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| Foto 1 |
ComJeitoeArte
" A dúvida é o princípio da sabedoria" Aristóteles
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Caixa Postal - Reciclagem
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Gastronomia - Casamentos anos 60 / 70
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| Mesa de "copo-d'água" da década de 1970, em Portugal. Destaca-se o "bolo de noiva", encimado por decoração em forma de vestido de noiva (arquivo "comjeitoearte"). |
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"Bolo de noiva" com vários andares, numa mesa de banquete de casamento da década de 1960, em Portugal. No interior do "terceiro andar" do bolo vê-se a representação das figuras de um casal de noivos, com trajes tradicionais de casamento. Ao lado direito, um grande cesto confeccionado em nougat, decora a mesa do banquete (arquivo "comjeitoearte"). |
Nos meios urbanos, os banquetes ou "copo-d'água" realizavam-se em casa, em espaços de aluguer para festas, em hotéis e restaurantes. As ementas, seguiam a influência gastronómica da época e a tradição. A variedade de iguarias e doces que as compunham, atendia à simplicidade ou à sofisticação do tipo de celebração. Os "bolos de noiva" caracterizavam-se pela estrutura com vários andares, a cor branco e a decoração requintada. A saída dos noivos do banquete era um dos momentos altos da festa. O casal, utilizando um dos automóveis da época (Citroën, Volkswagen, Renault, Alfa Romeo, Mercedes-Benz...), partia para a "lua-de-mel" perante o regozijo de convidados e familiares. Na década de 70, o movimento hippie influenciou o visual dos noivos e a decoração dos ambientes.
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| (arquivo "comjeitoearte") |
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" O Mestre Cozinheiro" |
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"O Mestre Cozinheiro" |
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| "Blogue do pescador" |
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"O Mestre Cozinheiro" |
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| Wikipédia - Galantina de Pato |
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| " O Livro de Pantagruel" |
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| " O Livro de Pantagruel" |
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"Aquarius" Pastelaria |
domingo, 29 de março de 2026
Procissões de Lisboa | Semana Santa
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| "Procissão". Óleo sobre tela. Autor: José de Brito. Data: Século XIX. Dimensões: A. 1.60m x L. 2,40m - Museu Soares dos Reis - MatrizPix |
A Semana Santa faz-nos lembrar as procissões de outrora, com espetáculos de rua e festa do povo. Dia de procissão era motivo para enfeitar as ruas com verdura e as janelas com as melhores colchas; dia grande, de muita alegria; dia de liberdade para as mulheres, que se debruçavam nos parapeitos das sacadas e janelas sobre a rua.
As procissões, constituíram sempre manifestações religiosas organizadas com grande aparato. Eram numerosas durante todo o ano, mas em maior número no período da Quaresma. De quase todas as igrejas saiam procissões umas maiores, outras menores. Pela sua importância nas localidades, pelo número de confrades e devotos, que congregam e, sobretudo pelo significado nas tradições populares.
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| "Procissão do Senhor dos Passos da Graça" . Litografia colorida. A.P.D.G. Sketches of Portuguese Life, manners, costume, and character. London (pag. 184). 1826. - Biblioteca Nacional Digital. |
A Procissão do Senhor dos Passos da Igreja da Graça - realizada desde 1587 - que, em cumprimento de um antigo voto de instituir uma irmandade da Santa Cruz, saía no segundo domingo de Quaresma, da Igreja de S. Roque, levando a imponente imagem do Senhor dos Passos, da igreja da Graça, que, na véspera, havia sido para ali levada, por um grupo de fiéis. Esta festa religiosa era das mais notáveis, pelo aparato, pela cor e pelo entusiasmo da população.
