quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Ferro forjado artístico - Varandas

 

Revista Panorama nº 10, Agosto de 1942. Pintura de Francis Smith. - Hemeroteca Digital de Lisboa


Após o terramoto de 1755, a reconstrução da cidade de Lisboa foi realizada de acordo com uma planta geral e diversos planos. Marquês de Pombal tomou a seu cargo a orientação de todo o processo. Abriu concurso para a construção de grades de sacada e guardas em ferro. Os edifícios possuíam estrutura antissísmica e saneamento próprio. As ruas foram desenhadas com a largura de 20 metros, uma dimensão nunca vista. 

 

Rua do Almada nº 1. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


Rua do Ataíde nº 11 e 17. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


O ferro é desde tempos remotos um elemento de segurança, beleza e valorização nas construções. As grades e portões em ferro forjado, substituíram com criatividade as sacadas de cimento armado e as portas de madeira degradadas. A arte de trabalhar o ferro contribuiu para a ornamentação e embelezamento dos edifícios no conjunto urbano.

Rua do Alecrim, nº 105. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


Rua dos Bacalhoeiros nº 22. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


Rua da Barroca. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


Rua da Bica de Duarte Belo nº2. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa


No  século XX, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) encomendou uma série de desenhos a José Jorge Afonso Nogueira (1867- 1948) e Bernardino Coelho. Cada traçado corresponde a um tipo de gradeamento e tem a indicação do edifício a que se destina. Podemos observar motivos florais, representação figurativa, registos heráldicos, composições geométricas, assimétricas, simétricas, simples e entrelaçados.  


Calçada de Sant'Ana nº 198. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa

Campo dos Mártires da Pátria, nº 130. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa

Largo do Caldas, nº 5. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa

Rua dos Douradores nº 113. Desenho para gradeamento. Tinta-da-china sobre papel. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - Museu de Lisboa

Nas imagens acima podemos observar desenhos de gradeamentos para edifícios na cidade de Lisboa: Rua do Almada, nº 1; Rua do Ataíde, nº 11 e 17; Rua do Alecrim, nº 105; Rua dos Bacalhoeiros, nº 22; Rua da Barroca; Rua da Bica de Duarte Belo, nº2; Calçada de Sant'Ana, nº 198; Campo dos Mártires da Pátria, nº 130; Largo do Caldas, nº 5; Rua dos Douradores, nº 113.   



Rua do Almada, nº 1. Google

Rua do Almada, nº 1. Google



Rua do Ataíde nº 11. Google



Rua da Bica de Duarte Belo, nº 2. Google



Campo Mártires da Pátria, 130  - Google


(Continua)


Fontes:

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Panorama/N10/N10_item1/P44.html

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Panorama/N35/N35_item1/P77.html

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=2749&ns=216000&Lang=po&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=2745&ns=216000&Lang=po&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=11622&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=2762&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/resultado.aspx?ns=216000&refazPesquisa=sim&museu=2&c=explorar&idFiltro=1&Lang=po&id=2731&idT=2160002731&IPR=8092&order=2501&by=asc&pageIndex=1#div_objecto_selecionado


terça-feira, 13 de junho de 2023

Bica é a grande vencedora | 2023


A Marcha da Bica venceu o concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2023. - Câmara Municipal de Lisboa

A Marcha da Bica venceu o concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2023. - EGEAC - José Frade

A Marcha da Bica  foi a grande vencedora do concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2023. O tema da marcha "Um cantinho para a gente", no ano em que o Marítimo Lisboa Clube, que organiza a marcha , ficou sem sede. 
Apadrinharam esta marcha Débora Monteiro e Tiago Tores da Silva.
Cenografia e figurinos foram criados poelo estilista Dino Alves.

A Bica teve ainda 3 distinções especiais: Melhor Letra, Melhor Coreografia e Melhor Desfile na Avenida.
"Menino Parque Mayer" no ano do seu centenário deu o mote à 89ª edição das Marchas de Lisboa.

A Marcha da Bica obteve 8 primeiros lugares entre 1952 e 2023 (1952; 1955; 1958; 1963; 1970; 1992; 2003; 2023). O terceiro lugar foi-lhe atribuído em 1966 e 2013.


