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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Implantação da República Portuguesa - 5 de Outubro de 1910

A Proclamação da República PortuguesaPrincipais acontecimentos em Lisboa a 5 de Outubro de 1910: 1- Bombardeamento do Palácio das Necessidades; 2- Embarque da família real na praia da Ericeira a bordo do iate Amélia; 3 - Condução de Jesuítas para o forte de Caxias; 4 - Proclamação da República na Câmara Municipal; 5 - Desembarque da Marinha no Terreiro do Paço; 6 - Revolucionários na Rotunda; 7 - Visita do Governo provisório ao acampamento dos revolucionários; 8 - Entrincheiramentos na Rotunda. Postal colorido (9x14cm). - Biblioteca Nacional de Portugal.


A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, iniciada no dia 2 de Outubro e vitoriosa na madrugada do dia 5 de Outubro de 1910, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.


A Capital, diário republicano da noite, número, número 96, de 5 de Outubro de 1910. Na primeira página do jornal, em destaque, "Governo Provisório": Presidente sem pasta - Teófilo Braga; Interior - António José de Almeida; Justiça - Afonso Costa; Fazenda - Basílio Telles; Obras Públicas - António Luís Gomes; Estrangeiros - Bernardino Machado; Guerra - Coronel Correia Barreto; Marinha - Azevedo Gomes - Hemeroteca Municipal de Lisboa


Auto da Proclamação da República Portuguesa / Revolução de 5 de Outubro de 1910 (Portugal) - Museu de Lisboa - Palácio Pimenta. Fotografia. Suporta: Negativo de gelatina e prata sobre acetato de celulose. Dimensões: 13 x 18 cm. Autor: Estúdios Novais. - Arquivo Municipal de Lisboa


A República foi proclamada da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, por José Relvas.


Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira Republica. Com a implementação da República, foram adoptados novos símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda.

Los Sucesos, jornal castelhano, número 346, de 15 de Outubro de 1910 (capa)."Teófilo Braga, presidente do Governo Provisório da República portuguesa".- Hemeroteca Municipal de Lisboa


Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924), foi um poeta, sociólogo, político, filosofo e ensaísta português. Bacharel, Licenciado e Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra.

Por decreto publicado no Diário do Governo de 6 de Outubro de 1910, é nomeado presidente do Governo Provisório da República portuguesa, saído da Revolução de 5 de Outubro do mesmo ano.

Durante o seu governo é aprovada a primeira constituição republicana, em Agosto de 1911.

Exerceu funções de Chefe de Estado até à eleição do primeiro Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, em 24 de Agosto de 1911.



Ilustração Portuguesa, número 242, de 10 de Outubro de 1910 (p 463). A proclamação da República. O Sr. José Relvas fazendo a proclamação da Republica das janelas da Câmara Municipal de Lisboa em 5 de Outubro. - Hemeroteca Municipal de Lisboa




Brasil-Portugal, revista quinzenal ilustrada, número 282, de 16 de Outubro de 1910 (p 274). República Portuguesa - Os membros do Governo Provisório: Ministro do Interior - António José de Almeida; Ministro da Justiça - Afonso Costa; Ministro dos Negócios Estrangeiros - Dr. Bernardino Machado; Ministro da Guerra - Coronel Barreto; Ministro do Fomento - António Luís Gomes; Ministro da Marinha - Azevedo Gomes; Ministro das Finanças - José Relvas. - Hemeroteca Municipal de Lisboa


José de Azevedo Mascarenhas Relvas (1858 - 1929), foi um político republicano português.

No dia 5 de Outubro de 1910 José Relvas seria o escolhido para proclamar a Implantação da República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, porque era um dos elementos mais carismáticos do Diretório do Partido Republicano.

Foi Ministro das Finanças do respectivo Governo Provisório de 12 de Outubro de 1910 até à auto-dissolução deste, a 4 de Setembro de 1911, sendo ele o responsável, nomeadamente, pela introdução da reforma monetária que criou o Escudo.


Álbum das Glórias, número 28, Maio de 1882. Manuel de Arriaga, ilustração. Legenda: "La mère en permettra la republique à sa fille". Autor: Rafael Bordalo Pinheiro (no "comjeitoearte") - Hemeroteca Digital de Portugal.


A Capital, diário republicano da noite; número 395, de 24 de Agosto de 1911. Na primeira página do jornal, em destaque "Viva a República" e foto do primeiro presidente eleito Dr. Manuel de Arriaga. "Está eleito o presidente da República. Pela primeira vez, ao mundo inteiro, o povo português apresenta um seu verdadeiro representante". (...) - Hemeroteca Municipal de Lisboa


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue (1840 - 1917) foi um advogado, professor, escritor e político português. Foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português.

