sábado, 10 de março de 2012

A mulher no espaço e no tempo - pintura 1900/1919

Auto-retrato de Aurélia de Sousa, pintura, óleo sobre tela, 1900, Aurélia de Sousa - Museu Nacional de Soares dos Reis
No início do século XX, as mulheres lutam pela conquista do poder político, particularmente o direito ao voto. Na América (1903), mulheres  e profissionais liberais tomam a iniciativa e formam a Liga de Sindicato das Mulheres de Nova Iorque, uma organização de mulheres da classe média e da classe trabalhadora, dedicada à organização das trabalhadoras assalariadas e ao sufrágio da mulher. Em 1909, a Liga coordena uma greve geral  (20.000 mulheres) de trabalhadoras do vestuário, no distrito de Nova Iorque. Na realização das greves, as mulheres da classe trabalhadora unem-se com o movimento do sufrágio. (Saiba mais)

Emilie Floge (detalhe), pintura, 1902, Gustav Klimt - Museu de História de Arte, Viena
Mulher passeando num jardim exótico, pintura, óleo sobre tela, 1905, Henri Rousseau - Fundação Barnes, Pensilvânia
Madras Rouge, pintura, óleo sobre tela, 1907, Henri Matisse - Fundação Barnes
No ano de 1910, realiza-se o Congresso Internacional Socialista, em Copenhaga, onde é aprovada  a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher. Em Nova Iorque, Berlim e Viena, no ano de 1911, os trabalhadores manifestam-se, como protesto pela falta de condições de trabalho, insalubres e perigosas. Em Portugal - 28 de Maio de 1911 - nas eleições para a Assembleia Constituinte, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer o direito de voto. A primeira lei eleitoral da República Portuguesa, admitia o direito de votar aos "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família". Carolina Ângelo viu nesta redacção o início de uma batalha pelo direito ao voto. Apelou ao tribunal e foi incluída no recenseamento eleitoral.
Na América, em 1912, o Partido Progressista de (Bull Moose/Republicano) de Theodore Roosevelt, torna-se o primeiro partido político nacional a aceitar uma plataforma para o sufrágio feminino. Mulheres sufragistas, membros do Partido da Mulher, no decorrer do ano de 1913, organizam desfiles, fazem greves de fome, formam piquetes em frente à Casa Branca, envolvem-se em outras formas de desrespeito civil, para divulgar a causa do sufrágio. Foi notável o desfile de apoio ao sufrágio (3 de Março) no dia antes da posse do presidente Wilson. Muitos dos espectadores da parada não apoiam o sufrágio e insultam as mulheres. A divulgação deste incidente conduz a uma investigação e propícia novo impulso para a campanha de sufrágio.



Maria Cristina Bordalo Pinheiro, pintura, óleo sobre tela, 1912, Columbano Bordalo Pinheiro - Museu do Chiado
Mulher em Moscovo, pintura, óleo sobre tela, 1912, Wassily Kandinsky - Alemanha
Menina dos Cravos, pintura, óleo sobre madeira, 1913, Amadeo de Souza-Cardoso - Museu do Caramulo

Em França e na Alemanha, no dia 8 de Março de 1914, foi realizada uma caminhada de luta contra a guerra e pela libertação de Rosa Luxemburg. Em 1915, Alexandra Kollontai organiza uma manifestação em Berna, contra a guerra, enquanto Clara Zetkin efectua uma conferência sobre a mulher. 
Jeannette Rankin de Montana, torna-se a primeira mulher americana eleita para representar o seu estado na Câmara dos Deputados dos EUA, no ano de 1916. No ano seguinte (1917) no Estado de Nova Iorque, as mulheres ganham o voto. Em Petrogrado, no dia 8 de Março, as mulheres desencadeiam protestos - devido à escassez de alimentos - contra a participação da Rússia na primeira Guerra Mundial. As operárias da industria têxtil fazem greve contra a fome, a cidade amotina-se. É o início da Revolução de Fevereiro. 
Pela terceira vez a Casa Branca vota para emancipar as mulheres. Decorre o ano de 1919, a Emenda XIX - garante às mulheres em todo o país o direito de voto - passa na Câmara e no Senado, as sufragistas iniciam a campanha de ratificação. (Saiba mais)