A Marcha da Bica obteve o 1º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 1992. - ReseachGate - Graça I. Cordeiro

As Marchas Populares de Lisboa foram organizadas pela primeira vez em 1932, com a orientação de José Leitão de Barros (1896-1967). A ideia surgiu da parte do director do centro de entretenimento do Parque Mayer, com a finalidade  de realizar um espectáculo de atracção cultural nocturno, inserido na quadra dos santos populares de Junho. As colectividades culturais e os grupos de populares bairristas lisboetas, foram convidados a participar. À empresa do Parque Mayer juntaram-se o Notícias Ilustrado, o Diário de Lisboa e outras empresas privadas. 

A comunicação social prestou um enorme contributo para a divulgação do evento das marchas, tanto na imprensa, como na difusão radiofónica através da Emissora Nacional, a partir de 1935.

Em 1958 as Festas da Cidade de Lisboa integraram o concurso das marchas e um Grande Festival Nacional de Folclore. Em 1963, o general França Borges (1901-1986), presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerou o concurso das marchas de grande significado para a vida social e turística da cidade. Neste ano iniciou-se a difusão televisiva, com emissões directas das marchas.

Na edição de 1981, é feita uma tentativa de reforçar o estatuto cultural das marchas, com a introdução no júri de especialistas em literatura, coreografia, cenografia e música, bem como académicos e outros responsáveis culturais.

O Gabinete de Festas da Cidade, em 1991, promoveu a divulgação da avaliação dos jurados, dos critérios de apreciação e dos pareceres sobre o futuro das marchas populares, junto das colectividades responsáveis pela organização das marchas. 

A Marcha da Bica obteve o 1º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 1952. Suporte: Negativo de gelatina em prata sobre acetato de celulose. Medidas: 6X6cm. Autor: António Castelo Branco. - Arquivo Municipal de Lisboa

A Marcha da Bica obteve o 1º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 1955. Suporte: Negativo de gelatina em prata sobre acetato de celulose. Medidas: 6X6cm. Autor: Judah Benoliel. - Arquivo Municipal de Lisboa


A Marcha da Bica obteve o 1º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 1963. Pavilhão dos Desportos. Suporte: Negativo de gelatina em prata sobre acetato de celulose. Medidas: 9X12 cm. Autor: Armando Maia Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa


A Marcha da Bica obteve o 1º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 1970. Pavilhão Carlos Lopes. Suporte: Negativo de gelatina em prata sobre acetato de celulose. Medidas: 6X6 cm. Autor: Armando Maia Serôdio - Arquivo Municipal de Lisboa

Marcha da Bica. Tinta da China sobre papel. Data: 1955. Dimensões: 27 X 21 cm. Autor: Carlos Andrade Ribeiro. - Museu de Lisboa.


Lisboa veio para a Baixa admirar o espectáculo do desfile das marchas populares; Revista Municipal. Guache sobre papel. Data: 1963. Dimensões: 11,5 X 21,5 cm. Autor: Carlos Ferreiro. - Museu de Lisboa.


A Marcha da Bica obteve o 5º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2017. - Wikipedia . Rick Morais


A Marcha da Bica obteve o 13º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2022. - Cultura na Rua - José Frade

 
https://www.lisboa.pt/atualidade/noticias/detalhe/e-a-marcha-vencedora-e-a-bica/

https://egeac.pt/e-a-marcha-vencedora-e/

https://www.dn.pt/local/bica-vence-marchas-populares-de-lisboa-16519738.html

https://www.dn.pt/local/a-bica-pediu-um-cantinho-e-ganhou-o-titulo-de-campea-das-marchas-16522234.html

https://www.culturanarua.pt/galeria/festas-de-lisboa/a-marcha-e-lindaaaaa/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marchas_populares_de_Lisboa

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=2684&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=11549&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

https://books.openedition.org/etnograficapress/586

https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-A-Marcha-da-Bica-de-1992-C-Graca-I-Cordeiro_fig1_332596617

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Marcha_da_Bica_2017.png

https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWeb/Search.aspx

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Santo António | Alfama, Castelo, Mouraria e Sé

Santo António com Menino ao colo. Autor: Desconhecido. Material: Barro com tintas multicolores. Dimensões: 38X16,3cm. Local de execução: Alto-Alentejo/Évora/Estremoz. Museu Nacional de Etnologia- MatrizNet.
 