A 24 de Agosto de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo Braga. Exerceu aquelas funções até 29 de Maio de 1915, data em que foi obrigado a demitir-se, sendo substituído no cargo pelo mesmo Teófilo Braga, que como substituto completou o tempo restante do mandato.


As Constituintes de 1911 e os seus deputados. Autor: Eduardo Rodrigues Cardoso de Lemos. Publicação: Liv. Ferreira. 1911, Lisboa.
Resultado da votação para a eleição do Presidente da República: Manuel de Arriaga - 121 votos; Bernardino Machado - 86 votos; Duarte Leite - 4 votos; Sebastião de Lima - 1 voto; Alves da Veiga - 1 voto; Listas brancas 4 (pág. 508). Discurso do Presidente da República Portuguesa Bernardino Luís Machado Guimarães(pág. 512) - Biblioteca Nacional de Portugal



A Capital, diário republicano da noite; número 396, de 25 de Agosto de 1911. Na primeira página do jornal, em destaque "A assembleia Nacional Constituinte - reuniu hoje pela última vez elegendo de entre os seus membros aqueles que irão constituir o Senado" (Na imagem, à direita, a lista com 71 senadores) - Hemeroteca Municipal de Lisboa


O Zé, número 42, de 29 de Agosto de 1911. Dr. Manuel de Arriaga (Eleito Presidente da República em 24 de Agosto de 1911). "Das trevas para  a luz. Homenagem ao 1º Presidente da República Portuguesa". - Hemeroteca Municipal de Lisboa


A Capital, diário republicano da noite; número 398, de 31 de Agosto de 1911. Na primeira página do jornal, em destaque " O Sr. João Chagas indigitado chefe do novo governo, tenta, também, a união do partido republicano" - Hemeroteca Municipal de Lisboa



Ilustração Portuguesa, número 290, de 11 de Setembro de 1911 (capa). "João Chagas - Presidente do Conselho de Ministros da República Portuguesa  (Cliché -Vasques). - Hemeroteca Municipal de Lisboa



Ilustração Portuguesa, número 290, de 11 de Setembro de 1911 (p 322).Os Membros do 2º governo republicano de Portugal: Dr. Diogo Tavares de Mello Leotte - Ministro da Justiça; Dr. Duarte leite - Ministro das Finanças; Dr. João de Menezes - Ministro da Marinha; General Pimenta de Castro - Ministro da Guerra; Capitão Sininho Paes - Ministro do Fomento; Dr. Celestino d'Almeida - Ministro das Colónias. - Hemeroteca Municipal de Lisboa



O Zé, número 47, de 3 de Outubro de 1911. Comemoração do Primeiro Aniversário da República Portuguesa - Personalidades da política portuguesa. Entre outros: João Chagas; Tito de Moraes; Mendes Cabeçadas .Hemeroteca Municipal de Lisboa.

A Portuguesa. - Música para coros. KEIL, Alfredo, 1850-1907 (no "comjeitoearte").  - Lisboa : Imprensa Nacional,. - Partitura vocal  - Biblioteca Nacional de Portugal


Chafariz do Intendente (no "comjeitoearte")  Autor: Machado & Sousa. Dimensões: 13x18cm.Suporte: Negativo de gelatina e prata em vidro.
A  construção deste chafariz ocorreu nos anos de 1823 e seguintes. Até 1917 permaneceu no Largo do Intendente, encostado à fábrica de azulejos Viúva Lamego. O projecto deste chafariz é da autoria dos arquitectos Henrique Guilherme de Oliveira e Honorato José Correia de Macedo e Sá.
A Coroa, com as armas de Portugal, que encimava este chafariz foi retirada após a implantação da República em 1910. Só nos anos 90 é que ela volta ao seu lugar, reposta pela Câmara Municipal. - Arquivo Municipal de Lisboa



Fontes:

https://www.bnportugal.gov.pt/
https://purl.pt/28264

https://pt.wikipedia.org/wiki/Implanta%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/ACapital.HTM

https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/xarqdigitalizacaocontent/PaginaDocumento.aspx?DocumentoID=257678&AplicacaoID=1&Pagina=1&Linha=1&Coluna=1

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/LosSucesos/LosSucesos.htm

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/IP8.htm

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/BrasilPortugal/BrasilPortugal.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Relvas

https://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/?creator=&order_by=TITLE&q=5+de+outubro+de+1910

