa




Através da Calçada da Glória, em Lisboa, o Elevador da Glória faz a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Jardim de São Pedro de Alcântara. 

Neste espaço, foi inaugurada a Galeria de Arte Urbana (GAU), uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. Desde a sua criação (2009), são muitos, os artistas que ali, mostram o seu talento.








Fotos: "comjeitoearte", 2016



Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/mostra-anual-de-arte-urbana-edicao-2014