(...)
Santo António nasceu em Lisboa no ano de 1195 (15 de Agosto), e morreu em Pádua a 13 de Junho de 1231. Vestiu o hábito de Santo Agostinho no convento de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Daqui foi para Coimbra, onde tomou a hábito seráfico de frade menor de S. Francisco. Passou a África para pregar o Evangelho, e a doença trouxe-o de volta, mas o temporal levou-o de aferrada à Sicília  (1221). Daí peregrinou pela Itália, na evangelização e no ensino catedrático. Esteve no capítulo da ordem, na cidade de Assis, a que o Patriarca S. Francisco assistiu (1221); passou por Bolonha, em cujas proximidades estabeleceu a sua Tebaida, em Pádua, Florença, Veneza; passando à França esteve em Limoges, Mompilher, etc. Em Portugal notara-se pela sabedoria; em Itália o Bispo de Forlibio, animou-o e auxiliou-o; (...). Frade austero e erudito, deixou na sociedade rude do tempo do nosso primeiro rei larga fama de santidade. Na boca do povo anda ainda a tradição deste santo, milagreiro e, consoante passos anedóticos, "amigo das moças". A sua festa é celebrada especialmente em Lisboa, onde o folguedo popular em danças e descantes evoca os hábitos, cristianizados, das festas pagãs. É um santo casamenteiro e nessa qualidade é invocado nas cantigas do povo. Festeja-se a 13 de Junho. E se pelos folgazões é esperado, anima este dia a esperança das crianças que pela província fora armam os seus altarzinhos, as suas cascatas de musgo e verdura, onde reaparece a meio do ano algumas figurinhas de presepe. É advogado dos moleiros. (...). - Há por todo o nosso país imensas capelas da invocação de Santo António.

in "O Archeologo Português"; série I; Volume XXI (1916);"Registos dos Santos".Luis Chaves.  - DGPC Património Cultural



História da Cidade de Lisboa (2016) - Mural com banda desenhada da autoria de Nuno Saraiva. Junto do Miradouro das Portas do Sol no bairro de Alfama. - Fotos "comjeitoearte" 


Alfama, Castelo, Mouraria e Sé , entre os bairros populares de Lisboa, representados por artistas plásticos.



Ronda dos Bairros. Programa das Festas de 1934. Tinta-da-china sobre papel. Dimensões: 35X25cm. Data: 1934. Autor: José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970). - Museu da Cidade.


Lisboa - Alfama. Óleo sobre madeira. Dimensões: 32,5 X 41 cm. Data: 1920. Autor: Francis Smith (1881-1961). - Centro de Arte Moderna Gulbenkian.

Arco Escuro - Alfama. Aguarela sobre papel. Dimensões: 27,5X18,2cm.
Data: 1925. Autor: Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). - Museu de Lisboa

Rua de S. Pedro - Alfama. Aguarela. Data: 1920. Autor: Alfredo Roque Gameiro (1864-1935) - Wikimedia Commons  


Arco de Jesus. Óleo sobre platex. Dimensões: 23,5 X 19,5 cm. Data: Sec. XX (2ª metade?). Autor: Manuel Jorge (1924-2015). - Museu da Cidade.

Escadinhas de S. Miguel - Alfama. Óleo sobre platex. Dimensões: 19,7 X 29,7 cm. Data: Sec. XX (2ª metade?). Autor: Manuel Jorge (1924-2015). - Museu da Cidade.

Largo de S. Rafael - Alfama. Óleo sobre platex. Dimensões: 20 X 30 cm. Data: Sec. XX (2ª metade?). Autor: Manuel Jorge (1924-2015). - Museu da Cidade.

Porta de S. Jorge no Castelo de S. Jorge. Aguarela sobre papel. Dimensões: 33,5 X 40,4 cm. Data: 1959. Autor: Eduardo Staubyn. - Museu da Cidade


Sé de Lisboa. Óleo sobre tela. Dimensões: 61,5 X 74 cm. Data: 1938. Autor: Carlos Botelho (1899-1982). - Centro de Arte Moderna Gulbenkian.

Escadinhas de S. Cristóvão. Aguarela. Data: 1910-1920. Autor: Alfredo Roque Gameiro (1864-1935) - Wikimedia Commons  
 .