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlbumDasGlorias/AlbumDasGlorias.htm

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/OZe/OZe_ano4.htm

https://purl.pt/15292

https://arquivomunicipal.lisboa.pt

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/1911/Agosto/Agosto_item1/P77.html

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ACapital/1911/Agosto/Agosto_item1/P101.html

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1911/N290/N290_item1/index.html

https://catalogo.bnportugal.gov.pt/ipac20/ipac.jsp?profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!827017~!2&ri=1&aspect=subtab13&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=lus%C3%83%C2%ADadas&index=.TW&uindex=&aspect=subtab13&menu=search&ri=1


quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Largo do Correio Mor - Chafariz I Palácio I Arte Urbana

Chafariz das Mouras no Largo do Correio-Mor. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

No Largo do Correio Mor, actualmente Rua de São Mamede, encontramos obras dos séculos XVIII, XIX e XXI, nomeadamente, palácio senhorial, chafariz e arte urbana. 


Chafariz

O Chafariz das Mouras, no Lumiar, foi alimentado por uma nascente situada na zona do Vale das Mouras. A obra, com projecto da autoria do arquitecto José Therésio Michelotti, foi iniciada em 1813 e concluída em 1816, ano em que a água começou a correr nas suas bicas. 
Em meados século XX, a escassez do caudal levou à interrupção do abastecimento de água e à desactivação do chafariz. Após a demolição foi reaproveitado o seu pano de fachada e tanque contracurvado, para o Largo do Correio Mor, actual Rua de São Mamede, onde ainda se encontra. 


Chafariz das Mouras no Largo do Correio Mor. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

Chafariz das Mouras no Largo do Correio Mor. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

Este chafariz composto por espaldar simples rectilíneo, com duas pilastras rematadas em friso e cornija, possui um elemento almofadado, em cantaria, onde sobressai o escudo real e um painel com uma inscrição onde se lê " UTILIDADE DO PÚBLICO/ANNO DE 1815". Na base, três bicas circulares, com torneiras, que vertem para um tanque de planta contracurvada, com bordo boleado.

Chafariz das Mouras, no Lumiar. (1939); fotografia, 10 x 15 cm. Fotógrafo: Eduardo Portugal (1900-1958) - AML

Arte Urbana

O mural na Travessa da Mata (rua perpendicular ao Largo do Correio Mor), foi criado por Nuno Saraiva. A sequência é inspirada nos cavalos animados do fotógrafo Etienne-Jules Marey (1830-1904). Uma recriação do reboliço que se vivia nos meados do século XIX, quando os cavaleiros da Mala-Posta Real partiam do Palácio do Correio Velho. 

Mural na Travessa da Mata. Foto "comjeitoearte" (mês de Março de 2016).

 Detalhe do Mural na Travessa da Mata. Foto "comjeitoearte" (mês de Março de 2016).

Arquitectura Pombalina


Palácio dos Condes de Penafiel / Palácio do Correio Mor, na Rua de São Mamede. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).
Palácio Conde de Penafiel / Palácio do Correio-Mor. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

Construído sobre o edifício do Correio-Mor, o Palácio Conde de Penafiel, situado na Rua de São Mamede, em frente ao Largo do Correio Mor, foi concluído em 1776, após a remodelação pombalina. 

Em 1859, falece no palácio o 8º e último Correio Mor do Reino, Manuel José da Maternidade da Mata de Sousa Coutinho, 1º conde de Penafiel. O palácio passa para a posse da sua única filha. É adquirido pelo Estado, em 1919, após sucessivos arrendamentos.

No exterior do palácio existe um pequeno jardim e um pátio, onde é visível o conjunto de painéis de azulejos monocromáticos historiados.
Entre os portões, sobre o muro gradeado, dois anjos apoiados nos pilares, sustentam a pedra de armas dos condes de Penafiel, encimada por coroa.

No acesso ao palácio pela Calçada do Correio Velho, o edifício integra uma porta encimada por a inscrição "CORREYO GERAL DO REINO MDCCLXXVI" (1776).



Porta do Correio Geral do Reino, no Palácio Conde de Penafiel / Palácio do Correio-Mor; acesso pela Calçada do Correio Velho. Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

Detalhe da porta do Correio Geral do Reino, no Palácio Conde de Penafiel / Palácio do Correio-Mor; acesso pela Calçada do Correio Velho. " CORREYO GERAL DO REINO MDCCLXXVI" (1776). Foto "comjeitoearte" (mês de Agosto de 2015).

