sábado, 15 de maio de 2021

Arte Urbana - Praça do Chile

Foto "comjeitoearte". Abril 2021


Arte Urbana - Avenida Almirante Reis, nº 175. O imóvel situa-se ao lado do antigo Hospital de Arroios, na Praça do Chile, em Lisboa.

 
Imagem Google (antes da intervenção)


O Colégio Conventual da Companhia de Jesus, foi criado em 1705, tendo como mecenas a rainha D. Catarina de Bragança, viúva de Carlos II de Inglaterra. Apesar da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o imóvel permaneceu ocupado até 1890, ano em que morreu a última freira. Em 1892, passou a ser designado por Hospital de Arroios. Entre as décadas de 30 e 50, do séc. XX, o hospital teve o seu período áureo. Depois do encerramento definitivo em 1992, as suas instalações passaram a ser depósito e arquivo dos Hospitais Civis de Lisboa. A partir de 2000, teve outro destino, a área conventual foi adquirida por promotores imobiliários. A classificação como Monumento de Interesse Público diz respeito apenas à igreja, arquitectura religiosa setecentista, do antigo convento. 


 
Fonte:


https://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/antigo-convento-de-arroios-hospital-de-arroios

sábado, 17 de abril de 2021

Arte Urbana - Mercado de Arroios

Arte Urbana - Rua Ângela Pinto / Rua José Ricardo. Foto "comjeitoearte"

 

O espaço exterior do Mercado de Arroios, situado na Rua Ângela Pinto, em Lisboa, foi recentemente modificado com uma bonita intervenção de arte.

Algumas das zonas destinadas a estacionamento de automóveis, foram transformadas com obras de arte urbana. 

Parabéns, para os que idealizaram este projecto e os que o concretizaram.


Antes - Rua Ângela Pinto / Rua José Ricardo. Foto Google




Arte Urbana - Rua Ângela Pinto / Rua José Ricardo. Foto "comjeitoearte



Arte Urbana - Rua Ângela Pinto.  Foto "comjeitoearte


Antes - Rua Ângela Pinto. Foto Google


Arte Urbana - Rua Ângela Pinto. Foto "comjeitoearte

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Coelho - saco de cartolina

1 - Coelho saco de cartolina (fotos "comjeitoearte"). 
 


Este saco de cartolina com focinho de coelho, é apropriado para colocar os presentes de Páscoa. Poderá executá-lo com medidas à sua vontade.  


Material:

- Cartolina azul; Cartão branco; EVA em preto e laranja; Tesoura; Cola; Marcador preto; Lápis; Régua; arame fino; agulha de cozer lã. Furador; Fita de seda.


Passo a Passo:


2 - Molde do saco.


1 - Desenhe sobre a cartolina azul o molde do saco. Siga a figura 2.

2 - Dobre todas as linhas verticais tracejadas, inclusive a linha da aba, com 1 cm de largura.

3 - Desenhe a forma da boca com o marcador preto, sobre a linha do meio.

4 - Desenhe e recorte o nariz e os olhos, em EVA na cor preto. 

5 - Desenhe e recorte as bochechas e o tufo de pêlo, em EVA na cor laranja.

6 - Cole sobre a cartolina todos os elementos decorativos, com excepção para o tufo de pêlo. 

Desenhe as sobrancelhas com o marcador preto,

7 - Desenhe e recorte os dentes, em cartão. Cole na boca do coelho.


3 - Molde do fundo do saco


8 - Desenhe sobre a cartolina azul o molde do fundo do saco. Siga a figura 3.

9 - Dobre para dentro as linhas tracejadas. 

10 - Sobreponha na parte inferior da cartolina, para fazer o fundo do saco. Cole com cola universal.


4 - Fundo do saco, colado


11 - Para fazer os bigodes, enfiar na agulha o arame. Passar através da cartolina. Fixar cada um com fita adesiva. 

12 - Sobreponha a aba com 1 cm de largura, para fechar o saco. Cole com cola universal.

13 - Desenhe e recorte as orelhas do coelho, na cartolina azul.

14 - Desenhe e recorte as pregas das orelhas em EVA, na cor laranja. Cole sobre a cartolina azul.

15 - Cole as orelhas, no saco. Cole o tufo de pêlo sobre as orelhas.

16 -  Faça 4 furos na parte superior do saco. Siga a figura 2 e a imagem 5.

17 - Dobre para dentro, as duas partes laterais superiores do saco. Siga a figura 2 e a imagem 5.


5 - Alças do saco.