Mulher Portuguesa, óleo sobre tela, 1916, Robert Delaunay - CMA
Mulher com colar, Lolotte, pintura, óleo sobre tela, 1916, Amadeo Modigliani - Instituto de Arte de Chicago
Retrato de Josette Gris, pintura, óleo sobre painel, 1916, Juan Gris - Museu do Prado, Madrid
Mulher com Leque, pintura, óleo sobre tela, 1917/19, Gustav Klimt - Leopold Museu, Viena


Saiba mais: 

 


Fonte:
http://www.loc.gov/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sufr%C3%A1gio_feminino

quinta-feira, 8 de março de 2012

A mulher no espaço e no tempo - pintura 1866/1899

 Mulheres no Jardim, pintura, óleo sobre tela,1866-67. Claude Monet - Museu d'Orsay, Paris
Durante séculos, o papel da mulher incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. A entrada das mulheres no mundo do trabalho, veio alterar as atribuições da mulher na família. Com a Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX, as mulheres passam a exercer uma actividade laboral, embora obtendo uma remuneração inferior à do homem e  horários de trabalho mais violentos. Lutando contra a discriminação, as mulheres iniciaram diversas formas de luta na Europa e nos EUA. 

Mulher a Ler, pintura, 1874-76, Pierre-Auguste Renoir - Musée d'Orsay, Paris
Mulher ao Piano, pintura, 1875, Pierre-Auguste Renoir - Instituto de Arte de Chicago
Mulher a Costurar, pintura, 1879, Pierre-Auguste Renoir - Instituto de Arte de Chicago
A primeira convenção pelos direitos das  mulheres é realizada nos Estados Unidos em Séneca Falls, Nova Iorque em 1848. Muitos dos participantes assinaram uma "Declaração de Sentimentos e Resoluções", que enunciava as principais questões e metas para o emergente movimento das mulheres.
Susan B. Anthony é presa em 1872 e levada a julgamento em Rochester, Nova Iorque, por tentar votar em Ulysses S. Grant na eleição presidencial. Em 1884, Susan B. Anthony perante os membros do Comité de Justiça da Câmara dos Representantes, solicita que seja feita uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que garanta às mulheres o direito ao voto. (Saiba mais)
É proclamado o direito da mulher ao trabalho, em condições de igualdade com os homens, no Congresso Constitutivo da II Internacional Socialista em Paris, 1887. Com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino por Millicent Fawcettna, em 1897, na Grã-Bretanha, a luta das mulheres ganha nova força: direito de voto para as mulheres.(Saiba mais) 

Jardim no Luxemburgo (detalhe), pintura, óleo sobre tela, 1883, Pierre-Auguste Renoir - Colecção particular, Geneva
Woman Powdering Herself, pintura, óleo sobre tela 1888-90, Georges Seurat - Galeria Courtauld, Londres

 Retrato da jovem Vaite Goupil, pintura, óleo sobre tela, 1896, Paul Gauguin
 
A Mesa do Jantar (detalhe), pintura, óleo sobre tela, 1897, Henri Matisse - Colecção particular, Londres

As Padeiras (Mercado de Figueiró dos Vinhos), pintura, óleo sobre tela, 1898, José Malhoa - Colecção particular
Cabeça de Velha, desenho a lápis, séc. XIX-XX, José Júlio Sousa Pinto - Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea



Saiba mais:
http://comjeitoearte.blogspot.com/2012/03/imagem-da-mulher-na-pintura-19001919.html
http://comjeitoearte.blogspot.com/2012/03/mulher-no-espaco-e-no-tempo-pintura.html


Fontes:
http://www.cgfaonlineartmuseum.com/index.html
http://www.visualartsportugal.com/inicio

Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher, relembra as lutas sociais, políticas e económicas das mulheres pela consagração dos seus direitos.
 