Planta nº 43; levantamento topográfico de Francisco e César Gullard (1879-01); suporte em papel, 970 x 670cm (assinalei digitalmente no mapa com a cor verde, o Largo do Correio Mor, a Travessa da Mata, a Calçada do Correio Velho e o Palácio) - AML


Fontes:
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/pt/
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25673
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tienne-Jules_Marey
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-caldasantigo-chafariz-das-mouras-ao-lumiar

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4003


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Chafariz do Largo do Carmo - século 18

Chafariz do Largo do Carmo. Foto "comjeitoearte", 2015.


O Chafariz localizado no centro do Largo do Carmo, em Lisboa, foi construído a partir de 1769, no âmbito da urbanização pombalina.  O projecto inicial é provavelmente do engenheiro D. Miguel Ângelo de Blasco ( Itália-Génova /1679 - 1772?/Lisboa). As obras foram concluídas sobre a orientação de Reinaldo Manuel dos Santos (1731-1791). 

Este chafariz foi um dos mais procurados pelos aguadeiros, por se encontrar na paróquia do Sacramento, local onde residiam muitos dos mesmos. 

Em 1851, o chafariz tinha o maior caudal de todos os que foram construídos no âmbito do Aqueduto das Águas Livres.

A enorme afluência de pessoas que residiam nas proximidades deste chafariz, levava a conflitos constantes entre aguadeiros e habitantes da zona envolvente. A Câmara de Lisboa, em Outubro de 1875, aprovou uma proposta prevendo a demolição do chafariz, que não se efectivou.

Construído à cerca de 240 anos, o chafariz mantém-se em funcionamento e das suas bicas circulares continua a jorrar água fresca. 

Chafariz do Largo do Carmo, gravura. Negativo de gelatina e prata em vidro. (13x18 cm), 1900-1945. Fotógrafo: José Artur Leitão Bárcia (1873-1945). Arquivo Municipal de Lisboa
Largo do Carmo, gravura. Negativo de gelatina e prata em acetato de celulose. (6x9 cm), 1930-195?. Fotógrafo: Eduardo Portugal (1900-1958). Arquivo Municipal de Lisboa

Planta de Lisboa anterior ao terramotoálbum contendo 18 páginas, com estudos parciais e plantas; tinta da china sobre papel vegetal. Autor: José Valentim de Freitas (1791-1870) Publicação entre 1850-1860? - Biblioteca Nacional de Portugal. (A circunferência de cor amarelo, localiza o Largo do Carmo, o Convento do Carmo e a Igreja do Carmo. Foto modificada digitalmente).

Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, nº 43; escala 1:1000; Outubro de 1858; dimensão: 920 x 625 mm. Autor: engenheiro Filipe Folque (1800-1874)- Arquivo Municipal de Lisboa. (A circunferência de cor verde, localiza o Largo do Carmo, com chafariz, a Igreja do Carmo e o quartel do Carmo. Foto modificada digitalmente).

Arquitectura infraestrutural, tardo-barroca. Chafariz em cantaria de calcário lioz, do tipo nicho, cujo bloco fontanário, de quatro frentes e quatro bicas circulares, com torneiras, que jorram água para dois tanques, é encimado por uma pirâmide ornada por quatro golfinhos. 

O fontanário é protegido por um nicho formado por quatro arcos de volta perfeita, com fecho marcado pelo escudo nacional, coroado, assentes em quatro pilares toscanos, rematados por pináculos piramidais, com cobertura em falsa cúpula, composta por quatro nervuras e rematada por urna no exterior. 

O conjunto arquitectónico está implantado sobre plataforma de planta circular com dois degraus.


Chafariz do Largo do Carmo; escudo nacional, coroado; pináculos piramidais; urna exterior. Foto "comjeitoearte", 2015.


Chafariz do Largo do Carmo; pirâmide ornada por golfinhosFoto "comjeitoearte", 2015.
;Chafariz do Largo do Carmo; plataforma circular com dois degraus .Foto "comjeitoearte", 2015.
Chafariz do Largo do Carmo. Ao lado direito é visível a entrada principal da Igreja do Convento do Carmo. Foto "comjeitoearte", 2015.
Igreja do Convento do  Carmo; vista lateral exterior. Foto "comjeitoearte", 2015
Fontes:
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/pt/
http://purl.pt/index/geral/PT/index.html
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-largo-do-carmo
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/Default.aspx

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Chafariz das Escadinhas de Santo Estêvão - século 18

O chafariz está encaixado num muro da Igreja de Santo Estêvão

O chafariz localizado no lado exterior da Igreja de Santo Estêvão, freguesia de Santa Maria Maior, dá para uma escadaria pública, as Escadinhas de Santo Estêvão, em Lisboa. 