18 - Introduza a fita nos orifícios, para fazer as alças. Dê alguns nós para prender. 



sexta-feira, 19 de março de 2021

Postal Vintage - Dia do Pai

 






DIA do PAI

Ao meu pai
a quem
tudo devo,
muita gratidão
e reconhecimento





DIA do  PAI. Postal Vintage. Âncora, Edições Artísticas, Lisboa. Impresso em Portugal. Década de 1970. ( Foto: Arquivo "comjeitoearte").







sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Interiores do séculos XVII e início do século XVIII, na pintura

Retrato de Casal num Interior. Autor: Eglon van der Neer (holandês). Técnica: óleo sobre madeira. Data: 1665 - 1667. Dimensões: 73,9 x 67,6 cm.
Um casal da burguesia rica, está comodamente sentado no seu quarto, onde se vê couro estampado cobrindo a parede, tapete persa sobre a mesa, e encimando a lereira um quadro com a imagem de Venús.  Museum of fine Arts, Boston 


O estilo Barroco teve origem em Itália, no meio romano, por influência de geniais pintores e arquitectos. Este estilo, vai abranger a primeira metade do século XVII e estender-se aos primeiros anos do século XVIII. Com impacto significativo, a  sua influência vai dominar a Europa e posteriormente o Mundo Novo.


Gabinete com suporte (1690-1700). Barroco/Chinoiserie. Autor: Desconhecido. Local de origem: Inglaterra (fabricado). Materiais: Madeira decorada com figuras chinesas em paisagens com plantas exóticas, sobre fundo pintado a imitar carapaça de tartaruga; interior decorado com pássaros e flores.  O suporte e a crista são ricamente entalhados e prateados, ostentando  decorações barrocas.  Data: Século XVII. Estas peças de mobiliário, destinadas a guardar objectos valiosos, prestigiavam o seu proprietário. - Victoria and Albert Museum


Mesa (1690). Barroco. Autor: Desconhecido. Local de origem: Itália (fabricado). Materiais: Madeira entalhada e dourada; pedra de mármore Breccia. Data: Século XVII. A mesa é uma verdadeira escultura, ricamente dourada e trabalhada, com folhagens e máscaras grotescas. - Victoria and Albert Museum


Os Cinco Sentidos - Visão. Autor: Abraham Bosse (1602 - 1676), depois. Técnica: óleo sobre tela.  Dimensões: 104 x 137 cm. Local de produção: França.
Num quarto com tapeçarias na parede e cama de dossel, uma mulher ajuda outra a vestir a roupa enquanto um homem olha através de um telescópio. - Musée des Beaux Arts Tours  
 

O mobiliário barroco, opulento e extravagante, surge ligado a soluções exageradamente ornamentadas e luxuosas, com peças cobertas de dourados e aspecto imponente, destinadas a impressionar, o que levava, por vezes, a anular todo o carácter utilitário. A par da criação de peças majestosas, existe a produção de móveis de uso comum, baseados em modelos antigos e adaptados às novas tendências, com variações regionais na composição dos elementos decorativos e nas proporções.

Gabinete com suporte (1661-1670). Barroco/Luís XIV. Autor: Pierre Gole, nomeado marceneiro do rei em 1691. Local de origem: Paris (fabricado). Materiais: Folheado a marfim, carapaça de tartaruga, osso e marchetaria floral de várias madeiras; molduras de ébano e suportes de latão sobre estrutura de pinho e carvalho com gavetas de nogueira. Data: Século XVII - Victoria and Albert Museum

Guarda-louça (1690-1700). Barroco. Autor: Desconhecido. Local de origem: Paris (fabricado). Materiais: Folheado a ébano e pau-santo,  todas as superfícies decoradas com marchetaria floral e animal em madeira tropical; estrutura de madeira macia e carvalho. - Victoria and Albert Museum

Pintura de Cena de Interior. Homens a cantar e tocar violino. Técnica: Óleo sobre tela. Medidas: 41,5 X 58cm.  Autor: Pieter Janssens Elinga. Data: Cerca de 1680. Origem: Holanda.
A mesa e as cadeiras estão colocadas ao longo das duas paredes visíveis, para deixar livre o espaço no centro. 
- Hallwylska Museet


O estilo Luís XIV, surge em França, fortemente influenciado pelo barroco. Com a intenção de glorificar a monarquia, Luis XIV (1654 - 1715) inicia um programa de construções que envolve o design e o mobiliário, entre outras. As peças são de grande aparato, com forte aspecto decorativo e simetria, destinadas a dar a impressão de majestade e a decorar amplos espaços. 