FLORES

o melhor presente para NÓS

MULHERES

Pintura (1955) de Maria Clementina Carneiro de Moura Manta (1898-1992).

Foi discípula de Columbano Bordalo Pinheiro na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde se diplomou em Pintura em 1920. Casou com Abel Manta em 1927, tendo o filho, João Abel Manta, nascido no ano seguinte. Artista de grande sensibilidade, deixou obra teórica a "História da Arte Popular em Portugal" e plástica. Leccionou nas escolas Afonso Domingos, Machado de Castro e Josefa d'Óbidos. Defensora dos direitos das mulheres, participa em 1947, na Exposição das Mulheres Escritoras de todo o mundo, realizada pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, na Sociedade Nacional de Belas-Artes.


Fontes:
http://www.mdm.org.pt/
http://www.arcadja.com/auctions/es/manta_clementina/artista/369305/ 



quarta-feira, 7 de março de 2012

Aniversário do pintor Piet Mondrian

Dia 7 de Março (aqui)

Piet Mondrian, 1872-1944

New York City I, óleo sobre tela, 1942, Piet Mondrian - Museu National de Arte Moderna, Centro Georges Pompidou, Paris

Composição em Encarnado, Azul e Amarelo, óleo sobre tela, 1937-42, Piet Mondrian - MOMA
Composição C, óleo sobre tela, 1920, Piet Mondrian - MOMA
Quadro no 2. Composição no V, óleo sobre tela, 1914, Piet Mondrian - MOMA

Nascimentos

1872 – Piet Mondrian, pintor neerlandês (m. 1944);
 
1875 – Maurice Ravel, compositor francês (m. 1937);

1928 - Domenico Calabrone, escultor e pintor brasileiro (m. 2000);

1947 - Nívea Maria, actriz brasileira;
1961 – Warrel Dane, músico estado-unidense (Nevermore);
1970 – Janne Tolsa, músico finlandês (Tarot);
1971 - Rachel Weisz, actriz britânica;
1973 - Sébastien Izambard, cantor e compositor francês (Il Divo);

 Guerreiro II, mármore de Carrara,1983, Domenico Calabrone - Colecção particular
Falecimentos

1786 – Franz Benda, compositor e violinista alemão (n. 1709);
1931 - Theo van Doesburg, artista plástico, designer gráfico, poeta e arquiteto neerlandês (n.1883);
2010 - Leonardo, cantor brasileiro (n. 1938).
Estudo para uma composição, Guache, caneta e tinta sobre papel, 1923, Theo Van Doesburg - MOMA, NYC


O cartaz Art Nouveau

Cartaz, espectáculo com Leona Dare, 1883, Jules Chéret . Paris, França
Jules Chéret (31 de Maio de 1836 – 23 de Setembro de 1932) foi um pintor e litógrafo francês. Foi precursor, em 1860, na criação de cartazes publicitários artísticos. Adaptava imagens a um texto curto, permitindo ao leitor percepção rápida da mensagem. Foi o primeiro a perceber a dimensão psicológica na publicidade. Além de cativantes, as suas pinturas eram por vezes de grande formato, com cores vivas, o que mudou a perspectiva parisiense da época, possibilitando o emergir da arte mural.
Cartaz, Folies Berger, 1893, Jules Chéret

 Cartaz de publicidade, vinho Mariani, litografia, 1894, Jules Chéret

 Cartaz de publicidade, 1895, Jules Chéret
Cartaz, Benzo Motor, 1901, Jules Chéret
 A Art Nouveau - Arte Nova - foi uma filosofia e um estilo estético essencialmente de design e arquitectura - muito popular durante 1890-1910 - que influenciou as artes plásticas, estendeu-se às artes gráficas e artes decorativas. Caracteriza-se pelas linhas curvas, formas naturais, flores e plantas. A Arte Nova foi mais popular na Europa mas a sua influência foi geral. Os monumentos Arte Nova são agora reconhecidos pela UNESCO na sua Lista do Património Mundial como contribuições significativas para o património cultural. 