Vê-se na abóboda, a Pomba do Espírito Santo. Nossa Senhora do Carmo e o Menino está representada na parede frontal. Nas paredes laterais, figuras de fidalgos com as suas espadas. A guarnecer o nicho, frisos de azulejos de pintura esponjada. Tem a inscrição "P.N.AVE M.a PLas ALMAS". Azulejaria do século XVIII.

O estado de degradação em que se encontra este chafariz é bem visível.

ANTES

Parede frontal

Cúpula

Parede lateral esquerda

Parede lateral direita






DEPOIS

No ano de 2024, este espaço estava reabilitado e protegido com portas de metal com gradeamento. 






Fotos "comjeitoearte"

Fonte:
http://www.lisbonlux.com/

domingo, 11 de outubro de 2015

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro - século 19

Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro; construído em calcário branco de lioz; almofada superior com inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824; Rua da Palma. Calçada à portuguesa com representação do símbolo de Lisboa (caravela com 2 corvos) Foto "comjeitoearte", 2015.

As obras de construção do chafariz no Largo do Intendente junto à Fábrica de Azulejos Viúva Lamego (fundada em 1849) iniciaram-se no dia 1 de Março de 1823. Esta localização manteve-se até 1917, ano em foi transferido para a esquina da Rua do Desterro com frente para a Rua da Palma, a fim de facilitar o tráfego automóvel, em particular a passagem de eléctricos. 

Atlas da carta topográfica de Lisboa: n.º 28; data: 1858; dimensão: 920 x 625 mm; escala: 1:1000; autor: Filipe Folque (1800-1874), engenheiro - ARQML, Arquivo Municipal de Lisboa (na imagem, marquei com uma linha curva o local do chafariz e Largo do Intendente. Imagem modificada digitalmente).

Chafariz do Largo do Intendente; gravura - ARQML

Os primeiros esforços para a edificação do chafariz partiram do Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique, ao dirigir uma carta ao Mordomo-mor da Corte e Reino, solicitando a construção de um chafariz para abastecimento de água aos moradores da freguesia dos Anjos, em 1799. Após a apresentação de diversas plantas e alçados referentes à construção, foi aprovado o projecto conjunto dos arquitectos Henrique Guilherme de Oliveira e Honorato José Correia de Macedo e Sá, realizado em 1819. As obras depois de concluídas orçaram em 8 862$668 réis.


Chafariz do Intendente; na foto ao lado direito, a Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; data: 1915; negativo de gelatina e prata em vidro; dimensão: 9x12 cm; autor: José Artur Leitão Bácia - ARQML


Edifício da Fábrica de Azulejos Viúva Lamego; Largo do Intendente. Foto "comjeitoearte", 2015.

Também conhecido como Chafariz do Desterro, foi classificado como Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983. Construído em calcário branco de lioz, apresenta um volume paralelepipédico, servido por duas bicas que vertem água para 2 tanques semicirculares, que ladeiam um tanque central rectangular. A almofada central superior apresenta a inscrição: AGOAS LIVRES/ANNO DE/1824. Com influências neoclássicas é rematado por pináculos pirâmidais e encimado por um frontão curvo, apoiando esfera armilar com brasão nacional e coroa encimada por cruz.  



Chafariz do Intendente; Rua da Palma; data: 1950; autor: Eduardo Portugal (nesta data, a esfera armilar não está encimada por coroa) - ARQML


A Coroa, foi retirada após a implantação da República em 1910. Só nos anos 90 é que volta ao seu lugar, reposta pela Câmara Municipal de Lisboa.

Este chafariz tinha duas Companhias de Aguadeiros, dois capatazes e sessenta e seis aguadeiros. A água era-lhe fornecida pelo Aqueduto das Águas Livres através da Galeria do Campo de Santana. 


Chafariz do Intendente; original de bilhete postal ilustrado; desenho à pena (tinta da china) sobre papel, (32 x 23cm); autor: Américo Taborda. Património Museológico das Comunicações (MatrizWeb)

O Aguadeiro; figura de aguadeiro com chapéu e barril ao ombro; bilhete postal ilustrado (14 x 9cm); autor: F. A. Martins (1900) - BNP, Biblioteca Nacional de Portugal

Fontes:

http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1357

http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/chafariz-do-intendente-ou-do-desterro

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71829/

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4055