Santo Antônio de Lisboa. Impressão sobre papel. Dimensões: 11,5 X 6 cm. Data: Séc. XX. - Museu da Ctdade


Fontes:

http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=92268

https://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/o_arqueologo_portugues_1_serie/

https://comjeitoearte.blogspot.com/2016/06/historia-da-cidade-de-lisboa-em-banda.html

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=2499&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

https://gulbenkian.pt/cam/works_cam/lisboa-alfama-138962/

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=1449&ns=216000&Lang=po&museu=2&c=explorar&IPR=8092

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Roque_Gameiro_(Lisboa_Velha,_n.%C2%BA_01)_R_de_S_Pedro.jpg

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=72041&ns=216000&Lang=po&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=72038&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=72037&ns=216000&Lang=po&museu=2&c=explorar&IPR=8092

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=1465&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

https://gulbenkian.pt/cam/works_cam/se-de-lisboa-138908/

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Roque_Gameiro_(Lisboa_Velha,_n.%C2%BA_91)_Escadinhas_de_S_Cristovam.jpg

http://acervo.museudelisboa.pt/ficha.aspx?id=46294&ns=216000&Lang=PO&museu=2&c=explorar&IPR=8092

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa - Obras





Hoje, Dia Internacional dos Museus, recordo a visita ao Museu Nacional de Arqueologia, realizada por Paula Pinheiro no "Visita Guiada", com a participação do historiador António Carvalho, director do MNA .

O MNA está encerrado ao público desde o dia 19 de Abril de 2022. A remodelação do museu estende-se até 2025. As obras de requalificação são realizadas no âmbito do Projecto de Recuperação e Resiliência (PRR) e vão custar 24,5 milhões de euros.



Fontes:

ttps://youtu.be/PFoRdamVIy0

https://www.museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=9552



sábado, 29 de abril de 2023

Casa anos 70 | Publicidade

LIDER Courtelle | Alcatifa - FLAMA Nº 1365, 3 de Maio de 1974. Hemeroteca Digital CML.
 
A década de 1970 fica marcada pelo 25 de Abril de 1974, que teve impacto sobre a forma de conceber a sociedade, a economia e as organizações. As diversas mudanças e transformações espelharam-se na composição e organização dos interiores das habitações. 


COLOWALL | Papel de parede. O Século Ilustrado Nº 1897, 18 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML 
 
Após o 25 de Abril, programas habitacionais existentes em Portugal como as Casas Económicas, são revistos e explorados outros projectos a nível dos interiores das habitações, em bairros de Lisboa.
A organização do espaço interior é modificada de acordo com o nível social dos futuros beneficiários e o tipo de pessoas a acolher. Para além dos espaços interiores como entrada, quarto de cama, sala, cozinha, casa de banho e despensa, as casas económicas diferem entre si. Os nove tipos de habitações existentes, são adaptadas ao número de pessoas a abrigar pela integração de um escritório, um quarto de cama (até cinco) ou um quarto com casa de banho, destinado à criada.  

Bairro de Casas de Renda Económica, em Lisboa: corredor. Data: 1950-1970. Negativo de vidro e sal de prata. Dimensões: 13 X 18cm. - Centro Português de Fotografia.


Bairro de Casas de Renda Económica, em Lisboa: sala de estar. Data: 1950-1970. Negativo de vidro e sal de prata. Dimensões: 13 X 18cm. - Centro Português de Fotografia.


Bairro de Casas de Renda Económica, em Lisboa: quarto. Data: 1950-1970. Negativo de vidro e sal de prata. Dimensões: 13 X 18cm. - Centro Português de Fotografia.


No início da década de setenta, o interior da habitação modifica-se. As divisões surgem com diferentes dimensões e a manutenção das casas fica condicionada ao tempo disponível para a realizar. 



ROBBIALAC | Tartaruguinha - FLAMA Nº 1366, 10 de Maio de 1974, Hemeroteca digital de Lisboa. CML.

CALFAT | Lençóis. Notícia Nº 751, 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML

SINGER | Máquina de costura. FLAMA Nº 1365, 3 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML.


O espaço das habitações transforma-se de forma considerável, de acordo com o nosso modo de vida e naturalmente o nosso modo de vivenciar os diferentes espaços. Na casa procuramos condições de racionalização, rentabilização e organização.


