domingo, 29 de março de 2026

Procissões de Lisboa | Semana Santa

"Procissão". Óleo sobre tela. Autor: José de Brito. Data: Século XIX. Dimensões: A. 1.60m x L. 2,40m - Museu Soares dos Reis - MatrizPix
 

A Semana Santa faz-nos lembrar as procissões de outrora, com espetáculos de rua e festa do povo. Dia de procissão era motivo para enfeitar as ruas com verdura e as janelas com as melhores colchas; dia grande, de muita alegria; dia de liberdade para as mulheres, que se debruçavam nos parapeitos das sacadas e janelas sobre a rua. 

As procissões, constituíram sempre manifestações religiosas organizadas com grande aparato. Eram numerosas durante todo o ano, mas em maior número no período da Quaresma. De quase todas as igrejas saiam procissões umas maiores, outras menores. Pela sua importância nas localidades, pelo número de confrades e devotos, que congregam e, sobretudo pelo significado nas tradições populares.


"Procissão do Senhor dos Passos da Graça" .  Litografia colorida. A.P.D.G. Sketches of Portuguese Life, manners, costume, and character. London (pag. 184). 1826. - Biblioteca Nacional Digital.

A Procissão do Senhor dos Passos da Igreja da Graça - realizada desde 1587 - que, em cumprimento de um antigo voto de instituir uma irmandade da Santa Cruz, saía no segundo domingo de Quaresma, da Igreja de S. Roque, levando a imponente imagem do Senhor dos Passos, da igreja da Graça, que, na véspera, havia sido para ali levada, por um grupo de fiéis. Esta festa religiosa era das mais notáveis, pelo aparato, pela cor e pelo entusiasmo da população.

No dia 23 de Fevereiro de 1903, os Reis D. Amélia e D. Carlos , acompanhados dos príncipes D. Luís e D. Manuel, acompanharam a procissão. O andor do Senhor dos Passos, ornamentado com violetas, foi conduzido aos ombros de pessoas da nobreza. As lanternas de prata, também foram conduzidas por fidalgos e irmãos da confraria do Senhor dos Passos. A banda da Guarda Municipal, a guarda de honra de infantaria e cavalaria do mesmo corpo militar, homens e mulheres de todos os extratos sociais acompanharam o evento religioso. A procissão parou na Igreja de S. Roque, Encarnação, Rossio, Terreirinho, Arco de Santo André e na Graça, para  realizar "os passos", enquanto os cantores entoavam o "Miserere". 


"O Andor do Senhor dos Passos" (em cima). «A procissão voltando para o Largo das Duas Igrejas, onde se realizava o "passo"» - "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa", 1903-1918. Fascículo nº 3 (pág. 83). Foto de Joshua Benoliel - Hemeroteca Digital





"Procissão do Senhor dos Passos da Graça".  "Um aspecto da procissão, descendo a Ria de S. Roque, no momento da passagem do andor" - "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa", 1903-1918. Fascículo nº 3 (pag. 82). Foto de Joshua Benoliel - Hemeroteca Digital


A Procissão dos Ramos, marcava o início da Semana Santa com celebrações no Domingo de Ramos. Evoca a entrada de Jesus em Jerusalém. Os crentes levavam ramos de oliveira ou palma para serem bentos.
A procissão dos Ramos que saía da Real Capela das Necessidades, era a procissão da nobreza. A Família Real todos os anos se integrava nesta procissão, que era o cortejo mais aparatoso e típico que se organizava em Lisboa.

O Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, passando em frente ao Palácio Real das Necessidades, integrados na Procissão dos Ramos. - "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa", 1903-1918. Fascículo nº 3 (pag. 86). Foto de Joshua Benoliel - Hemeroteca Digital

A Procissão do Enterro na Sexta-feira de Paixão, que simboliza o funeral de Jesus, realizava-se nos diversos bairros, com os fiéis respeitando o luto em silêncio. Os primeiros irmãos das confrarias, conduziam a cruz, o pendão, o andor e as lanternas, vestindo capas roxas. 


"Aspectos da Procissão do Enterro, em que se vêm alguns irmãos com as capas características". "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa", 1903-1918. Fascículo nº 3 (pag. 90). Foto de Joshua Benoliel - Hemeroteca Digital

A Procissão das Cinzas, realizava-se na quarta-feira imediata à terça-feira de Carnaval e marcava o início da Quaresma. Muito importante no século XVIII, realizou-se pela última vez em Lisboa em 1869.

As confrarias, por ocasião da festa do seu patrono, e a pretexto das cerimônias religiosas, organizavam peditórios, para ajudar nas despesas das mesmas. Os peditórios para os gastos com as procissões também eram comuns. O de maior impacto popular era o peditório para a Procissão do Senhor dos Passos, onde os grupos de confrades se vestiam com trajes coloridos, tocando musica e dançando. 