Mesa pequena com tampo dobrável (mesa brisé). Autor: Alexandre -Jean Oppenordt. Data: ca. 1685. Local de origem Paris, França. Materiais: madeira de carvalho, pinho e nogueira folheada a ébano, pau-rosa e marchetaria de tartaruga e latão gravado; bronze dourado e aço. Esta pequena  escrivaninha foi fornecida em 1685, para ser usada pelo rei Luis XIV no seu escritório no castelo de Versalhes. A decoração do tampo inclui o monograma do rei entrelaçado com um simbolo do sol.  - The Metropolitan Museum of Art



Gabinete. Autor: Atribuído a André Charles Boulle, nomeado marceneiro real em 1672. Data: 1700. Local de origem Paris, França. Materiais: madeira de carvalho, folheado com ébano de Macassar e Gabão, madeira de fruto ebonizada, e marchetaria de tartaruga e latão; bronze dourado. As 8 montagens de bronze sobre os cantos do gabinete, representam deuses do vento. Estes móveis eram utilizados para guardar roupa.- The Metropolitan Museum of Art


Cena num Quarto de Dormir. Autor: Desconhecido. Técnica: Óleo sobre tela. Data: ca. 1690. Dimensões: 47,5 x 72 cm. Local de origem: França.
A pintura parece mostrar o interior de um quarto de dormir francês, no final do século XVII. A cama de dossel, com cortinas de veludo encarnado com franjas douradas e, as costas altas das cadeiras, 
são o tipo de mobiliário de origem francesa, muito difundido na Europa, tal como as tapeçarias penduradas nas paredes. - Victoria and Albert Museum


A riqueza e o colorido dos materiais utilizados, define a enorme importância atribuída à decoração. A técnica mais característica do mobiliário barroco é a marchetaria, realizada com madeiras preciosas e combinada com materiais ricos como marfim, prata, mármore, ágata ou lápis-lazúli. A moda das lacas chinesas vai permitir a aplicação de painéis com lacas orientais, sobre a armação dos móveis. As peças com acabamento dourado e prateado são muito divulgadas nesta época.


Guarda-roupa (ou outros objectos). Autor: Desconhecido.. Data: ca. 1700. Local de origem: Paris, França. Materiais: Madeira de carvalho e pinho, folheada a ébano,com marchetaria de ébano, pau-de-cobra, pau-púrpura, tartaruga, latão, estanho e painéis de chifre transparente sobre pigmento azul; bronze dourado.
Armários semelhantes a este foram adaptados no final do século XVII para decorar salas de estado. - Victoria and Albert Museum
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Cadeira. Autor: Desconhecido. Local de origem: Paris, França. Data: ca. 1675-1685. Materiais: Madeira de nogueira entalhada e dourada. Estofo no assento e encosto em veludo com franja dourada.
Cadeiras desta tipo estavam muito em voga em Paris, durante este periodo. - Victoria and Albert Museum.


Alegoria de Inverno. Autor: Nicolas Lancret. Técnica: Óleo sobre tela. Data: 1720. Dimensões: 115 x 94 cm. Colecção particular.
A alegoria de Inverno, retrata as ocupações quotidianas da classe alta em Franca, no início do século XVIII. O interior está decorado ao estilo Regência, que se situa na transição entre o barroco de Luís XIV e o Rococó de Luís XV. - Web Gallery of Art

O estilo Luís XIV, faustoso e solene, vai impor-se às outras cortes europeias. Para a produção de móveis de luxo, os artesãos especializam-se e produzem obras de excepcional qualidade. André Charles Boulle (1642-1732), um dos mais ilustres mestres de marchetaria, ao mesmo tempo que cinzelador, bronzista e entalhador, concebe com um alto grau de perfeição o mobiliário Luís XIV, sendo por isso nomeado marceneiro real, em 1672.


Chambre du Roi. Aposento real no castelo françês de Vaux-le-Vicomte, França.
A riqueza, sumptuosidade e solenidade do estilo barroco, bem ao gosto de Luís XIV.
À esquerda, uma mesa consola de proporções maciças, ricamente esculpida e dourada.  Ao fundo, a cama com dossel, decorada nos quatro ângulos superiores e envolvida em tecido pesado e precioso. Cadeiras e banquetas com estrutura em madeira dourada, e estofo revestido de tecido. À direita  um móvel gabinete, com suporte. - Castelo de Vaux-le-Vicomte
  

Tapeçaria, Julho. Autores: Jean De La Croix (fabricante) e Charles Le Brun (designer). Local de origem: Fabricada em Gobelins, Paris. Data: 1670 - 1700.  Técnica: Tapeçaria tecida em lã e seda. 
Esta tapeçaria pertence a uma série que representa doze das residências reais de Luís XIV, durante os diferentes meses do ano. O rei é representado a caçar, com a sua comitiva, no terreno do seu castelo. - Victoria and Albert Museum.


