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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ferro forjado artístico - Portões II

Governo Civil de Lisboa (Rua Capelo). Desenho. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - "Grades de Lisboa". Edição da CML - 1947.

Na cidade de Lisboa, podemos observar belos portões em ferro trabalhado, enquadrados pelas ombreiras das portadas. Publiquei aqui no blogue desenhos e fotos que evidenciam belas composições, onde se encontra o motivo entrelaçado simples e geométrico, os torcidos, os monogramas, a flora e outros. 

Os portões que integravam imóveis já demolidos, ficam apenas nos desenhos, para lembrança da sua .beleza. Nos projectos que publico, o portão do antigo Governo Civil pode ser apreciado no imóvel de origem.


Governo Civil de Lisboa (191?), Rua Capelo. Foto de Benoliel Joshua. Negativo de gelatina e prata sobre vidro. Arquivo Municipal de Lisboa (Os Governos Civis foram extintos em Portugal, no ano de 2011).

Rua Capelo (Antigo Governo Civil. Na calçada vê-se o símbolo da PSP). Lisboa - Google
Avenida Almirante Reis, nº 84A. Desenho. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - "Grades de Lisboa". Edição da CML - 1947.


Rua Barata Salgueiro, nº 26. Desenho. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - "Grades de Lisboa". Edição da CML - 1947.


Marquês de Pombal, nº 8. Desenho. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - "Grades de Lisboa". Edição da CML - 1947.

Rua do Beato, nº 40. Desenho. Autores: José Jorge Afonso Nogueira e Bernardino Coelho. Data: 1945. - "Grades de Lisboa". Edição da CML - 1947.


Fonte:
"Grades de Lisboa". Publicações Comemorativas do Oitavo Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros. Edição da CML - 1947.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Travessa das Amoreiras, a Arroios | Azulejos em Lisboa

 

Foto "comjeitoearte"

O edifício situado na Travessa das Amoreiras, a Arroios nº 19, faz gaveto com a Rua Carlos José Barreiros. Pertence à freguesia de Arroios. 

Está organizado em quatro registos. No segundo piso, as varandas de sacada com ferro fundido, abrangem sete janelas. No terceiro piso, as varandas de ferro fundido estão colocadas no interior do vão, complanares com a fachada, e abrangem sete janelas. No quarto piso, a organização das varandas é igual à do segundo piso. 

A fachada é revestida com azulejo de padrão azul e amarelo de desenho centrado. Em cada piso o padrão é rematado por cercadura de flores em azul. 


 Travessa das Amoreiras, a Arroios - Google Maps, 2022



Foto "comjeitoearte"

Foto "comjeitoearte"



Rua Carlos José Barreiros - Google Maps 2024

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Gastronomia - Casamentos anos 60 / 70

Mesa de "copo-d'água" da década de 1970, em Portugal. Destaca-se o "bolo de noiva", encimado por decoração em forma de vestido de noiva (arquivo "comjeitoearte").

 
Em Portugal, os banquetes de casamento ou copo-d'água, obedeciam a tradições locais e costumes familiares. Nos meios rurais, as ementas incluíam carne de suíno, ovino, caprino e aves, que muitas vezes, provinha de animais criados pelas famílias dos noivos. Na véspera do dia do casamento, as cozinheiras iniciavam a confecção dos assados, dos salgados e do "bolo de noiva" e dos doces, seguindo receitas tradicionais, até ao nascer do sol. Os fartos banquetes realizados em casa ou em espaços reservados para o efeito, terminavam em alegres bailes.


"Bolo de noiva" com vários andares, numa mesa de banquete de casamento da década de 1960, em Portugal. No interior do "terceiro andar" do bolo vê-se a representação das figuras de um casal de noivos, com trajes tradicionais de casamento. Ao lado direito, um grande cesto confeccionado em nougat, decora a mesa do banquete (arquivo "comjeitoearte"). 

Nos meios urbanos, os banquetes ou "copo-d'água" realizavam-se em casa, em espaços de aluguer para festas, em hotéis e restaurantes. As ementas, seguiam a influência gastronómica da época e a tradição. A variedade de iguarias e doces que as compunham, atendia à simplicidade ou à sofisticação do tipo de celebração
. Os "bolos de noiva" caracterizavam-se pela estrutura com vários andares, a cor branco e a decoração requintada. A saída dos noivos do banquete era um dos momentos altos da festa. O casal, utilizando um dos automóveis da época (Citroën, Volkswagen, Renault, Alfa Romeo, Mercedes-Benz...), partia para a "lua-de-mel" perante o regozijo de convidados e familiares. Na década de 70, o movimento hippie influenciou o visual dos noivos e a decoração dos ambientes.

Ementa de casamento - Lisboa, 1962

(arquivo "comjeitoearte")


"Consommé" Rico

O consommé é um caldo concentrado feito com diversos tipos de carne. É considerado um prato tipicamente francês. Costuma servir-se quente no início de uma refeição.


" O Mestre Cozinheiro"




Lagosta Ornada



"O Mestre Cozinheiro"


"Blogue do pescador"


Ementa de casamento - Lisboa, 1961

(arquivo "comjeitoearte")



Maionese de Gambas

 
"O Grande Livro Ilustrado de Culinária"


"Galantine" de Galinha

Na gastronomia francesa, a  galantine é um prato de carne desossada e recheada. É uma preparação muito elaborada e demorada, apresentada de forma sofisticada e elegante (mesa galante).