No dia 23 de Fevereiro de 1903, os Reis D. Amélia e D. Carlos , acompanhados dos príncipes D. Luís e D. Manuel, acompanharam a procissão. O andor do Senhor dos Passos, ornamentado com violetas, foi conduzido aos ombros de pessoas da nobreza. As lanternas de prata, também foram conduzidas por fidalgos e irmãos da confraria do Senhor dos Passos. A banda da Guarda Municipal, a guarda de honra de infantaria e cavalaria do mesmo corpo militar, homens e mulheres de todos os extratos sociais acompanharam o evento religioso. A procissão parou na Igreja de S. Roque, Encarnação, Rossio, Terreirinho, Arco de Santo André e na Graça, para realizar "os passos", enquanto os cantores entoavam o "Miserere".
A Procissão do Enterro na Sexta-feira de Paixão, que simboliza o funeral de Jesus, realizava-se nos diversos bairros, com os fiéis respeitando o luto em silêncio. Os primeiros irmãos das confrarias, conduziam a cruz, o pendão, o andor e as lanternas, vestindo capas roxas.
A Procissão das Cinzas, realizava-se na quarta-feira imediata à terça-feira de Carnaval e marcava o início da Quaresma. Muito importante no século XVIII, realizou-se pela última vez em Lisboa em 1869.
As confrarias, por ocasião da festa do seu patrono, e a pretexto das cerimônias religiosas, organizavam peditórios, para ajudar nas despesas das mesmas. Os peditórios para os gastos com as procissões também eram comuns. O de maior impacto popular era o peditório para a Procissão do Senhor dos Passos, onde os grupos de confrades se vestiam com trajes coloridos, tocando musica e dançando.
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A ida à Igreja para cumprir os deveres religiosos era mais que devoção, era uma obrigação à qual as mulheres não faltavam, por constituir um pretexto para sair de casa. Nas classes elevadas, este pretexto estava muitas vezes vedado. Para evitar que as mulheres saíssem, os palácios e algumas casas burguesas, quando não tinham capela, tinham um oratório, onde toda a família fazia as orações diárias.
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"Atitudes das portuguesas na igreja". Senhoras e criadas assistindo à missa. Autor: Zacharie Felix Doumet, Data:1806. - Museu da Cidade, Lisboa.
Alguns costumes e tradições de cunho religioso, tinham como resultado manifestações de convivência e solidariedade humana, levando à aproximação de pessoas de diferentes classes sociais. Rezar o Terço era uma das práticas mais respeitadas: todos os dias, depois do pôr do sol, os moradores nas ruas de Lisboa, saiam das suas residências e, em conjunto, entoavam em voz alta e em coro, o Rosário e as Ladainhas da Santíssima Virgem.
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| "Procissão" . Data: século XX. Autor: Domingos Gonçalves Lima. Barcelos. - Museu Nacional de Etnologia. - MatrizPix |
Fontes:
http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Home.aspx
https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/35497-sketches-of-portuguese-life-manners-costume-and-character
https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/periodicos/arquivograficodavidaportuguesa/N03/N03_item1/P1.html
http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1®PAG=50&CRITERIO=prociss%c3%a3o&IDFOTO=125880
https://museudelisboa.pt/pt/
http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1®PAG=50&CRITERIO=prociss%c3%a3o&IDFOTO=105546
"O Povo de Lisboa". Museu Municipal de Madrid.
"Lisboa dos nossos avós". Júlio Dantas.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Como usar um baú antigo na decoração
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| 1- Roupeiro (foto: arquivo "comjeitoearte") |
Um baú antigo, por vezes arrumado no sotão, pode ser recuperado, dando-lhe uma nova vida. As três sugestões que apresento, integram-se bem num quarto, numa sala ou num corredor.
Os baús das imagens são muito simples e vulgares, no entanto, ficaram irreconhecíveis repintados de cores alegres, onde sobressaem as ferragens, pintadas de preto ou branco. Também é possível revestir as faces laterais e a tampa com pano, que será protegido com verniz marítimo ou outro apropriado para tecido.
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| 2 - Roupeiro (foto: arquivo "comjeitoearte") |
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| 3 - Arrumação de brinquedos (foto: arquivo "comjeitoearte") |
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| 4 - Apoio e arrumação (foto: arquivo "comjeitoearte"). |









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