A manufactura de Gobelins, sediada em Paris, em 1662, produz tapeçarias, móveis e outros objectos destinados às muitas residências do rei. 
As derrotas militares e a menor disponibilidade económica,
forçam a corte francesa a uma vida menos faustosa, e a uma redução drástica  nos seus gastos com a arte. A produção de móveis foi afectada e a fábrica de Gobelins foi encerrada entre 1694 e 1699.



A Declaração de Amor. Autor: Jean François  de Troy. Técnica: Óleo sobre tela. Data: 1724. Dimensão: 65,1 x 53,3 cm.
Na década de 1720, a combinação das curvas entre os vários objectos como a moldura do quadro e o sofá estava muito em voga - The Metropolitan Museum of Art.

Consola. Autor: Desconhecido. Local: Portugal. Data: 1720 -1740. Técnica: Talha dourada sobre madeira de castanho e tampo de mármore policromado. 
Decorada com motivos de cariz vegetalista - festóes e folhas de acanto, que se entrelaçam com volutas e concheados. -  Museu Nacional Machado de Castro, MatrizNet.
Exposições: "Triomphe du Barroque" - Bruxelas Europália, 1991; "Triunfo do Barroco" -  Centro Cultural de Belém, 1992.


Fontes:

https://collections.mfa.org/objects/32816/portrait-of-a-man-and-woman-in-an-interior?ctx=9b205cf7-b743-4978-8d78-8dd800c1b84c&idx=3

https://collections.vam.ac.uk/item/O53113/cabinet-on-stand-unknown/

https://collections.vam.ac.uk/item/O110811/pier-table-unknown/

http://www.mba.tours.fr/TPL_CODE/TPL_COLLECTIONPIECE/97-17e.htm?PIECENUM=1219

https://collections.vam.ac.uk/item/O70195/cabinet-on-stand-gole-pierre/

https://collections.vam.ac.uk/item/O368613/cupboard-unknown/ 

http://emuseumplus.lsh.se/eMuseumPlus?service=ExternalInterface&module=collection&objectId=14187&viewType=detailView

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/207667

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/202281?searchField=All&sortBy=Date&when=A.D.+1600-1800&where=Europe&what=Furniture&amp

https://collections.vam.ac.uk/item/O73224/scene-in-a-bedchamber-painting-unknown/

https://collections.vam.ac.uk/item/O58173/cupboard-unknown/

https://collections.vam.ac.uk/item/O232826/chair-unknown/

https://www.wga.hu/frames-e.html?/html/l/lancret/season4.html  

https://vaux-le-vicomte.com/decouvrir/le-chateau/

https://collections.vam.ac.uk/item/O131131/july-tapestry-charles-le-brun/

https://www.metmuseum.org/art/collection/search/438127?searchField=All&sortBy=Relevance&who=Troy%2c+Jean+Fran%c3%a7ois+de%24Jean+Fran%c3%a7ois+de+Troy&ft=*&offset=0&rpp=20&pos=4   

 http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=159680&EntSep=4#gotoPosition     

Montenegro, Ricardo. Guia da História do Mobiliário. 1995. Presença, Editorial. Lisboa.

1974. O Grande Livro da Deciração Selecções do Reader´s Digest. 


terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Carmen Dolores, uma interprete admirável

 

CARMEN DOLORES. Suplemento nº 1754 "Modas e Bordados - Vida Feminina", 19 de Setembro de 1945.

 

"Carmen Dolores, a graciosa ingénua do cinema português, é também e, principalmente, uma interprete admirável de teatro radiofónico, onde a sua voz, de timbre agradabilíssimo, serve um temperamento artístico equilibrado e raro.

19 de Setembro de 1945.

Suplemento nº 1754, "Modas e Bordados - Vida Feminina", 


Carmen Dolores. Séc. XX. - Museu Nacional do Teatro, MatrizNet


Carmen Dolores (1924 - 2021), inicia-se no teatro radiofónico na Rádio Clube Português, aos 12 anos de idade. No ano de 1943, aparece no cinema, como protagonista de Amor de Perdição, uma adaptação do romance de Camilo Castelo Branco. Dois anos depois, em 1945, integra a Companhia Os Comediantes de Lisboa, com sede no Teatro da Trindade. 