"O Mestre Cozinheiro"

Wikipédia - Galantina de  Pato

Ementa de casamento - Lisboa, 1971

(arquivo "comjeitoearte")



"Savarin"

O "Savarin" é um clássico da confeitaria francesa. Depois de cozido é regado com calda aromatizada e decorado com "chantilly". O nome é uma homenagem a Jean Anthelme Brillant-Savarin (1755-1826), famoso chefe de cozinha francês, do século XIX. 

" O Livro de Pantagruel"


"pixabay"


"Petits Fours" de Amêndoa

" O Livro de Pantagruel"



"Aquarius" Pastelaria


Ementa de casamento - Lisboa, 1979

(arquivo "comjeitoearte")



Lampreia de ovos



"Revista de Culinária e Doçaria"



Cestos de Nougat com Fios de Ovos e Chantilly

As Corbeilles e os cestinhos de Nougat com recheio de fios de ovos e decoração de chantilly, eram doçaria frequente e quase obrigatória, nas mesas de banquetes de casamentos nas décadas de 1960 e 1970. A Corbeille, de grande aparato, funcionava como peça de exposição entes de ser servida. A técnica do nougat faz parte da doçaria conventual portuguesa, combinando a textura crocante com o sabor forte da amêndoa. Nas vitrines das pastelarias mais icónicas era comum a apresentação de corbeilles. Este tipo de doçaria artesanal e delicada, é difícil de encontrar em pastelarias comuns.


                            

Corbeille de nougat em mesa de banquete de casamento na década de 1960 e de 1970. Detalhe da asa de um cesto de nougat com fios de ovos (As fotografias são antigas e têm algumas imperfeições, por isso apresento o detalhe).




Rosa-Limpo, Bertha. O livro de Pantagruel . Lisboa: Editorial "O Século".
O Mestre Cozinheiro. Lisboa: Editorial Anagrana.
Terence e Caroline Couran. O Grande Livro Ilustrado da Culinária. Lisboa: Círculo de leitores

https://ca.wikipedia.org/wiki/Consom%C3%A9
https://blogdopescador.com/lagosta-gigante/
https://en.wikipedia.org/wiki/Galantine
https://pixabay.com/pt/photos/bolo-savarin-sobremesa-suites-292461/
https://www.aquarius.com.pt/produtos.html

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Rua Heróis de Quionga | Azulejos em Lisboa

 

Foto "comjeitoearte"


O edifício na Rua Heróis de Quionga n´49, tem a fachada revestido por azulejos. Está organizado em 4 pisos e mansarda. Pertence à Freguesia da Penha de França.

Padrão de desenho centrado e cantos simulando estrela, em tons de azul e branco. Revestimento em tapete. Centro de fabrico do Norte.


Foto "comjeitoarte"

Foto "comjeitoearte"

Fonte
https://gulbenkian.pt/biblioteca-arte/

domingo, 29 de junho de 2025

Calçada Agostinho de Carvalho / Rua das Olarias | Azulejos em Lisboa

 

Imóvel na Rua das Olarias, faz gaveto com a Calçada Agostinho de Carvalho (foto "comjeitoearte").


O edifício situado na Rua das Olarias nº 13, faz gaveto com a Calçada Agostinho de Carvalho nº 2. Está organizado em quatro registos. No primeiro piso  sobressaem duas varandas de sacada com ferro forjado. No segundo, a varanda de ferro forjado abrange quatro janelas de sacada. No terceiro, a varanda de ferro forjado ocupa todo o espaço das mansardas. A fachada é revestida com azulejo de padrão, que se repete alternadamente em dois tons de azul. Friso de azulejos estampados com desenho Arte-Nova, sob a varanda das mansardas. 




Friso de azulejos com desenhos Arte-Nova. Google 2025




Azulejos em tons de azul (foto "comjeitoearte")


Google 2025

No Arquivo da CML, o processo mais antigo referente a este edifício está datado de 1909, cujo conteúdo é construção. Os azulejos são de fabrico da "Goarmon & Ca. Premiada nas Exposições Industrial Portuguesa de 1888 e Universal de Paris de 1889, a Goarmon situava-se em Lisboa, na Rua das Fontainhas (Alcântara).


Fontes:
Jornal "A Vanguarda" , Lisboa, segunda-feira 16 de Março de 1891. - Biblioteca Nacional de Portugal BNP
Arquivo Municipal de Lisboa
Biblioteca de arte Gulbenkian

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Rua das Olarias nº 56 | Azulejos em Lisboa

 Antes - 2016
Edifício na Rua das Olarias. Fachada com azulejos caídos (foto "comjeitoearte").


Azulejos com sujidade (foto "comjeitoearte").



O edifício faz gaveto com a Travessa da Nazaré (foto "comjeitoearte").
 

O edifício situado na Rua das Olarias nº 56, pertence à freguesia de São Vicente. Está organizado em quatro pisos, com águas-furtadas. Revestimento com azulejos de padrão formado por um módulo que se repete, com pintura em dois tons de azul sobre vidrado branco. Cercaduras de azulejos nos mesmos tons. Século XIX. Fábrica de Cerâmica das Devesas. 

Depois - 2024



O edifício foi reabilitado. O espaço envolvente com escadaria, ganhou uma zona de lazer. Foto do Google Maps com data 8 de Agosto de 2004.




Gaveto com a Travessa da Nazaré


Fonte: https://gulbenkian.pt/biblioteca-arte/