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Auto-retrato. Madrid, 1928 - França, José-Augusto (1974), Almada Negreiros o Português sem Mestre |
José de Almada Negreiros inicia a realização de desenho humorista em 1911, na revista A Sátira. Participa, em 1912 e 1913, nos I e II Salões dos Humoristas Portugueses. Em 1913 realiza os seus primeiros óleos, para a Alfaiataria Cunha, e a sua primeira exposição individual, na Escola Internacional de Lisboa. Em Março de 1914 publica o seu primeiro poema. Em 1915, colabora no primeiro número da revista literária Orpheu e ilustra o número spécimen da revista Contemporânea. Realiza a sua segunda exposição individual na Galeria das Artes de José Pacheco, em Setembro de 1916. O rótulo futurista que, em 1917, assume com Santa Rita Pintor, é escolhido propositadamente como divisa da modernidade. (Saiba mais)
Desenho em A Sátira, 1 de Junho de 1911- França, José-Augusto (1974), Almada Negreiros o Português sem Mestre
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Desenho em A Bomba, 25 de Maio de 1912 - Hemeroteca Municipal de Lisboa |
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Pintura decorativa de figurinos - Alfaiataria Cunha, óleo sobre tela, 1913, Colecção CAM/FCG - Gonçalves, Rui-Mário (2005), Almada Negreiros, foto José Alves
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Capa da Revista Contemporânea, número spécimen, 1915 - Hemeroteca Municipal de Lisboa |
Em Paris, cidade onde vive relativamente isolado entre 1919 e 1920, redige Histoire du Portugal par Coeur. Continua a sua aprendizagem convivendo apenas de passagem com os artistas de vanguarda. De regresso a Lisboa, realiza a sua terceira exposição individual no Teatro de S. Carlos, apresentando desenhos feitos em Paris. Divulga, no âmbito desta exposição, A Invenção Do Dia Claro (publicado em 1921), manifesto poético da ingenuidade. Em Maio de 1922, reaparece a revista Contemporânea, dirigida por José Pacheco. Almada oferece a sua assídua colaboração, gráfica e literária, participando em todos os números da publicação de 1922 a 1926. A sua participação estende-se à revista Ilustração que aparece em 1926. Em Março de 1935, realiza-se a I Exposição Oficial de Arte Moderna, iniciativa de António Ferro.
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Revista Contemporânea número 1, de Maio de 1922, ilustração, Histoire du Portugal par Coeur, illustrée aux couleurs nationales par Almada - Hemeroteca Municipal de Lisboa |
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Revista Contemporânea número 4, de Outubro de 1922, ilustração, Fábrica Suissa - Hemeroteca Municipal de Lisboa |
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Capa da Revista Ilustração, número 76, de 16 de Fevereiro de 1929 - Hemeroteca Municipal de Lisboa |
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Cartaz do filme "Canção de Lisboa", litografia, 1933 - Museu Nacional do Teatro |
Com uma notabilidade artística já demarcada e algum equilíbrio emocional (casa com a pintora Sarah Afonso em Março de 1934) e económica (começa a receber encomendas públicas), Almada segue o seu percurso com dedicação e entrega.
Foi premiado como pintor em 1942 (Prémio Columbano), em 1946 (Prémio Domingos Sequeira), em 1957 (Fundação Calouste Gulbenkian), e em 1966 (Prémio Diário de Notícias). Realizou as decorações a fresco para as Gares Marítimas de Alcântara (1943-1945) e da Rocha do Conde de Óbidos (1946-1949), os Retratos de Fernando Pessoa para o Restaurante Irmãos Unidos (1954) e para a Fundação Calouste Gulbenkian (1964) e o painel Começar (1968-1969), realizado para a entrada da mesma Fundação.
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Desenho, 1934. Colecção particular - França, José-Augusto (1974), Almada Negreiros o Português sem Mestre, Lisboa: Estúdios Cor |
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Maternidade, óleo sobre tela, 1935, Colecção CAM/FCG - Gonçalves, Rui-Mário (2005), Almada Negreiros, foto José Alves |
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Duplo Retrato, óleo sobre tela,1934-1936, Colecção CAM/FCG - Gonçalves, Rui-Mário (2005), Almada Negreiros, foto José Alves |
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Jogo de Cartas, tempera sobre papel,1947, Colecção particular - Gonçalves, Rui-Mário (2005), Almada Negreiros, foto José Alves |
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Domingo Lisboeta, fresco da gare marítima da Rocha do Conde de Óbidos, 1946-1949 - França, José-Augusto (1974), Almada Negreiros o Português sem Mestre |
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Estudo para os frescos da Gare Marítima, guache sobre papel colado em cartão - Museu do Chiado, Museu de Arte Contemporânea |
Fontes:
França, José-Augusto (1974), Almada Negreiros o Português sem Mestre, Lisboa: Estúdios Cor
Gonçalves, Rui-Mário (2005), Almada Negreiros, Lisboa: Caminho, Paço de Arcos: Edimpresa
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/CONTEMPORANEA/Contemporanea.htm
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/Ilustracao.htm
http://www.matriznet.ipmuseus.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=1048836
Muitos Parabéns gosto muito do seu Blog :)
ResponderEliminarAgradeço e estimo a sua atenção :)
EliminarGrande artista,
ResponderEliminarBoa tarde tudo nos conformes? Gostei muito de conhecer um pouco da Biografia de José A.A.Negreiros. Parabéns pelo ótimo texto...
ResponderEliminarAgradeço o seu comentário. É também um incentivo. Saudações.
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