"Grupo de procissão". Desenho à pena sobre papel. Data:1865. Dimensões: 22,5 x 33cm. Autor: João António Correia. - Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado - MatrizPix


A ida à Igreja para cumprir os deveres religiosos era mais que devoção, era uma obrigação à qual as mulheres não faltavam, por constituir um pretexto para sair de casa. Nas classes elevadas, este pretexto estava muitas vezes vedado. Para evitar que as mulheres saíssem, os palácios e algumas casas burguesas, quando não tinham capela, tinham um oratório, onde toda a família fazia as orações diárias.



"Atitudes das portuguesas na igreja". Senhoras e criadas assistindo à missa. Autor: Zacharie Felix Doumet, Data:1806. - Museu da Cidade, Lisboa.

Alguns costumes e tradições de cunho religioso, tinham como resultado manifestações de convivência e solidariedade humana, levando à aproximação de pessoas de diferentes classes sociais. Rezar o Terço era uma das práticas mais respeitadas: todos os dias, depois do pôr do sol, os moradores nas ruas de Lisboa, saiam das suas residências e, em conjunto, entoavam em voz alta e em coro, o Rosário e as Ladainhas da Santíssima Virgem. 

"Procissão" . Data: século XX. Autor: Domingos Gonçalves Lima. Barcelos. - Museu Nacional de Etnologia. - MatrizPix


Fontes:

http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Home.aspx

https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/35497-sketches-of-portuguese-life-manners-costume-and-character

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/periodicos/arquivograficodavidaportuguesa/N03/N03_item1/P1.html

http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1&REGPAG=50&CRITERIO=prociss%c3%a3o&IDFOTO=125880

https://museudelisboa.pt/pt/

http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1&REGPAG=50&CRITERIO=prociss%c3%a3o&IDFOTO=105546

"O Povo de Lisboa". Museu Municipal de Madrid.

"Lisboa dos nossos avós". Júlio Dantas.




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como usar um baú antigo na decoração

 

1- Roupeiro (foto: arquivo "comjeitoearte")

Um baú antigo, por vezes arrumado no sotão, pode ser recuperado, dando-lhe uma nova vida. As três sugestões que apresento, integram-se bem num quarto, numa sala ou num corredor. 

Os baús das imagens são muito simples e vulgares, no entanto, ficaram irreconhecíveis repintados de cores alegres, onde sobressaem as ferragens, pintadas de preto ou branco. Também é possível revestir as faces laterais e a tampa com pano, que será protegido com verniz marítimo ou outro apropriado para tecido.


2 - Roupeiro (foto: arquivo "comjeitoearte")

 
O primeiro baú, foi colocado na vertical e transformado em pequeno roupeiro. 

3 - Arrumação de brinquedos (foto: arquivo "comjeitoearte")

O segundo baú, foi colocado de maneira mais tradicional e transformado em armário para arrumação de brinquedos. 


4 - Apoio e arrumação (foto: arquivo "comjeitoearte").

O terceiro baú, colocado na horizontal, foi transformado em armário de apoio e arrumação. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Regina - Caixas de chocolates e rebuçados

 

Fábrica de Chocolates Regina. Caixa de chocolates. Data: anos 50. Material: lata; ferro. Dimensões: 23,3x16,7x20cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas

Na decoração da tampa e das quatro faces da caixa, parece-me estar representada a história infantil "A Cinderela".

As latas de biscoitos e chocolates decoradas com motivos florais, paisagens ou cenas figurativas, encantam os jovens e os adultos. 

Fiz aqui no blogue, uma publicação com latas de biscoitos de marcas inglesas. Hoje, partilho o sítio do Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidade, em Portugal, onde divulgam a história, os produtos, a publicidade e as campanhas de marcas portuguesas ou representadas em Portugal. 

A marca Regina fundada no ano de 1927, fez parte do quotidiano de muitas gerações de portugueses. Com uma variada gama de produtos, entre eles as caixas de furos, foi uma marca de referência a nível nacional. Após 1996, foi comprada pela Imperial. Em 2002, a empresa relançou alguns produtos da Regina obtendo muito sucesso.


Fábrica de Chocolates Regina. Caixa de bombons. Material: lata; ferro. Dimensões: 12,8x5,7x12,8cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas




Fábrica de Chocolates Regina. Caixa de chocolates. Material: lata; ferro. Dimensões: 23,3x17x23cm. Impressão de Litografia da Boavista. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas







Fábrica de Chocolates Regina. Caixa de chocolates. Material: lata; ferro. Dimensões: 22,4x16,3x15cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas






Na decoração da tampa e das quatro faces da caixa, parece-me estarem representadas cenas do quotidiano e trajes regionais de Portugal.