MÍELE | Máquina de lavar roupa e secador. O Século Ilustrado Nº 1895, 27 de Abril de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML 


MÍELE | Máquina de lavar loiça. O Século Ilustrado Nº 1897, 18 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML 


SIEMENS | Aspirador - O Diabo, Nº 123, 8 de Maio de 1979


Os móveis associaram-se ao bem estar e conforto. A criação do móvel veio contribuir para a personalização dos espaços onde este se insere. Equipar um espaço com objectos que se podem mover torna o interior habitacional mais funcional.

O design contribuiu para a funcionalidade dos espaços e o bem estar. O útil-agradável e o útil-confortável passou a ser acessível a um público mais vasto.  

QUINTÃO | Mobiliário. Cartaz publicitário. Estúdios Mário Novais. - Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.


MÓVEIS OLAIO, Portugal - Estúdios Horácio Novais. - Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. 


ALTAMIRA | Móveis-Decorações-Artes Plásticas. - Jornal "Público"


A 1ª Exposição de Design Português, em Lisboa, acontece na antiga FIL, entre 20 e 29 de Março de 1971. A proposta para esta exposição parte de dois designers, José Maria Cruz de Carvalho e João Constantino, em nome da empresa de mobiliário Interforma. Participaram na exposição 67 designers e 45 fabricantes. A mesma exposição foi apresentada na cidade do Porto em Novembro do mesmo ano.


FAGOR | Frigorífico - FLAMA Nº 1365, 3 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML.


OLAIO | Cadeira IK, em faia lacada. Freixo com cor ou freixo natural. Possibilidade de encomenda.

EPEDA | Colchões - FLAMA Nº 1365, 3 de Maio de 1974 - Hemeroteca Digital de Lisboa CML.

As empresas de mobiliário Olaio, Altamira e Interforma, estão na vanguarda da inovação no mobiliário em Portugal. Mobiliário de influência escandinava, foi produzido pela Olaio e Altamira assim como os primeiros móveis modulares. 

A 2ª Exposição de Design Português, em Lisboa, aconteceu na antiga FIL, entre 10 e 22 de Março de 1973. Foi concebida e dirigida pelo arquitecto e designer António Sena da Silva. 



Fontes:

file:///C:/Users/joaon/Downloads/ULFBA_TES%20437%20(1).pdf
https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/
https://cpf.pt/
https://www.flickr.com/photos/biblarte/
https://www.flickr.com/photos/biblarte/6537509467/in/album-72157612315928932/
https://www.flickr.com/photos/biblarte/52352134826/in/album-72157622166325974/
https://www.publico.pt/2015/08/08/culturaipsilon/noticia/morreu-o-designer-cruz-de-carvalho-criador-da-altamira-e-da-interforma-1704449
http://unidcom.iade.pt/designportugal/1%C2%AA-exposi%C3%A7%C3%A3o-de-design-portugu%C3%AAs-(1971).html
https://olaio.pt/pt/modelo/ik/?cat=cadeiras

terça-feira, 25 de abril de 2023

Cravos na cidade de Abril

Centro de Documentação 25 de Abril. Universidade de Coimbra



Ruas de Lisboa

Ruas da minha cidade
velas que o meu sangue abraça
e põe cravos de ansiedade
na lapela de quem passa.

Ruas da minha cidade
onde perco o coração.
Poema diz a verdade!
Diz a verdade canção!

Ruas da minha cidade
amanhecendo a firmeza
duma ponte entre a saudade
e um Abril à portuguesa.

Ruas da minha cidade
onde vingo as minhas asas.
O meu nome é liberdade
e moro em todas as casas.

Ruas da minha cidade 
praças da minha alegria
onde antes da claridade
era noite todo o dia.

Ruas da minha cidade
onde o velho é sempre novo:
as ruas não têm idade
porque são todas do povo.

Ruas da minha cidade
becos de ganga puída.
Oficinas da verdade
dos operários desta vida.

Ruas da minha cidade
janelas do meu olhar
onde os pardais da amizade
à tarde vêm poisar.

Ruas da minha cidade
 rasgadas por minha mão.
A gente passa à vontade
quando pisa o nosso chão

Ruas da minha cidade
Aonde eu quero morrer
Com cravos de eternidade
Dos meus olhos a nascer.

Poema de Joaquim Pessoa (1948-2023).  Blogue "Queridas Bibliotecas".


Centro de Documentação 25 de Abril. Universidade de Coimbra

Centro de Documentação 25 de Abril. Universidade de Coimbra




https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Pessoa
http://queridasbibliotecas.blogspot.com/