Cartaz de publicidade, cerveja Meuse, litografia, 1897, Alfons Mucha
Alfons Maria Mucha (24 de Julho de 1860 - 14 de Julho de 1939), conhecido como Alfonse Mucha – em inglês - foi o pintor mais marcante do estilo Arte Nova. Realizou pinturas, ilustrações, anúncios, cartões postais e desenhos. Mucha passou muitos anos  trabalhando na que considerava ser a obra-prima da sua vida, A Epopeia Eslava, uma série de vinte pinturas enormes que descrevem a história da República Checa, e os povos eslavos em geral, concebidos para a cidade de Praga em 1928. Desde 1963 esta obra está exposta na Morávia do sul República Checa.
O estilo Arte Nova foi fortemente influenciado por Mucha, quando produziu um cartaz - litografia - que apareceu no dia 1 de Janeiro de 1895 nas ruas de Paris, como propaganda para a peça de teatro Gismonda de Victorien Sardou, com Sarah Bernhardt . A partir daí, produziu uma onda de pinturas, cartazes, anúncios e ilustrações de livros, desenhos para jóias, tapetes, papel de parede, ele popularizou o novo estilo artístico inicialmente chamado estilo Mucha, que logo se tornou conhecido como Arte Nova.

Cartaz para a peça de teatro Gismonda, com Sarah Bernardt, litografia, 1894, Alfons Mucha. Teatro da Renascença, Paris
Cartaz de publicidade, Nestlé, litografia, 1897, Alfons Mucha
Cartaz de publicidade, Moët & Chandon, litografia,1899,  Alfons Mucha
Cartaz de publicidade, bicicletas Perfecta, litografia, 1902, Alfons Mucha
Cartaz, litografia, publicado em Paris por Imp. F. Champenois, em 1903, Alfons Mucha - Library of Congress
Cartaz, litografia, 1921, Alfons Mucha
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (24 de Novembro de 1864 - 9 de Setembro de 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, famoso por pintar a vida boémia de Paris do final do século XIX. Faleceu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo. Trabalhou apenas vinte anos, mas deixou um espólio artístico importantíssimo, tanto na qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte. Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, trilhando o caminho de Jules Chéret e Alfons Mucha, definindo o estilo que seria posteriormente conhecido como Arte Nova.

Cartaz, Reine de Joie, litografia colorida, 1892, Henri de Toulouse-Lautrec - Museu Toulouse- Lautrec
Cartaz, Divan Japonês, litografia, 1892, Henri de Toulouse-Lautrec
Cartaz, Albert Cadieux, 1893, Henri de Toulouse-Lautrec
Cartaz, Aristides Bruand no seu cabaré, litografia colorida, 1893, Henri de Toulouse-Lautrec - Museu de Arte de San Diego, EUA
Cartaz de publicidade, livro Alemanha Babilónia, 1894, Henri de Toulouse-Lautrec
Edward Penfield (2 de Junho de 1866 - 1925) foi um ilustrador americano, é considerado o “pai” do cartaz americano.  A sua obra foi incluída no livro onde constam os grandes nomes da ilustração americana e história do cartaz. Ele foi também uma figura importante para a evolução do design gráfico. 
Penfield conseguiu popularizar o cartaz nos Estados Unidos, a par de outros artistas da Europa como Alphons Mucha, Theophile-Alexandre Steinlen e Toulouse-Lautrec. Para os seus cartazes, Penfield utilizou formas simples e uma paleta limitada de cores que se prestavam aos processos rudimentares de reprodução da época.

Cartaz, revista Harper, publicado em 1895, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, revista Harper, litografia, publicado em 1895, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, litografia, publicado em 1897, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, litografia colorida, publicado em 1896, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, litografia, publicado em 1899, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, litografia, publicado em 1905, Edward Penfield - Library of Congress
Cartaz, publicado em 1897, Edward Penfield - Library Congress



Fontes:
http://www.loc.gov/index.html
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Alfons_Mucha
http://en.wikipedia.org/wiki/Alphonse_Mucha
http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Penfield
http://www.passeiweb.com/saiba_mais/arte_cultura/galeria/open_art/1593