Rebuçados de Frutas Regina. Rebuçados, Drops, Caramelos. Fábrica de Chocolates Regina. Data: anos 30. Material: lata; ferro. Dimensões: 20,1x7x20,1cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas


Bombons, Chocolates, Drops e Rebuçados. Fábrica de Chocolates Regina. Data: anos 30. Material: lata; ferro. Dimensões: 24,9x14,7x24,9cm. Impressão de Litografia Vª Ferrão. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas


Fábrica de Chocolates Regina. Material: lata; ferro. Dimensões: 10,2x2,8x13,6cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas







Chocolates, Drops Sortidos. Fábrica de Chocolates Regina. Data: 1987. Material: lata; ferro. Dimensões: 16,5x5x16,5cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas





Fábrica de Chocolates Regina. Chocolates, Drops, Bombons. Caixa de Furos. Data: anos 40. Material: madeira; papel. Dimensões: 32,5x42,8x14cm. Colecção: Salvador Patrício Gouveia. - Museu das Marcas


Fontes:

https://museudasmarcas.pt/sobre/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-8/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-2/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-9/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-5/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-4/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina-6/

https://museudasmarcas.pt/pecas/lata-regina/

https://museudasmarcas.pt/pecas/caixa-de-furos-regina/



sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Flor Estrela-de-Natal | Desenhos

 





Flor Estrela-de-Natal 

Composições com flores, laços e azevinho para diversas aplicações. Poderá utilizar técnicas de desenho, pintura, colagem ou bordado. 
Imaginar e começar a criar.
















segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Motivos de Natal | Ponto Cruz

 


Motivos natalinos para bordar ponto de cruz. Deixo algumas sugestões para toalhas de mesa, caminhos de mesa, panos, fitas para decoração e outros enfeites.  








Representação de 1/4 do gráfico.















Motivo de canto




Fonte:

Rakam nº 10-  Outubro 1993


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Caixas de rapé, ourivesaria - ||

 

Caixa de rapé. Autor: Jean Ducrollay (1757-1758). Material: Ouro e esmalte. Representação de penas de pavão. Local de fabrico: Paris. Dimensões: 3,2 X 7,6 X 5,8 cm. - The Wallace Collections .

Em França o uso de rapé tonou-se moda após a morte de Luís XIV, em 1715, por este condenar o hábito. 
As caixas realizadas em diversos materiais, suportes e técnicas, satisfaziam o gosto e a exigência dos clientes.  As classes ricas e abastadas preferiam as de materiais nobres como o ouro, a prata e ouro cravejados com diamantes.



Caixa de rapé. Autor: Daniel Govaers (ou Gouers) (francês, mestre 1717, ativo 1736) Material: Ouro e diamantes. Local de Fabrico: Paris, 1734. Dimensões: 2,5 X 8,3 X 6 cm. - The Metropolitan Museum of Art.



Caixa de rapé. Autor: Jean Ducrollay (1757-1758). Material: Ouro multicolorido cinzelado. Representação de paisagens. Local de fabrico: Paris. Dimensões: 3,8 X 7,7 X 3,7 cm. - Victoria and Albert Museum .

Caixas de valor elevado eram usadas por vezes, como pagamento pois possibilitavam ao destinatário devolvê-las ao ourives e receber o seu valor em dinheiro. O monarca francês oferecia regularmente caixas de ouro como recompensa pelos serviços prestados à sua corte. Embaixadores estrangeiros eram os destinatários dessas valiosas caixas.
Paris liderava a produção de peças de luxo de alta qualidade, na Europa do século XVIII. Os ourives franceses que produziam caixas de ouro, tornaram-se exímios na sua construção, dissimulando a solda e integrando lindamente as dobradiças . 

Caixa de rapé. Autores: Pierre Fromary e Christian HeroldMaterial: Cobre decorado com folha de ouro e esmaltes. Representação de animais, flores e outros motivos. Local de fabrico: Berlim, em 1730. Dimensões: 3,2 X 7,3 X 5,5 cm. - Victoria and Albert Museum .

As caixas de rapé francesas de ouro com jóias, estavam na moda entre os nobres alemães, no início do século XVIII. Frederico, O Grande (1712-1786), quando subiu ao trono como rei da Prússia, em 1740, restringiu a importação para incentivar o fabrico local. Apreciador de rapé, possuía uma grande colecção de caixas e bengalas que combinava com as suas roupas. Quando faleceu tinha uma colecção de 700 caixas em ouro. Frederico teria encomendado um conjunto de 125 peças de design conhecidas por "caixas de Potsdam", da qual faziam parte caixas de rapé com jóias, ornamentadas com motivos florais.

Caixa de rapé (encomenda do rei Frederico da Prússia). Autor: Guillaume George Krüger? Material: Ouro, prata, diamantes, rubis e vidro. Motivos florais. Local de Fabrico: Berlim, ca. 1765. Dimensões: 6 X 10 X 8,8 cm. - The Metropolitan Museum of Art.