Carmen Dolores em "Balanceada", em "Três Actos de Beckett"/Companhia Teatral do Chiado/Teatro Estúdio Mário Viegas. Data: 1991. Foto: Pedro Soares -  Museu Nacional do Teatro, MatrizNet


Carmen Dolores em "Virgínia" de Edna O'Brien, uma co-produção do Teatro Nacional D. Maria II e do Teatro Experimental de Cascais (TEC). Encenação de Carlos Avilez. Data: 1985 - Museu Nacional do Teatro, MatrizNet


Cenário da peça Sonho de uma Noite de Verão - Palácio de Teseu em Atenas. Desenho e pintura a guache. Autor: Lucien Donnat. Data: 1952. Peça apresentada pela Companhia Rey Colaço Robles Monteiro, no Teatro Nacional D. Maria II, em 1952. Carmen Dolores (Helena, namorada de Demétrio) -  Museu Nacional do Teatro, MatrizNet 



No Teatro Nacional D. Maria II, sob a direcção de Amélia Rey Colaço, inicia uma nova fase da sua carreira, com o sucesso de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. 
Fundou, com outros actores, o Teatro Moderno de Lisboa, com a intenção de levar à cena peças de autores consagrados como William Shakespeare, August Strindberg, Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, ou  José Cardoso Pires.



Carmen Dolores. Programa da peça "As Espingardas da Mãe Carrar", exibida na Casa da Comédia, em 1975. Peça em um acto, original de Berlot Brecht. Música de José Manuel Osório. Encenação de João Lourenço. Cenários e figurinos de António Casimiro. - Museu Nacional do Teatro, MatrizNet.



Carmen Dolores em "Alice nos Jardins do Luxemburgo" exibida na Casa da Comédia. Peça original de Roman Weingarten. Música de José Gil. Cenografia de António Alfredo. Encenação de Jorge Listopad. Data: 1972. - Museu Nacional do Teatro, MatrizNet



Carmen Dolores em "O Mentiroso", apresentada pela Empresa Laura Alves, no Teatro Avenida. Original de Carlo Goldoni. Direcção de cena de Henrique Santos. Data: 1958. Foto: Furtado D'Antas. Museu Nacional do Teatro, MatrizNet


Figurinos para D. Maria Teles (Carmen Dolores) na peça Leonor Teles. Desenho e pintura a guache. Autor: Abílio de Mattos e Silva. Data: 1960. Peça apresentada pelo Teatro Nacional Popular, no Teatro da Trindade na temporada de 1959-1960. -  Museu Nacional do Teatro, MatrizNet 


Ao longo dos anos foi somando sucessos como actriz de teatro, cinema e televisão. A sua carreira no teatro incluiu cerca de três dezenas de peças, que interpretou entre 1952 e 2005, ano em que abandonou os palcos. No cinema, participou em cerca de duas dezenas de filmes, entre 1943 e 1988.

Carmen Dolores, "estrela" do cinema português que recebeu, recentemente o prémio de, cinema do Secretariado Nacional de Informação e Cultura Popular pela sua brilhante interpretação no filme " Um Homem às direitas".

4 de Abril de 1945

Suplemento nº 1730, "Modas e Bordados - Vida Feminina". 


Carmen Dolores em "O Vestido de Noiva" de João Gaspar Simões, no Teatro Nacional D. Maria II. Encenação de Robles Monteiro. Cenários de Lucien Donnat. Data: 1952. - Museu Nacional do Teatro, MatrizNet



Carmen Dolores (1ª à esquerda). Fotografia do grupo dos artistas da rádio. Casa do Alentejo em Lisboa. Autor: Foto Aviz. Data: Maio de 1946. - Fundação Portuguesa das Comunicações.


Cenário da peça Dente por Dente. Desenho, lápis de cera e colagem. Autor: António Pedro. Data: 1964. Peça apresentada pelo Teatro Moderno de Lisboa, no Cinema Império, em 1964. Carmen Dolores fez parte do elenco desta peça. -  Museu Nacional do Teatro, MatrizNet 


Recebeu diversos prémios e distinções de que se destaca: Medalha de Mérito Cultural (1991); Globo de Ouro (2004); Medalha Ouro de Mérito da Câmara Municipal de Lisboa (2014); Prémio António Quadros (2016); Prémio Sophia de Carreira (2016). Foi condecorada com a Ordem Militar de Sant'lago de Espada, Dama (1959); Ordem do Infante D. Henrique, Grande Oficial (2005); Ordem de Mérito, Grande Oficial (2018). 

A sala principal do Teatro de São Luís tem o nome da actriz.

Faleceu no dia 16 de Fevereiro de 2021, aos 96 anos de idade, em Lisboa.


CARMEN DOLORES. Suplemento nº 1730 "Modas e Bordados - Vida Feminina", 4 de Abril de 1945.