Caixa de rapé (encomenda do rei Frederico da Prússia). Autor: Guillaume George Krüger? Material: Pedra de Sangue esculpida, ouro, prata, esmeralda, turquesa, diamantes, rubis e vidro. Motivos florais. Local de Fabrico: Berlim, ca. 1765. Dimensões: 7,3 X 9,5 X 5,4 cm. - Victoria and Albert Museum.

Francisco Gomes de Amorim (1827-1891), nas memórias biográficas de Almeida Garrett (1799-1854), dá-nos uma visão sobre os "critérios" de utilização da caixa de rapé, por Garrett.


GARRETT

Memórias Biográficas 

(…)

« No dia seguinte apareceu o visconde de Almeida Garrett: casaca verde bronze, com botões de metal amarelo, recortado sobre o veludo verde; colete branco, de grandes bandas: colete deslumbrante; calça côr de flor de alecrim; camisa finíssima, a tira e os punhos encanudados; gravata de côres lubricas; luvas côr de palha.

« José Estevão não o perdia de vista.

« Garrett pediu a palavra, e levantou-se com a solenidade de um semi-deus, - ah! caso assombroso! – em contraste com o raro e apurado no trajo, sacou da algibeira uma monstruosa caixa de rapé!

« José Estevão, agitando a cabeça leonina, disse para os que lhe ficavam em volta:

- « Tremei , ó povos de Israel; o divino trouxe a caixa das execuções!»

(...) 

É certo que usava caixa, de ouro ou prata dourada; mas só se servia d’ella  em ocasiões solenes, quando fazia algum discurso memorável,  dos de deitar tudo a terra; ou n’outras circunstâncias graves.(…) A pitada a proposito era um recurso oratório, uma pausa terrível, em que a ironia pungente e o sarcasmo fulminante preparavam o auditório para assistir ao sacrifício da vitima, enquanto o executor dava o último fio no cutelo... com rapé meio grosso! (...) - os amigos da Garrett chamavam à sua caixa de rapé, a caixa das execuções.

(...) 

 GARRETT memórias biográficas – volume 3 – Francisco Gomes de Amorim – 1884  (pág. 340 e 563)

Editora: Imprensa Nacional


Design para tampa de caixa de rapé. Autor: Mongenor Material: Caneta, tinta e aguarela. Local de fabrico: França, séc. XVIII. - Victoria and Albert Museum .


Caixa de rapé. Autor: Jean Ducrollay; Louis Roucel. Paris, França. Data: ca 1755-56. Material: Ouro, prata, diamantes e esmeraldas,  cinzelado, esmalte. Dimensões: 4,8 X 9,6 X 7,6 cm. - Palácio Nacional da Ajuda, Portugal (MatrizPix)


As caixas criadas para armazenar rapé, eram sinónimo de riqueza e bom gosto, exibidas como acessórios de moda por homens e mulheres. Algumas caixas tinham outras funções como a de guardar cosméticos. O uso do rapé generalizou-se como substância de uso medicinal, pela crença de que ajudava na prevenção de doenças. A arte de inalar e oferecer rapé, obedecia a códigos sociais de etiqueta.


Caixa de rapé. Autor: Joseph Etienne Blerzy (francês activo entre 1750-1806) Material: Ouro, esmalte e pérolas. Alegoria de geografia. Local de Fabrico: França, 1777-1778. Dimensões: 3,7 X 8,3 X 6,2 cm. - The Metropolitan Museum of Art.

Caixa de rapé, com relógio. Autores: Alexander James Strachan (criador), Anthony Mesure (relojoeiro) Material: Ouro, esmalte e pérolas. Local de fabrico: Londres, em 1800. Dimensões: 8,4 X 5,8 X 3,2. - Victoria and Albert Museum .

 

Caixa de rapé. Material: Ouro, prata, diamante e turquesa. Local de fabrico: São Petersburgo, em 1820. Dimensões: 6,6 X 3,3 X 2,4 cm. - Victoria and Albert Museum .


Fontes:

https://www.wallacecollection.org/

https://www.metmuseum.org/art/collection/sech/200378

https://collections.vam.ac.uk/item/O112980/box-ducrollay-jean/

https://collections.vam.ac.uk/item/O307018/snuff-box-pierre-fromery/

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/460516

https://collections.vam.ac.uk/item/O158199/snuffbox-kr%C3%BCger-jean-guillaume/

https://collections.vam.ac.uk/item/O733977/snuff-box-design-mongenor/

http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=0&REGPAG=50&CRITERIO=+rap%C3%A9&IDFOTO=12926

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/460517

https://collections.vam.ac.uk/item/O156462/snuffbox-strachan-alexander-james/

https://collections.vam.ac.uk/item/O156570/snuffbox-unknown